A Perdida do Rei
1 Prólogo
Prólogo
Era uma madrugada escura e tempestuosa em Paris, na antiga França. O som da água que caía do céu e dos trovões seguiam ao mesmo passo que os gritos de comando inimigos eram soltos por seus generais. Duas mulheres corriam em meio a tempestade em direção à floresta. Uma auxiliava a segunda, que envolvia em seus braços uma criança em meio a cobertores proporcionais ao seu tamanho.
-Você vê alguma coisa, Anastasia? – gritou seguida de um trovão a mulher com a criança.
-Acho que vejo, senhora! – a outra se afastou um pouco, observando o horizonte mais à frente. Um objeto se projetava não tão longe depois de partes de hora de corrida. – É uma casa, venha!
Anastasia segurou a mulher e o bebê, e as guiou até a casa que avistara. Toras empilhadas formavam paredes, e quadrados perfeitos eram as janelas, fechadas também por madeira; a sacada em frente a porta era coberta, o que deu um tempo para as duas recuperarem o fôlego antes de baterem na porta em busca de ajuda.
A mulher que abriu era jovem, podia-se notar de primeira vista. Os cabelos eram escuros e compridos, seguindo a coluna até a metade da cintura. O vestido era o comprido comum das camponesas da época, e os ombros estavam cobertos com a pele de algum animal, que a aqueciam na noite gélida.
-Mon Dieu! Que vocês estão fazendo aí fora numa tempestade dessas? Venham, vão acabar adoecendo.
As duas se entreolharam pelo fato de nem conhecerem a moradora, e a mesma já oferecer sua casa para ajudar, contudo aceitaram o convite. A dona da casa ajudou as duas a se aquecerem com o que tinha, e a secar suas roupas. Depois de todo cuidado, elas e o bebê estavam reunidas na sala. O clima era de tensão, mas não era perturbador.
-Sou Elena. – a moradora observou a com a pele e cabelos claros, que não soltava a filha por nada, como se pudessem ser arrancadas uma da outra a qualquer momento, por qualquer pessoa. – E você... Você não é a Rainha?! Vossa majestade não deveria se afastar tanto do castelo, especialmente com aqueles ingleses em todo lugar!
Maria de Anjou não sabia que seria tão fácil que fosse descoberta, por mais que tentasse modificar o máximo que podia do próprio cabelo e rosto. Puxou mais a filha para perto de si, e ficou apreensiva.
-Por favor, eu... eu lhe ofereço qualquer coisa, ouro, joias! Mas não deixe que saibam que estou aqui. Ou que sou eu. Eu lhe imploro. — Estava desesperada, e as lágrimas já se acumularam, mesmo com o sorriso tranquilizador de Elena.
-Não se preocupe. Posso dizer que é mulher de meu irmão, se não houver problema. E... também não preciso do seu ouro. – Maria concordou – Mas por que toda essa apreensão?
A rainha observou novamente a filha em seus braços, enxugou um pouco das lágrimas acumulada nos olhos, e voltou a olhar para a jovem.
-São eles. – a mensagem foi recebida apenas com a única frase, mas Maria continuou. – Os ingleses estão atrás da minha Victoria. Estão aqui para capturarem escravos, e o Rei Henrique sentiu que a princesa estaria a seu nível. Não posso deixar que a levem. Ela é apenas um bebê...
Início da Parte 1 — A vila mais próxima
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