A Past More Than The Present
2 O Reencontro
2014/Estados Unidos, Nova York
Violetta olha pela janelinha mais uma vez e suspira, ela ficaria um bom tempo ser ver este lugar assim, de perto, ela olha pro lado e vê sua filha, Melissa, pra variar a morena está irritada, não só pelo fato de deixar seus amigos para trás, mas também porque ela sabe que isso significa ter que conviver com sua madrasta, a fútil Lara Baroni, e ela não quer isso.Logo elas sentem o avião decolar e Violetta percerbe que não tem mais jeito, ela realmente teria que enfrentar tudo o que evitou durante 10 anos.
(...)
Algum tempo depois, o avião pousou, Violetta sentiu um arrepio percorre sua espinha ao notar que esteve em solo Argentino mais uma vez. Logo ela, Melissa e Nathália Vidal, a assistente e secretária de Violetta, se puseram para fora do aeroporto, Violetta chamou um táxi e quando se deu conta as três já estavam a caminho de sua nova casa. Elas ficariam na antiga casa dos Castillo, afinal os pais de Violetta, Germám Castillo e Angéles Castillo Saramego, haviam viajado para o Chile a trabalho e quando voltessem ficariam na casa de campo da família, segundo eles, para descansar.
Logo elas chegaram, desceram as malas que eram muitos, o taxista ajudou, elas entraram na casa e Violetta viu que nada havia mudado, tudo estava da mesma forma que ela tinha visto da última vez.
– Violetta... – Naty se pronunciou roubando a atenção de sua patroa. – eu vou lá pra fora resolver uns assuntos da sua carreira e das lojas Castillo’s aqui de Buenos Aires, qualquer coisa estarei no jardim. – Violetta assentiu e logo Nathália se pôs porta a fora.
– então... – Violetta começou, roubando a atenção de sua filha – gostou da casa?
– é muito bonita... e grande – ela disse olhando em volta. – onde fica o meu quarto? – indagou curiosa, Violetta sorriu.
– lá em cima, 2° porta a direita. – Melissa murmurou um “ok” e logo se pôs a subir as escadas carregando uma de suas muitas malas.
Violetta riu daquela cena, mas logos voltou a ficar séria, olhou em volta mais uma vez e várias lembranças invadiram a sua mente ao mesmo tempo. A morena chacoalhou a cabeça tentando afastar esses pensamentos e logo alcançou seu iphone e discou um número que conhecia tão bem, levou o objeto até sua orelho e esperou a pessoa atender sua chamada...
– Alô?! – disse Francesca do outro lado da linha, Violetta sorriu instantaneamente ao ouvir a voz de sua melhor amiga.
– Fran?! Sou eu, Violetta – ela se pronunciou, sem deixar seu sorriso de lado.
– Vilu, ai meu Deus, que saudade amiga, quanto tempo. – Francesca disse tudo de uma só vez, sem parar para respirar. Violetta riu.
– é eu sei, também estou morrendo de saudades, o que você acha de vir aqui em casa pra gente matar a saudade? – Violetta indagou já tendo certeza da resposta.
– como assim?! Quer dizer, você não tá em... – Violetta a interrompeu.
– Nova York? Não, não estou, acabei de chegar em Buenos Aires.
– Tá de brincadeira?! To indo pra sua casa agora, me espera que em uma horinha eu chego ai. – disse Francesca eufórica desligando em seguida.
Violetta gargalhou sozinha, ouviu a campainha soar e imaginou que seriam os novos empregados da casa, ela os atendeu e como primeira ordem disse a eles para levaram suas malas ao seu quarto, logo se pôs a se arrumar, afinal receberia sua melhor amiga em casa.
1 hora depois
Violetta ouviu a campainha soar, já sabia quem eram desceu as escadas correndo, abriu a porta e se deparou com 2 morenas uma mais nova e a outra conhecia bem demais...
– amigaaaa, que saudade... – Francesca disse pulando nos braços de Violetta e a abraçando com um sorriso enorme no rosto, logo as duas se afastaram...
– nossa, nem me fala, pareceram séculos... – Violetta disse e logo levou sua atenção a garota que estava ao lado de sua amiga, parecia ter a mesma idade que sua filha, ela fitou a garota por uns segundos e logo sua mente clareou a fazendo reconhecer a garota. – Isa??!!! Ah meu Deus, como você cresceu... – a garota deu um sorrisinho tímido, se tratava de Isabella Reys Caviglia, filha da Francesca e de Marco.
