A Peregrina
29 Nasce Um Sol Vermelho
Notas iniciais
*Narrativa em Primeira Pessoa*
Estávamos correndo sem descanso por três dias e três noites, seguindo a trilha dos orcs que sequestraram Merry e Pippin. Cada vez em que eu pensava que os pequenos hobbits estavam em perigo... Meu sangue esquentava e meu desejo de destruir todos esses monstros só aumentava.
No meio da corrida, Aragorn parou e encostou seu ouvido no chão...
_O que ele esta fazendo? — Sussurrei para Legolas, que estava ao meu lado.
_Tentando ouvir os passos dos orcs pelas vibrações na terra e calcular a distância que estamos. — O elfo me respondeu calmamente. Aquele maldito elfo nem parecia que tinha corrido por dias! Continuava bem!
_Mas... Se você é um elfo, não deveria fazer isso que Aragorn faz? Quero dizer, não é você que está em comunhão com a natureza, além de se gabar dos seus super sentidos élficos? — Eu o olhei e arquei uma sobrancelha. Para mim não existia momento para provocar o elfo, toda hora era hora de fazer isso.
_Eu... Bom, não sei fazer isso tão bem quanto Aragorn... — Legolas disse por fim enquanto virava o rosto para o lado. Quase parecia contrariado.
_Hmm... Parece que o senhor elfo-cabelo-de-mulher não é bom em tudo. — Inevitável provocar mais Legolas. Reação disso? Ele fica vermelho e me olha irritado. Resultado? Eu acabo rindo da cara dele.
_Os orcs aceleram o passo. Devem ter farejado nosso cheiro. Vamos! Continuem! — Aragorn exclamou e levantou-se de um pulo, logo ele estava correndo na nossa frente.
_Vocês dois estão muito devagar! — Gimli passou correndo por nós, só agora o anão finalmente conseguiu nos alcançar.
Na mesma hora voltei a correr, em instantes passei o mestre anão e estava a poucos metros de Aragorn. Legolas me acompanhou na corrida, na verdade, durante todos esses dias ele sempre ficou ao meu lado. E eu agradeci por isso. A partida de Erick e a morte de Boromir ainda estavam pesando no meu coração. Há quatro dias não recebia nenhuma notícia de Pandora e eu ainda me culpava pela morte do filho de Gondor...
_Vamos, Gimli! — Legolas gritou por sobre o ombro. Agora o anão era o último na corrida.
Horas depois, de novo Aragorn interrompeu a corrida, dessa vez ele se abaixou e pegou algo do chão... Quando ele virou o objeto percebi que era o símbolo do reino de Lady Galadriel. Era o broche que prendia o manto de todos da Sociedade. Aquilo só podia significar que Merry e Pippin passaram por aqui. Estamos no caminho certo!
_As folhas de Lorien não caem sozinha. — O guardião nos disse.
_Eles ainda podem estar vivos. — Legolas falou enquanto me olhava. Seus olhos brilharam com a possibilidade.
_Eles estão vivos. Eu sei, posso sentir. — Respondi e minha voz soou igual a minha fé na sobrevivência dos pequenos: Inabalável.
_Estão a menos de um dia a nossa frente! — Gimli de repente era o mais animado e saiu correndo em disparada. Todos sorrimos com o recém-entusiasmo dele e o seguimos.
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Já perto do final da tarde, estávamos descendo uma pequena colina quando Aragorn olhou de modo sombrio para o norte, apontou e disse.
_Rohan, lar dos Senhores dos Cavalos... Há algo estranho acontecendo aqui. Alguma força do mal dá velocidade a estas criaturas. Põe sua vontade contra nós.
_Nenhuma Treva pode ser mais forte que a Luz dos nossos corações. Nossa vontade de encontrar nossos companheiros é absoluta, portanto é superior a qualquer mal. — Eu disse de modo calmo, aquela era a verdade do meu coração. Uma verdade que sempre foi passada de Anjo para Anjo. Vi que Aragorn me olhou um pouco admirado, como se considerasse minhas palavras.
