A Past More Than The Present
23 "Okay?! Okay."
Notas iniciais
2014/Argentina, Buenos Aires
– vim buscar o que me pertence. – ele afirmou com a voz ainda mais rouca e puxou pela cintura sua ex-mulher causando um impacto entre seus corpos.
– León... – murmurou, a respiração pesada devido a proximidade.
– shiiiiu... – ele murmurou finalizando o espaço entre seus corpos e finalmente realizando o desejo de ambos, selando seus lábios com volúpia.
Violetta não conseguia distinguir o que sentia no momento, era uma mistura de emoções e sensações que mal podia pensar. Não esperava que Léon fosse atrás de si, no entanto ele estava ali, lhe beijando como se o mundo fosse acabar amanhã. O Vargas a guiou até o sofá onde colocou a morena sentada sobre seu colo. precisava dela, naquele momento, naquele instante, era como se cada célula do seu corpo gritasse que necessitava dela. Mas, em um ímpeto de coragem Violetta se obrigou a finalizar o beijo, não podia se entrega assim tão fácil. Céus, ele estava noivo, ia se casar, e Lara estava grávida dele. A morena ainda de olhos fechados, tentou se afastar e levantar, mas rapidamente as mãos de León agiram a segurando onde estava. A Castillo suspirou.
– o que foi? – ele indagou com a voz rouca, confuso.
– você... – ela não foi capaz de finalizar uma frase, não sabia o que dizer, aquilo tudo era surreal demais. – você vai ter um filho. – disse mais pra si mesma do que para seu ex-marido, como se necessitasse ouvir aquela afirmação para crer novamente na veracidade dela. Sentiu a mão de León acariciar sua bochecha e em seguida colocar uma mecha de seu cabelo atrás da sua orelha.
– é com isso que você está preocupada? – indagou em um tom amável, e Violetta respirou fundo.
– temos muito que conversar. – ela afirmou desviando o olhar.
– Violetta, olhe pra mim. – ele pediu autoritário e ela o fez. – não me casei com Lara. – ele suspirou. – descobri que ela me traía e ... – ele proferiu uma risada fraca. – aquele filho não é meu, Vilu. – ele afirmou pra surpresa da morena. Ela estava chocada com tal reviravolta, nunca achara Lara uma mulher confiável, mas não a imaginava traindo León, quer dizer... que tipo de mulher o trairia?!
– ela... o que?!... isso é tão... confuso – a Castillo proferiu tentando estender, porém não conseguindo.
– eu sei... – o Vargas afirmou a fitando com um desejo descomunal e sabia que esse desejo se devia a saudade, a saudade de tanto tempo longe um do outro. – e prometo te explicar tudo, meu amor. Mas,... – ele deu um a pausa ainda a fitando. – agora eu preciso de você. – Violetta ofegou. – eu preciso sentir você – ele inclinou a cabeça e beijou atrás da orelha da morena que se arrepiou voltando a sentir a excitação do momento. — neste momento. – ele sussurrou e mordeu o lóbulo de Violetta. – e em cada instante da minha vida. – afirmou e olhou nos olhos da morena que o encarava.
Era inegável. Ambos queriam. Ambos desejavam aquilo. Ele quase havia se casado naquela manhã, mas quem se importava? Pelo menos, Violetta, não. Naquele momento, nada importava, apenas o fato de tê-lo em seus braços novamente. Em uma fração de segundo os lábios de León e Violetta estavam unidos, com um só iniciando novamente um beijo caloroso, onde ambos tocavam cada pedaço exposto da pele um do outro buscando de alguma forma eternizar aquele momento, o momento onde depois de tanto tempo os corpos dos apaixonados se tocavam. E quando aquilo deixou de ser suficiente, as mãos exploradoras da Castillo se intrometeram a tirar a camisa do moreno que rapidamente a deteve, repelindo seus lábios e agarrando os pulsos de sua ex-mulher. os olhares conectados, as respirações ofegantes misturadas, as roupas amassadas, os corpos necessitados, um verde lascivo de um lado misturando-se com os castanho confuso do outro.
– você... – Violetta murmurou, vendo que o moreno a havia detido quando tentou algo a mais. – não quer? – indagou dividida entre a insegurança e a surpresa. León nunca a havia rejeitado nesse quesito e depois de tudo que ele lhe dissera a morena realmente achava que era aquilo que ele queria. .
