A Part Of Us

14 Capítulo 14


Notas iniciais
Olá pessoas, sim eu sei que eu demorei mas eu realmente nao pude postar antes pq eu tava na disney haha enfim nao sei se vou poder postar com frequencia pq agora tenho muitas provas e trabalhos. Mudando de assunto eu realmente nao estou mais gostando do que eu to escrevendo, eu queria uma opinião séria de vocês sobre isso, sei lá a fic ta tomando um rumo que eu nao queria e exatamente por isso agora serei movida a reviews hehe enfim boa leitura

Finn P.O.V.

Uma explosão de sentimentos rondavam minha cabeça, eu não sabia o que fazer e só me dei conta de para onde eu estava indo quando entrei no quarto da Gabriela. Minha filha estava dormindo, minha filha.

– Rachel...Acho que nós precisamos conversar – Eu disse assim que a havistei dentro do quarto.

Ela me olhou, e tinham lágrimas naqueles olhos que eu tanto me hipnotizavam. Ficamos em silêncio por alguns minutos e parecia que nenhum de nós estava muito disposto em quebra-lo, e quando ela finalmente pareceu ter coragem de dizer alguma coisa...

- NÃO – O grito de Gabi ecoou pelo quarto, fazendo com que tanto eu quanto Rachel olharmos preocupados – Não, não, não...- Os olhos dela se abriram e ela parecia assustada com alguma coisa.

- O que aconteceu meu amor? – Perguntou Rachel, passando a mão pelos cabelos da Gabi.

- Eu tive um pesadelo, um pesadelo muito horrível mamãe – Disse fazendo biquinho.

- Que tipo de pesadelo? – Perguntei, tentando ao máximo possível não me derreter pela carinha fofa que ela fazia.

- Do tipo muito ruim mesmo, bem bem ruim, não quero nem lembrar – E nisso ela escondeu o rosto com as mãozinhas pequenas. – Eu sonhei que eu tava lá na apresentação do colégio, e na hora de cantar eu travei e não sabia mais nada da música, ai todo mundo riu de mim e jogou tomate no meu cabelo – Ela disse isso quase chorando, e eu tive que me segurar para não rir. Ela era tão parecida com a mãe.

- Meu anjo nada disso vai acontecer, ouviu?

- Como você tem certeza disso mamãe?

- Porque as vezes as mães sabem das coisas que vão acontecer.

- Como isso? Eu também quero saber as coisas que vão acontecer! – E aparentemente agitação dela já estava voltando ao normal.

- Mas você ainda não é mãe – Dessa vez que disse fui eu.

- Das minhas bonecas eu sou né mamãe!? Diz pro tio Finn – Eu não sei o porque mas senti um aperto no coração quando ouvi ela me chamando de tio, por um momento eu pensei que fossemos uma família feliz, mas não era bem assim – Tio Finn sabia que é a primeira vez que você vem no meu quarto, você não tinha vindo antes – E dizendo isso, ela fez com que meu coração se apertasse mais ainda, e tenho a leve impressão que ela percebeu isso pelo jeito que me olhou.

- Bom eu tenho que ir, a gente conversa outra hora Rachel – Eu disse, já me retirando do quarto sem sequer me despedir de uma forma descente.

Sai do hospital e fui em direção ao meu carro, dirigi durante um certo tempo sem saber para onde estava indo, meus pensamentos estavam confusos eu não sabia se ficava feliz, triste, com raiva, eu definitivamente não sabia o que fazer. Só me dei conta de onde estava quando reconheci o portão de casa, estacionei o carro e entrei, encontrando Kurt sentado no sofá a minha espera.

- O que você está fazendo aqui Kurt?

- Eu vim aqui só para te entregar uma coisa da Gabi.

- Olha Kurt, eu entendo que você quer que eu me de bem com a Gabriela e que eu aceite isso numa boa, mas não é bem assim que as coisas funcionam, eu...

- Finn, eu não vim aqui para intervir em nada! Ou melhor eu vim sim, essa carta aqui quem escreveu foi a Gabi a praticamente um ano atrás, levando em conta que foi no natal. Eu só queria te entregar isso, porque se for pra você ter raiva de alguém, ficar chateado com alguém ou até mesmo querer matar alguém, esse alguém tem que ser a Rachel e não a Gabi, porque meu querido irmão, ela é tão vitima nesse história quanto você – E dito isso ele se retirou da sala e ao longe pude ouvir o barulho do motor do carro ligando.

Eu peguei a carta que ele tinha deixado em cima da mesinha da sala e me sentei com ela no sofá, abri ela com cuidado e ri quando uma quantidade consideravelmente grande de purpurina caiu no chão, e assim comecei a lea.

Querido Papai Noel!

Eu não sei se você lembra de mim, mas se não lembrar eu sou aquela menina que sempre deixa bolachas e um copo de leite pra você comer na cozinha, eu acho que você gosta porque você sempre come. Mas não é por isso que eu to escrevendo essa carta com a ajuda do Roberto, é que eu comecei a escrever no começo do ano e não sei escrever muito bem ainda, porque eu queria pedir meu presente de Natal.

Eu sei que a maioria das meninas pede bonecas e casinhas, e eu também sempre peço isso, mas esse ano eu queria uma coisa diferente, uma coisa que eu nunca tive, nunca nunquinha, eu queria que você trouxesse meu papai para eu conhecer ele. Minha mamãe nunca me fala do meu papai e eu queria que ele morasse com a gente igual é na casa de todo mundo, mas como ele não mora eu queria que você me desse meu papai de presente, porque dai ele ia ter que ficar aqui comigo, e dai eu ia poder dar o presente do dia dos pais que eu fiz na escola para ele, eu ia poder levar ele para ver minhas peças, ele ia brigar com o Robbie quando ele me incomodasse, ele ia passear comigo, a gente ia fazer biscoitos junto... Bom nós dois íamos fazer várias coisinhas legais juntos, eu até fiz uma lista e ela ta lá no meu quarto, mas eu só vou poder fazer as coisas da minha lista se você me der o meu papai.

Agora eu vou parar de escrever porque o Robbie disse que já ta muito bom e eu tenho que deixar a carta com ele porque ele vai dar pro tio Kurt mandar pra você, poque a mamãe vai querer ler se eu der pra ela e ela não pode ler isso, mas então Papai Noel me da o meu papai por favorzinho, eu não quero bonecas esse ano eu quero o meu papai.

Com carinho, Gabriela Calby Berry.

Terminei de ler a carta com lágrimas nos olhos, eu não acreditava que a Rachel poderia ser tão cruel assim, ela me privou anos da vida da minha filha e isso não tem perdão, ela me escondeu a minha filha e acho que eu jamais serei capas de perdoar o que ela fez. Virei a folha da carta e encontrei um desenho feito pela Gabi.

Eu estava decidido, eu iria lutar pela minha filha, custe o que custar a Gabriela vai ser minha.

Notas finais
mereço reviews??