A Pequena Uchiha

14 Declaração


Notas iniciais
Voltei o/ Cadê os favoritos? O.o Tem tanta gente acompanhando minha historia e só quarenta e pouco de favoritos? T-T Favoritem e me deixem feliz XD hehehe Bonnie Wolff; Linda *---* amei sua recomendação sério, cada palavra linda que vc escreveu me fizeram case chorar de felicidade T-T Muito obg. ANGY CHAM; realmente da um gostinho de quero mais, néh? E eu não sou tão incrivel assim, ñ mesmo-sqs ¬¬ hehe ANGY amei muito a sua linda recomendação. Obg! Capitulo dedicado a vcs linda >.< Boa Leitura!

Sakura percebeu que apenas alguns minutos haviam se passado depois que perdeu a consciência. Mãos fortes tentavam tirá-la do carro, e sua dor era lancinante.

– O bebê! Vocês têm que pegar o bebê! — ela ouviu-se insistindo, enquanto tentava virar a cabeça para olhar para os olhos do homem que tentava puxá-la ansiosamente.

Suas costas haviam parado de doer. Não podia sentir mais nada, exceto o cheiro da gasolina, e o medo nos olhos do homem que a forçava para fora.

Seus pensamentos estavam lentos e confusos. Não podia ver Yumi, mas podia sentir o calor de Aya, seu pequeno corpo protegido contra o seu.

– O bebê! — ela repetia para quem a estava puxando. — Pegue-a primeiro.

Falar era um esforço supremo, seus lábios não a obedeciam, e ela não podia erguer a mão para tocá-los porque parecia que todo o seu corpo estava preso por algo pesado, um peso esmagador.

– Rápido. Há uma criança aqui! — ela ouviu o homem dizendo em italiano.

E um outro homem dizia:

– Temos que tirar a mulher daí.

Tirar a mulher? Que mulher? De quem estariam falando? De Yumi? Mesmo que não gostasse dela, esperava que estivesse bem.

– O bebê... — ela repetiu dolorosamente, enquanto a imagem do homem que se inclinava sobre ela parecia ir e voltar, em ondas. Aya conseguiu soltar uma de suas mãos e tocou o rosto de Sakura.

Sakura pôde ver o choque no rosto do homem, o que a incomodou. Ele não ouvira o que ela tinha dito?

– Você deve dizer a Sasuke... ao Uchiha... que Aya está bem. — ela falou com esforço. — Ele está preocupado com ela. Você tem que ligar para o palazzo.

Lentamente, foi conseguindo dizer ao homem o telefone e o endereço, resistindo à vontade de segurar Aya quando ela foi gentilmente retirada de seus braços.

Alguém parecia colocar almofadas em sua cabeça. Sakura queria saber de Aya, tentava protestar, mas não podia resistir ao sono.

*...*...*

Sasuke foi avisado pela polícia, e meia hora depois chegava à cena do acidente. Só o que pensava era que seria tarde demais. Dirigira ainda mais rápido que Yumi, e a cada curva se afligia pelo que poderia encontrar na estrada. Haviam lhe dito que Aya estava bem.

– E Sakura? Minha esposa? — Houve uma breve pausa.

– Ela está presa na parte de trás do carro. Deve ter se curvado para proteger o bebê, e a ferragem foi empurrada contra ela – o policial disse sombria mente.

Quando Sasuke chegou ao local do acidente havia muita gente.

O medo era como uma faca em seu peito.

– Ainda não pudemos retirar sua esposa. Já pedimos ajuda para Florença.

Seu coração batia descompassadamente, em um ritmo violento.Tinha de ver Sakura e nada nem ninguém o impediria.

– Preciso ver minha mulher — ele disse ao policial autoritariamente.

Mesmo dizer as simples palavras "minha mulher" já o agoniava, mostrando-lhe o quanto Sakura significava para ele, e o quanto a amava e precisava dela.

