A violência nunca foi a melhor solução. Infelizmente, foi a primeira.

O ser humano sempre teve essa vontade de se destruir. Não sei exatamente o motivo de isso acontecer, mas desde o início, os humanos gostam de machucar uns aos outros, até matar. A violência sempre esteve presente, porém ela está ficando cada vez mais óbvia – e até necessária – em nossas vidas, sendo algo quase tão básico quanto o ar que respiramos.

É triste saber que acabamos assim. Cada vez mais, vamos nos matando. Os motivos variam, as desculpas são repetitivas, e as mortes se tornam apenas mais um número no gráfico da destruição. Não sei quando perdemos o controle de tal forma, onde corremos perigo a cada segundo, mas me pergunto se havia algo no passado que pudesse evitar o presente tão terrível em que vivemos.

Gosto de pensar que a humanidade foi dividida, entre corrompidos e puros.

Algumas pessoas são corrompidas pelo caos, se tornam violentas, matam uns aos outros como se não fosse nada. Dão desgosto, mas pena ao mesmo tempo, de se ver, afinal, já perderam a fé faz tempo, e hoje só lhes resta dor, e acabam a descontando nos outros. Aqueles que chamo de corrompidos, a parte mais desprezível da espécie humana.

E, claro, existe seu oposto: os puros. Para sobreviver em um mundo tão destruidor assim, e ainda conseguir o fazer sem machucar os outros sem necessidade, a pessoa deve ser simplesmente pura. Alguém limpo, capaz de ver beleza nos momentos mais feios, que ainda dá esperança nesse mundo cruel. Aqueles que chamo de puros, a parte mais bela da espécie humana.

O mundo seria muito melhor se apenas os puros existissem. Talvez pudesse alcançar a tão sonhada paz. Mas, para isso, os corrompidos precisariam deixar de existir de vez...

Às vezes, sacrifícios são necessários, e eu tenho maturidade suficiente para entender isso. Então acredito que meu dever, para que alcancemos a paz, é acabar com os corrompidos. Sem eles, os puros finalmente poderiam viver em paz, e o mundo poderia ser feliz. Mesmo que eu mate todos os corrompidos, mesmo que eu me corrompa, não importa: eu vou alcançar a paz.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.