A Pele Nunca Esquece - Las Amazonas
3 Capítulo 3 - "Embriagado da tua essência"
Notas iniciais
Suas bocas foram se aproximando lentamente, dividiam olhares entre seus olhos e bocas, com elas normalmente abertas para receber o beijo, respirações entrecortadas, corações acelerados, a chama da paixão acessa, os lábios triscam... “Toc toc” as batidas na porta o fizeram se afastar assustadoramente, estavam tão ligados na súbita paixão. Ficaram se encarando com as respirações frustradas. Victoriano ainda segurava o jarro de flores com um lado de mão. Do outro lado da porta batiam incessantemente. Ouviram uma voz máscula
— INÊS? – chamam do outro lado – Doce Inês, está ai?
Victoriano olha sério para Inês – Quem é esse atrevido que está te chamando de Doce Inês? – Deixa as flores no chão, atrás da porta e a abre rapidamente.
— Olá Doc... – diz Arthur com um lindo sorriso parando rapidamente ao ver Victoriano.
— O que deseja? – pergunta ríspido Victoriano o encarando.
— Oi Arthur – fala Inês sem o deixar responder Victoriano, se aproximando mais da porta e o olhando sem graça pela forma ríspida que Victoriano o falou.
— Oi Inês – responde ele também encarando Victoriano, sem deixar se intimidar, conhecia bem as pessoas, a forma que olhavam, agiam, falavam, trabalhava com métodos, e um desses métodos é ser perspicaz, seu trabalho o ensinou isso.
— É... e então o que lhe trás aqui? – pergunta Inês.
Ele olha para ela com um sorriso – Vim ver minha mãe e...
— Então errou de casa – interrompe Victoriano com raiva, Arthur olha para ele com um leve sorriso.
— Victoriano – repreende ele Inês – Desculpe Arthur, é...
— Não se preocupe Inês – respondi a olhando – como eu estava dizendo, vim ver minha mãe, e ela pediu para mim lhe convidar para jantar conosco, aceita? – pegando em uma de suas mãos a olhando com carinho, Victoriano olha o gesto soltando todo ar do pulmão — Sabe como Dona Raimunda é – rindo – se recusar ela vem pessoalmente lhe buscar.
— Claro, sei sim como é – diz Inês rindo – em pouco tempo que estou aqui já a conheço perfeitamente e não vai demorar muito para ela vim atrás de nós.
— Isso é verdade – rindo beijando sua mão – e então aceita?
— Sim, claro. Emiliano não vai jantar em casa, aproveito e faço companhia para vocês – o olhando.
— Que bom, será um prazer – a olhando sedutoramente.
Ela sorri e olha para Victoriano que estava a encarando enciumado com a situação. Ainda mais por ser ele o motivo que os atrapalhou ainda pouco.
— Arthur... Esse é Victoriano – diz Inês o apresentando.
— Sim, eu conheço. Dona da Sanlact – respondi ele – como vai?
— E esse é Arthur, Victoriano – Inês se sentiu estúpida por apresenta-lo a ele, já que ele o conhecia muito bem, mais que ela.
— Sei – respondi Victoriano o encarando – o Advogado.
— Sim... – confirma Arthur – Mas... como sabe que sou advogado?
— Eu falei para ele – Inês se sentiu obrigada a menti, não podia dizer que tinha um detetive na cola dele. Mas isso ela vai resolver, ah se vai!
— Ah... – é só o que respondi Arthur. O clima estava ficando incômodo até que...
— Ai meu Deus do céu – exclama Dona Raimunda aparecendo, subindo bem devagar um degrau da escada, com uma mão apoiada no corrimão se puxando.
— Não disse que ela viria – fala Inês sorrindo dando Graças a Deus que ela apareceu.
— Vem aqui menino – diz ela chamando Arthur – não vê que já estou em uma certa idade e algumas coisas preciso de uma mãozinha. – Arthur vai até ela, pega sua mão a acompanhando. Victoriano encosta-se à porta com uma mão no bolso, olhando fixamente para Inês que os olhava sorrindo subindo os últimos degraus.
— E ainda diz que não precisa de mim – brinca Arthur se aproximando com a mãe, até Inês – Pode isso Inês?
— Só era uma mãozinha – fala Dona Raimunda – E você minha linda? – Indo até Inês lhe dando um beijo, a mesma retribui, sorrindo.
