Notas iniciais
Olá! Está aqui o outro capítulo. As partes em itálico são os pensamentos da Ginny.

Draco voltou a sala no dia seguinte...

E no outro... Mas a ruiva não estava.

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Ao terceiro dia, Ginny estava sentada na mesa dos Gryffindor. Pensava, distraidamente, se se sentiria suficientemente realizada se escrevesse para O Profeta Diário até que uma coruja euro-asiática (N/A.: Eagle owl em inglês, tem imagens mais bonitas xD ) e lhe pousou ao lado do prato, estendendo-lhe a pata e piando.

Tinha a cara redonda, os olhos alaranjados e as penas castanhas e pretas.

– Ginny, de quem é essa coruja? — perguntou-lhe Ron.

Ginny olhou para a coruja.

– Não sei... Olá! — acariciou a coruja. — Tens fome?

Ginny tirou um rato morto da mala e deu a coruja que aceitou prontamente.

– Oh Ginny! Qual é a tua? Ratos na mala a sério? — disse Hermione, enojada.

– Então... As corujas comem ratos entre outros. E eu ofereci-me para ir alimentar as corujas. Queria fazer isso ainda antes da primeira aula.

Tirou a carta à coruja e seguiu-a até ao corujal.

Pegou nela e logo adivinhou que não era uma carta mas sim um objecto.

A pena negra.

Passou um par de dias para que Ginny voltasse à sala.

– Weasley!

Draco levantou-se no exacto momento em que viu os cabelos vermelhos da rapariga.

– Porque me mandaste a tua pena? Há dias que te a tento devolver e agora, que finalmente devolvi, tu manda-la de volta.

O louro engoliu em seco.

– Queria-te ver.

Ginny baixou a cabeça mas rapidamente voltou a encarar o louro.

– Por que?

– Queria desculpar-me.

Ginny franziu a testa.

– Tu?

– Sim, Weasley, eu.

Draco aproximou-se dela.

– Weasley, eu não te posso contar o que se passou naquele dia mas... No ultimo dia que nos vimos conseguimos ter uma conversa minimamente civilizada. Acho que...

Ficaram um minuto em silêncio.

– Achas o quê?

Ele voltou-se para trás e andou, lentamente, até ao local de onde veio enquanto dizia:

– Que não devias deixar de vir ao teu... Sítio. Só por causa daquilo.

– OK. Então agora vou-me embora.

Ela voltou-se para trás pronta a sair mas ele interrompeu-lhe o movimento, agarrando-a e puxando-a o que fez com que ela fosse contra o lavatório presente na sala.

Ele apertou as mãos no cabelo, despenteando-o ainda mais.

Depois olhou-a. Ela respirava mais rápido e estava agarrada ao lavatório só a olhar para ele.

– Desculpa. Ás vezes uso mais força do que aquela que devia. Aleijei-te?

– Não.

Ginny apalpou, instintivamente, a parte baixa das costas.

Ele aproximou-se.

– Desculpa-me. Dói-te aí?

Ginny desviou o olhar para trás por uns segundos para tentar ver se ficou marcado e quando voltou a olhar para a frente deparou-se com um Malfoy muito... Demasiado perto dela a espreitar-lhe por cima do ombro na tentativa de ver se a tinha magoado.

Draco voltou os seus olhos cinza para os dela e sorriu.

E que sorriso.

– Tens sardas pequenas no nariz.

Merda!

– Merda! — praguejou Ginny enquanto levava as mãos ao nariz tapando-o.

Draco riu roucamente.

– Não... — agarrou-lhe nas mãos e afastou-as do nariz. — São lindas. Assentam-te bem.

Draco aproximou-se devagar, beijando-lhe a bochecha vermelha. Afastou-se milímetros, perdeu o fôlego e paralisou, logo de seguida.

Ela também não se mexia. Até que, devagar, virou a cabeça para Draco, acabando por roçar os lábios nos dele.

Mas não se afastaram-se, não se mexeram um milímetro com medo de terminar aquilo que haviam começado, com medo da reacção do outro.

Draco arriscou roçar mais uma vez os lábios na ruiva. Não se olhavam, apenas fixavam a boca um do outro.

Foi a ruiva quem selou os lábios, devagar e hesitantemente.

Draco correspondeu sem nenhum movimento brusco.

Beijaram-se lentamente durante uns minutos. Até que a falta de ar se tornou insuportável. Separaram-se milímetros e olharam-se nos olhos.

Ginny corou automaticamente e a respiração de Draco aumentou drasticamente.

Ginny começou a balbuciar qualquer justificação incompreensível ao ouvinte normal.

O rosto de Draco transbordava agora de medo.

Ginny estava pronta a se afastar e era o que iria fazer mas Draco prensou-a contra o lavatório. Repetia a palavra "não" freneticamente. Parecia doido.

– Não, não, não, não... Não faças isso! Não faças isso!

Draco agarrou-lhe a cara e beijou-a. Desta vez com força, exigindo-lhe que ficasse.

– Mal... Mal...foy... — chamou Ginny. O som cortado pelos beijos do rapaz.