– quero. – ele afirmou fitando intensamente os olhos castanhos inseguros a sua frente. – muito... – ele sorriu brevemente levando-a fazer o mesmo. – mas, não quero apenas mais uma noite de sexo, Violetta. – afirmou. – hoje eu quero amar você. – afirmou inclinando a cabeça para mordiscar o lábio inferior de sua ex-mulher. – amar cada pedaço do seu corpo. – as mãos dele brincando nas laterais do corpo dela, fez a morena ofegar. – como da primeira vez. – finalizou lhe dando um selinho lento e fitando os olhos quase emocionados a sua frente. – Okay?!
– Okay.
Com uma felicidade incabível, o casal se levantou do sofá ainda de frente um pro outro. As mãos atrevidas do Vargas logo agarraram a cintura da Castillo, causando o impacto entre seus corpos e em seguida o encontro de seus lábios impacientes e lascivos. Um beijo que apesar de todo o desejo fora calmo, sem pressa, devagar. Assim que seus lábios se repeliram, León segurou na mão de Violetta, entrelaçando seus dedos e caminhou até o quarto da morena. Assim que adentraram o cômodo, o Vargas fechou a porta e voltou sua atenção a mulher a sua frente.
Violetta estava extasiado com aquele momento, a calma com que ambos estavam agindo apenas aumentava a excitação da morena. León se aproximou dela deixando um espaço mínimo entre seus corpos e mais uma vez seus lábios se selaram enquanto as mão da morena voaram rapidamente para o pescoço do Vargas, as mãos dele dançavam pelo corpo da morena entre cintura, pescoço, braços, lateral. E a garota gemeu sentindo o apertar seus seios. Logo os beijos foram descendo lentamente para o pescoço dela onde eram deixados leves beijos e mordidas.
– León... – ela gemeu abafadamente.
– desde que te vi com esse vestido na igreja estava com vontade de arrancá-lo do seu corpo. – o Vargas confessou em um murmúrio levando as mãos a costas da morena fazendo uma leve carícia ali.
– e por que não o faz? – a morena indagou com a voz embargada, necessitava de um contato maior e não agüentava mais esperar.
O Vargas sorriu, e conforme o pedido da morena começou a despi-la, abaixando lentamente o vestido até os pés dela e apreciando cada nova parte desvendada. Os dedos roçando suavemente na pele de Violetta a fizeram morder o lábio inferior com força. León voltou a sua posição inicial, ficando em pé de frente para a morena e deixando o resto do vestido deslizar até o chão e como o prevista Violetta estava sem sutiã, León gemeu antecipadamente com isso e logo puxou a morena para cama, deitando o seu corpo sobre o dela deixando-os em uma posição cheio de contatos. Logo os lábios voltaram a se selar em um beijo onde a luxúria falava mais alto, o beijo só fora interrompido quando as mãos de Violetta se intrometeram a tirar a camisa do Vargas que aceitou a ação de bom grado, deixando que aquele pedaço de pano fosse de encontro a um canto qualquer do quarto.
As mãos do Vargas foram de encontro aos seios de Violetta os apertando com força, fazendo a morena gemer entre o beijo. Beijos que logo desceram para o pescoço da Castillo fazendo-a arfar, e logo chegaram aos seios dela onde ele os beijou com cuidado, em seguida mordeu um mamilo ouviu-se um gemido alto. León sorriu e em seguida abocanhou o seio direito da morena fazendo-a quase engasgar de susto e prazer, os gemidos altos que se seguiram apenas deixavam o Vargas mais excitado, fazendo-o ansiar por estar dentro da morena. Os lábios de ambos voltaram a se encontrar em um beijo rápido enquanto a morena tentava se recuperar.
– León... – a Castillo disse com dificuldade. – por favor... – implorou, ele gemeu com o pedido, tinha lhe prometido que aquela noite tudo seria calmo e devagar, mas com Violetta pedindo daquele jeito estava impossível se controlar.
– calma, pequena! – ele sussurrou, agarrando o quadril da morena que rebolou inconscientemente em busca de mais contato. A Castillo mordeu o lábio inferior com força e começou a difícil tarefa de tirar a calça do Vargas que não a interrompeu até estar apenas de cueca box, ele segurou as mãos da morena no alto da cabeça da mesma e ela gemeu alto ao sentir seus quadris se encostarem mais uma vez, desta vez apenas com dois pedaços de panos os separando.