— Estou bem Dona Raimunda – Diz Inês – e a Senhora?
— Está no céu olhando por nós – se benzendo, Inês ri com Arthur, até Victoriano dá um pequeno riso as olhando de canto – Já disse para me chamar de você, você! – apontando e lhe apertando as bochechas gentilmente.
— Ai mamãe, é só um modo educado de lhe tratar – rindo e beijando sua cabeça.
— Tá bom, eu sei meu amor. Agora vamos logo para casa jantar, Fernandinho está sozinho e é um perigo deixar aquele menino só – Olhando para Victoriano – E quem é esse garanhão Inês, hum? – lhe cutucando.
— Bom...é, Victoriano – Diz Inês o olhando. – Victoriano Santos.
— Olá, prazer – lhe estendendo a mão – Me chamo Raimunda.
— Muito prazer Dona Raimunda – apertando suas mãos com um leve sorriso.
— Humm, é casado? – pergunta Dona Raimunda o avaliando.
— Sim – responde Inês, desviando o olhar para Dona Raimunda.
— Ah – diz ela com um gesto de mão – Um desperdício desses! – o olhando dos pés a cabeça, estalando a língua em reprovação – Mas fazer o quê né minha filha, os melhores são.
— Dona Raimunda – Diz Inês, a olhando repreendendo-a.
— O quê? Estou errada – diz ela sempre sincera e espontânea. – Mas vamos logo meus filhos, se não a janta esfria. Cadê o Emiliano? Para ir também.
— Foi ao lanche com as filha de Victoriano – responde Inês – não quis comer em casa hoje.
— Ai essa molecada de hoje – fala Dona Raimundo sorrindo – E o Senhor quer vim também? – pergunta ela para Victoriano.
— Não – responde Inês por ele de imediato – Victoriano já estava de saída. Não é? – o olhando
— Sim sim – diz ele – irei pegar meu chapéu Inês. Vamos comigo
— esperem só um minutinho que já venho. – diz Inês os olhando.
— Tudo bem filha – Inês entra com Victoriano – Que homem mais bonito, não meu filho? Parece que tem interesse na Inêsita. Viu como ele a olhava?
— Quê isso mãe? – diz Arthur – eu lá vou está admirando homem. E além do mais ele é casado.
— Sala -
Na sala Inês estava procurando o chapéu com Victoriano e não achavam. Inês se ajoelhou para vê se estava debaixo da mesinha de centro.
— Não entendo Victoriano – diz ela abaixada levantando a toalhinha que cobria a mesa – Você o colocou antes de sair da sala.
Ele sentou no sofá perto dela, enquanto a olhava baixada, ela levantou a cabeça viu os sapatos dele, levantou um pouco o corpo, apoiou uma mão na mesa e a outra no joelho dobrado, se olharam. Ela desviou o olhar, soltando o ar, tirando a mão dos joelhos colocando no sofá, como apoio para levantar. Sem que ela esperasse Victoriano a pegou pela cintura, e a sentou em suas pernas, prendeu uma mão dela com a outra dele que estava debaixo de sua cabeça, ficando do lado do rosto dela e a outra pegou com sua outra mão, colocou sobre a barriga dela para mantê-la presa, e a ficou olhando se mexer, tentando sair.
— Shii – diz ele rosando seu bigode no pescoço dela – para de se mexer – falou no ouvido dela e deu uma mordidinha que a fez suspirar.
— Victoriano – sentindo suas carícias em seu pescoço – Victoria... Aah... Não!
— Huuum, sim – diz ele entre beijos em seu pescoço – adoro seu cheiro Mi Morenita.
— Dona Raimunda e Arthur – diz rápido, ofegante – estão me esperando. Me solta! – Tentou puxar suas mãos. Ele apertou mais.
— Nem morto – a olhou – você não vai ficar perto daquele mequetrefe – ia beijá-la, mas ela virou o rosto, ele se enfureceu, a virou no sofá rapidamente, deitou sobre ela, prendendo suas mãos ao lado de seu corpo. Ficaram se olhando. – Eu te amo.
— Não quero seu amor – diz ela sentida o olhando, ele a olhou surpreso.
— Por que Inês? – pergunta Victoriano – Te amo sinceramente, com todo meu coração.
— E eu a te – confessa Inês.
— Então por que não aceita meu amor? – angustiado pergunta.
