Notas iniciais
Eu sei que tudo parece confuso, mas juro que TUDO, cada dialogo, penamento etc vai se encaixar no decorrer da Fic.

“A mesma moeda, diferentes perspectivas”.

(...)

O deserto negro estava cada vez menor, como se tivesse marcando o tempo. Acho que não tenho muito.

Aperto com força a bainha de minha saia sentindo o sangue quase seco. Quantas vezes já fiz isso?

—Yeo! Não! —Tay gritou implorando do outro lado, mas já era tarde. Trix já estava morta há horas.

—Ela já está morreu, não entende? É o único jeito!

—Sempre tem outro jeito! Você só está nos destruindo e mergulhando no próprio inferno.

—Isso é muito irônico vindo do primeiro, não é mesmo? —Ele simplesmente se calou e olhou para baixo.

—Eu amei tanto você.

—Você teria fei... Você fez o mesmo. Eu tentarei até conseguir.

Sorrindo tristemente, ele virou-se para a direção contraria e começou a andar, sumindo aos poucos como se nunca estivesse existido. Ergo o olhar para a criatura negra ao meu lado. Estendo minha mão, fechando o contrato.

(...)

Abro os olhos assustada e a única coisa que consigo assimilar é um grande peso ao meu lado e uma forte dor de cabeça. Foi um pesadelo? Estou no meu quarto? É como se tivesse corrido uma maratona totalmente bêbada, o que não faz sentido, igual a dor que estou.

—Yeo? —Sinto uma mão macia passar pelo meu rosto com carinho, o toque era tão reconfortante e delicado que não precisava me acostumar com a escuridão para saber de quem era. —Deus, está suando feito um porco.

—Porcos não suam Trix.

—Se já está me corrigindo, significa que está bem melhor. —Sinto o corpo ao lado do meu levantando e ouço a cortina sendo aberta. Abro meus olhos com dificuldade apenas para ver a silhueta de Trix, que apenas estava com minha camiseta e os cabelos soltos bagunçados. Ela sorri e pula novamente na cama, jogou todas as cobertas no chão apenas para me provocar.

—Teve pesadelos novamente?

—Sim, mas foi diferente dessa vez... Havia uma criatura encapuzada.

—Shh... —Ela colocou o dedo indicador em meus lábios e sorriu novamente. — Sabe que isso é falta de ir ao templo rezar? Vamos passar hoje antes de ir ao mercado para ver se os pesadelos somem.

—Acho que preciso mais do que apenas uma reza no templo.

Trix se limitou apenas a revirar os olhos e seguiu em direção ao banheiro para se arrumar. Não adiantava falar nada, ela é extremamente religiosa e não aceita outra explicação para algo que não seja Deus.

Miro o despertador digital ao lado da cama, 7h20mim. Minha melhor amiga simplesmente me acorda 7h da manhã em um sábado, quando é o único dia que simplesmente não preciso fazer nada. Isso é quase uma apunhalada no coração.

—Se você me acordar novamente a esse horário, eu juro que te mato e faço questão de nunca encontrarem seu corpo! —Grito alto para que ela possa ouvir do banheiro. Ela simplesmente limita-se a gritar “Preguiçosa”. Dessa vez eu reviro os olhos e levanto da cama com dificuldade por conta da tontura. Eu sinto que hoje vai acontecer algo diferente.

(...)

—Você vai acabar caindo.

Trix simplesmente mostrou a língua e continuou seu caminho, se equilibrando no corrimão da ponte da lagoa. Não era exatamente uma queda horrível, mas ela iria se machucar.

—Você tem dezessete, mas se comporta como se tivesse cinco.

—Você tem vinte e sete, mas se comporta como se tivesse oitenta! É por isso que não arranja namorado e tem cara de derrotada.

—Escuta aqui sua pirralha, eu...

—Chegamos Yeo! —Ela apontou para o templo velho e acabado em cima da colina. Mesmo podendo estar em qualquer templo em toda a Santine, Trix sempre preferiu esse. Minha família trabalhou por várias gerações para os Servidores de Aurum, mas sem dúvida ela deve ser a com o pior mau gosto. —Vamos rezar e limpar nossas almas.

Notas finais
A aparência de cada uma e sua personalidade será descrita mais para frente o/

Sim, isso é praticamente um prólogo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.