A Ordem dos Cavaleiros
24 Arco Verdade entre eles - Eu só quero mudar a ordem das coisas
Notas iniciais
Por mais que a situação de Apollo estivesse complicada, ele não sentia medo ou frustração, pois sabia que por mais que Eliza estivesse disposta a matá-lo, se ela quisesse já o teria feito.
— Você vai me responder algumas perguntas – Eliza, mesmo percebendo que não conseguiria intimidar o doutor, insistiu em conseguir respostas.
— Se tirar isso do meu pescoço – disse Apollo.
— Eu verifiquei a sala antes de ameaçá-lo – explicou Eliza, retirando suas linhas do pescoço do doutor e o arremessando para a mesa que estava à frente.
— Entendo. Bom, se Charlie Hunter me traiu, devo te passar informações sobre ele para sair dessa, certo? Nesse caso, sinto muito, ele nunca me disse nada de útil nesses anos todos ao meu lado – Apollo não mostrou surpresa com a traição de Hunter.
— Você deixou todos os seus guardas no ultimo andar para atrair o Tiago lá para cima, você executou o plano de Hunter em troca de quê? O que foi capaz de te convencer a vender as vidas de todos os soldados? – questionou Eliza.
— Eu não ligo para as vidas deles ou qualquer coisa assim. Eu só quero ver o que é interessante acontecer, ver um Kamui jovem como o daquele Cavaleiro me deixou emocionado, ele não parecia sentir nada e se mostrou muito frio – disse Apollo.
— Você é louco? – perguntou Eliza
— Sou cientista, a única coisa que eu quero é mudar a ordem natural das coisas – respondeu Apollo.
— Por isso os clones? – Eliza não conseguiu se conter e perguntou o motivo de alguém conseguir ferir a ética de certa forma.
— Os clones são apenas produtos, eu uso a dor das perdas para fazer meus negócios, não é nada pessoal – explicou Apollo.
— Por que Isabelle é tão fixada no Renon? – perguntou Eliza.
— Para fazer um clone saudável, ele não pode acreditar que é uma cópia. Por mais que eu consiga implantar memórias, não consigo fazer nada se os experimentos não acreditarem que estão vivos, e para isso é necessário aumentar o nível de afeto de um experimento por algo que ele admire – explicou Apollo.
— Você manipulou os sentimentos dela? – Eliza não conseguia acreditar no que ouvia, mas entendeu tudo o que foi dito.
— Você gostaria de um clone da sua mãe? – Apollo identificou Eliza e a provocou.
— Desgraçado! – A ultima memória que Eliza possuía de sua mãe era a de seu pai carregando seu corpo pela ultima vez, quando ela se lembrou dessa cena, não conseguiu manter sua calma, amarrou suas linhas no braço de Apollo e ameaçou arranca-lo.
Aquela sensação de calma, apesar de toda a situação, sumiu de Eliza quase que instantaneamente após ouvir o nome de sua mãe. Apollo levou vários socos, mas ele continuava rindo.
— Eliza, ele não vale a pena. – Connor apareceu para impedir a filha de Caspian de cometer um erro irreversível.
— OLHA PARA ESSE MISERÁVEL, ACHA QUE ELE NÃO MERECE ISSO? ELE....... não para de rir – Eliza não mostrava vontade de parar de machucar Apollo, mas ao perceber que ele não tinha sanidade, ela parou de lutar.
— Se cansou? – Apollo ainda insistia na provocação, mas os guardas da República chegaram e o prenderam.
— Você vem com a gente – disse o recruta que fez questão de derrubar o doutor.
A República havia recebido uma ligação do Comandante Connor e mandou reforços para Frug, eles encontraram a prisão com ajuda de Eliza, enquanto estava na sala de controle. Agora os soldados estavam investigando a prisão, enquanto Eliza procurava seu veículo.
— Princesa Eliza? Onde está indo? – perguntou um dos soldados, enquanto a via saindo da prisão.
— Deixei um pen drive com o Comandante com informações sobre todas as transações e sobre todos os clones que já foram criados pelo Apollo e também inclui informações sobre Charlie Hunter – respondeu Eliza, enquanto subia em seu veículo.
— Mas, senhorita, a nevasca está piorando e alguns guardas que estavam chegando na prisão foram mortos por uma fera dessa região. – O soldado insistiu para que a filha de Caspian ficasse com os homens de Connor.
— Coloquei um rastreador no terno do Tiago quando ele saiu do baile, ele está com problemas e vou ajudá-lo – explicou Eliza, que já havia terminado de ligar sua moto para neve e foi até o local onde o terno de Tiago estava.
A questão da prisão teve sua resolução, mas havia mais dúvidas do que respostas. Agora Tiago estava de frente para aquele que possuía as respostas.
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