A Paranoia de Anna.

2 Um belo jantar canino.


Notas iniciais
Capitulo dedicado a naiaracris a primeira que comentou!

A casa dos nossos adoráveis vizinhos não era muito distante, tínhamos que atravessar uma ponte em um rio com uma super correnteza, e eu já falei que a ponte estava ou pedaços??Bem, depois andar em linha rete por cinco minutos até chegar nos enormes portões da propriedade.Eles se abriram sozinhos, minha mãe jura que eram eletrônicos, nossos vizinhos, que até agora eu não sabia o nome, moravam em uma casa do tamanho de um campo de futbol.Quando paramos na porta eu me liguei.

-Mãe, são cinco horas e o sol não se pôs.-eu falei, olhando em volta.

-Eu sei.Horário de verão, são seis horas.Ajustem os relógios!-ela respondeu, nós não usamos relógios, eu recuei um passos para olhar as janelas , a campainha soou a uns cinco minutos e talvez o Jason não estivesse ali.

Algo brilhou no chão por um curto momento.Eu olhei bem, e pequei e a porta se abriu, talvez fosse coincidência.

-Vocês devem ser os Carsons, que bom que receberam o nosso bilhete.-disse , provavelmente, a dona da casa.

-Olá madame, eu me chamo Anna.-eu me apresentei antes deles.

-Que menina adorável!Sou Marta Haning.-disse a senhora apertando as minhas bochechas.Atrás dela apareceram dois garotos.Um tinha cabelos loiros, olhos mel, pele bronzeada , ombros largos e forte.O outro , tinha os cabelos negros como os olhos, ombros pequenos, magro e pele clara.Ambos usavam terno, a Sra.Hanning usava um vestido de veludo ver e uma corrente de para onde cintilava uma esmeralda.Eu tinha bom olho para pedras preciosas, herança do meu avô.Eu estava mal vestida , eu e minha família, com calças Jeans e blusas.Marta nos direcionou para um salão onde pela primeira vez ouvi a voz de seus vilhos.O loiro, e visivelmente mais velho estendeu a mão aos meus pais e a mim.

-Sou Jason.-ele falou, eu engasguei com a minha saliva e olhei para minha mãe e seus lábios vermelhos formaram as palavras “coincidência”.

-Algum problema?-perguntou Jason.

-Não, sou Anna .-me apresentei, ele me segurou pela cintura, eu me assustei, mais lembrei que era o comprimento tipico daqui era um beijo em cada bochecha.Depois foi a vez do mais novo, devia ter a minha idade.

-Sou John.-ele falou estendo a mão.

-Anna.-eu falei apertando-a.Não posso dizer que foi um jantar ruim , claro, perto deles eu era uma mendiga, de calça jeans.Eles estavam vestidos como se fossem ao Oscar.E durante todo tempo, na logo mesa de jantar, eu me sentia estranha, como se algo ruim fosse acontecer.E queridos leitores, aconteceu, um raio caiu e acabou a luz.Eu sei que isso acontece em todos os lugares e nas melhores famílias.

-Senhora, senhora!-uma mulher veio chamando, dava para ver o rosto dela vagamente entre os raios,cabelos loiros soltos, não dava para ver os olhos, ela era uma mulher miuda.

A Sr.Haning se afastou junto com a mulher.Eu podia ouvir a chuva misturada as sussurros e raios, no fundo aquela coisa que incomodava e o medo subia aos poucos em meu ser e então eu pude ouvir duas palavras que me fizeram entrar em panico, não foram as palavras em si, e sim a reação da Sr.Haning.

-Hainz fugiu.-disse a mulher, e então deu uma série de raios seguidos e eu pude ver claramente a expressão da nossa anfitriã, medo, ela focava o nada e demorou um bocado para eu ouvir a voz dela novamente.

-John , suba com Anna para o seu quarto e tranque a porta.Victory leve o Sr e a Sra.Carson para um quarto.Jason vá para a casa do lago e peque você sabe o que.-a mulher ordenou sem perder a compostura.Eu fiquei paralisada, ouvi John chamar o meu nome e minha família também, mais tudo parecia em segundo plano, senti uma mãe me puxar pela cintura escada acima, e quando vi estava em um amplo corredor (quando digo amplo , é amplo mesmo, dava para dois mamutes obesos passarem lado a lado de boa), John me puxou para um quarto e trancou a porta, fechou as cortinas e tudo mais.Eu sabia que se mudar para esse fim de mundo iria ser ruim, cara, quando passamos pela divisa notei que era um palco para um filme de terror.

-Quem é Hainz ?-eu perguntei quando a tontura passou.

-Nosso cachoro.Bem, temos uma raça exótica que não pode ficar perdida e ele é meio nervoso, não suporta visita, é por isso que estamos trancados no quarto.-o menino respondeu com naturalidade.O quarto estava escuro, claro a luz acabou.Não dava para ver onde eu podia ou não pisar, eu tinha que apertar os olhos para ver o chão e mal dava para ver um palmo a minha frente.As vezes um raio ou outro passavam pelas grosas cortinas.Isso era estranho demais, quais são as chances de um cachorro assassino estar a solta , você podia simplesmente trancar a porta da sala e as janelas do andar térreo, não todas as janelas.Eu estava convencida que não era um simples cachorro exótico.

Foi neste momento que eu comecei a sentir uma certa afeição por John o que nos levaria por um ardo caminho.Em outras palavras, foi neste momento que John e eu viramos amigos.

-Eu acho que Hainz não é um cachorro.-eu falei bem na hora que um raio transpareceu na cortina.Eu não podia ver mais senti que ele me olhava.

-Ele é um cachorro.-disse o menino em resposta com a voz tremula.Eu soltei uma risada que saiu meio esganiçada.

-Quem é Victory?-eu perguntei, eu tinha uma ideia , assim, uma mulher pequena que trabalhava ali.Mais a vox era fina de mais para mim.

-Ela é a filha de uma de nossas empregadas, tem a nossa idade.-respondeu John mais calmo.Victory , ela era pequena de mais para ser adulta mesmo.

Ouve um grande estrondo na janela do quarto, ouvi o som de estilhaços, a cortina caiu e a claridade da lua cheia iluminou o local, eu não prestei atenção nos detalhes do quarto, é claro , e sim na coisa que estava no peitoril do janela.Era enorme, do tamanho de um ser humano, mais peludo de mais.Um rosnado vinha dele, eu estava sentada na cama olhando pasma, John rapidamente se levantou e tirou algo do bolso, algo prateado, do tamanho de uma pistola.A coisa rugiu furiosamente e John pulou com uma agilidade quase felina me pegou e nos jogou no chão.

-Não sai daqui.-ele falou se levantando, no mesmo instante a coisa pulou sobre nossas cabeças e rugiu, gritou eu sei lá, foi um som quase humano.Eu olhei para a face do monstro, ele vestia umas roupas rasgadas.

-Um lobisomem.-eu falei só para mim mesma ouvir.A coisa olhava fixamente para nós,esperando um movimento.John pegou o revolver ,é tava claro era um revolver , e atirou contra a coisa, que soltou um som agudo e apavorante.Eu fui perdendo os sentidos enquanto o som dos tiros ocorriam junto com aquele agoniante barulho que a fera imitia.

Notas finais
Espero que gostem!