A Patricinha e o Geek
6 Pobre? Não pode ser!
Notas iniciais
Pov. Damon
Fim de bimestre, vários alunos se matando para tentarem aprender em uma semana matérias de três meses, como tenho os estudos em dia a semana de provas pra mim são molhes.
Entro na sala de inglês e vejo Elena folheando o caderno, provavelmente tentando decorar algo antes da prova. Eu ate ia oferecer ajuda para ela, porem achei melhor ignorar sua presença na classe e me sentar e foi exatamente o que eu fiz.
Logo a professora chegou e entregou as provas, fiz rapidamente, fui o primeiro a entregar, levei a minha prova ate a mesa dela e me retirei da sala.
Fui ate o pátio e me sentei em um dos banquinhos, logo Bonnie e Klaus chegaram e se juntaram a mim.
– Eai Dam, como foi sua prova?- Bonnie perguntou em quanto mexia em seu celular.
–Foi razoavelmente fácil, fui o primeiro a entregar e a sua?
–Mega fácil a prova de Química , acho que a professora estava ate brincando com a nossa cara, fiz em menos de 15 minutos.- Bonnie meio que se gabava pela inteligência, a prova de química não foi tão fácil assim, fiz ela ontem e posso dizer que era bem complicada.
–Hum, legal.
Ficamos conversando ate dar o sinal para a próxima aula. Tive mais duas provas até bater o sinal do intervalo.
Entrei na fila para pegar comida, peguei um hambúrguer e uma latinha de coca, quando fui entrar na outra fila onde pagava dei de cara com a Elena na minha frente.
–O seu cartão esta bloqueado. — Disse a menina do caixa.
–Passa de novo, sua maquininha deve estar quebrada. – Pude ver a mulher passando o cartão de novo.
–Deu bloqueado de novo.
–ANDA LOGO QUE EU QUERO PAGAR! – Alguém gritou no final da fila.
–Vou reclamar lá na diretoria que as maquinas de cartão de credito estão quebradas!- Disse Elena brava em quanto tirava notas de dinheiro da sua bolsa, ela saiu da mesa irritada e foi se sentar na sua mesa habitual.
Paguei meu lanche e fui me sentar.
– O que foi aquele tumulto na fila do caixa? –perguntou Klaus.
–Elena estava demorando pra sair da fila e os outros estavam se irritando.
–Affe, ela sempre quer aparecer. -Bonnie disse revirando os olhos.
–Desta vez não foi culpa dela. -Defendi. — Ela teve problemas com o cartão de credito.
–Mesmo assim, ela sempre quer ser o centro das atenções. — Bonnie odiava mortalmente Elena, ate hoje não sei por que, mas se eu perguntar com toda a certeza eu perderia a língua.
Depois da escola fui para casa, não tinha ninguém lá, meus pais estavam trabalhando e Anna ainda estava na escola. Almocei e fui ver um pouco de televisão, como não estava passando nada de interessante resolvi dar uma volta, talvez ir na casa do Klaus.
Peguei minha bicicleta e saio em direção a casa de Klaus, quando estou quase chegando lá, vejo uma garota sentada em baixo de uma arvore, ela estava com as mãos entre o rosto, ela era muito familiar, me aproximei um pouco e pude distinguir que aquela garota se tratava da Elena.
POV. Elena
Estava na classe de inglês fui a primeira a chegar, logo que me sentei abri meu caderno, não havia muita coisa ali, eu nunca copiava nadas, mas era o que bastava para responder pelo menos a metade da prova. Fiquei folheando o caderno na tentativa frustrante de tentar aprender algo. Sinto que outra pessoa esta presente na classe, com o rabo do olho vejo que era o Damon, ele nem olha pra mim e vai se sentar no seu lugar. Nem dou muita importância porque preciso me concentrar em decorar algo.
Em poucos minutos os alunos começam a entrar e logo em seguida a professora, ela manda guardamos todos nossos matérias, apenas deixáramos nossos estojos sobre a mesa. Ela entrega as provas e da o tempo estimado de 60 minutos para terminarmos.
Leio as perguntas e tento responder, mas a cada pergunta eu me enrolava mais. Em torno de 20 minutos Damon levanta e entrega sua prova. Isso me da raiva, por ele ser tão inteligente, queria ser assim , porem tenho muitas coisas para me preocupar antes dos estudos.
– O tempo acabou! Entreguem suas provas, agora!- OMG! Agora ferrou, eu tinha respondido apenas ¹/³ da prova.
Todos estavam se levantando e entregando suas provas e eu estava tentando ao Maximo responder a mais algumas perguntas, porem foi em vão já que a professora puxou a prova da minha mão.
–Eu disse que o tempo tinha terminado senhorita Gilbert.
–Desculpe não ouvi.