– León... – ela murmurou tentando se acalmar, encostando a testa na dele e fechando os olhos. – eu não posso esperar nem mais um minuto pra ter você dentro de mim. – ela confessou e ele gemeu.
– calmo e devagar, lembra? – ele indagou, desta vez fitando os olhos castanhos desejosos a sua frente. Ela soltou um gemido sofrido.
– mas,... inferno! – ela praguejou. – não quero nada calmo aqui! – exclamou e antes que ele lhe responde-se, levantou seu quadril fazendo com que suas intimidades se roçassem mais uma vez.
– como quiser. – o Vargas finalmente se rendeu, ela estava determinada aquela noite e não conseguiria controlá-la nem se quisesse.
Em um movimento rápido, León arrancou a calcinha de Violetta e retirou sua cueca em um canto qualquer da cama. A morena mordeu o lábio inferior com força tentando evitar seus gemidos, ela não estava se reconhecendo, nunca estivera tão desesperada para chegar ao ápice como naquela noite. O Vargas segurou seu rosto entre as mãos e a fitou intensamente durante alguns segundos, observando as maças do rosto levemente coradas, os olhos castanhos mais escuros de desejo, a respiração pesada. Ele sorriu levemente.
– você tem noção do quanto eu preciso de você?!.- ele indagou retoricamente e a penetrou, fazendo-os fechar os olhos e gemer alto. – perfeita... – ele murmurou beijando-lhe os lábios para abafar os gemidos e começando a estocar.
Aquela noite estava sendo diferente, para Violetta e para León. Mesmo que com a necessidade falando mais alto, ambos tinham consciência de seus sentimentos. Estavam conectados um com o outro naquele momento de forma única. Carnal e emocionalmente. O Vargas aumentou o ritmo das estocadas e sentiu a morena apertar-se em volta de si, as unhas dela lhe arranharam as costas e ele urrou de prazer ao gozarem ao mesmo tempo.
Segundos, talvez minutos, se passaram com o casal tentando se recuperar. Estavam cansados, porém completos, pois estavam um com o outro. A Castillo sentiu-o sair de dentro de si e cair exausto ao seu lado naquela cama, mas nem isso tirou o sorriso de seu rosto, não sabia se pela saudade ou se pelo sentimento, mas se sentia diferente aquela noite. Sentiu seus olhos pesarem o cansaço atingir seu corpo em cheio quando León a puxou para deitar sobre seu peito.
– descansa, meu amor! – Léon exclamou, antes de ambos se entregarem a Morfeu.
(...)
O Vargas despertou seus sentidos com a claridade da janela adentrando o quarto, subitamente abriu seus olhos, obrigando-se a fechá-los mais algumas vezes até se acostumar com a demasiada claridade. Olhou ao seu lado no leito e ao encontrar-se sozinho levantou-se da cama em um salto, desesperado. Porém, logo seus ouvidos foram capazes de captar o barulhinho de água caindo e identificou-o como o chuveiro ligado. Suspirou aliviado ao saber que Violetta ainda estava ali. Levantou-se por completo da cama e vestiu sua cueca box novamente. E só naquele momento notou, um envelope branco caído no chão. Guiado pela curiosidade abaixou-se e apanhou o envelope em suas mãos, logo sentando-se na cama e abrindo-o para saber do que se tratava.
Ao ver o que continha naquele envelope, seu coração falhou uma batida. Não, não podia ser. Ele havia acabado de recuperá-la, não podia perdê-la novamente. Correu os olhos pelo papel mais uma vez pra ter certeza do que ele era.
Uma passagem apenas de ida para Forks, Washington.
Naquele instante a porta do banheiro se abriu e uma Violetta enrolada com uma toalha branca no corpo e uma outra toalha em mãos secando os cabelos surgiu. Ela sorriu suavemente ao vê-lo, mas seu sorriso morreu a notar o que ele tinha em mãos. Violetta engoliu seco.
– é isso mesmo, Violetta? – o Vargas indagou em um tom frio e fechou a mão em punho. – você pretende me deixar outra vez?
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