A Origem - Oliver Patrick Harper
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Ano 1
Astrid
Nova Iorque – EUA
14:25 – 17/05/2012
–''Encrenca, é isso que eles são''- Lembrei do que meu pai disse, talvez estivesse certo, mas eles não tem pra onde ir... ''não Astrid, eles não podem ficar, vieram de um raio de luz'', pensei comigo, virei o rosto pra ver o garoto, e percebo que ele tinha uma especie de cicatriz como uma queimadura em todo o braço esquerdo, na forma de uma estrela, eu já havia visto aquela estrela, não me lembrava da onde, havia em algum livro de história...
– Quer fazer o favor de parar de me olhar?- Ele fala olhando pra frente de uma maneira como se estivesse incomodado- isso me deixa desconfortavél
–Ótimo, essa é a intenção!
– Você é sempre grossa assim?- Ele pergunta- ou ta na TPM mesmo?- Ele da uma risada irônica, não sei se ele tentou fazer uma piada ou cavar a própria cova mas eu paro assim que ele termina de falar e o pego pelo colarinho
– Escuta aqui muleque, só amigos podem falar assim comigo, e adivinha: você não é meu amigo! Então não pense em falar assim comigo de novo...
– Ta desculpa...- Ele se encolhe um pouco- me solta...
– Me solta... o que?
– Me solta... por favor
– Ta desculpado- Eu rio sarcasticamente e o salto- Isso! Isso teve graça
– Depende pra quem
– O que disse?
– Concordo... com você, muito engraçado...- Ele gagueja um pouco- Han... onde esta o Ethan?
– Num seleiro perto de casa- Eu digo ainda olhando pra ele, só pra deixa-lo desconfortável
– Eu já disse que fico desconfortável quando olham pra mim?
– Já! Eu já disse que essa é a intensão?
O garoto bufa e vai em busca de seu amigo
– Por que está tão serio agora Olie?- Rio
– Poderia me fazer o vfavor de encontra ethan?- Suplicou o garoto
– Ok, ok, venha logo, ele já deve acordar
Oliver começou a andar rápido quase correndo
– Que pressa é essa? Ethan é seu namorado por a caso?
– O que? N... não, ele é meu melhor amigo... o meu único, ele sempre me protegia no Orfanato, quando os valentões me batiam... ele é quase que um irmão pra mim
– Pera... como assim no Orfanato?- Pergunto confusa
– Han... nada, eu lhe conto tudo mais tarde
– Pode contar tudo agora temos tempo
– O.k., O.k.,- O garoto bufa como se a história da vida dele fosse a coisa mais entediante do mudo ou como um filme de terror.
Olie começou a contar sua história sobre seus sonhos, sua estadia no que ele chamava de orfanato mas volta e meia ele o comparava com um inferno, falou sobre a fuga do local e como os guardas estavam procurando eles. Tenho que admitir me surpreendeu mas acho que ele pulava algumas partes ou omitia.
– Só de duvida... onde era esse orfanato mesmo?- Pergunto
– Stuttgart
– Como você viajou da Alemanha e parou em Nova Iorque em menos de alguns minutos em um raio de luz?
– Acredite... eu não faço ideia... admiro que não esteja tão perplexa...
– Tanto faz! Chegamos!- Eu paro em frente ao seleiro, era igual ao o que o Oliver estava, logo ao lado estava minha casa, grande feitas de tijolos vermelhos e mateira, bonita e um pouco antiga, mas bem grande. Oliver entrou correndo dentro do seleiro, quando eu vejo o Ethan, magro mas corpo bem definido, cabelos negros lisos e arrepiados ao estilo punk,olhos azuis escuros, e por Deus, como era alto devia ter 1,93 no mínimo... é era bonitinho!
Os dois garotos fizeram um tipo de comprimento e se abraçaram, foi ai que percebi que Olie tava sem camisa também, Oliver parecia um oposto do Ethan, era mais baixo mas tinha 1,86 por ai, cabelos curtos e loiros, tinha um pouco de cafanhaque loiro no queixo, era mais musculoso e seus olhos eram verdes claro
Nesse mesmo momento Ethan assovia
– Quem é essa maninho? Sua namorada?- Ele ri mas o que diabos eles tem na cabeça? Riem de tudo
– Não credo... não! Ela é chata grossa, rude e gosta de bater nos outros, é praticamente o Orfanato em uma pessoa só!
– Não responderam minha pergunta mocinhas! Vão me explicar ou vão para o hospital?
Ethan chega perto de mim, e eu serro os punhos
– Primeiro! Não vamos a nenhum hospital, segundo! Não fale assim comigo de novo garota, não vai sobreviver um dia no meu mundo!
– E você não sobreviverá uma noite no meu! E depois que vocês estão no meu lar! ou seja, eu dito as regras aqui
Oliver pigarreou
– Se estamos no seu lar, significa que somos hospedes, ou seja...
– Terá que nos tratar bem- Ethan completa a frase
– Paga pra ver- Fusilo um olhar maldoso pros dois como se estivesse preste a matar eles, e eu estava mesmo, saio do seleiro em direção há minha casa- Se não querem explicar pra mim, explicarão para meus pais!
– Será que eles são como ela? — Perguntou Oliver para o amigo
– Torço para que não...