– Ela está inconsciente no momento. — O policial franziu o cenho. — Houve um derramamento de gasolina causado pela colisão. Não é seguro que ninguém se aproxime.

Passando Aya para os braços de Madalena, Sasuke pediu calmamente.

– Deixe-me ver.

Sem esperar pela resposta do policial, foi cortando caminho por entre o cordão de policiais que cercavam os carros e então foi obrigado a parar, a cabeça girando.

A cena parecia pior do que o acidente que levara Kakashi e Rin.

O pequeno carro tinha sido reduzido a nada com o impacto do outro carro, muito mais pesado. Ironicamente, o lado do motorista parecia intacto, mas a parte de trás...

– É um milagre que sua filha não tenha se machucado. — o policial disse a Sasuke. — Amor de mãe é uma coisa maravilhosa. Ela se curvou de um jeito sobre a criança que conseguiu protegê-la. — Com o olhar sombrio ele se voltou para Marco. — Infelizmente, ainda está presa entre a frente do carro e o banco de passageiros. Não podemos movê-la, e não sabemos como ela está. O médico acabou de chegar e está tentando acordá-la.

Sem pensar. Sasuke abriu caminho em direção ao carro. Um homem estava agachado perto dele e segurava a mão de Sakura.

– Está sentindo alguma coisa? Alguma dor... alguma sensação? — perguntava a ela calmamente. Sakura tentava se concentrar no que lhe perguntavam, mas era tão difícil... Tudo o que queria era fechar os olhos e voltar a dormir. Seu corpo parecia pesado e adormecido. Havia uma dor lancinante em sua cabeça, e um gosto horrível de metal na boca. Sua mão não lhe parecia familiar... estava flácida e esquisita. Pelo menos Aya estava salva, pensou contente e fechou os olhos.

– Não, você tem que ficar acordada. — o médico estava dizendo duramente a ela. — Não feche os olhos.

Sakura sentiu quando ele apertou fortemente sua mão. Estava se virando para falar com alguém, mas ela não podia ouvir o que dizia.

Quase entrou em pânico tentando entender o que falavam. Sentia-se tão sozinha!

O medo ameaçava tomar conta de Sasuke quando ele se aproximou do médico e perguntou o que estava havendo.

– É importante que ela se mantenha consciente.

Sasuke, que já podia ouvir o sussurro de medo de Sakura dirigiu-se protetora mente até ela.

– Não sabemos ainda o quanto ela foi afetada. E não saberemos até conseguirmos tirá-la daí. Tenho que continuar falando com ela, mantendo-a acordada — o médico explicou pacientemente a Sasuke, percebendo como ele se sentia.

– Deixe que eu faça isso. — Sasuke pediu no mesmo instante. — Ela é minha mulher.

O médico hesitou, mas ele era insistente.

Sakura percebeu que Sasuke falava com ela, chamava seu nome. Dizia a ela que não podia dormir. Sabia que sonhava. Como ele poderia estar ali?

A voz insistia. Mesmo sem crer, Sakura procurou forçar seus olhos a se abrirem, chocada quando percebeu que ele estava realmente ali, que não eram seus sonhos tolos. Sasuke estava ali com ela!

A alegria lhe trouxe mais adrenalina, vontade de falar com ele, seguida pela culpa quando percebeu que ele não devia estar ali por ela, mas sim por Aya.

– Tentei parar Yumi. — ela disse imediatamente. — Mas não consegui. Ela estava com Aya. Disse que faria com que você pagasse o resgate.

As lágrimas encheram os olhos dela. Sasuke ouviu um pequeno soluço e gentilmente limpou seu rosto. Havia sangue na mão dele, ela percebeu com um vago sentimento de choque.

– Você deve ter se cortado. — disse a ele preocupada.

– Não é nada. — Sasuke murmurou.

A voz dele parecia rouca, como se alguma coisa prendesse sua garganta, como se estivesse com dificuldade de falar. Estaria bravo com ela?

