Notas iniciais
Tadinho do Will.

Uma feliz coincidência facilitando o meu plano. Will agora está desesperado para saber a verdade, desesperado em saber que ele pode ter sido o assassino do Dr. Carruthers. Essa é minha hora de entrar.

– Will, você está me dizendo que você matou o Dr. Carruthers? – Fala que acha.

– Não. – Droga – Eu estou falando que eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu acordei com sangue na minha blusa e quando cheguei à cena do Dr. Carruthers, tive uma impressão de já ter visto aquela exata cena.

É claro que viu, eu fiz igual ao Estripador. Ri comigo mesmo, foi tão fácil assim conseguir que Will acreditasse que foi ele.

– Will, se foi você, você tem que aceitar que....

– Não fui eu, Hannibal!!! Eu não sou assim, eu não sou um Serial Killer, eu só os entendo. – Nem deixou terminar.

– Will, se acalma. Tem varias instituições que podem te ajudar. Talvez um médico, um hospital psiquiátrico. O importante é, se você for um Serial Killer, aceitar e procurar ajuda. Eu posso te ajudar. – Vai Will, aceita.

– Eu não posso ser um Serial Killer. Eu prefiro morrer a ser um.

Ai, isso foi uma facada no meu coração. Como assim prefere morrer a ser um assassino. É o que ele é, só falta um empurrãozinho. Ele podia ser meu ajudante, eu iria mostrar as melhores técnicas e o melhor, eu iria dividir meu jantar com ele. Prefere morrer. Bom, se esse é o desejo dele, então que se realize.

– Will, vamos para minha casa e lá você me conta tudo que eu deveria saber. – atitudes passando em minha cabeça. Qual será a melhor?

Will ainda estava muito tenso quando chegamos em casa. Servi um copo d’água para ele e fui para uma gaveta onde guardo seringas tranquilizadoras. Will começou a falar sobre seus problemas, mas nem ouvi direito, estava focado no meu plano.

Peguei a maior seringa que tinha na gaveta e escondi na minha manga esquerda. Will continuava a falar, fui me aproximando dele.

– Esses apagões começaram a três semanas atrás. – Meu Deus, ele não para de falar.

Quer saber, vou agir agora. Deixei escorregar a seringa até a mão e acertei bem no pescoço. Will reagiu na hora, mas não deu tempo, caiu duro nos meus braços. Carreguei-o até meu porão com muito esforço, ele era pesado. Deitei-o na mesa e o amarrei, mas não tão forte porque já estava drogado. Fui ajeitar meu equipamento.

Depois de 10 minutos, Will começou a acordar, gemendo. E já acordou falando.

– Quem é você?? – a voz suave dele fez eco no porão.

– Eu sou o Hannibal, Will – coitado, estava perdido. Vamos esclarecer para ele. – Hannibal, The Cannibal.

Uau, esse nome que inventei é ainda melhor quando falado em voz alta.

– O que?? Canibal?? Quantas..?? Como..?? Eu..??

– Bom, não sou muito bom em matemática, mas acho que foram 10 homens. Eu comecei a matar igual ao Estripador de Chesapeake para não criar problemas para mim. E sim, você jantou meu vizinho na noite que convivei você e Jack para jantar. E você adorou.

Will fez uma carreta que me fez rir alto. Eu ia começar a cortar o peito dele, é sempre mais divertido começar pelos órgãos principais, quando percebi que a lâmpada estava queimada. Droga, justo agora. Larguei tudo e fui buscar uma lâmpada na cozinha.

Não demorou 2 minutos, mas quando voltei Will não estava mais na mesa.