A Pena da Cura

41 Capítulo 41 - Quando um problema é resolvido, outro aparece.


Notas iniciais
Cheguei o/ Boa leitura!

Pela primeira vez em anos, Laxus perdeu uma corrida. Virgo foi incrível, quando ele chegou no castelo ela já estava lá servindo chá para todo mundo.

— Ora, Laxus. Bem-vindo de volta — o líder cumprimentou comendo um cookie. — Eu não esperava que vocês fossem voltar tão cedo.

— Encontramos um livro no lugar da parte da tesoura — sentou no sofá.

— Ah, o livro de maldições... Eu quase esqueci dele — coçou o queixo envergonhado. — Bem, mas veio bem a calhar, vocês precisam dele, certo?

— O senhor sabe sobre...

— Sim. Todo mundo erra, mas nem todos conseguem enxergar e admitir seus erros. Esse é o caso da Tamandra, fico feliz que estejam ajudando aquelas crianças.

— A Dona Tamandra não esteva lá quando chegamos...

— Isso foi porque eu troquei o livro de lugar e esqueci. Por isso não avisei ela e ainda mandei vocês para o lugar equivocado.

— Isso explica... Bem, agora só temos que procurar a maldição e copiar ela antes que a Dona Tamandra perceba — riu.

— Claro, usem a biblioteca. Algumas palavras estão codificadas e lá tem um livro que vai ajudar vocês. Fica na prateleira 20B.

— Certo, obrigado. Você me ajuda, Virgo?

— Claro, Ouji-sama.

O dois seguiram para a biblioteca e rapidamente encontraram o livro de símbolos. Enquanto Laxus escrevia, Virgo traduzia. Em menos de uma hora eles conseguiram a cópia da maldição completa.

A rosada voltou para o Mundo Celestial, enquanto o loiro guardava a folha e esperava as outras duas duplas voltarem.

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~ Atualmente ~

Nights e Lio voltaram para o Mundo Celestial por falta de magia, deixando Lucy o Happy logo após chegarem na cidade. Como os dois já sabiam o caminho foi fácil chegar até o castelo.

Pouco antes de chegarem, os dois montaram a tesoura para garantir que tinha pegado as peças certas. Assim que encaixaram as partes do parafuso, a tesoura brilhou e se tornou completamente branca.

— Bem-vindos de volta — Mary esperava por eles na porta.

— Obrigada, Mary-san — a loira sorriu, entrando na casa e seguindo a Líder.

— Vocês demoraram – Laxus sorria de lado.

— Você que teve sorte de não precisar ficar um mês procurando ou esperando respostas – Lucy rebateu.

— Deixem a DR para depois, trouxemos a tesoura — Happy voava feliz com a tesoura na pata.

— Happy, cuidado! Você pode se machucar – alertou.

— Aye — pousou em cima do sofá.

— Vejo que conseguiram — Pietro entrou na sala. — Acho que já podemos pegar o que vocês precisam. Quantas vocês querem?

— Três, por favor — Lucy respondeu educada, retirando as luvas.

Mary pegou a tesoura e se aproximou do marido, enquanto ele fazia suas asas surgirem. Diferente dos outros anjos, a asa do Líder era azul clara. Habilmente ela cortou as três penas, colocando em um saquinho.

— Vocês devem ter estranhado a cor das penas — Mary começou a explicar. — Quando um anjo é promovido a Líder, as suas penas ficam azuladas — entregou para Happy.

— As suas também são azuis? — ele pegou o saquinho.

— Sim, são exatamente iguais.

— Eu nem acredito... Nós conseguimos — Lucy olhava para as penas surpresa.

— Eu disse que daria tempo — Laxus sorriu.

— Desculpa fazer vocês passarem por tudo isso. Tentamos vários jeitos de impedir que pessoas maldosas entrassem em nosso mundo, separar o cajado foi a única que funcionou... — Pietro explicou.

— Sem problemas, foi até divertido.

