A Novata

3 \"Fim de feira\"


Notas iniciais
Nossa, eu gelei agora, eu tinha acabado de escrever o cap. 2 inteirinho, com o maior amor e carinho e de repente PUF, ele sumiu. Fiquei voltando e voltando e voltando a página e nada. Até que achei, ufa. Já tinha começado a escrever de novo.

Pééééé. Era o sinal indicando para sairmos para o intervalo. "A gente não vai fazer amizade com a aluna nova?" — Rose perguntou com os olhos cheios de curiosidade, dava pra notar que ela estava ansiosa. — "Ela parece ser beem legal!" Eu só assenti com a cabeça e disse para irmos procurá-la. Rodeamos a escola inteirinha mas não a encontramos.

Tray não estava conosco então fomos procurar no banheiro feminino. Ao entrarmos lá, nos assustamos com o ambiente. Estava tudo jogado no chão, rolos de papel higiênico tacados por todo lado, o chão completamente ensopado e as paredes sujas de alguma coisa viscosa, não sei ao certo o que era. Eu já ia começar a gritar que isso tudo era um horror e começar a divagar sobre quem teria feito tal coisa quando Rose tapou minha boca com suas mão geladas e fez sinal para eu fazer silêncio. Fui perguntar porque mas foi aí que eu ouvi. Alguém conversando. Bem baixinho, quase ináudivel, mas era uma conversa, e não era no telefone, pois uma das regras implantadas foi a proibição de uso de aparelhos eletrônicos (que foram confiscados ao sairmos do auditório).

Fiquei bem curiosa, e parece que Rose também, então ela tirou um copo de vidro da bolsa, como se isso fosse algo normal a se levar junto, e encostou na porta, como que para ouvir melhor a conversa. Ela somente escutava, não fazia nem um pio. Tirou o copo e me levou para fora do banheiro a fim de me contar o que havia escutado.

"Era algo sobre uma missão que não poderia ser concluída sem mais pessoas para ajudar" — ela me contou — "Que estranho, tipo, uma missão? Fala sério... pff..." Ela parecia querer participar dessa missão, porque forçava esse deboche. Então eu tentei segurar o riso para não a irritar. "Vamos voltar lá, eu ainda estou curiosa"

Entramos no que mais parecia um fim de feira e estávamos indo pegar o copo na bolsa quando ouvimos um barulho que não pode ser explicado em palavras. Literalmente. Logo em seguida a porta do box se abriu, quase nos pegando no flagra. Fomos olhar quem era.

Michelle.