Até que pelo canto do olho vi Legolas se adiantando em relação aos outros. Com isso atraindo a atenção de Aragorn até ele perguntar.
_Legolas, o que veem seus olhos élficos?
O elfo por sua vez fez sua típica cara de idiota, que constituía de estreitar seus olhos e olhar para o horizonte. Não sei o que Legolas tentava ver, eu mesma não conseguia ver nenhum inimigo. Só via uma planície verde e longa que se estendia a quilômetros a nossa frente.
_Os orcs viraram a nordeste. Estão levando os hobbits para Isengard! — Legolas explicou para todos. E eu o olhei surpresa. Como ele podia ver tão longe?! Mesmo eu sendo uma Anja e tendo os sentidos superiores a de um humano normal, não conseguia ver tão longe como o elfo.
_Saruman. — O guardião só disse uma palavra. Um nome. E eu senti um arrepio desagradável passar pelo meu corpo. Aquele mago branco estava ajudando Sauron. Aquele que devia servir de Luz e sabedoria para esse mundo, tinha caído na escuridão. Eu já o detestava. Deixar seu coração ser consumido pelas Trevas era o pior tipo de mal que podia existir.
Isso só me lembrava que nem toda luz equivale ao bem.
Descemos a colina, na verdade Gimli rolou colina abaixo. E o idiota do elfo me perguntou entre um passo e outro.
_Você conseguiu ver os orcs?
Resolvi ignorar sua pergunta. Sabia que ele só queria devolver minha provocação.
_Vou considerar seu silêncio como um não. Parece que você não é boa em tudo... Bleumer. — O elfo disse com seu irritante e insuportável sorrisinho convencido no rosto. Além dele ter repetido o que eu disse para ele horas atrás.
Então uma ideia me ocorreu. Uma ideia que tiraria o sorrisinho do rosto do elfo. Aproveitei que Legolas olhava na minha direção, esperando alguma reação minha e invoquei mentalmente a Terra. Pedi que uma pequena pedra rompesse o solo e aparecesse na frente do elfo. E foi isso que aconteceu. Uma pedra surgiu do meio do chão e por causa do elfo olhar para mim e não para o chão enquanto corria, não viu a minha pedra... Instantes depois Legolas tropeçou nesse pedregulho, perdeu o equilíbrio e caiu no chão. Meu plano tinha dado tão certo que quase não acreditei. Nunca pensei que Legolas fosse cair de uma forma tão pouco... Elegante. Aquilo não foi nada élfico. Não pude aguentar e comecei a rir de sua cara.
_Legolas! O que houve?! — Aragorn que ia à frente ouviu o barulho da queda e se virou. Posso dizer que seu rosto estava tomado de surpresa, ao que parecia ninguém achava possível Legolas cair, nem o próprio elfo esperava por essa.
_Não houve nada. — Legolas grunhiu enquanto se levantava, mas eu pude ver que ele estava um pouco constrangido pela sua queda. Quando o elfo virou seus olhos para mim, eu tentei segurar o riso e fingir inocência.
_Acho que o Principezinho está cansado e por isso mal consegue correr! — Gimli disse em meio a gargalhadas.
_Concordo com você, Gimli. — Na hora que as palavras saíram da minha boca a vontade de rir voltou. No fim eu estava rindo junto com o anão. Acho que nós dois somos uma boa dupla quando se trata de brincar com o elfo.
_Vamos, sigam em frente! — Aragorn mandou, mas ele próprio tinha uma insinuação de sorriso no rosto.
_Até você, Aragorn? Meu orgulho só diminui nessa jornada. — Legolas questionou enquanto olhava para seu amigo. Aragorn por outro lado apenas virou-se e voltou a correr, provavelmente para disfarçar o seu sorriso.