– Não vás.

Ginny então passou-lhe as mãos por cima dos ombros e agarrou-lhe a nuca, aprofundando mais o beijo. Agarrou os cabelos louros.

O rapaz em resposta fê-la sentar em cima do lavatório e ela mordeu-lhe o lábio inferior. Isso fez com que um arrepio subisse pelas costas do rapaz o que fez com que ele a agarra-se contra si com mais força. O seu suspiro foi apanhado pela boca dela.

Ginny rodeou o rapaz com as suas pernas e desapertou os botões do punho da camisa do rapaz. Draco afastou-se surpreendido com o gesto.

– Podes baixar a emoção do Draquinho. Não vais ter sexo. Mas isso não significa que eu não te possa tirar a camisa.

Draco sorriu malicioso e aproximou-se outra vez, beijando-lhe o pescoço com ferocidade e claro desconcentrando-a da difícil tarefa que era desabotoar os botões daquela camisola estúpida!

– Aaaah, que raiva!

A ruiva, com força, puxou a camisa. Os botões tilintaram desamparados no chão e o louro afastou-se e olhou para ela descrente.

Olhava dela para a camisa sem botões de boca aberta.

– Pela mãe de Merlin, Ginevra! Tu tens noção que tens um sério problema de agressividade que precisas de controlar?

Ginny sorriu inocentemente e Draco respondeu rindo. Tirou a camisola e aproximou-se novamente da ruiva.

Ele tem uma tatuagem?

A ruiva olhou para o braço esquerdo dele enquanto ele lhe beijava o pescoço.

– Draco... O que é isso?

– Isso o quê?

– Que tens no braço.

Malfoy parou repentinamente de a beijar. E afastou-se muito dela.

– O que é isso, Malfoy?

– Eu não te posso contar.

– É isso que não me podes contar?

– Weasley, não insistas!

– Malfoy, eu juro que não conto a ninguém. Não confias em mim?

– Porque deveria?

Ginny olhou para baixo.

– Tens razão.

Ginny começou a arranjar a roupa e preparou-se para sair.

– Se quiseres pagar-te-ei a camisa que te estraguei. Passa uma boa noite.

Draco postou-se à frente da ruiva.

– Onde vais?

– Vou-me embora, Malfoy.

A voz da ruiva deixou de ser quente e passou a ser mais fria do que era inicialmente. Iria perdê-la de vez.

– Se eu te contar podes ficar numa posição má e nunca mais me querer ver.

– Tens a Marca Negra, não é?

Draco pegou na varinha e fez um encantamento para impedir as pessoas de os ouvirem. Depois mostrou-lhe o braço.

– Foi-me incutida uma missão. Uma missão em que terei de matar uma pessoa. Não te posso dizer quem é. Aceita isso. Já te contei demais.

Ginny sentou-se contra a parede e, quando Draco fez o mesmo, ela encostou a cabeça ao seu peito.

– Sabes que não o tens de o fazer.

– Tenho sim. Se recusar ele mata-me e à minha família também.

– Fala com o Director, Draco. Ele pode-te ajudar de certeza.

Draco sorriu sarcasticamente.

– Ninguém me pode ajudar, Ruiva, ou não consegues perceber isso?

– Claro que pode. Podemos falar com a Ordem. Não o faças Draco. Isso irá assombrar-te para sempre.

– A tua preciosa Ordem não me pode ajudar, não têm poder suficiente. Para além disso, nunca o fariam.

– Claro que fariam! Porque dizes isso?

Draco olhou para ela como se a resposta fosse óbvia.

– Sou um Malfoy.

Ginny riu.

– Quem é a família que mais odeia os Malfoy? — perguntou-lhe a ruiva.

– Os Weasley. É isso que estou a tentar dizer.

Ginny acenou.

– Certo, já percebi isso. Mas quem sou eu? Pertenço a que família?

– És um tomate andante, pertencente à família Weasley.

Ginny deu-lhe um murro no braço.

– Porra Weasley! Já é o segundo! Tu é que fizeste a pergunta!

– Era para responder com seriedade.

– Foi o que fiz. — sussurrou ele.

Ginny lançou-lhe um olhar ameaçador.

– Quem és tu? A que família pertences?

– O maior gostosão de Hogwarts. — Ginny riu. — À família Malfoy. Eu já percebi o que queres dizer Weasley. Mas nós somos a excepção à regra. Para além disso, não é como se do dia para a noite tivéssemos começado a gostar um do outro.

Ginny segurou-lhe a cara e olhou-o nos olhos.

– Tu gostas mais ou menos de mim se não, não me terias querido ver outra vez.

Draco corou ligeiramente e encostou-se à parede olhando para a frente.

– Lindinho! Fiz-te corar! Oooh! Draco...

Ele olhou para ela.

– Nós podemos solucionar o problema. — deu-lhe a mão. — Eu ajudo-te.

Confia em mim.

– Confia em mim.

Notas finais
Que fic tão lamechinhas! Bem, eu espero que vocês tenham gostado. Cliquem e deixem uma review! Eu ficaria muito agradecida! Beijos Hogwartizanos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!