–Acho melhor à senhorita procurar um medico para seu problema de audição. – Que vontade de falar poucas e boas para esta vadia que deve estar sem sexo há anos e desconta tudo nos alunos.
– Vou sim professora e acho bom a senhora também procurar um medico.
–Um medico pra que? –Perguntou confusa.
– Para seus joanetes que estão horríveis. Agora com licença. – Disse e sai da classe.
Quando deu a hora do intervalo fui pegar meu lanche já que Rebekah havia faltado por estar gripada. Peguei um bolinho, uma maça e um suco de maracujá.
– US$ 15,00.
Peguei meu cartão e entreguei a moça, ela me entregou para por a senha.
–O seu cartão esta bloqueado. — Disse a garota mastigando um chiclete.
–Passa de novo, sua maquininha deve estar quebrada. – Ela passou o cartão de novo e o barulhinho de bloqueado tocou de novo.
–Deu bloqueado de novo.
–ANDA LOGO QUE EU QUERO PAGAR! – Alguém gritou no final da fila.
–Vou reclamar lá na diretoria que as maquinas de cartão de credito estão quebradas!- Disse irritada em quanto tirava algumas notas da minha bolsa, peguei meu lanche e fui me sentar.
– O que foi amiga?- Perguntou Hayley.
– Aquela maquina estúpida não estava aceitando meu cartão de credito.
– Aah, aconteceu isso comigo uma vez, fiquei muito irritada.- Falou e logo mudou de assunto.
Depois do intervalo tive mais uma prova e pelo menos nesta tirei uma nota boa, pelo menos uma nesta semana.
Na hora de ir embora me despedi das minhas amigas e em direção ao meu carro, coloquei minhas coisas no banco de trás e dei partida.
Cheguei em casa e dou de cara do meus pais na sala. Estranho, eles nunca aparecem em casa este horário.
– Qual o motivo de vocês terem deixado o tão importante emprego de vocês para estarem em casa a esta hora? Se eu tiver certa alguém morreu. –Disse revirando os olhos.
–Deixa de bobagem Elena, ninguém morreu. –Disse meu pai com olhar de reprovação.
–O que foi então?-Perguntei já ficando curiosa, se ninguém faleceu então é algo muito importante para eles estarem aqui de tarde em uma plena terça feira.
– Bom... Elena aconteceu algo que precisamos contar para você. — Ava, disso eu já sabia.
–Diga logo de uma vez para ela Alaric, não a enrole.
–Conte logo papai. –Disse já impaciente.
–Você lembra-se do Roger meu braço direito na empresa?-Assenti. -Pois bem ele nos roubou e estamos pobres, assim dizer.
–Você estava brincando não é mesmo?-Perguntei para ter certeza, ele negou.-Omg! E agora ? O que vai ser da gente? Ficamos pobres. Como vão pagar minha escola? Eu me recuso a sair de lá. – Comecei a falar muito rápido e pelo baque da noticia minha pressão caiu e eu tive que me sentar no sofá.
–Elena não exagere. Eu terei que vender a empresa sim, por falta de dinheiro para continuar com ela, porem ainda sou formado em medicina se você ai se lembra e posso muito vem arranjar um emprego no hospital da cidade.
– Mas papai mesmo o senhor trabalhando de medico, não conseguirá pagar esta casa, minha escola, as empregadas e fazer as compras pra casa.
–Por isso mesmo eu vou vender esta casa e comprar uma menor e demitir alguns empregados e ficar apenas com Rose que esta trabalhando na nossa família anos.
–C-como assim vender a casa?
–Elena entenda não temos mais condições de manter esta casa. –Disse mamãe revirando os olhos.
Agora esta definido, a minha vida acabou!!
Senti as lagrimas descerem, meu coração começou acelerar e o desespero de ser agora pobre tomou conta de mim. Minha única reação foi sair correndo porta a fora e entrar no meu carro. A ultima coisa que ouvi foi meu pai me chamando depois dei partida e fui dirigindo sem rumo.
Pensei em passar na casa da Rebekah, mas seria muito humilhante contar a ela que agora eu estava falida.
Quando estava cansada de dirigir, estacionei meu carro em qualquer lugar, sai dele e me encostei em uma arvore. Lá me derramei em lagrimas, comecei a pensar como seria minha vida sem dinheiro, ela seria péssima. Sem mais idas ao clube, sem passeios ao shopping freqüentemente, sem esbanjar de dinheiro.
–Elena? – Levantei a cabeça lentamente e dei de cara com o Damon ao meu lado. – O que ouve? Por que esta chorando?
– Sai daqui Damon. Deixe-me em paz.
–Elena, pelo menos uma vez na vida, me deixe te ajudar. –Disse olhando diretamente eu meus olhos. Seus olhos eram lindos e naquele momento eles brilhavam. Por impulso o abracei e comecei a chorar em seus ombros.
CONTINUA....
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