Gimli voltou a sua corrida, que mais parecia um trote e quando eu fui correr de novo, Legolas segurou meu braço.
_Eu sei que foi você que fez a pedra aparecer na minha frente. — A voz dele parecia séria. Será que ele ficou irritado de verdade com minha brincadeira?
_Eu... Não sei do que está falando, elfo. — Preferi continuar seguindo a linha de ingênua. Talvez ele acreditasse em mim, afinal eu não queria ouvir uma bronca do elfo.
_Não se faça de boba. Quero uma compensação pela humilhação que acabei de passar. — Legolas me trouxe para mais perto do seu corpo e eu o olhei confusa. O que ele queria? Um pedido de desculpas?
_Ta bom! Descul... ! — Antes que eu pudesse terminar a frase, Legolas me puxou para si e selou nossos lábios. Foi tão repentino que eu não tive reação. Foi apenas um selinho, um beijo rápido e gentil. Então o elfo me soltou e sorriu para mim.
_Seu... S-seu... ! — Ergui a mão e tentei desferir um tapa no seu rosto, mas Legolas antecipou meus movimentos e conseguiu desviar. Em um piscar de olhos ele já estava longe e correndo ao lado de Gimli.
_Vamos, Bleumer! Você vai ficar para trás! — Legolas virou a cabeça para trás e gritou para mim. Aquele maldito! Como ele ousa ficar me beijando assim?! E porque eu gosto disso?! Como que vou sufocar meus sentimentos por ele se Legolas não para de fazer coisas que me fazem gostar mais dele?!
Respirei bem fundo e voltei à corrida, rapidamente ficando ao lado do elfo idiota.
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Já era noite do quarto dia e ainda corríamos. Minhas pernas queimavam e meus pés imploravam por um descanso, tudo no meu corpo parecia doer. Embora eu não quisesse admitir, eu estava perto do limite do cansaço. Mesmo sendo uma Anja e sendo treinada desde pequena, uma corrida ininterrupta de quatro dias estava esgotando minha energia vital. Cada respiração pareceria mais difícil que a outra, cada passo parecia mais longo que o outro, mas eu sabia que o importante era manter a mente calma. Eu podia controlar meu corpo se tivesse em mente um objetivo: Salvar Merry e Pippin.
Legolas lançava olhares preocupados para trás, provavelmente por minha causa e de Gimli, nós dois éramos os últimos, mas o anão parecia ainda mais esgotado do que eu. Já Aragorn continuava correndo firme e estável durante todo o percurso, com Legolas igualmente firme o seguindo. Não sei como eles conseguiam isso, principalmente Aragorn, ele era só um simples humano.
_Aragorn! Precisamos parar um pouco. Peregrina e Gimli estão exaustos! — Legolas gritou para o guardião depois de olhar mais uma vez para trás. Já Aragorn parou sua corrida e nos olhou, como se decidisse o que fazer.
_Não estou exausta! Ainda posso correr por vários dias. — Respondi com a voz entrecortada pelo esforço e gotas de suor descendo pelo rosto. Mesmo eu querendo me fazer de forte, estava cansada sim, mas o que me deixava realmente preocupada era Gimli.
_Eu... Não estou... Cansado! Longe disso... ! — Gimli só agora nos alcançou, seu rosto estava vermelho e coberto de suor, o anão mal pareceria se aguentar em pé, mas eu sabia que Gimli não admitiria isso, ele era tão teimoso quanto eu.
_Podemos parar, mas vamos ficar mais distantes dos orcs... Legolas, você fica aqui com eles e quando todos estiverem descansados, sigam em frente. Eu vou continuar e seguir o rastro dos orcs. — Aragorn disse. Eu via que ele tentava tomar a melhor decisão para o grupo e também vi que ele estava preocupado conosco.
_Não. Isso não vai dar certo. Quando você os encontrar o que vai fazer? Lutar sozinho contra trinta orcs? Existem formas melhores de morrer, se é o que quer. Vamos continuar todos juntos. — Disse a todos, Legolas me lançou um olhar desaprovador e rebateu minha fala.