— Porque você não sabe o que quer – Respondi Inês – uma hora quer ficar comigo porque me ama, outra hora está nos braços de Deborah porque quer um filho varão. – ele ficou calado a olhando se recordando do que Deborah lhe falou a uma semana.
~Flashback ON~
Victoriano estava em seu escritório sentado, com uma foto em mãos, era ele e Inês quando jovens, ele passava o dedo gentilmente na fotografia com um leve sorriso e um olhar distante. Ouve batidas na porta. Guardou a foto na gaveta.
Soltando o ar – Entre.
Era Deborah com um papel nas mãos sobre a barriga o olhando “animada”.
— Coração – indo até ele e o levantando, segurando em uma de suas mãos – fui ao médico e... estou grávida.
— É mesmo certo Deborah? – a olhando rindo.
— Sim, sim. Está aqui os exames – lhe mostrando o papel – vou te dá esse filho varão que tanto deseja. – Passando um dedo sobre seu rosto sensualmente.
Beijaram-se e abraçaram-se rindo. Victoriano ficou muito feliz. Enfim iria realizar seu sonho de ser pai de um filho homem.
~Flashback OF ~
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Lado de fora
Dona Raimunda e Arthur estavam a esperando ainda.
— Mamãe Inês está demorando – diz Arthur.
— Sim filho – afirma ela – acho melhor esperarmos lá em casa.
— Nada disso, vamos esperá-la aqui – fala Arthur.
— Está bem, está bem – diz ela o olhando rindo. – vem vamos sentar ali no banco – o pegando pela mão.
Sala
— Por que ficou tão calado? – pergunta Inês o olhando atentamente, já desconfiando, o conhecia bem. – Victoriano? – o chamando.
Ele a olha e depois desvia – Nada Inês.
— O que esconde? – diz Inês ainda o olhando – sei que tem algo. Não confia mais em mim para me dizer?
— Você é a pessoa que mais confio nessa vida – Diz Victoriano a olhando.
— E então? O que passa? – insisti Inês.
— Não quero te perder Mí Morenita –a olhando bem nos olhos.
— Afirma logo o que já suspeito – fala Inês o olhando tristinha.
— Ela foi ao médico e – diz Victoriano — está grávida, Deborah espera um filho meu.
Inês olha para cima e fecha os olhos, respira e volta seu olhar para ele – Você merece ser feliz. Parabéns Victoriano, terá o filho que tanto deseja – diz ela sincera.
— Eu desejava ter esse filho contigo – Inês senti um frio na barriga.
— Victoriano sai de cima de mim, por favor – ele levanta, estendendo a mão para ajudá-la, ela recusa, se senta arrumando a roupa e os cabelos.
— Me perdoe Inês – diz Victoriano
— Você não tem que me pedi perdão – Inês levanta – é casado, e é natural que sua esposa engravide.
— Mas podemos ficar juntos – fala Victoriano a segurando pelos ombros com um sorriso – deixa o bebê nascer e depois me divorcio.
— O que está dizendo Victoriano? – se afasta dele ficando de costas – é igual a todos os homens. Egoísta. – indignada — Diz me amar, mas quer um filho. – afirma Inês – Na vida temos que fazer sacrifícios e você bem sabe disso. Assim que, não volte mais a me procurar.
— Inês por fa... – Victoriano tenta falar.
— Não insista Victoriano, por favor – ela o interrompe se vira para ele o olhando – Te amei e te amo, mas não vou ficar entre você sua esposa e esse bebê inocente. Você merece ser feliz, então, por favor, vá... Aproveite e pegue as meninas no lanche da esquina. Agora tenho um jantar para ir. Vamos – passando por ele e seguindo caminho.
Ele a segue calado, inconformado, ela fica na porta que estava aberta o esperando passar para trancá-la, sem o olhar.
— Quando achar seu chapéu darei para uma das meninas lhe entregar – diz Inês.
— Não é necessário – diz ele abrindo mais a porta, a trás dela estava seu chapéu caído, junto com as flores, ele abaixa e pega – estava aqui.
Ela o olha fazendo negatividade com a cabeça. Fez de propósito.
— Passe por favor – é só o que ela diz fazendo um gesto com mão.
Eles saem e Inês tranca a porta com as chaves. Dona Raimunda e Arthur levantam-se do banco e vão até ela.
— Que demora minha filha – observa Dona Raimunda com uma mão nos braços do filho – vamos?
