— Diretor, o senhor sempre livra ela das sujeiras que ela comete e diz que sou eu! Eu não aguento isso!
Diz Anne com raiva.
— O senhor sabe que eu nunca fiz nada sujo...e sabe que não sou esse monstro que a garota dessa laia está dizendo.
Falou Lize se gabando por sua cor de pele.
— Desta vez a senhorita passou dos limites Srta. Vander. Vai ficar por 1 mês limpando alguns lugares da escola como todos que ficam de suspensão, e também chamarei seus pais para uma reunião.

Disse o diretor Rogers.
Anne saiu da sala com raiva e bateu a porta. Ela foi caminhando pesado para o banheiro. Seu amigo lhe chamou:
— Anne!
— Agora não!
Quando ela chega ao banheiro,ela abre a porta e encontra uma poça cheia de sangue.
Havia 2 garotas no banheiro e um cadáver. Uma estava com uma arma que continha silenciador. A outra estava arrasada com tudo aquilo, de boca aberta.
— Abra a boca e te dou um tiro!
Falou a garota apontando a arma para Anne.
Seu nome é Elana. Uma garota desajeitada, durona e assustadora. Anne adentrou cada vez mais no banheiro. Ela olhou para o rosto do cadáver. Era ela... a garota que sentava em seu lado nas aula de Direito. Kathe Ployes. Uma menina sonhadora, doce, alegre, mas ela sofria de depressão. Já havia ocorrido tragédias em sua família, mas ela não deixou de sonhar, de lutar para conseguir o que queria.
—Você fez isso?! — Perguntou Anne com lágrimas nos olhos. — Ela não fez mal a ninguém! Ela era uma pessoa ótima. Por que você fez isso?!
— Tive meus motivos.
— Aposto que um deles era que você não suportava mais ser ignorante e idiota como é.
— Você não sabe com quem está falando garota.
Olho para o lado e vejo a garota que estava assustada.
Ela estava prendendo algo em um cabo da cortina de banho que havia ali.
Era uma corda. Ela estava fazendo uma forca.... Ela ia se suicidar....
—Não faça isso Laine. Não faça....
—É um ato muito bondoso seu Anne. Não deixe os outros humilharem você pela cor da sua pele, como Lize faz. Todos são iguais, não importa a cor. Você é linda como é.
—Não faça isso Laine.
—Desculpa Anne, é necessário.

Ela subiu na pia, e simplesmente pulou com a corda em seu pescoço.
—Socorrooooooo! Por favor ! Alguém me ajuda!
Michael, amigo de Anne estava do lado de fora pegando uns livros no armário e ouviu os gritos.
Ele correu até a porta do banheiro e abriu. Ele viu todo aquele sangue e gritou por ajuda.
A garota...Kathe.... Anne percebeu que ela ainda estava respirando.
"Fingindo de morta....Boa escolha que ela fez." Pensou Anne abraçando o "cadáver" de Kathe.