Notas iniciais
Com tudo resolvido em Frug, o Cavaleiro e seus amigos estão de volta a Fiore, mas Tiago recebe uma surpresa inesperada

O aprendiz de Gui-gon estava em uma sala com três médicos, eles estavam colocando um ProtMacAvaz (Prótese Mecânica Avançada ) para substituir seu braço arrancado. A operação corria bem, mas Tiago acordou na hora da conexão com os nervos:

— O que está acontecendo? – perguntou Tiago.

— Está no hospital, esteve aqui por dois dias – explicou um dos médicos.

— De novo? Não é possível, se continuar assim, serei conhecido como saco de pancada de prata – deduziu Tiago.

— Você enfrentou um inimigo muito forte e saiu de lá vivo – um dos médicos tentou consolá-lo.

— Ele não estava lutando sério. A prova disso é que foi meu braço que foi arrancado, mas se ele quisesse, naquele momento, arrancaria minha cabeça – concluiu o cavaleiro.

— Continuem conversando com ele, vai ser pior se ele esperar – sussurrou um dos médicos.

— O que disse? – perguntou Tiago sem entender o motivo do sussurro.

— Nada demais – disse o médico, enquanto finalizava a ligação com os nervos.

— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – Os nervos foram conectados ao ProtMacAvaz e os gritos de Tiago chegaram ao lado de fora da sala.

— O que está acontecendo lá dentro? – perguntou um dos pacientes.

— Deve ser um Super Saiyajin, hoje em dia isso é comum – respondeu o médico que estava com o paciente.

A conexão foi bem estabelecida, mesmo Tiago tendo gritado na parte final do processo, ele entendeu que precisava passar por tudo aquilo. O cavaleiro havia terminado de se trocar e estava saindo do hospital:

— Já posso sair? – perguntou Tiago.

— Seus ferimentos mais leves foram totalmente curados mais rápido do que da ultima vez, isso é algo que só Cavaleiros possuem? – O médico, que estava guiando Tiago até a saída, perguntou.

— Não faço ideia – respondeu Tiago.

O cavaleiro começou a andar em direção ao castelo de Caspian para recuperar sua armadura e, no caminho, se encontrou com seu mestre, que havia comprado duas latas de suco de uva e entregou uma a seu aprendiz, ambos continuaram andando:

— Já está conseguindo andar? Você não consegue descansar? — perguntou Gui-gon de forma debochada.

— Dormi por dois dias, preciso andar para não acabar preguiçoso como você – respondeu Tiago.

— Essa doeu lá no pâncreas – disse Gui-gon.

— Isso foi engraçado lá em Marte – concluiu Tiago.

— Enfim, como está se sentindo? Não é todo dia que alguém consegue usar Kamui – disse Gui-gon.

— Esse braço novo é um pouco pesado, mas não acho que vou demorar a me acostumar. Em relação ao Kamui, eu senti como se estivesse vendo tudo em preto e branco e não estava me sentido eu mesmo – explicou Tiago, que ainda tremia ao se lembrar da luta com Charlie Hunter.

— Entendo. A condição para ativar seu Kamui deve ser assustadora, e, pela sua expressão, estou certo – concluiu Gui-gon, ao reparar no rosto de seu aprendiz.

— Foi tudo muito rápido. Primeiro teve aquela armadilha obvia de colocar todos os guardas no mesmo andar, eu estava me perguntando o motivo disso, mas parece que foi só para verificar minha força – deduziu Tiago, enquanto tomava seu suco.

— Entendo. Bom, vai encontrar uma surpresa em sua casa – avisou Gui-gon.

— Desde que não sejam relatórios, tudo bem – brincou Tiago.

— Vou me lembrar disso. – Gui-gon se sentiu aliviado ao ouvir aquilo.

O cavaleiro e seu mestre chegaram ao castelo e foram atendidos pelos criados, eles os levaram até a sala de reuniões de Caspian, que os esperava ao lado da armadura de Tiago:

— Vocês demoraram bastante – disse Caspian.

— Eu acordei há pouco tempo – explicou Tiago.

— Ele disse que não conseguiria vir se eu não viesse com ele – brincou Gui-gon.

— Não sou seu shinigami, posso andar sem você – concluiu o aprendiz.

— Mas eu tenho o caderno – retrucou Gui-gon.

— NÃO LIGO – gritou Tiago.

— Seu caderno é falso, o verdadeiro está comigo, ou seja, o Shinigami é meu – disse Caspian.

— Nem Bankai eu tenho – retrucou Tiago.

— Mas você come maças – lembrou Gui-gon.

— TODO MUNDO FAZ ISSO – gritou Tiago.

— Enfim, Tiago, sua armadura foi restaurada. Agora poderá usá-la novamente. – Caspian voltou a ficar sério.

— Obrigado, meu rei – agradeceu Tiago, enquanto pegava sua armadura e colocava dentro de seu cristal.

— Não tem problema, mas poderia sair um pouquinho? Tenho assuntos com Gui-gon. – Caspian deu permissão para que o aprendiz saísse.

— Até mais! – Tiago saiu, deixando Gui-gon e Caspian sozinhos.

— Gui-gon, sobre seu problema, o Nagato já preparou o lugar — disse o rei.

— Obrigado por isso, meu amigo, você vem? – convidou Gui-gon.

— Eu vou, mas não apoio esse método – respondeu o pai de Eliza.

O aprendiz de Gui-gon deixou o castelo e foi para sua casa, ao chegar, percebeu que sua casa estava cercada de plantas e buracos de tiro:

— Oi, o chuveiro tá no frio – disse Gabriel, coberto por toalhas e vendo notícias na televisão.

— Não me incomoda, o que tá passando? – perguntou Tiago.

— Nada demais, uma gatuna roubou umas joias em Makedo, Falaris continua congelado, Luffy ainda não encontrou o One Piece. Nada mais do mesmo – explicou o garoto enquanto mudava de canal.

— Esse é só o remake, mas já encontrou no original – retrucou Tiago.

— Faz sentido – concordou o garoto.

— Enfim..... Quem é você? – A ficha de Tiago finalmente caiu.

— Olá, eu sou Gabriel Constantini, sou seu colega de casa – Gabriel se apresentou.

— Colega de casa? Você vai morar aqui? – perguntou Tiago.

— Isso é obvio, onde mais moraria? – questionou Gabriel sarcasticamente.

— Vou ter que falar com..... Ele é a surpresa – deduziu Tiago, baseado na dica de Gui-gon pela manhã.

— Bom, precisamos de comida – disse Gabriel, ao apontar para a geladeira vazia;

— Há quanto tempo você tá aqui? – Tiago estava quase tendo um ataque ao olhar para a bagunça em sua casa e ao reparar que sua geladeira foi destruída.

— Cinco dias – respondeu Gabriel.

— TINHA COMIDA PARA UM MÊS! – gritou o aprendiz de Gui-gon.

— Nem parecia – concluiu o novo “colega de casa de Tiago”.