— Sim – diz ela. Arthur lhe estende o outro braço, ela aceita. Olha para Victoriano – Boa noite Victoriano. — E saem.
Victoriano vai para sua caminhonete e fica com as mãos no volante, respirando fundo e pensando.
— Lanche –
Emiliano e as meninas estavam pagando a conta. Depois disso o celular de Diana toca, é Alejandro, sorridente ela atende. Saem do lanche e começam a caminhar pela calçada, mais a frente ia Casandra conversando com Emiliano e Constanza que estavam de braços dados, ela segurava a sacola com um copo dentro de salada de frutas para Victoriano.
— Cas – diz Constanza – será verdade o que Diana disse?
— Não sei – fala ela olhando para frente desconfiada – Talvez seja. Mas não entendo por que papai ainda não nos disse.
— acalmem-se meninas – diz Emiliano – pode ser que Diana tenha ouvido errado. Mas e se for o que tem de mal nisso? Seu pai é casado com Deborah
— Sei muito bem o que ouvi – diz Diana depois de encerrar a ligação, se aproximando deles – Aquela descarada está grávida e mostrou os exames para o papai. Eu não falei nada, até porque eles nem me viram na porta, estavam tão contentes com a notícia que ficaram comemorando... Aaah... mas tenho a certeza que esse filho não é dele.
— Por que diz isso Diana?- Pergunta Casandra a olhando e parando.
— Porque eu estou mandando investigar ela – confessou Diana – mas essa mulher é esperta, consegue se esconder muito bem, o investigador descobriu que Deborah presenciou a morte do próprio pai, ele se suicidou. Depois disso ele ainda não conseguiu descobri mais nada. Parece que tudo de Deborah é oculto. Por que será? – olhando para o nada, pensativa.
— OMG que horror – exclama Constanza – Coitada da Deborah.
— Coitada nada essa mulh... – Diana é interrompida
— Espera espera Diana – fala apressada Casandra levantando as mãos – O que tem haver o bebê que ela espera com essa história de suicídio do pai?
— Eu vi Deborah entrando dentro de uma casa, passou mais de uma hora lá dentro, sei porque fiquei ali até ela sair. E essa casa é em um bairro muito longe da fazenda e da empresa, pelo visto ela não quer que ninguém saiba onde ela vai.
— Mas isso não prova nada Diana – fala Emiliano – pode ser uma amiga que ela foi visitar.
— Não, Deborah não é de amizades – diz Diana – ela esconde algo e muito bem escondido! E eu vou descobri.
As três ficam se olhando. Até que ouvem um som de pneu arrastando no chão, olham para ver, é Victoriano.
— Entrem na caminhonete – manda ele.
— Iiih esse ai estar com a macaca –diz Emiliano baixo rindo com as meninas.
— MENINAS –esbraveja ele do carro.
— Já vai, já vai. – Diz Casandra abraçando Emiliano logo em seguida Diana o abraça.
— Ai que apressado – fala Constanza – Tchau Baby – lhe beijando a bochecha.
— Tchau meninas, até amanhã – sorrindo e fazendo o gesto com a mão.
— Até amanhã – falam as três entrando no carro.
— Vá logo para casa moleque – Diz Victoriano o mandando.
Victoriano dá partida e se vão. Emiliano fica parado os olhando ir, rindo continuou a andar. Estava perdidinho por Constanza e se foi cantarolando.
— Carro –
— Está tudo bem? – pergunta Diana ao lado de Victoriano no banco, tocou em sua mão em cima da marcha, o olhava.
— Sim – responde Victoriano.
Ela olha para as meninas atrás e as duas se aproximam mais deles.
— Ai pai mais que cara é essa? – pergunta Casandra – aconteceu alguma coisa com a Nana? – preocupada.
— Não – responde ele olhando para frente sério.
— Paizinho – fala Constanza chegando perto de seu rosto e o beijando – o que foi? Conta – O beijando várias vezes. – trouxe sua salada de frutas, olha.
— Constan... Constanza – diz Victoriano – tira isso daqui. Estou dirigindo – quieta.
— O senhor fica mais bonito assim com essa carinha de bravo – diz Casandra o cutucando e rindo.
— É verdade olha só a carinha dele meninas hmmm – apertando a bochecha dele. Elas caem na risada.
Ele respira fundo e ri.
— Vocês estão impossíveis hoje — comenta ele – Como foram capaz de me entregar daquele jeito para a Inês?!
