Notas iniciais
Oque posso dizer? Não escrevo com tana frequência quanto antes e.e

Chegar de surpresa em uma casa com oito vampiros, sendo que 3 deles possuem dons especiais, uma meia vampira cuja a natureza e os dons não foram especificados e não sei quantos lobos rodeando a casa, definitivamente, não foi uma boa ideia.

Foi isso que passou pelas nossas cabeças enquanto nosso avião pousava.

Queríamos chegar da maneira mais natural possível, portanto, nada de nado avançado. O problema foi que, assim que o avião pousou e as portas se abriram, o cheiro de cachorro molhado(que por sinal, não é nem um pouco bom) infestou nossas narinas, olhamos uns para os outros.

– Ta na hora do show. — disse Alina com um sorriso torto. -

***

Fred ativou sua repulsão de forma assustadora, todos os humanos a nossa volta caíram no chão de uma só vez, o terminal ficou em silêncio, a minha resistência aos poderes de Fred eram realmente perceptíveis, visto que eu mal senti nada.

Então começou, a cerca de 800 m, um rosnado baixo e rouco, atrás dele vieram outros 6, e mais 6 atrás destes, e de seus lados vieram outros, estávamos cercados.

Como que com telepatia, nós três explodimos em velocidade na direção que nos foi informada aonde era a casa dos Cullen, éramos rápidos, portanto, aquelas coisas não viam dificuldade em nos acompanhar, a exatos 800 m, acredito que graças a Fred.

Assim que sentimos o cheiro dos Cullen, apesar de faltar muito para a casa deles, apareceram três lobos a nossa frente, um deles era alto e marrom, escutei o rosnado dele, e devo dizer, que apesar de não ter sentido medo pela minha vida(excesso de confiança em meu poder é claro), consegui sentir o ódio contido naquele simples rosnado.

Retirei minha bandana e olhei bem nos olhos daquela coisa. Ele continuou rosnando, como se eu nada tivesse feito, não pude sentir um único abalo em seu espirito, era impossível.

Com a chegada dos outros a bons 800 m de distância, o lobo marrom deu o primeiro passo, e então apareceu uma garota, ela era surreal, seus olhos eram perfeitamente redondos, seus cabelos castanhos e lisos, sua pele clara e pálida como a de um vampiro, mas eu sabia que era minha imaginação, pois o coração dela batia.

Ela não olhou nos meus olhos, ela simplesmente chegou e encostou a mão na cabeça do lobo, como se fosse fazer um cafuné, sendo que sua mão ficou parada, o lobo, ainda olhando para mim com olhos de um amaldiçoador nato, prendeu o rosnado na garganta, e em cerca de 10 segundos, a presença dos outros lobos a nossa volta sumiu, o lobo deu um sinal para a floresta e os outros dois a sua volta, ainda que perceptivelmente relutantes, foram na direção.

O lobo marrom foi pra outra direção.

– Você, o loiro, por favor, poderia parar com isso? É irritante. — disse a garota olhando claramente na direção de Fred. -

Surpresos, nos olhamos, e eu acenei para que Fred fizesse, afinal, a garota nos salvou de uma batalha que sem duvidas, teria muito sangue.

– Quem é você? — perguntei rapidamente. -

– Renesmee Cullen, é um prazer.

– Lucio Volturi. — disse. — E esses são meus amigos, Fred Volturi e Aline Volturi, que tal irmos ver seus irmãos?

– Meus tios? A sim, apenas espere, ele vai ficar zangado se eu for sozinha.

Assim que disse isso, um homem grande e musculoso com um penteado no estilo militar saiu da mata, apenas com uma calça, nú da cintura para cima. Assim que ele olhou nos meus olhos soube que era o lobo marrom.

– Vamos, quanto menos conversa melhor. — disse ele ríspido. -

Fomos em uma velocidade considerável, deveríamos estar em cerca de 100 Km/h, o homem nos levou pela floresta, a garota, que agora eu sabia que era a mestiça misteriosa que Aro nos mandou relatar tudo a respeito, nos acompanhava com enorme facilidade, lembraria de relatar isto.

Cerca de 20 minutos depois, estávamos em frente a porta, um vampiro grande e forte, em um casaco branco estava sentado na escada. Coloquei minha venda novamente, afinal, apesar das instruções para dar a pior impressão possível que Aro nos deu, era óbvio que não era ele que ia entrar naquela casa.

Assim que chegamos a cerca de 10 m da casa, o homem levantou, demonstrando sua altura muito bem, ele parecia forte, e perigoso.

– Emmett, você ouviu Carlisle disse. — disse Renesmee. -

– Calma princesa, eu só queria dar as boas vindas aos nossos convidados– ele deu ênfase a palavra convidados, que tirou um sorriso meu, senti seu olhar em mim, e tirei o sorriso do rosto. -

– Você é cego? — perguntou ele claramente confuso. -

– Só para os amigos. — disse com um sorriso ameaçador. -

Ele levantou a mão direita, pude sentir graças ao exagero do som que a velocidade criou, como que para, apertar. Senti e tenho certeza que os outros dois sentiram que se apertassem a mão dele, provavelmente nunca mais apertaríamos mão nenhuma nesse mundo.

Porém, com um rapido e sutil movimento, Aline, se aproximou e aperto a mão de Emmett, um estalo se ouviu. Dois. Três. Eu podia distinguir de qual mão estavam vindo, a primeira foi claramente de Aline, e a segunda e a terceira de Emmett, de onde Aline tirou tanta força?

Emmett soltou um riso sincero e deu uma unica estalada na mão de Aline, pude ouvir quando a mão dela finalmente cedeu, e quase se foi, mas Emmett sabia oque fazia, e tirou no ultimo segundo, Aline não esboçou um único sentimento de dor, ou medo. Pelo contrário, sua voz era calma e revigorante.

– Prazer, Aline Volturi, podemos entrar? Aqui fora fede. — disse. -

– Há! Vai se acostumando. — disse o homem lobo que viera conosco entrando na casa. -

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.