A Personagem

17 Samantha


Notas iniciais
oieeee, demorei? aham, demorei. bom, o cap ta curtinho, mas eu prometo que os outros vão melhorar!

SAMANTHA

Eu estava tendo alguns sonhos estranhos há algum tempo. Sonhos que me assustavam um pouco, ainda mais quando o Edu disse que sonhou a mesma coisa que eu. Na hora, e menti pra ele dizendo que ele estava louco, pois na verdade, eu estava achando que estava completamente maluca por estar acreditando em tudo aquilo. Mas eu sempre soube a verdade.

Então, quando Edu me ligou dizendo para mim ir na casa da Jamie urgentemente, eu já soube que aquele cara devia ter aprontado alguma merda de novo... Afinal, não seria a primeira vez. Mas, nos últimos dias, as coisas estavam correndo aparentemente tudo bem, então o que será que poderia ter acontecido?

Só indo até lá para descobrir, pensei. Então eu fui.

– Oi, Sam. – disse Edu quando eu entrei na sala.

– Oi, pombinhos.

Jamie deu um sorriso de canto e me encarou seriamente.

– Alguém morreu? – perguntei de cara.

A ruiva riu.

– Não, não, ninguém morreu. George, dá pra ajudar?

Claro – ouvi a voz dos meus sonhos dizer – Mas sabe, Jamie, não é muito necessário.

– Porque não? – perguntou a garota.

Se nesse momento, eu pudesse ver a minha expressão no espelho, séria de pânico total.

– EU ESTOU TOTALMENTE MALUCA, NÃO TO?

Por causa disso. – disse a voz.

– Ela já sabe? – perguntou Edu.

Bom, tecnicamente, sim. Ela sempre soube, mas nunca quis aceitar a verdade, até agora eu só podia falar com ela enquanto dormia.

– Vocês escutam ele também? Desde quando? E por quê o beliscão não tá fazendo eu acordar? – perguntei um pouco mais calma

Eu disse que era mais fácil se ela desmaiasse, mas vou dar um jeito.

Eu pisquei, e de repente eu vi tudo que já havia visto em alguns sonhos atrás, só que agora de uma maneira bem mais clara, de um jeito em que eu podia acreditar, então eu finalmente entendi tudo.

Quando abri os olhos e vi minha melhor amiga na minha frente, com seus cachos ruivos todos desalinhados, sua pela pálida mas com vida, tive que correr e abraça-la.

Pronto, tudo explicado.

– Sam... você não se importa de sermos personagens de uma história? Como os personagens que criamos juntas pra aula de redação?

– Não me importo nem um pouco... O que importa é que o George, o seu pai, nos deu vida, deu vida a você... mais uma vez e para sempre... e nós estamos todos juntos aqui.

– Mais uma vez e para sempre. – completou Edu abraçando a nós duas.

– Mas se eu soubesse que eles ganham vida assim, eu seria mais legal com eles. – eu disse.

Todos nós rimos e depois a Jam me mostrou as fotos dela que haviam na caixa.

–Olha só, Jam, seu pai é bonitão, ein?

Sinto muito, Samantha, eu sou muito velho para você. – disse o homem ironicamente.

– Quantos anos você tem?

Quarenta e um.

– Realmente, minha faixa etária é somente até os quarenta, perdeu a chance, cara.

– Ai, credo! Calem a boca, vocês dois! – disse a Jam, rindo.

– Gurias, eu to morrendo de fome. – disse Edu.

– Puts, eu também. – disse eu.

– Sr. Waters, só por curiosidade, você consegue fazer uma pizza aparecer aqui na porta, magicamente?

A campainha toca.

Isso responde sua pergunta?

– UAU! Isso é demais. – falei levantando para ir pegar a pizza, incrivelmente recém inventada.

Abri a porta e vi que quem entregava pizza não era um daqueles caras magrelos cheios de espinhas, mas sim o ruivo mais fofo do mundo.

– Pizza com brinde! – falei.

– Eu sabia que você estava aqui. – disse ele, me beijando.

– Como sabia? – perguntei.

– Telepatia.

– Haha, que engraçado você.

– Sério, eu li sua mente...

– Se você lê mentes então o que eu to pensando agora?

– Que eu sou um idiota e devia te dar logo a pizza.

– Merda.

Dean riu e me segurou pela cintura com a mão livre, me puxando pra um beijo.

– Se vocês vão ficar se pegando muito tempo, pelo menos libera a pizza, por favor? – falou Edu.

– Cala boca, ai, e pega a minha priminha. – disse o Dean, interrompendo o beijo por um instante.

– EI! – gritou a Jam. – Já disse pra parar de sempre me colocar no diminutivo. – disse a ruiva arrancando a pizza da mão do Dean.

– Sacanagem isso ai! – falei.

– Sacanagem nada, perdeu, mané. – falou o Edu.

Que tal as crianças terem uma noite de filme de casais? Juro que não vou narrar nada.

Os três que puderam ouvir a frase recém dita se olharam, aprovando e eu disse:

– Filme? Eu escolho.

E mesmo em um mundo não muito certo, numa realidade um pouco errada, no meio de um livro com uma história complicada, sem saber o que aconteceria amanhã, ou depois, ou quando o livro fosse terminado, por uma noite, ficamos tranquilos sabendo que tinha alguém olhando por nós, um alguém que não era mais um ameaça, como quando criava intrigas para a Jam e o Edu se separarem, mas um amigo e, mais que isso, um bom escritor.

Notas finais
Beeeeijos ;)