A Nova Lenda De Zelda
5 Capítulo 5
Notas iniciais
A manhã vem surgindo devagar, silenciosa e magnífica.
Zelda desperta. A primeira coisa que faz é olhar para o lado... Link não está.
Ela suspira assustada, quando Link aparece no vidro da porta.
– Bom dia Zelda – sorri.
– Ah Link! Não me assuste assim de novo! Achei que tinha sumido! – põe a mão no rosto.
– Eu disse que jamais te deixaria – pisca – vem, quero te mostrar a surpresa que disse ontem – pega a mão dela.
– Tá bom – sorri.
Link tapa os olhos dela com uma mão e com a outra segura a mão dela. Eles vão andando, e andam por alguns minutos. Até que Link para e solta sua mão.
– Vou tirar a mão dos seus olhos tá?
– Aham – diz ela sorridente.
Quando ela abre os olhos... Depara-se com uma praia... A água era límpida e num azul intenso... As ondas estavam em um ritmo maravilhoso... As gaivotas se divertiam nos ares... E a brisa refrescante fazia seus longos cabelos loiros dançarem... O azul do céu nunca estivera tão lindo antes.
– Link...
– Sim? – sorri.
– Eu... Eu... OBRIGADA! – pula em seu colo e beija sua bochecha – você não tem ideia de como estou feliz! Não sei o que faria sem você Link! – ela não pode conter suas lágrimas de alegria.
– Vou passar até meu último segundo de vida alegrando você Zelda – sorri.
Zelda o fitava, corada... Como pode um sorriso fazer seu coração bater tão rapidamente? Ela sabia que aquele sorriso era verdadeiro... Parece que ela estava entendendo seus sentimentos... Pouco a pouco... Certas sensações dominavam seu corpo... Jamais havia sentido tais sensações.
Link a põe no chão.
– Quer dar uma volta?
– SIM! – ela não podia conter sua imensa alegria.
– Hehe, vejo que acertei o lugar – sorri abobado.
– Você sempre sabe o que é melhor pra mim, não é Link? – sorriso de deboche.
– Hah, eu... Bem, eu... – fica vermelho.
– Hihihi! Bem vamos! – sai correndo na frente – aposto que você não me alcança!
– Mas o que?... É o que vamos ver garota espoleta! – sai correndo atrás dela.
E assim, passaram a manhã... Se divertindo, caminhando pela praia, colhendo conchas, contando piadas... Tudo que não fizeram nos seis anos que estiveram separados. Sentiam a sensação de brincar com aquele alguém especial novamente...
Já era onze da manhã, e estavam com fome... E Zelda não aguentava mais aquele vestido cheio de babados e botões. Sentia-se sufocada.
– Ah Link! Eu não aguento mais esse vestido! – diz ela puxando as bordas.
– Tá bom, hey, não vá tirar o vestido aqui né?
– O que quer dizer? – ela não notou que ele havia falado na inocência.
– Ah! Não foi o que eu quis dizer, eu... Como eu sou burro – tapa na testa.
– Ah, tudo bem, eu entendi, hehe – sorri – Ah! Por sorte trouxe minha bolsa. Podemos comer alguma coisa na cidade. Mas antes... Tenho que comprar alguma roupa – fez uma cara de desconforto.
– Não é quente dentro desse vestido hein?
– Quer coloca-lo? – ri.
– Ah nossa, eu iria ficar maravilhosa – debocha fazendo pose.
– Link, você não tem jeito, hahaha.
– Bem vamos então.
– Aham!
Eles voltam para o carro e Link vai até o shopping da cidade. Mas Zelda tinha vergonha de descer do carro naquele vestido chamativo.
– Link você desce.
– Heh?! Eu?!
– Sim! Compre uma bermuda e uma tesoura.
– Que?! Uma bermuda e uma tesoura?! O que vai fazer?!
– Você vai ver! Agora vai – lhe dá seu cartão de crédito e o empurra para fora do carro.
Ele volta na janela e diz: — Que cor?
– Pode ser jeans.
– Não, não. Da tesoura!
– Link dá o fora daqui e vá logo!
– Hahahaha – sai correndo.
– Que garoto palhaço – deu uma risada.
Depois de meia hora Link volta. Ele entra no carro e dá a sacola para Zelda.
Ela abre a sacola e tira a bermuda...
– Link!
– O que?! Eu errei?! – se assusta.
– Não! Essa bermuda é linda! Obrigada – sorri.
– Ufa – passa a mão no rosto. Que bom – sorri bobo.
– Hehehe, agora preciso que saia de novo – sorriso aberto.