Sem poder imaginar o que Sakura pensava, Sasuke aproximou sua cabeça da dela. Sakura pôde ver as lágrimas em seus olhos. O sangue era dela, e o médico lhe assegurava que eram cortes superficiais, mas ele não queria assustá-la ainda mais.

Estava quente dentro do carro, e seus músculos já estavam doendo pela posição em que tinha se colocado para ficar tão perto dela quanto pudesse.

Segurando sua mão livre, ele falava com ela, dizendo o quanto fora corajosa, reassegurando-a de que Aya estava bem.

Sakura sentia como se estivesse em um tipo de sonho. Ao longe percebia que ele segurava fortemente sua mão enquanto falava com ela.

– Como se sente? Tem alguma dor?

– Minhas costas estavam doendo... mas agora passou... — A voz dela era muito fraca.

– Foi mesmo? Que bom! — Sasuke respondeu vibrante, embora por dentro soubesse o que aquilo significava.

Jurou a si mesmo que, por mais machucada que ela estivesse, devotaria o resto de sua vida a cuidar dela e a amá-la.

– Onde está... Yumi? — Sakura perguntou.

– Não sei — Sasuke respondeu com sinceridade.

Uma das testemunhas disse haver visto uma mulher se afastar correndo do lugar do acidente, ele imaginara que devia ser ela.

O caminhão com a serra de corte havia chegado e a polícia dizia a Sasuke que, para sua própria segurança, tinha que se afastar.

Mas ele se recusava terminantemente.

– Quanto barulho... — Sakura murmurou quando as máquinas começaram a trabalhar.

– Você logo estará livre. — ele a confortou.

Uma ambulância já estava estacionada ali, o médico observava e esperava. Não havia mais o que fazer.

De algum ponto, Sakura sangrava. Sasuke pôde ver a enorme mancha vermelha no chão quando conseguiram tirar a ferragem de cima dela.

– Está doendo — ela murmurou trêmula. Seu rosto estava branco como cera, seus olhos refletiam a dor que sentia.

– Seja corajosa, falta pouco. — Sasuke sussurrou, sem saber como escolher as palavras.

O médico já se movia para perto deles, com uma seringa na mão.

– Isso apenas vai relaxá-la, para que possamos movê-la com maior facilidade. — disse a Sakura.

Sasuke não podia acreditar que tudo estava acontecendo novamente! Não suportava pensar que Sakura corria risco de vida.

Logo conseguiram retira-la das ferragens, colocando-a na ambulância.

*...*...*

– Então está voltando para casa... Que pena! — A enfermeira provocava Sakura. — Não vamos mais ver seu marido... Nada mais a alegrar nosso dia!

Sakura sorriu-lhe brevemente. Havia se acostumado àquele quarto de hospital. Nas últimas quatro semanas. Parecera-lhe tão seguro que relutava em deixá-lo.

Todos eram tão gentis com ela. Tão protetores. Tão prontos a segurar-lhe do quanto fora corajosa e da sorte que tivera. Seu principal problema foi que perdera muito sangue com a perfuração do metal. Entrara em choque e quase morrera. Mas mesmo a ferida havia cicatrizado em tempo recorde, o doutor dissera, graças a sua jovialidade.

Por sorte, ela estivera desacordada no percurso até o hospital. Suas costas haviam sido duramente atingidas, mas nenhum dano permanente fora causado. Tivera apenas que usar um colar de gesso para uma pequena fratura, e mesmo ele já havia sido removido.

Os vidros que haviam penetrado seu rosto haviam sido totalmente retirados, e as pequenas cicatrizes logo desapareceriam, segundo o médico. Não havia como negar que sua recuperação fora espetacular. Por que sentia então tanto medo?

O médico dissera que estava pronta para ir para casa.

Para casa com Aya e Sasuke.

Será que seria forte o suficiente para estar com ele e continuar mantendo em segredo seus sentimentos?