— Aah, mas a gente só comentou pai – rindo, Casandra.
— Só a Constanza que exagerou – fala Diana sorrindo – até leu o que não devia – a olhando balançando a cabeça em negação.
— Como sempre – diz Victoriano – falando nisso. O que estava escrito naquele bilhete Constanza, hum? – a olhando rápido e voltando sua vista para direção.
— Thanks Diana *obrigada* – fala Constanza a olhando.
— Casa de Dona Raimunda -
Estava a mesa jantando: Dona Raimundo, Fernandinho, Arthur e Inês.
— Hum, tudo está uma delícia Dona Raimunda – diz Inês comendo.
— Obrigada Inês – agradece ela – foi com muito carinho que fiz para vocês meus filhos.
— Mamãe é uma cozinheira de mão cheia – comenta Arthur.
— Inês também – afirma Dona Raimunda – Humm... Faz cada comida, OH – fazendo um sinal com os dedos – ESTUPENDA.
— Obrigada Dona Raimunda – pegando em sua mão sorrindo.
— Então estou com sorte – diz Arthur – Tenho duas mulheres lindas com mãos de fadas.
Inês não fala nada, fica olhando para seu prato e continua a comer. Dona Raimunda da um beliscão na perna de Arthur por de baixo da mesa.
— Ai – exclama ele.
— O que foi? – pergunta Inês o olhando
Alguém bate a porta.
— Nada Inês – respondi Arthur – Irei vê quem é na porta. – levantando.
— Tia Inês? – chama Fernandinho deixando a colher sobre o prato.
— Oi meu anjo? – o olhando tomando um copo de suco
— O meu primo Arthur e a Sra. são namorados? – Inês se engasga com o suco e começa a torci.
— Mas que pergunta é essa garota – Diz Dorna Raimunda lhe dando um pequeno tapinha na cabeça e em seguida abanando Inês com o guardanapo – respira minha filha, calma.. isso. Melhorou?
— Sim – dando uma pequena torcida – estou bem.
— O que houve? – aparece Arthur – olha quem veio – mostrando Emiliano.
— Inês se afogou com o suco, só isso – respondi Dona Raimunda – senta Emiliano, acompanha a gente também.
— Muito obrigada Dona Raimunda. Mas já comi – sorrindo para ela, indo até Inês e repousando uma mão em seu ombro – mas irei esperar a mamãe aqui. Sabia que a encontraria na sua casa – Inês sorri para ele pegando em sua mão.
— Vamos lá no meu quarto Emiliano, ganhei um brinquedo muito legal do meu primo Arthur. Vamos vamos – Diz Fernandinho indo até ele e o puxando pela mão até seu quarto.
— Menino nem terminou de comer – repara Dona Raimunda.
— Bom eu já terminei – diz Inês.
— Espera Inês que irei passar um café rapidinho – Diz Dona Raimunda levantando – sentem lá na sala, já irei.
— Vamos Doce Inês – puxando sua cadeira, Inês levanta.
— Arthur – o olhando – por favor não falhe assim, não misture as coisas. Aprecio você, mas só como amigo, amigo entendi.
— Inês – pegando em suas mãos – gosto de você – ela tenta falar mais ele continua – Gosto de você, mas não somente como amigo. – a olhando — Inês, por favor, entenda que você é encantadora. Quem não se apaixonaria por você? Você é doce, amável, sensível, compreensiva. – beijando suas mãos – qualquer homem morreria de amores por você.
E o certo é que tinha mesmo um homem morrendo de amores, de ciúmes que lhe corroíam alma.
— Fazenda Las Dianas -
Victoriano chegou em casa foi direto para seu escritório e se trancou, pegou uma bebida zangado, encheu o copo e engoliu de uma só vez, o líquido desceu rasgando sua garganta, ele não ligou e se serviu de mais uma, tomou, se serviu de novo e começou a andar pelo escritório passando uma mão pelos cabelos. Tacou o copo com tudo na parede com o barulho de vidro quebrando, fazendo um som irritante aos seus ouvidos.
— Como ela pode me fazer perder as estribeiras assim?! — tirando seu chapéu e jogando no sofá. – se.. se.. pensa que irá ficar de gracinhas com esse mequetrefe está muito enganada Inês – nervoso pegando a garrafa de bebida e virando na boca – Está muito enganada. – indo até a gaveta e tirando a foto deles dois. E logo vem a mente as palavras de sua filha Constanza:
—“No bilhete dizia assim papai: Doce Inês Espero que tenha gostado das flores, são com todo meu respeito e admiração por você! Obrigado pela manhã maravilhosa. Com certeza esse homem está interessado nela. Isso é tão romântico né meninas, minha Nana de paquera AAII”
— Você é minha Inês, minha – Dizia olhando para foto.
