A Origem Dos Anjos - Interativa
2 Capítulo 1 - Caçador de Sonhos
Notas iniciais
Recebi poucas fichas, sendo que a maior parte foram de anjos femininos. Estou esperando os humanos '-' (até agora recebi dois, e UM homem). Enviem anjos masculinos e humanos de qualquer gênero. Variedade, pessoal.
Então, o capítulo é só uma enrolação mesmo (eu ia por mais coisas, mas precisaria de fichas), mas espero que não seja uma total perda de tempo. Os personagens que aparecem aqui são meus. Boa leitura ;)
Origem. A principal cidade dos anjos.
Viviam em uma espécie de cadeia de montanhas, em uma ilha isolada, que não podia ser encontrada por humanos. Para que tudo fosse organizado, dividiam-se em setores, pequenas cidades onde cada uma possuía uma função específica. Todas elas ficavam ao redor da principal: Origem. Contavam-se histórias de que fora a primeira cidade dos anjos a receber a proteção mágica, há muito tempo. Era onde vivia a família real e os membros do conselho, além de guardar toda a História dos anjos desde sua criação em uma espécie de biblioteca gigante. Ali costumavam morar sábios, magos poderosos e todos que contribuíam para a proteção e avanços, passando horas estudando feitiços e criando novas formas de usá-los.
Havia, ainda, outros cinco setores. Cada anjo escolhia no que queria trabalhar, e era mandado para o setor específico para sua função. Todos eram importantes. Geralmente, as famílias se instalavam próximas ao seu setor, o que fazia com que pequenas vilas fossem criadas ao redor deles. No fim, toda a produção era dividida igualmente, levando em conta o tamanho da família e a idade dos integrantes, assim como a função que desempenhavam. Mas isso era apenas para itens necessários a sobrevivência. Para aproveitar ao máximo o talento de cada um, havia o sexto setor, o Mercado. Lá, as pessoas podiam trocar objetos, feitiços, alimentos raros e exóticos, armas e qualquer coisa que não era oferecido pelo reino. Era um setor independente, então não haviam trabalhadores designados para o local, todos podiam ir até lá.
E para manter a ordem em uma comunidade que funcionava como uma grande colmeia existia os Caçadores de Sonhos, como eram conhecidos popularmente. Eram responsáveis por encontrar – e às vezes punir – qualquer um que quebrasse as regras. Alguns anjos não concordavam com o funcionamento de tudo ali, e teimavam em escapar para o “mundo” humano, o que era proibido, quando não se tinha permissão. Acontecia que muitos deles acabavam chamando muita atenção por lá, e alguns inclusive davam um jeito de remover a magia ilusória que os fazia ficar invisíveis. E assim se deu o mito dos “anjos”.
Os Caçadores de Sonhos também eram responsáveis por parar aqueles muito ambiciosos, que não concordavam em se esconder dos humanos – seres inferiores, para eles – e acabavam fazendo uma grande bagunça.
Aelle – sim, fora batizado como o primogênito de Athelstan – era o Caçador de Sonhos mais conhecido e temido. Raramente o viam, estava sempre em alguma caçada, mas todos sabiam que ele sempre capturava suas presas. Ninguém conhecia sua verdadeira idade, mas estimava-se que fosse bastante velho. Vira muito – desde guerras, fome, misérias até as principais conquistas, tanto dos anjos como humanos – e os boatos era de que não possuía coração, e praticava magia negra. Mas era o Caçador mais confiável e certeiro de Origem, e não podiam desperdiçar tal talento com boatos.
O que ninguém sabia era o que ele fazia na cidade dos anjos, caminhando tranquilamente, e sorrindo – de um modo sinistro – para qualquer um que ousasse encará-lo. Não carregava arma alguma, nem mesmo uma bolsa com pertences, apenas chaves em um chaveiro velho que girava com o dedo indicador. Estava em Origem, indo em direção a residência da família real. Não era um castelo, como era de se esperar, já que todos eram iguais ali – exceto se você mesmo construísse sua casa, o que muitos faziam -. Via-se de longe, a casa grande, erguida por um firme alicerce. Os anjos gostavam de construir nas alturas, e geralmente seus lares não possuíam portas. Aquela era a mais alta de Origem, e Aelle voou com extrema facilidade até ela, as asas em um tom escuro de marrom, que dependendo da luz parecia ser cinza, batendo com força atrás de si. Por fim, planou em volta, procurando um lugar para pousar, fazendo isso em uma varanda de madeira. A partir dali já se percebia que a casa era bastante grande, assim como a família, embora apenas o primogênito governasse, o que fazia com que o resto da família fosse morar próximo aos setores. E assim, o lugar estava constantemente vazio. Mas não aquele dia.
Aelle adentrou o local por um enorme arco de madeira. Acima de si, embora alto, estava o teto, que impedia chuvas e ventos de destruírem o lugar. Ele observou o cômodo por alguns instantes. Era amplo e redondo, com uma mesa também redonda, onde se acomodavam oito anjos. Sete do Conselho e o Rei. Todos viraram o rosto para ele assim que entrou, alguns com uma careta, pois não gostavam de sua fama. Aelle sorriu de forma arrogante e encostou-se afastado dos outros, os braços cruzados sobre o peito.
- Não parem por minha causa – Ele disse com ironia, quando percebeu o silêncio que se fazia – Pelo que saiba, o Rei me chamou aqui.
Os conselheiros viraram-se um para o outro, e passaram a cochichar.
- Tem certeza que precisa ser ele? – Um dos conselheiros perguntou diretamente para o Rei, que estivera o tempo todo calado. O Rei possuía aparência jovem e expressão séria, os cabelos escuros mantidos curtos e os olhos castanhos escuros fitando o nada. Pareceu pensar um pouco, seu olhar indo de Aelle até o conselheiro que o questionara.
Sua resposta foi diretamente para Aelle.
- Preciso de você nessa missão. É o único em quem confio, meu irmão.
Notas finais
Não gosto de leitores fantasmas, então se você mandar uma ficha e nem sequer se importar em deixar um review, não vou me importar em avisá-lo sobre o personagem também... E não é uma ameaça =D (ah, é uma indireta '-').
Até o próximo o/
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