Pelo menos uma coisa boa acontecera com o acidente. Sasuke havia assegurado a Sakura que nenhum juiz jamais daria a guarda de Aya a Yumi, sabendo que ela respondia um processo por dirigir perigosamente, e por colocar em risco a vida da criança a quem dizia amar tanto.

Com ternura, ele também lhe dissera do quanto se arrependia por não ter simplesmente dado o dinheiro a Yumi, ao que Sakura respondera com sua certeza de que, se o tivesse feito, teria que se submeter por toda a vida às chantagens de Yumi. E Aya nunca estaria segura.

Mas naquele momento, Sakura estava aterrorizada em pensar em voltar à sua vida normal. Tinha muito medo de voltar ao palazzo. A realidade era que o motivo que forçara seu casamento mais Sasuke não precisava mais dela. Pelo menos não como esposa . O que isso significava...

Sakura não queria pensar sobre isso.

– Pronta, então?

Nervosa, ela assentiu enquanto Sasuke pegava sua mala da cama e se virava para a porta do quarto do hospital. Por sua própria insistência, estava segurando Aya.

Logo que se sentira um pouco melhor, Sakura pedira às enfermeiras que deixassem que Aya a visitasse, para que a pequena não tivesse a sensação de que ela a abandonara. Sem dúvida, era com esse objetivo que Sasuke a visitava com tanta freqüência, e passava as noites no hospital: pelo bem de Aya.

A única coisa que pedira a ele foi que não avisasse sua família do que havia acontecido. Sua amiga estava confiante de que ficaria grávida brevemente, e Sakura não queria preocupá-la.

Para sua surpresa, Sasuke resolvera viajar no banco traseiro junto com ela e Aya, tendo pedido a Pietro que dirigisse.

– Está tudo bem, Sakura. — ele disse calmamente, tentando imaginar o que a preocupava. — Você está perfeitamente bem agora.

Ela estava surpresa com o modo como Sasuke a olhava e segurava firmemente sua mão. Em todo o tempo que estivera com ela no hospital ,ele não a tocara.

Na verdade ela tivera mesmo a impressão que ele quisera manter a maior distância física possível em relação a ela, como fizera antes no palazzo.

Parecia sempre frisar que a intimidade que haviam dividido não representava para ela nenhuma ligação emocional.

O mero fato de estar sentada ali, segurando a mão dele como uma proteção afetuosa, fazia com que se sentisse emocionalmente frágil. Se pelo menos pudesse demonstrar todo o seu amor, aproximar-se dele, encostar a cabeça em seu ombro, sentir-se protegida em seus braços.

Receosa de que pudesse se trair, mostrando a Sasuke o que sentia, Sakura tirou sua mão da dele. Quando ele sentiu seu gesto, não resistiu e virou-se para a janela, o olhar perdido na paisagem. Sasuke não podia imaginar o quanto sua garotinha sofreria se Sakura partisse naquele momento. Nas primeiras horas depois do acidente, quando Aya tivera de ser separada dela, ficou chorosa, inconsolável. Em desespero, Sasuke levou-a ao hospital. Quando a colocou ao lado de Sakura na cama, ela se acalmou, e incrivelmente, mesmo em estado de semi consciência, Sakura colocara de forma protetora seu braço em torno da bebê.

Não. Sasuke sabia que não haveria para Aya substituição para o amor de mãe que Sakura lhe transmitia.

Mas por outro lado, havia o respeito à própria Sakura, que sofrera tanto por causa dele. Ela tinha o direito de amar o homem que escolhesse, de dividir sua vida com ele, de criar seus filhos.

Sasuke ficou tenso com a intensidade da dor que o atingia ao pensar naquilo.

O que deveria fazer?

Conhecendo Sakura, sabia que ela insistiria em honrar seu contrato original e ficar com Aya pelos primeiros anos de sua vida.

Mas, se o fizesse, onde ele encontraria controle suficiente para manter-se afastado dela?

Mesmo que terminassem seu casamento, não faria a menor diferença, ele ainda iria desejá-la, ainda iria amá-la. Como protegê-la dele mesmo?