_Você está cansada! Gimli também! Não há como continuarem assim. — Na voz do elfo não existia nenhuma nota de superioridade, apenas preocupação por nós dois.
Bom, eu tinha que concordar que Gimli parecia sofrer a cada passo e aquilo que me machucava. Eu sou a Anja daqui, não posso deixar nenhum deles em uma situação ruim se posso fazer algo para melhorar isso.
_O que?! Ninguém escute o elfo... Eu estou... Bem! — O anão disse ainda de modo ofegante e já se preparava para voltar à corrida. Quando comecei a andar na sua direção, Gimli me olhou sem entender bem porque eu fazia isso, até que parei nas suas costas e abracei seu corpanzil por trás. Antes que Gimli se debatesse, eu dei impulso com os pés e subi. Agora eu estava voando abraçada ao corpo do anão a alguns metros acima do solo.
_O que?! Me solte! Ninguém carrega um anão! — Gimli se debatia e isso só complicava mais meu voou. Eu sentia como se tentasse voar segurando uma pedra imensa. Gimli era muito pesado!
_Fique parado! — Grunhi pelo esforço e comecei a voar em linha reta.
_Bleumer! O que esta fazendo?! – Legolas perguntou, sua voz subiu algumas notas, acho que sua preocupação estava no limite agora.
_Peregrina! Desça! — Aragorn pediu igualmente preocupado. Enquanto isso Gimli resmungava e se debatia mais.
_Chega! Essa é a melhor forma de continuarmos! Não podemos ficar para trás e não vamos atrasar vocês! Eu não estou cansada e posso voar com Gimli por algum tempo, então comecem a correr. Vão! — Gritei por cima do barulho que os três faziam e todos se calaram... Aragorn suspirou pesadamente e depois virou-se para correr, eu sabia que ele entenderia que aquela era a melhor forma. Já Legolas ficou parado no lugar olhando para cima, para Gimli e eu. Nossos olhares se cruzaram e eu vi que além de preocupação, existia uma pontada de medo nos olhos cristalinos de Legolas. Ele temia por mim. Pela minha vida. De alguma forma o elfo parecia saber que eu estava no limite e que voar agora carregando Gimli teria um preço muito alto para eu pagar depois. Apenas rezei para que pudesse achar os hobbits antes do meu corpo entrar em colapso por falta de energia vital. Por fim, Legolas também virou e voltou a correr.
_Peregrina! Isso não é digno para um anão como eu! Não fui feito para voar! — Gimli ainda esbravejava nos meus braços.
_Mestre anão, sabia que ser carregado por um Anjo do Destino é uma honra? Pouquíssimos tem esse privilégio. Então fique parado e deixe-me leva-lo, pois eu fui feita para voar! — Dito isso eu subi um pouco, pegando uma corrente de ar e pedindo que o próprio Ar me levasse mais rápido.
Então logo eu e Gimli estávamos cruzando o céu estrelado daquela noite com Legolas e Aragorn correndo logo abaixo de nós. Por horas eu o levei em meus braços, até que o Sol começar nascer trazer um novo dia... Quando isso aconteceu, meu corpo não aguentava mais voar. Eu vagava entre um estado de semi consciência e por causa disso em algum momento apaguei brevemente. Só durou um milésimo de segundo, mas foi o suficiente para perder altitude e começar a cair em uma queda livre até o solo.
Acordei na exata hora que Gimli gritou pelo susto, ainda estávamos uns cinco metros acima do solo, e juntei o resto das minhas forças para abraçar firmemente o corpo do anão e pedir que o Ar diminuísse a velocidade da queda, por fim girei nossos corpos. Quando batemos no solo foi o meu corpo que amorteceu e protegeu o corpo de Gimli, mas ao fazer isso todo o peso do anão foi jogado em cima de mim, assim esmagando meu peito e expulsando o ar dos meus pulmões. Senti minha costela sendo comprimida violentamente contra minha caixa torácica. Além de uma forte dor na cabeça e na coluna por culpa do impacto com o chão.