Oliver e Ethan entraram na minha casa onde lá estava na mesa meus pais esperando eles, meu pai tinha um cabelo curto mas não tão curto e preto, olhos castanhos escuros e uma expressão rígida no rosto, tinha uns cinquenta anos, usava um macacão da aeronáutica, e uma calça jeans. Já minha mãe tinha um cabelo curto e preto, olhos azuis usava uma blusa vermelha e uma calça jeans ao estilo ''boca de sino''
– Então rapazes!- Meu pai começou a falar
– Robert, não seja duro com os garotos! A tchutchuca ja deve ter feito esse trabalho — Disse minha mãe sorrindo.
– Mãe...
– Você sabe Astrid, já te falamos milhares de vezes, você tem que parar de ser tão grossa! — Retrucou ela
– Eu que o diga- Disse Oliver- Senhora, não queremos incomodar...
– Não é o que parece- Disse Astrid
– Tchutchuca!- Minha mãe chama a atenção e Ethan deixa escapar uma risada
– Como eu ia dizendo... não queremos incomodar, mas não temos pra onde ir... queríamos um lugar para ficar... por um tempo...
– Claro que podem ficar aqui queridos. — Disse minha mãe do jeito mais doce possível, serio, não existe ninguém mais doce que minha mãe. — Se não me engano temos um quarto vago....
– Mãe, no quarto só tem uma cama de solteiro e está entulhado de coisa, não tem como os dois ficarem lá, só tem lugar pra um....
– Sem problemas, o outro dorme com você no seu quarto.
– Eu durmo na cama de solteiro- Oliver disse rapidamente sem pensar
– Hey!- Ethan retruca encarando Olie, e o garoto olha pro Ethan como quem dissesse: ''Por favor não me deixe com ela''- Tudo bem! Mas nós vamos revesar! Um dia você fica no quarto com ela outro dia... eu fico no quarto com ela
– O.k., Fechado!- Oliver aperta a mão de Ethan como se tivessem acabado de fazer um acordo
– Ótimo! Que bom que entramos em um acordo- Minha mãe sorri meiga para os dois
– Laurel... posso ter uma conversa com você?- Meu pai pede- a Sós!- Ele olha para os garotos de forma pouco agradável
– Han... pai eu também deveria participar dessa conversa...
– A sós!- Ele repete rígido
– Sim pai!- Eu digo me calando, não posso contra a autoridade do meu pai, saio da casa junto com os garotos, assim que saímos da casa eu paro e olho para os dois
– Vocês vão se arrepender pelo resto da vida de vocês!
Ano 1
Ethan
Nova Iorque – EUA
15:00 – 15/05/2012
– Como a gente não sabe se ela não vai pular da cama e nos matar?- Oliver pergunta preucupado pra mim
– A gente não sabe!
– Ethan... acha que podemos libertar os outros?- Oliver pergunta
– Da onde?
– Como assim ‘’Da onde?’’ do orfanato é claro
– Oliver... a gente ta bem agora, temos uma casa pra morar, boa comida, além do mais por que você quer salvar aquela gente? Eles batiam e você
– Eu sei o que eles faziam, mas ninguém merece ficar naquele local, aquilo é um inferno!
– Olie...
– Ethan só pensa nisso! Não vou ficar aqui parado sabendo que aquele lugar ainda está de pé e fazendo o que faz!
Nova Iorque – EUA
00:30 – 16/05/2012
Não parava de pensar no que Olie tinha dito, por mais que eu odiase concordar com o garoto ele tinha razão nós podiamos colocar aquele lugar abaixo, deviamos fazer isso. –‘’Pare de pensar nisso Ethan’’ pensei comigo mesmo, tinha problemas maiores pra tratar agora: Astrid. Sim eu estava no mesmo quarto que ela.
– O.k.,!- Ela exclamou terminando de arrumar minha ‘’cama’’ um amontoado de edredons no chão bem lonje da cama dela- está pronto!
Assim que ela terminou, jogou-se no amontoado de cobertas, só consegui ouvir um gemido de dor.
– Ok, ok, isso ta muito duro. — Disse ela se levantando. — Como sou uma pessoa muito boazinha vou dividir a cama com você, mas que fique claro, eu num canto, você no outro. Ok?
– O.k.,! Vê se não me joga pra fora da cama...
– Calado!- Ela retruca
– Tudo bem!
Nós nos viramos um para cada lado, até adormecermos, até ai tudo bem, mas eu acordo de noite com gemidos, eram os dela, estava gemendo e tremendo
– Hey! Hey!- A sacudo para acordar
– O que...?- Ela pergunta sonolenta
– Você ta tremendo... ta com frio?
– Cala a boca... vai dormir- Ela volta a fechar os olhos e adormece mas ainda tremendo, então eu decido ‘cavar minha cova’, viro para o lado e a abraço, ficando de conchinha com ela
– Obrigada... — escuto ela sussurrar
Deixo um pequeno sorriso aparecer no meu rosto
– De nada- Dou um beijo na bochecha dela apertando mais a garota mas não a machucando e sim a aconchegando e a esquentando mais ainda
Nova Iorque – EUA
09:30 – 16/05/2012
Eu acordei e ela ainda estava ali pensei comigo se era uma bua ideia ficar com ela daquela maneira... ela cheirava bem, era bonita, grossa mas era bonita
– Ethan! Eu tive uma ideia- Oliver chegou abrindo a porta do nada e para perplexo- O que você...?
Astrid acorda e olha para Oliver e ve que ela e eu ainda estavamos abraçados
– Droga- Ela resmunga.
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