A Ordem dos Cavaleiros

18 Arco Verdade entre eles - Desespero


Notas iniciais
Tiago chega a prisão e fez uma descoberta surpreendente

A princesa, que observava o cavaleiro voando para a prisão, no entanto, percebeu que ele estava certo e, ao mesmo tempo, errado. Era verdade que o farol mostrava a prisão, mas não a atual. O farol apontava para uma das principais e mais antigas prisões, localizada no único penhasco da cidade.

A garota não podia se comunicar com o cavaleiro, por isso voltou para a festa, encontrou um mercador e comprou um veículo modelo R-32 (Moto). Eliza partiu direto para a verdadeira prisão, enquanto isso:

— Por que estamos indo para aquele penhasco? – perguntou Ryo, dentro do bolso de Tiago.

— Porque a prisão verdadeira se localiza lá – respondeu Tiago, que mostrou ter escondido detalhes de Eliza.

— Serio? – questionou Ryo.

— Sim, eu apenas tinha dito que a prisão é perto do farol para que a Eliza não me seguisse – explicou Tiago.

— Por que ela faria isso? – Ryo não entendeu os motivos que levariam Eliza a segui-los.

— Porque ela com certeza faria isso, mas quase ninguém sabe a localização da antiga prisão, apenas o governo e quem leu os livros antigos desse planeta, que estão restritos até no castelo do Caspian – explicou Tiago.

— Independente disso, por que não trouxe sua armadura? – perguntou Ryo.

— Porque o Charlie Hunter quase a destruiu da ultima vez e por isso ela está em processo de reconstrução – respondeu Tiago.

— Não senti falta dela – retrucou Ryo.

— É porque você é um dos Reis do Apocalipse, por isso não preciso de armadura para chamá-lo e você consegue manter sua consciência. – Tiago se irritou por ter que explicar tudo a alguém capaz de ler seus pensamentos.

— É verdade, nesse caso a armadura é praticamente inútil. – Ryo mostrou que ainda preferia conversar ao invés de ficar lendo pensamentos.

— Não, com ela eu consigo suportar mais do seu poder por mais tempo – explicou Tiago.

— Entendi – disse Ryo.

— Finalmente – concluiu Tiago.

— Cale-se – gritou Ryo.

O Cavaleiro das Trevas finalmente chegou à prisão, ele aterrissou e entrou no local. O cavaleiro encontrou neve e diversos vidros quebrados, espalhados pelo chão, marcas de sangue recentes e balas de armas, e em meio a tudo isso, ele escutou o barulho de uma porta abrindo perto da lavanderia, ele se escondeu, derrubou o suspeito e acendeu uma lanterna com parte da eletricidade de seu corpo.

— Eliza? – Tiago não entendeu como ela chegou até o local.

— Não, uma nova espécie de vida que nasceu dentro desse lugar – retrucou Eliza.

— Eu menti para você ir para a outra prisão – explicou Tiago.

— Isso deu muito certo, agora podemos conversar sem você em cima de mim – disse Eliza de forma irônica.

— Precisa mesmo? – perguntou Tiago de forma irônica.

— Engraçado como sempre – retrucou Eliza.

A princesa tinha acabado de se levantar e ambos começaram a investigar o lugar. Eles entraram em um corredor, que parecia andar sozinho, ao decorrer do tempo, o cavaleiro e a princesa estavam cada vez mais pensativos:

— Que tipo de lugar é esse? – questionou Tiago em seus pensamentos.

— Veja isso! – A princesa mostrou para ele uma parede falsa.

— Vou abrir. – O cavaleiro colocou sua mão na parede e percebeu o fluxo de eletricidade maior no centro, ao tocá-lo, a parede se abriu.

Ambos estavam surpresos com a passagem secreta e, ao observar, havia um corredor cheio de selas de detentos. Ao contrario do que se era esperado, eles encontraram vários presos batendo nas grades e pareciam todos desesperados, machucados e famintos:

— Pessoas? – Um dos presos reparou que a parede se abriu

— SALVEM-NOS – gritou uma mulher que parecia estar presa há semanas.

— Por favor, comida – pediu uma das crianças presas.

— Tire-me daqui, é tudo um engano. – Alguns prisioneiros possuíam uniformes do exercito de Ember.

— MATEM-ME! – gritou um detento desesperado e cheio de cicatrizes.

O medo era visível em todos os detentos e era possível apenas imaginar o motivo de trinta pessoas estarem presas dentro de uma prisão que deveria ter tido toda a sua instalação destruída.

— O que houve aqui? – perguntou Eliza que se sentiu incapaz por não imaginar que isso estava acontecendo.

— Não faço ideia, mas tem uma sela onde ninguém gritou, vamos lá e depois decidimos o que fazer sobre eles. – Tiago conseguiu manter a calma.

— Vamos verificar esse lugar e depois chamaremos o Connor e avisaremos Gui-gon do que esta acontecendo nesse planeta. – Eliza criou um plano.

— Bom plano – concluiu Tiago.

A dupla continuou andando no corredor, ouvindo os gritos dos presos e finalmente chegaram à ultima sela do corredor. A sela era maior do que as outras e tinha sistemas de segurança de ultima geração, no entanto Eliza passou pelo sistema de senha e assim conseguiu abrir a porta e desativar o sistema de segurança.

A situação começou a piorar, o sentimento de “finalmente acabou” desapareceu quase que instantaneamente. A sela estava cheia de pedaços de armaduras e de marcas de sangue, algumas com o nome do irmão de Tiago, como: “Onde está Renon?”, “Por que não está aqui?”, “Te amo, Renon”. O sentimento do irmão mais novo era apenas de confusão, e a princesa começou a sentir que o pesadelo estava apenas começando:

— Ela estava aqui? – perguntou Tiago, não acreditando no que viu.

— Quem é ela? – questionou Eliza.

— Eu pensava que ela apenas amasse meu irmão, mas agora parece que ela foi programada pra isso – disse Tiago.

— Programada? – Eliza se mostrou aterrorizada com a possibilidade de um humano conseguir fazer isso com outro.

— Meu irmão sempre me contava tudo quando éramos crianças e ele nunca pronunciou o nome de Isabelle – explicou Tiago.

— Ela realmente o conheceu? – questionou Eliza.

— Tenho uma pergunta melhor – disse Tiago.

— O quê? – perguntou Eliza.

— Ela é humana? – Tiago pela primeira vez começou a duvidar se Isabelle era alguém de confiança.