Logo as três adentraram a casa e se sentaram no sofá da casa de Violetta, a três entraram em um papo animado até que Isa se pronunciou.
– onde fica o banheiro? – ela indagou curiosa.
– lá em cima, 3° porta a esquerda. – Violetta respondeu, a garota murmurou um “com licença” e se pôs a subir as escadas.
Assim que Francesca viu que sua filha tinha sumido do seu campo de visão, decidiu deixar seu lado curioso vir a tona.
– me fala, Vilu, a verdade... Você voltou por causa “dele” né?! – ela disse se referindo a León.
– não quero falar sobre isso... – Violetta afirmou tentando evitar aquele assunto.
– qual é Violetta? Eu sou sua melhor amiga, te conheço melhor do que ninguém... – Violetta a interrompeu.
– exatamente, você mais do que ninguém sabe tudo o que eu sofri na época de separação, você sabe o que ele fez, ele me abandonou no pior momento da minha vida. – ela disse sentindo os olhos arderem.
– Violetta, ele não sabia... – ela interrompeu a amiga mais uma vez.
– mesmo assim Fran, mesmo que ele não saiba nem da metade do que eu sofri, ele foi responsável por aquilo ... – Francesca suspirou.
– olha, o que eu vou te falar agora, pode ser que não te agrade muito, mas eu ainda acho que por baixo de todo esse ódio, o que você tem é um grande amor pelo León...
– Francesca... – ela disse tentando cortar o assunto e negar o que a amiga dizia, em vão, pois Francesca a interrompeu.
– Francesca nada Violetta, o amor de uma vida não some assim do dia pra noite, eu estava lá quando vocês se conheceram, eu vi tudo o que aconteceu, tudo pelo que vocês passaram, eu estava lá quando você descobriu que...
– Chega, Francesca! – Violetta interrompeu a amiga- eu acabei de chegar de viagem, e o que eu mais quero é esquecer tudo isso. – Francesca respirou fundo.
– ok, me desculpe! – ela disse se sentindo culpada.
– tudo bem! Vamos mudar de assunto? – Francesca sorriu.
– hoje a noite, Ludmila irá dar uma festa e ela faz questão da sua presença!
– Fran, eu não to com ânimo pra festas... – começou Violetta, mas logo Francesca a interrompeu.
– e nós não aceitamos um “não” como resposta, leve a Mel, todos nós levaremos as nossas famílias. – Violetta respirou fundo.
– tudo bem, Francesca, eu vou!
Logo Francesca e Isa foram embora, por incrível que pareça durante aquela manhã, Isa e Melissa se tornaram grandes amigas. Violetta ficou um bom tempo na sala conversando com sua filha...
– mãe, assim... eu to adorando todo esse papo aqui, mas eu to com fome- Violetta gargalhou.
– então o que você sugere pro almoço – ela disse se levantando do sofá.
– que tal um subway, no shopping ... – Violetta ri mais uma vez. – mãe, é sério.
– ta legal, vai se arrumar que nós vamos no shopping... – Melissa comemora com uns pulinhos e sai andando em direção a escada.
Violetta riu da reação de sua filha e logo subiu as escadas, se arrumou rapidamente e no fim ficou assim.
– Mel, vamos... – ela chamou sua filha que logo apareceu no topo da escada, ela estava assim.
– vamos logo que eu to com fome... – as duas riram e se puseram porta a fora, chamaram um táxi e quando deram conta já estavam na frente do shopping.
Assim que adentraram aquela grande construção, foram em direção a praça de alimentação, entraram na fila da loja Subway, que por sinal estava demorando muito...
– mãe, você não se importa se eu for ali comprar um livro não né?! – ela perguntou como quem não quer nada e Violetta riu.
– não, eu não me importo, vai lá Mel. – Melissa saiu andando em direção a uma livraria do shopping.
Praticamente ao mesmo tempo que perdeu Melissa do seu campo de visão o atendente perguntou o qual era o pedido de Violetta e ela disse a ele tu do que iria querer...
– ... e claro uma coca-cola – ela disse rindo. O atendente se virou para pegar o pedido de Violetta e quando ela foi se virar para pagar sentiu uma mão pousar em sua cintura, um corpo colar atrás do seu e uma respiração quente bater em seu pescoço...
– velhos hábitos nunca mudam, não é mesmo Violetta? – indagou o homem que se encontrava atrás de si, ao ouvir aquela voz atrás de si Violetta instantaneamente fechou seus olhos, e sentiu sua respiração ficar mais pesada, e o nome dele não passou de um sussurro surpreso...
– León.
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