*...*...*

Sakura só ficou mais aliviada quando eles chegaram ao palazzo. Aliviada e cansada para ter qualquer escrúpulo quando Sasuke avisou a Madalena que ela subiria e descansaria em seu quarto.

– Já começaram a trabalhar na suíte principal. — Sasuke avisou-a. — Eu queria que tudo estivesse pronto quando você voltasse, mas não foi possível. Talvez seja até bom, porque suponho que queira supervisionar a decoração. Assim que estiver forte o suficiente, poderemos cuidar disso.

Sakura mal conseguia subir as escadas. Ele planejava continuar mantendo a ficção do casamento? Por quê? Havia pensado muito enquanto estivera no hospital, e chegara à conclusão de que, com o fim das ameaças de Yumi, Sasuke iria querer tão logo quanto possível terminar com o incômodo casamento.

Ela disse a si mesma que deveria ficar grata por aquilo. Com o fim de seu casamento, seria mais fácil lidar com seu amor Por ele. Não poderia deixar Aya, sabia disso. E se Sasuke sugerisse que ela o fizesse?

Lágrimas surgiram em seus olhos ante o pensamento de deixar a pequena. Estavam chegando à porta do quarto, e Sasuke lhe disse bruscamente quando abriu a porta.

– Vou deixar que descanse. Madalena subirá daqui a algum tempo para ver se precisa de alguma coisa.

Foi só quando se afastou um pouco dela, que Sasuke percebeu brilho em seus olhos e parou.

– O que foi? — ele perguntou imediatamente. — Por que está chorando? Está sentindo alguma dor? Onde é? Diga-me.

Sakura deu um pequeno soluço. Era melhor que Sasuke continuasse achando que se tratava de alguma dor física. Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, Sasuke subitamente explodiu:

– Sakura, por favor, não chore! Não posso agüentar... Não posso agüentar imaginar o quanto sofreu! O quanto eu a fiz sofrer. Teria feito tudo o que pudesse para evitar, eu lhe juro! Não faça isso...

Ela o ouvia pedir, enquanto chorava ainda mais, chocada por perceber que de alguma maneira ele descobrira o quanto o amava.

– Eu também teria evitado se pudesse. — Ela tentou se controlar,percebendo subitamente que já estavam dentro do quarto e que Sasuke a estava segurando pelos braços. — Não queria amar você. — disse simplesmente. — Eu...

Ela pôde sentir a tensão no corpo dele. Os braços que a amparavam subitamente afrouxaram, e Sasuke deu um passo para trás. Sakura tremia, sentindo falta de seu apoio.

– Sakura, o que está dizendo?

Havia choque, um tom quase de aviso em sua voz, mas Sakura ignorou-o. Não importava mais o que ela dissesse, ele já deixara óbvio que sabia o que ela sentia.

– Estou dizendo que o amo, Sasuke. Que sempre o amarei. E que eu queria, mais que qualquer coisa no mundo, poder ter concebido um filho seu. — ela confessou a ele sem se arrepender. — Pelo menos eu poderia amá-lo. Sei que não me quer. Sei que vai querer terminar nosso acordo, porque não há mais razão para mantê-lo, mas, por favor, pelo bem de Aya, me deixe continuar com ela como planejamos no início. Ela precisa de mim. Sasuke, e eu lhe prometo que não vou...

Enquanto as palavras saíam da boca de Sakura, Sasuke podia apenas ouvi-la sem acreditar.

– Que não vai o quê? — ele a desafiou com a voz firme, quando percebeu que havia interrompido o que dizia.

Sakura balançou a cabeça, o rosto tenso quando se recusou a colocar em palavras o que pensava.

– Que não vai mais permitir que eu faça isso? — ele sugeriu, causando-lhe um choque quando a tomou nos braços e inclinou a cabeça para lhe dar um beijo rápido e afetuoso nos lábios. — Ou isso... — ele murmurou passando a língua gentilmente pelos lábios dela, forçando-os a se entreabrirem.