Conhecendo bem a Inês, Victoriano sabia que ela não iria voltar atrás em sua palavra.
— Aquele incompetente não me disse nada sobre essa manhã da Inês com esse infeliz – se referindo ao detetive.
Bebia mais e mais com raiva de si mesmo, com raiva de não impedi que outro se apaixone por ela, com raiva de não consegui se resolver. Como iria poder decidi entre um filho sangue do seu sangue e sua amada, sua morenita, seu amor para toda a vida sua outra metade? Ah como doía seu coração, como sua alma estava fria sem a presença de Inês, como ficou triste sua vida nessa casa sem a presença dela, sem seus conselhos, sua calmaria, seus sorrisos. – I.N.Ê.S – falava ele alto enrolando a língua e se engasgando no próprio choro, se debruçou sobre a mesa. – Eu...eute am..o taanto taanto – estava bêbado as horas voaram, já passava das onze e meia, tinha bebido a garrafa toda e pegava mais outra virando na boca, começou a cantar
— Si pudiera... expresarte cómo es de inmenso – cantava entre línguas — en el fondo ... de mi corazóoooon... mi amor por tíííí – levantou da cadeira cambaleando e cantando mais alto – ESTE AMORRR.. delirante...QUE ABRASA.. MII ALMAAAaa – perdia o fôlego e continuava — es pasión que ATORMENTA MI CORAZÓNn –batendo no peito e tomando mais um gole da bebida.
— Sala -
Deborah vinha descendo as escadas, atrás de Victoriano, as meninas já estavam dormindo. Ela ouve Victoriano cantando com a voz de bêbado bem alto e Jacinta aparece afobada
— Senhora acho melhor leva-lo para o quarto – diz ela.
— Sai daqui sua incompetente, eu sou a esposa, eu decido – olhando com superioridade para Jacinta – Vamos – estalando os dedos – suma daqui.
Jacinta saiu mais que depressa, Deborah se aproximou da porta do escritório e ficou ouvindo “Siempre que estás conmigo... en mi... tristeza... estás en mi alegría...y en mi sufrir.”
Rindo com um olhar maléfico – Seu sofrimento é minha felicidade, maldito, irá pagar muito caro... Isso é só o começo. – e sobe para ir dormi, não se importando com Victoriano.
— Escritório –
Imagens de Inês não saia da mente de Victoriano, estava sofrendo tanto por esse amor reprimido. Alucinou Inês perto da porta de cabelos soltos, somente com um lençol no corpo branco, segurava-o com as mãos sobre os seios, o olhando sedutoramente com um lindo sorriso.
— Mí... Morenita – sorrindo e indo até a porta com as mãos estendidas. Quando ele ia pegando sumiu – NÃO...não.. volta Inês – fazendo cara de choro. – Irei... irei te trazer... meu..amor – indo até a mesa e pegando as chaves da caminhonete.
— Portão da Fazenda –
Victoriano buzinou para abrirem o portão e como o carro estava todo fechado, nenhum dos empregados imaginou que estivesse bêbado e abriram o portão. Victoriano saiu em disparada cantando pneu. No caminho ele passava em sinais fechados, buzinava o carro sem querer pelos murros que dava no volante só de pensar em Inês e Arthur juntos, vinha também imagens de Loreto em sua mente lhe fazendo mal, assim ele acelerava mais o carro colocando em risco sua vida.
— Casa de Inês – 00hrs15min
Inês estava arrumada para dormi, foi até o quarto de Emiliano e o mesmo estava dormindo, cobriu e lhe deu um beijo na testa em seguida o abençoou. Desligou as luzes da cozinha e da sala, seguiu para seu quarto. Arrumou-se na cama, pensou no que Arthur lhe confessou hoje, tinha que conversar com ele. Pensou em Victoriano e no momento caliente que tiveram na porta, nos beijos em seu pescoço no sofá. “Ah Victoriano...”. Fecha os olhos para dormi. Quando já estava pegando no sono escutou batidas apressadas na porta, deu um pulo da cama assustada. Levantou da cama e segui para sala, foi até a porta receosa, ficou com medo de abri “e se for Loreto?” pensou. Respirou fundo, destravou bem devagar, e abriu um pouco, viu Victoriano com uma mão encostada na parede de cabeça baixa. Abriu a porta rapidamente o olhando espantada, ele subiu seu olhar pelo corpo de Inês lentamente, chegou aos seus seios bem formados pela camisola branca, Inês engoliu em seco, ele olhou para sua boca.
