2014/Argentina, Buenos Aires 2 dia de acampamento Melissa acordou com as luzes solares entrando pelas fretas da barraca, passou a mão pelo lado, mas a única coisa que encontrou foi o vazio. Olhou em volta assustada, procurando por Nathan e notou que ele não estava ali ... "o que você pensou idiota?! Que ele ia estar do seu lado quando você acordasse?" Melissa pensou e passou a mão nos olhos e no cabelo, despertando. sai de dentro da barraca e não o viu, estranhou mas não ligou. Precisava tomar um banho e trocar de roupa. Andou um pouco e achou uma rocha grande que daria pra trocar de roupa sem que ninguém visse, surpreendentemente achou um cano de onda fluía agua normalmente, conseguiria tomar banho, escovar os dentes e trocar de roupa. (...) logo terminou de fazer sua higiene matinal com sucesso, na região onde estava fazia muito calor e a morena estava vestida assim, voltou para onde estava sua barraca e viu Nathan, passou por ele sem falar nada, ainda estava irritada por ele te-la beijado apenas pra pegar o celular. – bom dia! — ele disse cínico, ela o fuzilou com os olho e ele pegou uma mochila. – vai aonde? — Melissa perguntou deixando a curiosidade falar mais alto. – eles querem que a gente ache e tire fotos dessa árvore aqui ó... — ele amostrou para ela um papel com informações sobre a árvore. — como trabalho de biologia, eu acho. Você vem? — ele perguntou jogando a mochila nas costas. Melissa assentiu e o seguiu pelo meio da mata. (...) –chega Nathan, to cansada de andar. A gente já não achou a merda da árvore?! Deixa eu voltar pra barraca eu to cansada quero dormir... — ela resmungou reclamando e o loiro revirou os olhos. – anda Mel, eu quero te mostrar uma coisa... — disse ele tentando convence-la a continuar. Logo pararam em frente a uma cachoeira. Melissa olhou aquilo perplexa, não imaginava que tivesse uma cachoeira ali. — legal né?! Encontrei hoje de manhã quando você tava dormindo. — ele disse sorrindo e em seguida correu tirando a blusa e se jogando numa parte um pouco mais funda da cachoeira. Melissa adorou aquele lugar e era engraçado porque ela já estava de biquíni, ao ver Nathan tirar a camisa e mostrar seu belo físico... (N//Melissa — belo é o cacete, o cara é gostoso pra caralho) (N//A — da pra ter educação e parar de interromper a porra do Pov's dos outros?!) (N//Melissa — mals aí, pode continuar.) ... A morena arfou, viu ele olha-la sorrindo, todo molhado e incrivelmente lindo. – você não vem?! — ele perguntou com um sorriso de canto de boca que tanto meche com Melissa, ela rolou os olhos e tirou o tênis, depois o short, depois a "blusa" ... Corou completamente com o olhar devorador de Nathan, mas logo entrou na água. os dois brincavam dentro da água feito dois idiotas, jogavam água um no outro, faziam corridas dentro da água, mergulhavam e etc... Nathan mergulhou mais uma vez, mas demorou muito a voltar a superfície, Melissa ficou desesperada. – Nathan, não tem graça. — gritou segurando o choro. Mas, foi surpreendida com duas mãos que a puxaram e a jogaram contra uma rocha, não com força, mas o suficiente pra fazer com que a morena ficasse presa com aa costas ali. Assim que focou seus olho em quem havia feito aquilo ficou completamente irritada. Abriu a boca para reclamar mas antes que pudesse dizer algo Nathan a calou com um beijo. um beijo que foi rapidamente correspondido e aprofundado, ambos passavam todas as suas emoções através daquele beijo, estavam felizes. Nathan se sentia estranhamente bem ao lado dela, de um jeito único como nunca havia sentido antes. O beijo foi quebrado pela falta de ar. Ambos se encaram por alguns segundos, Melissa levou uma das mãos aos cabelo de Nathan e acariciou os fios molhados. Ele por sua vez, continuou segurando a cintura da morena. – a gente tem que parar com isso, sabia? — ela indagou com um sorriso nos lábios. Nathan continuava com a expressão séria, porém relaxada. Ele levou uma das mãos aos cabelos dela colocando uma mecha atrás da orelha da mesma, em seguida