Sakura estava trêmula de ansiedade e paixão. O que ele estava tentando fazer com ela? Estava querendo deliberadamente atormentá-la? Puni-la?

Foi quando, para seu espanto, ela o ouviu dizer docemente, a voz rouca de emoção:

– Sakura, minha pequena... Meu doce amor, meu único amor. Eu mal posso acreditar que isso é real. Que possa me amar quando fiz tão pouco para merecê-la...

Sasuke a chamara de seu único amor! Confusa, Sakura tentava entender o que estava acontecendo, mas Sasuke a beijava de um jeito tão apaixonado que não conseguia pensar.

Muitos minutos depois, afastando-se relutantemente dos lábios dela, Sasuke gemeu.

– Você devia estar descansando...

Mas quando olhou bem em seus olhos, fora com tal paixão que ela não podia conter seu coração que batia descontroladamente. E não podia evitar que seu rosto queimasse, quando sem querer olhou de Sasuke para a cama, num apelo mudo.

– Não faça isso! — Sasuke protestou severamente. — Sou apenas um homem, e nunca senti tanto medo em minha vida como nessas últimas semanas. — Ele fez uma pausa e balançou a cabeça. — Achei que já conhecia toda a dor de perder alguém, mas estava tão errado! Eu não sabia de nada! Se tivesse perdido você, toda a minha vida perderia o sentido!

Sakura lutou para respirar, pois o ar parecia lhe faltar nos pulmões.

– Mas se eu pudesse voltar atrás... você jamais teria entrado naquele carro... Eu teria pago a Yumi ao invés de...

Sakura teve medo. Ele havia dito que a amava, mas seria aquele amor apenas produto de sua culpa?

– Você não tem... não tem que me amar... — ela falou, tentando encontrar as palavras certas para exprimir seus pensamentos.

– Sim, eu tenho. — Sasuke a contradisse no mesmo instante. — Eu tenho que amá-la, Sakura, porque esse é o meu destino... Acho que já sabia disso horas depois de nos encontrarmos. — ele acrescentou firmemente.

Ela olhava fixamente em seus olhos.

– Claro que tentei me enganar. — Sasuke continuou. — Nenhum homem admite facilmente que não tem total controle de sua própria vida. Eu tinha clareza de que quando escolhesse me casar, essa seria uma decisão tranqüila, racional, tomada por razões lógicas Claro que eu iria respeitar e cuidar de minha esposa, mas...

– Ela não seria uma mulher acusada de roubar maridos alheios, e, é lógico, seria italiana. — Sakura completou asperamente.

– Tem razão em me lembrar de como a julguei mal. — Sasuke reconheceu. — Sinto muito.

– Posso entender que um homem em sua posição, que tem toda a tradição de sua família atrás de si, tem valores e expectativas também tradicionais. — Sakura disse, cuidadosamente escolhendo as palavras. — O fato de ter acreditado que eu era sexualmente promíscua...

– Não! — Sasuke a interrompeu bruscamente. — Admito que tentei acreditar nisso, mas mais como autodefesa, para evitar assumir meu amor quando parecia que você não me queria. Mas não demorou muito para que eu percebesse sua honestidade, Sakura, e a pureza de seu espírito. — Ele fez uma pausa. — No dia de nosso casamento, quando fizemos nossos votos, eu sabia que amava você, e que sempre a amaria. Infelizmente, não fui forte o suficiente para controlar meus... Atos.

Sakura sentia um nó de emoção preso na garganta. Aquelas palavras significavam tanto para ela.

– Não consegui me conter como deveria, precisava...

– Acreditar que eu estava sexualmente disponível? — No mesmo instante. Sasuke balançou a cabeça.

– Não, certamente que não. Isso nunca passou pela minha cabeça. — ele negou com a voz firme.

– Mas ficou chocado ao descobrir que era minha primeira vez. — Sakura lembrou a ele. — E quando se distanciou tanto de mim e me disse que aquilo não deveria voltar a acontecer, percebi que não me amava.