– Heh? De novo?! Pra quê?!
– Eu preciso me trocar Link!
– Ah é... Você tá com seu celular?
– Sim por quê?
– Quando estiver pronta ligue para a revistaria ali. Vou estar ali. O número está na placa – diz ele apontando logo em frente ao carro.
– Tá – ela afirma com a cabeça – agora vai, hehe – o empurra.
– Haha tá, cuidado com essa tesoura aí, viu?
– Acha que sou criança?
– Você não é boa com coisas pontudas, hahaha – sai correndo antes que ela o mate.
– Ui, não perdeu seu moleque interior ainda! Que garoto maluco – ri.
No carro, Zelda pega a tesoura e o corpete que usava debaixo do vertido ela deixa. Ela corta a saia do vestido, deixando apenas a parte de cima, se formando uma blusa muito bonita. Sua sorte é que ela usava uma calcinha tipo short. Então não ficou tão constrangedor. Ela colocou a bermuda, que serviu exatamente. Agora ela só precisava de um tênis.
Ela pega o celular e liga para a revistaria.
O dono atende e ela diz que quer falar com o garoto loiro que está lá... Ele passa para Link.
– Link, estou pronta, pode vir.
– Certo – desliga o telefone.
Ele chega ao carro e a vê. Realmente ela ficou muito bem na roupa que supostamente inventou.
– Uau, ficou demais!
– Você acha mesmo?
– Com certeza! Você poderia ser estilista – sorri.
– Não ligo para moda, prefiro desenhar cartoons a roupas, hehe.
– Você diz mangás?
– Exatamente! – sorri corada.
– Somos dois viciados nisso então!
– Ah que ótimo! Achei que era só eu, haha.
– Bem, agora vamos atrás de um tênis pra você né?
– Sim. Ficar de salto me mata – disse apertando os pés.
Eles foram á uma loja de sapatos e Zelda pegou um tênis de skatista. Era mais confortável e fofo.
– Que legal seu tênis!
– Eu via garotas usando, e achei legal, e confortável – sorri.
– Ficou bem em você, hehe – coça a nuca.
– Obrigada – sorri corada.
– Agora, Zelda...
– Sim?
– Comeeer por favoooor! – bota as mãos no estômago.
– Hahaha, sim vamos! – o puxa pelo braço.
Havia diversos restaurantes por ali... Eles resolveram ir a um de comida japonesa... E afinal, ambos tinham essa descendência... E por pensar em descendência... Zelda não tirava da cabeça, sobre sua antepassada.
– Link, eu queria muito saber sobre minha antepassada.
– Tínhamos que descobrir alguém que saiba, ou sei lá, em algum livro? – arrisca.
– Tsc... Aposto que ela foi forçada a tudo também – disse com tédio.
Link a fitava... Queria fazer algo por ela... Mas o que?
... Até que uma ideia veio á sua mente.
– Já sei!
– O que? – ela junta as mãos.
– E se fossemos ao cemitério real?
– Como soube dele?
– Ouvi Impa conversar sobre ele com os empregados, outro dia.
– Hum, eu não havia pensado nisso... Ótima ideia Link! – o beija na bochecha.
“Ain meu Deus” – pensou ele que ficou num pimentão.
Eles voltaram para o carro... O cemitério real ficava no interior da floresta atrás do castelo... Mesmo não querendo, eles teriam que voltar.
Depois de horas na estrada... Estavam quase chegando... Quando Impa liga para Zelda.
– Alô?
– Zelda?
– Impa!... Oi – disse em um tom de arrependimento.
– Está bem, minha querida?
– Estou... Impa, eu... Quero que me perdoe... Fui tão rude com você... Eu não devia...
– Zelda, não peça perdão! Eu fui a tola que concordei com essa lei, e seu pai também se sente assim... Quero que você nos perdoe Zelda.
– Impa, nunca ficaria zangada com você e com meu pai... Mas fiquei muito magoada na hora e falei na raiva... Peço que me desculpe.
– Está tudo bem querida... Onde você está?
– Estou á caminho do castelo... Eu quero descobrir uma coisa.
– Como assim?
– Sabe o cemitério real?
– Sim... Espera, ele fica no interior da floresta, é perigoso Zelda, o que quer lá?
– Quero descobrir sobre minha antepassada Impa. Quero sentir a essência dela. Sinto que estamos ligadas em algo.
– Entendo... Quando chegarem, venham falar comigo... Pois não poderão entrar sem os instrumentos.
– Instrumentos?!
-Sim. Uma arpa e uma ocarina.
– Que?!
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