acariciou o rosto de Melissa suavemente, sorriu. – por que, se é tão bom?! — ele perguntou divertido, a morena rolou os olhos rindo e sentiu Nathan colar os lábios nos seus mais uma vez. O dia se passou assim, entre beijos, brincadeiras e sorrisos. (...) Nathan passou a observa-la gargalhando outra vez, achava aquele o som mais perfeito que já ouvira na vida. Melissa era de longe a garota mais se oferente que ele já conhecera, não era superficial, nem fútil, pelo contrario, ela era autêntica, decidida e forte, e maravilhosamente linda. Se não se conhecesse tão bem, Nathan diria que estava apaixonado, mas não era isso, sabia que não era, quer dizer ela era legal, espontânea e o fazia rir, ele realmente se sentia bem ao seu lado, gostava dela, isso era inegável, mas não estava apaixonado, e não queria se apaixonar. Me mesmo por ela. – ta, agora chega de palhaçada, to cansada. — ela afirmou e bocejou, passar o dia na cachoeira com Nathan havia sido extremamente cansativo, mas ainda não estava totalmente cansada, apenas com frio. — Nathan, eu to com frio, acho que vou deitar. — ela afirmou se levantando. – eu também vou. — ele disse rapidamente, ambos entraram na barraca que era bem grandinha por sinal, eles se deitaram e continuaram conversando. Ambos se sentiam extremamente bem um ao lado do outro, no momento Nathan estava vendo as fotos no celular de Melissa. Parou em uma foto de Melissa, com mais três garotas, que lhe chamou atenção, não pelas garotas em si, mas pelo fato de não conhece-las. – quem são essas? — ele disse franzindo o cenho, Melissa chegou perto dele para ver a foto e ao mesmo tem seu sorriso morreu, fechou os olhos e os apertou, tentando esquecer tudo que houve. — Mel, não precisa contar se não quiser, tá? — Melissa respirou fundo, abriu os olhos lentamente e o olhou com um olhar meio triste, suspirou. – não, tudo bem, eu... — deu uma pausa. — não é nada demais. — ela afirmou, ele colocou uma mecha do cabelo dela atrás da sua orelha. – você sabe que pode confiar em mim,né?! — ele perguntou e ela assentiu fechando os olhos. – a loira de saia azul da esquerda, minha melhor amiga desde que me mudei para Nova York... — ela respirou fundo, enquanto ele olhava mais uma vez a foto. — sabe aquela pessoa que você considera uma irmã. E que daria a sua vida pra ajudar?! Eu a considerava assim. — Melissa abriu os olhos e encarou Nathan por um minuto, apoiando a cabeça na mão, assim como ele. — meu namorado me traiu com ela. — Nathan arregalou os olhos surpreso pela confissão de Melissa. — depois que eu descobri eu terminei com ele e bom, parei de falar com essa vadia... — ela deu um risinho fraco. — uma semana depois, meu primo, Adam, se juntou com uns amigos e quebrou todo o carro dele. — sorriu mais abertamente. — o carro do cretino era a coisa que ele mais amava no mundo. — Melissa parou de falar e voltou a ficar séria. Longos minutos de silêncio se estenderam até que ela voltou a falar. — sabe o que é pior do que ser traída pelo namorado que você acha que é apaixonada?! É descobrir que sua melhor amiga é uma vadia que apenas queria tudo que eu tinha. — ela disse contendo as lágrimas ao se lembrar, estava totalmente vulnerável com aquela situação. Melissa chorava silenciosamente, Nathan a observava, sentia um ódio tão grande do cara que a havia feito sofrer, e vê-la assim por ele o deixava mais irritado, a possibilidade dela amar outro cara o deixava louco, e a duvida que teve durante todo o dia martelou mais forte em sua cabeça. Precisava saber. Olhou nos olhos de Melissa outra vez e desceu os olhos pelo rosto da mesma, fitando seus lábios. Aproximou-se de Melissa e tomou seus lábios em beijo carinhoso, sem língua, sem malícia, apenas o suave toque dos seus lábios. Quando o ar faltou se separaram. – Nate, eu... — antes que terminasse ele a puxou para os seus braços a abraçando, suspirou. – só... Durma. — ele disse. Respirou fundo mais uma vez ao notar que tinha tirado sua dúvida: realmente, estava apaixonado por Melissa Vargas.