A Nova Uzumaki

2 Um Irmãozinho Para Sarada


Notas iniciais
Oii, meu respeitável publico!!! Como muitos pediram, aqui estou eu para continuar A Nova Uzumaki. Para essa fic, eu me lancei um desafio pessoal: Vou tentar postar um capítulo novo a cada dia até um final das minhas férias. O que vocês acham de terem um capítulo por dia? O capítulo de hoje vai ser um especial para os fãs SasuSaku que estiverem lendo a fic. Mas já vou avisando que eu nunca escrevi SasuSaku na minha vida e nem sou muito chegada nesse casal, então me perdoem se não tiver ficado muito legal, tá? Tenham uma boa leitura ^^

Eram mais ou menos cinco da tarde de uma terça-feira qualquer em Konoha. O sinal da academia tinha acabado de bater, indicando o término das aulas daquele dia. Boruto e Sarada eram dois dos muitos alunos que saíam naquela hora.

— Ah, até que enfim, aquela aula estava muito chata. — Falou Boruto, assim que eles saíram para o pátio.

— Como você pode dizer isso se ficou divagando na maior parte dela, seu idiota? — Sarada brigou, ajeitando seus óculos. O garoto deu de ombros.

— Você sabe que eu aprendo melhor na prática do que na teoria.

Sarada ia retrucar, passar um belo sermão no amigo, mas antes que pudesse abrir a boca, o Uzumaki deu um grande sorriso e saiu correndo. Somente quando o acompanhou com o olhar que ela também viu: Uma empregada do clã Hyuuga esperava na porta da academia, com uma bebezinha ruiva nos braços. Ela se aproximou e conseguiu ouvir:

— Desculpe a aparição repentina, Boruto-sama. — Começou a empregada. — Mas Niji-sama estava ansiosa para vê-lo e como Hinata-sama tinha muito trabalho, me pediu para trazê-la aqui para buscá-lo.

— Não tem problema. — Falou Boruto, pegando a irmãzinha dos braços da moça. — Estava ansiosa pra me ver, Niji? — Perguntou brincalhão, fazendo gracejos.

— Nii-xan..! — Niji conseguiu falar entre os balbucios. Era bem esperta para um bebê de quatro meses.

Sarada ainda estava mais uns paços atrás, apenas observando. E quando o Uzumaki tirou os olhos da irmã, virou-se para ela e a chamou.

— Ei, Sarada, vem cá! Você ainda não conheceu a Niji, não é? — Atendendo o pedido dele, ela se aproximou e analisando melhor a menina, viu que além dos cabelos ruivos ela também tinha os olhos perolados. — Essa é a Sarada, Niji, ela é minha amiga. Cumprimente-a.

Niji, visivelmente corada, olhou para Sarada e lhe mandou um aceno rápido, antes de enterrar o rostinho no peito do irmão. A Uchiha achou aquele ato extremamente fofo, mas, decidida a se manter séria, ela apenas ajeitou os óculos mais uma vez.

— Uhm, interessante... ela tem o cabelo dos Uzumaki e os olhos dos Hyuuga. — Observou.

— É, o nome dela é por causa dos olhos. E fui eu que escolhi, não foi, Niji? — Boruto falou orgulhoso, voltando a brincar com a irmã.

Sarada acabou sorrindo. O modo como a menininha ria e parecia adorar o irmão era lindo de se ver e as únicas vezes que ela vira Boruto tão babão com alguém, foi com Himawari. Era realmente algo para se apreciar. E invejar.

Sarada não pôde evitar, no meio daquela cena bonita, em sentir uma pontada de inveja. Boruto tinha duas irmãs que o amavam e somente um cego não perceberia o carinho que ele tinha por elas. Ela amava seus pais, mas... tinha de admitir, seria bem legal ter um irmãozinho ou irmãzinha. Para brincar, para ensinar, para proteger...

— Boruto-sama. — O raciocínio de Sarada foi quebrado quando a empregada do clã falou. — Desculpe interromper, mas precisamos ir agora.

— Ah, claro. — O garoto respondeu. — Até amanhã, Sarada. — Despediu-se da amiga antes de começar a rumar para casa, ainda com a irmã nos braços.

— Até amanhã. — A Uchiha apenas respondeu, ainda pensativa.

No caminho para sua casa, Sarada pensava em como abordar o assunto de um novo bebê com a mãe. Nem que não conseguisse convencê-la ainda hoje a ter mais um filho, pelo menos a deixaria pensando no assunto.

— Tadaima! — Anunciou ao entrar pela porta.

— Bem-vinda de volta, Sarada. — Sakura cumprimentou, com um sorriso cansado. Não era à toa, afinal passou a noite inteira no hospital fazendo plantões extras.

— Mamãe. — Sarada chamou, mais séria que o normal. — Preciso falar de uma coisa com você.

Sakura, um pouco confusa, olhou bem para a filha, afim de tentar descobrir o que ela queria. Mas a expressão de Sarada só mostrava o que ela tinha dito: Ela precisava falar algo. A rosada então suspirou.