— Mas o qu... – ela foi interrompida pelos lábios dele que foram de encontro com o dela a emburrando contra a parede e fechando a porta em uma batida só com as mãos. Victoriano estava com uma sede tão grande de Inês, empurrava sua língua para a boca dela com rapidez, chupava seus lábios desesperado, Inês o correspondia, mas ficava difícil de acompanhá-lo porque a ansiedade que ele estava dos lábios dela não estava a deixando respirar. Ele desceu com sua mão até as pernas dela e foi subindo devagar desnudando sua coxa, sentindo sua pele quente e macia, levantou sua perna até a cintura e ali apertou com prazer. Desceu seus beijos para seu pescoço, indo até sua orelha e puxando gostoso a arrepiando, desceu com sua língua até seu pescoço.
— Victoriano – com a respiração acelerada, de olhos fechados – não podemos...não devemos. Você está embriagado.
— Mi Morenita – falando entre beijos no seu pescoço – qualquer efeito – beijando seu rosto sua boca — passa diante de ti. Porque o que está... me embriagando é tua essência... teu corpo — descendo novamente para o pescoço cheirando, subindo suas mãos, passando pela lateral da bunda, chegando até a cintura a apertando – sua pele – beijando seu colo. – Eu te amo...tanto.
Inês com reluta conseguiu se desvencilhar dos ataques de Victoriano, respirando agitada e arrumando sua camisola.
— Não devia ter vindo – diz ela depois de o olhar – podia ter se acidentado. Por Deus Victoriano eu não suportaria se algo de mal te acontecesse – chegando perto dele e pegando em seu rosto – não cometa mais essa loucura.
— Você me deixa assim... louco Inês. – beijando a mão dela que estava sobre seu rosto.
— Para de falar, não quer admiti mais ainda está sobre o efeito do álcool. Vem – o puxando pela mão – vamos para meu quarto.
— Hummm... gostei – a agarrando por trás.
— Deixa de atrevimento Victoriano — se soltando e entrando no quarto com ele.
— Se fosse... o..O ..Mequetref, queria – falou de uma forma engraçada que a fez sorri.
— Não irei levar em conta suas palavras porque sei que não está totalmente em si – diz ela. – senta ai. – apontando para a cama.
— Aaah.. mí.. Morenita, não seja...mal – diz ele indo até a cama, derrubando o abajur dela no chão que estava no criado.
— Cuidado Victoriano – exclama ela ajuntando e colocando no lugar – assim vai quebrar tudo – indo até a porta e olhando em direção ao quarto de Emiliano para vê se ele acordou, não, fechou a porta de seu quarto. Voltou até a cama – Vamos tirar essa blusa. Levante os braços.- ele levanta.
— O que vai fazer...comigo – com um sorrisinho no rosto.
— Não, não – diz ela – Tira esse sorrisinho do rosto. Porque você vai é para debaixo do chuveiro.
— Aaah nauum – fazendo cara de choroso – você não, não vai me dá banho. – Inês tira os sapatos dele, meia, ele cai para traz na cama. Tira alguns objetos que ele tinha no bolso.
— Levante Victoriano – chama ela – ei – se aproximando dele – Victoriano? Ei, acorde – subindo em cima dele e o olhando bem perto de se rosto – Acorde – balançando de leve a cabeça dele, os cabelos dela caiu sobre seu rosto, ele abriu os olhos.
— Que bela...visão – passando uma mão no rosto dela meio desajeitado.
— Levante vem – tentando o puxar – cuida meu amor.
— Meu amor – ele sorri – me, me beije... me beije então
Ela o olha, passeia seus olhos sobre o rosto dele, leva uma mão até seus cabelos e vai descendo sobre seu rosto, ele fecha os olhos com a boca levemente aberta – Queria ter você todos os dias assim para mim. – aproxima sua boca da dele e o beija suavemente, chupando seus lábios, dando leves mordidinhas. Ele leva as mãos a costa dela, subindo e descendo. Ela se afasta – Pronto. Agora vem. – levantando com ele.