_Bleumer! — Ouvi Legolas gritar de algum lugar e logo depois o rosto do elfo entrou no meu campo de visão. Legolas ajudou Gimli a sair de cima de mim e depois Aragorn também apareceu na minha visão. Eu estava deitada no lugar que cai sem conseguir me mover... Maldição!

_Você está bem?! — Legolas, Aragorn e Gimli perguntam ao mesmo tempo, em uníssono. Aquilo teria sido engraçado se não fosse a atual situação.
_Gimli, me perdoe... Eu o machuquei? Tentei aparar sua queda. Por favor, me desculpe. – Ignorei a pergunta dos três e tentei pedir desculpas ao mestre anão pelo meu erro, mas minha voz não passava de um sussurro.
_Não é comigo que estou preocupado agora! — Gimli respondeu aflito.
_Não ha razão para se preocupar comigo. Estou bem, já vou levantar... — Respondi tentando acalmar a todos, mas mesmo tentando me mexer, eu não conseguia. Acho que correr por quatro dias e depois carregar mais de noventa quilos voando por horas fora demais para meu corpo. Acho que tinha chego ao limite.
_Bleumer, você é muito imprudente! Agora é minha vez de carrega-la... Deixe ao menos eu fazer isso. — Legolas pediu, na verdade, suplicou enquanto delicadamente passava os braços envolta do meu corpo e me erguia do chão.
_Não! Eu posso... Andar! — Tentei reclamar, mas minha voz saiu tão débil que não teve peso nenhum. Eu podia sentir pontadas fortes de dor por todo o meu corpo.
_Peregrina, nos deixe cuidar de você como você cuida de nós. — Aragorn pediu enquanto ajudava a me colocar nas costas do elfo. Aquilo era humilhante! Eu não conseguia mexer meu corpo, minha energia estava praticamente em zero e eu tinha que lutar contra as ondas de tontura que tentavam me consumir.
Mas o que eu podia fazer? Não tinha forças para mais nada, só me restava aceitar a ajuda da Sociedade. No fim, eu estava agarrada as costas do elfo, com minhas pernas rodeando sua cintura e meus braços segurando seus ombros. Ambas as mão de Legolas seguravam a parte debaixo de minhas coxas e me sustentavam no lugar.
_Vamos continuar! — Depois que eu estava segura nas costas do elfo, Aragorn exclamou e voltou a correr. Dessa vez Gimli corria também, agora o anão estava totalmente descansado. E Legolas passou a correr me carregando.
_Legolas... Pare com isso. Você está levando peso demais. Vai acabar se cansando. — Tentei argumentar com ele em meio a sua corrida.
_Você não é pesada. Eu não estou cansado e se for por você, posso continuar correndo pela eternidade. — Legolas me disse, mas eu podia ver que estava sendo difícil a corrida para ele também.
_Me sinto parte da sua bagagem assim...
_Se me permite dizer, uma bagagem muito bonita. – Ele disse, riu e acelerou o passo.
Eu me permiti descansar a cabeça em seu ombro, assim eu podia sentir o cheiro de Legolas. O cheiro de terra e grama recém-cortada. Um cheiro que eu amava. Meu corpo cansado e minha alma preocupada com tudo que estava acontecendo acabaram cedendo e eu comecei a dormir sendo embalada pelo ritmo constate da corrida de Legolas. Até que o ouvi dizer para alguém.
_Nasce um sol vermelho. Sangue foi derramado está noite.
Entre a consciência e o sono, naquele tênue linear que separa ambos, ouvir o elfo dizer isso... Não sei se foi apenas um sonho ou realidade. Apenas afundei em um sono sem sonhos depois.
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