— Conversamos durante o jantar, pode ser? — Propôs, e a menina concordou. — Ótimo, então suba e se lave. Eu vou arrumando a mesa.

Durante o jantar, mãe e filha permaneceram extremamente quietas. Sakura estava esperando a filha começar o assunto, mas a própria não sabia como fazê-lo. Somente quando acabou tudo o que tinha no prato, que Sarada mandou seus receios ao diabo e resolveu falar:

— Mamãe, você se lembra que a tia Hinata tinha ficado grávida de novo?

Sakura quase fez uma careta de confusão. O que a gravidez de Hinata poderia ter haver com o que Sarada queria falar?

— Lembro sim. — Ela acabou por responder, divagando um pouco ao lembrar de Niji. — Eu já a vi, é tão bonitinha.

— É, o Boruto tem sorte.

Mais uma vez, Sakura ficou confusa. O que Boruto tinha haver com aquilo também?

— Sarada. — Chamou a filha, num tom mais sério, porém calmo. — O que você está querendo?

Sarada olhou para a mãe, meio perdida, mas ao ver que a mulher estava pronta para ouvi-la se abrir, resolveu soltar tudo de uma vez.

— Eu quero o que o Boruto tem. Eu quero um irmão para mim!

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— Um irmão, um irmão... Ela quer um irmão?! — Sakura se questionava. Depois do pedido de Sarada, nenhuma das duas teve mais coragem para abrir a boca. Agora, horas depois, a Haruno escovava os dentes para ir dormir enquanto debatia com o próprio reflexo sobre o que a filha havia dito. — Não podia ser algo mais fácil, tipo um cachorrinho?

— Cachorros nem sempre são fáceis de lidar. — Uma voz falou das sombras. A rosada até se assustou no primeiro momento, mas assim que reconheceu a voz, não só relaxou por completo como abriu o maior dos sorrisos.

— Sasuke-kun! — Exclamou contente, vendo o marido sair da parte escura do quarto. Correu para os braços do mesmo, que a beijou antes de qualquer outra coisa. — Estava com saudades.

Sasuke apenas sorriu de canto e murmurou um uhm, que Sakura entendeu como "Eu também estava". Ele sentou com ela na cama, para poderem conversar.

— Então, a Sarada está querendo um irmão. — Ele mais afirmou do que perguntou, após ouvir a esposa.

— Pelo que eu entendi, ela sentiu inveja por ver o Boruto brincando com a Niji.

— E desde quando ela fica tão perto assim dele? — Sasuke questionou, um pouco bravo.

— Ora, Sasuke-kun, eles são amigos, você bem sabe. — Sakura repreendeu o marido. Não estava com paciência para o ciúme possessivo dele. — A questão aqui é: O que faremos agora?

— Você... — Sasuke começou. — não gostaria de ter mais... filhos?

— Posso falar uma verdade? Eu sempre quis ter um garotinho parecido com você. — Sakura falou com sinceridade, ele sabia, conseguia ver nos orbes verdes. Dando um pequeno sorriso e sem dar tempo para a rosada assimilar, Sasuke a agarrou pela cintura e tascou-lhe um beijo. — Hum!... Ei, espera... — Ela pediu, afastando-o de leve, mas sorria. — O que é isso?

— O que? Não queremos decepcionar a Sarada, queremos?

Sakura apenas sorriu mais, antes que voltassem a se beijar.

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Nove meses depois:

Sarada estava encantada. Um sorriso enorme habitava seu rosto e seus olhos pareciam brilhar enquanto fitava o miúdo bebê no colo de sua mãe. Completamente carequinha e enrolado num cobertor azul do hospital, foi assim que ela viu pela primeira vez o irmão que tanto queria.

— Ele é tão fofo. — Ela disse baixinho, acariciando com apenas dois dedos e de leve a cabeça do pequeno.

— Sim, ele é. — Falou uma enfermeira, entrando no quarto. Sarada a olhou e viu que ela trazia um outro bebê, esse envolto por um cobertor rosa. — E essa mocinha aqui também. Parabéns, Sakura-san.

Acho que o sorriso de Sakura só não era maior do que o de sua filha mais velha. Ganhou um prêmio duplo, um irmão e uma irmã! E os gêmeos eram lindos. Os olhos ainda não estavam abertos, mas o menino, mesmo carequinha, era um fofo, e a menina tinha singelos fios de cabelo róseos cobrindo-lhe a cabeça.

— Bem vindos a família, Saori — Olhou para a menina. — e Itachi. — Sorriu para o menino.

Sakura, com certo esforço para não desajeitar nenhum dos bebês, pegou na mão de Sarada com carinho. Aquela família linda era dela e estava quase completa.

— Caham. — Um pigarrou foi ouvido da janela e um Sasuke, digamos, feliz (do jeito dele) entrou pela mesma. — Estou muito atrasado?

Ah, agora sim, a família Uchiha estava completa.