— Banheiro –
— Com licença – Diz Inês indo com as mãos até a calça dele, ele fica a olhando. A caça desliza até seus pés, ela desvia o olhar e o ajuda a entrar no box, debaixo do chuveiro. – consegui ficar em pé sozinho? – pergunta ela.
Ele afirma com a cabeça. Inês liga o chuveiro, a água estava gelada, eles quis sair mais ela o levou de novo para debaixo.
— Fica paradinho ai – diz ela – vou passar um café para te bem forte. – diz ela saindo, mas logo volta – não. Não confio em te deixar só, pode cair e si machucar. – ele a olha – fica mais alguns minutos, até ficar pelo menos um pouquinho sóbrio. – ela pergunta com os braços cruzados, vendo a água cair sobre ele – Por que bebeu tanto assim Victoriano? – ele não a responde – Tudo bem – é só o que ela diz, fazendo menção em sair do box, ele fala.
— Não vá – pedi ele – Foi, foi por te.
Ela fica o olhando – não foi por mim, foi por seus ciúmes sem cabimentos, por seu orgulho de homem, que não aceita um Não. Você é muito machista, não aceita o que uma mulher te fala.
— Não falhe assim – diz ele rápido em um tom raivoso.
— Não irei conversar contigo neste estado – diz Inês – vai ser o mesmo que falar com um surdo. Vamos – diz ela desliando o chuveiro. Lhe estregando um roupão, o ajuda a colocar e vão para o quarto.
— Quarto –
Inês com alguns minutos passados tinha dado uma xicara de café bem forte para ele tomar, ele tomou tudo contra a vontade. Victoriano ficou sentado na beira da cama, enquanto Inês viu seus cabelos pingando água com uma toalha pequena, passava em sua cabeça para enxugar seus cabelos, ele não dizia nada. Até que a abraçou pela cintura a surpreendendo, ela parou por um momento de passar a toalha, mas depois continuou calmamente.
— Por favor, não faça mais isso – diz Inês se referindo a bebida – Tem que pensar que há pessoas que se importam contigo.
— você se importa comigo? – diz ele levantando a cabeça a olhando ainda abraçado a ela.
Inês passa uma mão no rosto dele – Claro, se não se importasse teria te expulsado e deixado ir da forma que estava. – olhou bem para ele – O efeito do álcool já está passando. Não está mais falando enrolado. Vai ficar bem, mas amanhecerá com uma enxaqueca!
— irá me levar para casa? – pergunta ele
— Não, já são 01hrs30 – se soltando dele vendo a hora no relógio – vem deita – colocando ele para deitar em sua cama.
— Estou meio tonto – botando as mãos na cabeça.
— Não se preocupe, logo passa. Durma – diz Inês.
— E você aonde vai dormi? – pergunta ele.
— Na minha cama – Afirma ela indo até o outo lado da cama, se arrumando, se cobre.
Inês fica de costas para ele, enquanto Victoriano de peito para cima, vira a cabeça para a olhar.
— Inês?- Victoriano a chama
— Vai dormi Victoriano – respondi com os olhos abertos.
— Deixa eu te abraçar, por favor – se virando, olhando as costas dela. – Deixa – passando os dedos pela sua costa.
— Por isso dizem que bêbado é chato – se virando para ele – por que não dorme ein?
— Porque eu sou um bêbado muito chato – diz ele repetindo as palavras dela
— Está parecendo um adolescente – diz ela se aproximando dele e o abraçando, escondendo seu rosto entre o peito dele – vamos dormi, sim?! Boa noite.
Ele beija a cabeça dela sorrindo, satisfeito por consegui o que queria.
— Tire esse sorrisinho – diz ela sabendo que ele estava sorrindo.
— Mas como sabe? – pergunta Victoriano.
— Eu te conheço – Diz Inês – amanhã vai acordar todo mandão. Mas lembre-se que está na minha casa. Minha casa, minhas ordens!
— Sim Sra. Huerta. – responde Victoriano. – Obrigado, por isso te amo tanto – a apertando mais em seus braços, ela sorri. Ele canta baixinho — Porque en tí se encierra toda mi dicha si no estoy contigo mi bien no soy feliz. Es mi amor delírio de estar contigo y yo soy dichoso mi bien porque me quieres también...
Dormiram...
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