— Eu me senti em uma caça ao tesouro — Happy sorriu.

— Agora só precisamos da maldição, o que vai ser um problemas...

— Eu diria que não — o loiro mostrou uma folha.

— Isso é...

— A maldição e seu jeito de reverter. A Virgo encontrou o livro quando fomos atrás da parte da tesoura.

— Temos tudo completo!

— Adoraríamos que voltassem mais vezes, por isso queremos que fiquem com isso — Marry entregou uma chave branca com uma asa na ponta para a loira. — Com sua magia celestial você pode abrir um portal para o nosso mundo, assim não precisa correr atrás das sete partes de novo.

— Muito obrigada. Bem... Acho que temos que ir.

— Eu entendo. O portal está aberto para vocês, no mesmo lugar.

Os três se despediram, prometendo voltar para fazer uma visita, e saíram do castelo indo para a mesma colina de antes. Quando chegaram quase comemoraram quando não viram Tamandra esperando, seria complicado se ela visse o papel sobre a maldição.

Olharam ao redor mais uma vez e por fim entraram no portal.

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— Está sendo mais fácil que da primeira vez — Lucy disse feliz, seguindo o loiro.

— Acho que decoramos o caminho inconscientemente.

Depois que chegaram na guilda, os dois deixaram as penas com o Mestre, que ficou tão feliz ao ponto de pular, e saíram da guilda direto para a floresta, mas dessa vez sem Happy que estava ansioso para saber como os Dragon Slayers reagiriam a poção.

Os dois loiros chegaram na floresta e conseguiram encontrar a casa em pouco tempo. Bateram na porta e forram atendidos pela própria Cendy.

— Conseguiram as penas para seus amigos?

— Sim, e não só isso. Trouxemos uma cópia da página do livro que falava sobre a maldição que está no seu irmão — a loira revelou.

— Eu não acredito — começou a chorar emocionada. — Eu não sei nem como agradecer vocês.

— Não precisa, ficamos felizes por ajudar. Bem, agora precisamos do pequeno.

— Ah, sim. Ele está no quarto dormindo, melhor assim. Assim que a maldição foi retirada ele vai acabar desmaiando...

Cendy levou os dois para o andar de cima, onde estava o irmão. O quarto dele era decorado com dinossauros nas paredes, no tapete e também nas cobertas. Ele adorava dinossauros.

Como ela não podia reverter a maldição por não usar magia a anos, Lucy tomou a iniciativa e começou a ler a magia de reversão.

— A maldição aqui jogada, deverá acabar. Utilize minha magia, para purificar. Purificação interna! — suas mãos começaram a brilhar.

A magia da loira começou a ser consumida, enquanto Nico brilhava em dourado. Poucos minutos depois todo o brilho acabou e o silêncio reinou por alguns segundos.

— Então era isso que vocês estavam escondendo — disse uma voz feminina na porta do quarto.

— Tamandra — Cendy se colocou na frente do irmão.

— Dona Tamandra, pensamos que estivesse ainda procurando o livro.

— Pietro me avisou que estava lá, logo liguei os pontos e entendi tudo... Por que decidiram ajudar? — aproximou-se. — Na verdade, isso não importa — apontou para Cendy.

Tamandra lançou uma magia em direção da demônia que fechou os olhos, mas não sentiu nada. Assim que resolveu olhar, ela se assustou.

No último segundo, Lucy se colocou na frente dela, recebendo a magia.

— Lucy... Não — colocou as mão na boca horrorizada, vendo a loira ensanguentada em pé na sua frente.

— Fico feliz que esteva bem Cendy – sorriu antes de cair, sendo segurada por Laxus.

O loiro estava com muita raiva, sequer pensou no que estava fazendo, colocou a loira delicadamente no chão e partiu para cima de Tamandra.

— Eu não me preocuparia comigo — sorriu macabra, antes de sumir em meio a fumaça.

Notas finais
Até o próximo com mais confusão :3