– Pelo contrário. Só fiz aquilo porque a amava. — Sasuke corrigiu. — Eu a julguei mal e depois abusei da confiança que depositou em mim quando concordou com nosso casamento. Eu sabia que não devia confiar em mim mesmo, que não poderia me controlar, uma vez que a toquei, não poderia mais parar. Por isso tentei me afastar de você, foi para sua proteção. Se eu tivesse imaginado que também me amava...

Sakura olhou para ele, o rosto corado.

– Devia ter tido certeza disso pelo modo como respondi a você... Na... Cama.

– Talvez eu devesse mesmo. — Sasuke concordou. — Se eu não estivesse convencido de que seu instinto natural e sua inocência eramos únicos responsáveis pelo jeito irresistivelmente sexy com que você se deu para mim. Na verdade, isso apenas me deu outra razão para me sentir culpado e envergonhado. E se eu a tivesse engravidado?

Erguendo o rosto contra o peito dele, Sakura murmurou suavemente:

– Queria tanto que isso tivesse acontecido...

– Sakura...

Ela sentiu que Sasuke dizia seu nome em um gemido, seus braços enlaçando-a com mais força.

– Se tivesse me dado mais uma indicação de como se sentia... — Um sorriso envergonhado emergiu nos cantos da boca de Sakura, quando ergueu a cabeça e olhou diretamente em seus olhos.

– Eu pensei que havia lhe dado mais de uma dica. — ela o provocou gentilmente, lembrando-se de como o encorajara a perder-se nela, como ele próprio dizia.

– Talvez eu não estivesse muito concentrado. — Sasuke respondeu com voz rouca, lançando-lhe um olhar que fez com que um arrepio profundo percorresse todo o seu corpo.

– Talvez deva lhe dar mais algumas pistas? — O quê? Agora? Naquele momento, quando ele não tinha mais com que se preocupar, quando o desejo e o amor brilhavam nos olhos dele com talintensidade, ela achava que iria derreter. Ousada, alcançou os lábios dele, tremendo de prazer quando sentiu a reação íntima do corpo dele abraçado contra o seu.

– Sakura! — Sasuke a repreendeu.

Sem se censurar mais, Sakura correu a língua pelos lábios dele, ofegante de prazer quando ele capturou sua boca em um beijo apaixonado.

– Leve-me para a cama, Sasuke. — ela murmurou com a voz rouca, quando finalmente foi capaz de falar.

– Acha que já está suficientemente recuperada? — ele perguntou gentilmente, enquanto afastava uma mecha de cabelos de seu rosto, e admirava-a carinhosamente, deitada entre os travesseiros, o rosto vermelho dos beijos que haviam trocado.

Sua blusa estava entreaberta, deixando antever a pele alva e a suave curva de seus seios. Sasuke não resistiu e começou a acariciá-los, enquanto Sakura ofegava de prazer.

– Acho que essa é a melhor terapia que posso ter. — elar espondeu, a boca se curvando em um sorriso suave quando o abraçou e o trouxe para mais perto de si.

*...*...*

– Não sei o que faria se tivesse perdido você. — Sasuke confessou emocionado, horas mais tarde, enquanto descansavam abraçados, com a luz do sol poente a brincar sobre seus corpos nus. — Minha vida teria acabado se houvesse perdido você naquele acidente, Sakura. Prometa-me que nunca, nunca vai duvidar do meu amor por você.

– Eu prometo. — Sakura assegurou, num sussurro apaixonado.

Continua...

Notas finais
Oq axaram? Sinto muito em dizer mais... Esse é o penúltimo capitulo. O próximo vai ser um epilogo pequeno. Por favor ñ me matem; T-T Aki esta a minha outra historia para quem quiser acompanhar: http://fanfiction.com.br/historia/492321/Ligacao_Por_Engano/ Espero q ela faz sucesso igual essa >.< Até a próxima