Notas iniciais
Nossos sentimentos ainda fazem nosso coração bater.

A manhã vem surgindo devagar, silenciosa e magnífica.

Zelda desperta. A primeira coisa que faz é olhar para o lado... Link não está.

Ela suspira assustada, quando Link aparece no vidro da porta.


– Bom dia Zelda – sorri.

– Ah Link! Não me assuste assim de novo! Achei que tinha sumido! – põe a mão no rosto.

– Eu disse que jamais te deixaria – pisca – vem, quero te mostrar a surpresa que disse ontem – pega a mão dela.

– Tá bom – sorri.


Link tapa os olhos dela com uma mão e com a outra segura a mão dela. Eles vão andando, e andam por alguns minutos. Até que Link para e solta sua mão.


– Vou tirar a mão dos seus olhos tá?

– Aham – diz ela sorridente.


Quando ela abre os olhos... Depara-se com uma praia... A água era límpida e num azul intenso... As ondas estavam em um ritmo maravilhoso... As gaivotas se divertiam nos ares... E a brisa refrescante fazia seus longos cabelos loiros dançarem... O azul do céu nunca estivera tão lindo antes.


– Link...

– Sim? – sorri.

– Eu... Eu... OBRIGADA! – pula em seu colo e beija sua bochecha – você não tem ideia de como estou feliz! Não sei o que faria sem você Link! – ela não pode conter suas lágrimas de alegria.

– Vou passar até meu último segundo de vida alegrando você Zelda – sorri.


Zelda o fitava, corada... Como pode um sorriso fazer seu coração bater tão rapidamente? Ela sabia que aquele sorriso era verdadeiro... Parece que ela estava entendendo seus sentimentos... Pouco a pouco... Certas sensações dominavam seu corpo... Jamais havia sentido tais sensações.

Link a põe no chão.


– Quer dar uma volta?

– SIM! – ela não podia conter sua imensa alegria.

– Hehe, vejo que acertei o lugar – sorri abobado.

– Você sempre sabe o que é melhor pra mim, não é Link? – sorriso de deboche.

– Hah, eu... Bem, eu... – fica vermelho.

– Hihihi! Bem vamos! – sai correndo na frente – aposto que você não me alcança!

– Mas o que?... É o que vamos ver garota espoleta! – sai correndo atrás dela.


E assim, passaram a manhã... Se divertindo, caminhando pela praia, colhendo conchas, contando piadas... Tudo que não fizeram nos seis anos que estiveram separados. Sentiam a sensação de brincar com aquele alguém especial novamente...

Já era onze da manhã, e estavam com fome... E Zelda não aguentava mais aquele vestido cheio de babados e botões. Sentia-se sufocada.


– Ah Link! Eu não aguento mais esse vestido! – diz ela puxando as bordas.

– Tá bom, hey, não vá tirar o vestido aqui né?

– O que quer dizer? – ela não notou que ele havia falado na inocência.

– Ah! Não foi o que eu quis dizer, eu... Como eu sou burro – tapa na testa.

– Ah, tudo bem, eu entendi, hehe – sorri – Ah! Por sorte trouxe minha bolsa. Podemos comer alguma coisa na cidade. Mas antes... Tenho que comprar alguma roupa – fez uma cara de desconforto.

– Não é quente dentro desse vestido hein?

– Quer coloca-lo? – ri.

– Ah nossa, eu iria ficar maravilhosa – debocha fazendo pose.

– Link, você não tem jeito, hahaha.

– Bem vamos então.

– Aham!


Eles voltam para o carro e Link vai até o shopping da cidade. Mas Zelda tinha vergonha de descer do carro naquele vestido chamativo.


– Link você desce.

– Heh?! Eu?!

– Sim! Compre uma bermuda e uma tesoura.

– Que?! Uma bermuda e uma tesoura?! O que vai fazer?!

– Você vai ver! Agora vai – lhe dá seu cartão de crédito e o empurra para fora do carro.


Ele volta na janela e diz: — Que cor?

– Pode ser jeans.

– Não, não. Da tesoura!

– Link dá o fora daqui e vá logo!

– Hahahaha – sai correndo.

– Que garoto palhaço – deu uma risada.


Depois de meia hora Link volta. Ele entra no carro e dá a sacola para Zelda.

Ela abre a sacola e tira a bermuda...


– Link!

– O que?! Eu errei?! – se assusta.

– Não! Essa bermuda é linda! Obrigada – sorri.

– Ufa – passa a mão no rosto. Que bom – sorri bobo.

– Hehehe, agora preciso que saia de novo – sorriso aberto.

– Heh? De novo?! Pra quê?!

– Eu preciso me trocar Link!

– Ah é... Você tá com seu celular?

– Sim por quê?

– Quando estiver pronta ligue para a revistaria ali. Vou estar ali. O número está na placa – diz ele apontando logo em frente ao carro.

– Tá – ela afirma com a cabeça – agora vai, hehe – o empurra.

– Haha tá, cuidado com essa tesoura aí, viu?

– Acha que sou criança?

– Você não é boa com coisas pontudas, hahaha – sai correndo antes que ela o mate.

– Ui, não perdeu seu moleque interior ainda! Que garoto maluco – ri.


No carro, Zelda pega a tesoura e o corpete que usava debaixo do vertido ela deixa. Ela corta a saia do vestido, deixando apenas a parte de cima, se formando uma blusa muito bonita. Sua sorte é que ela usava uma calcinha tipo short. Então não ficou tão constrangedor. Ela colocou a bermuda, que serviu exatamente. Agora ela só precisava de um tênis.

Ela pega o celular e liga para a revistaria.

O dono atende e ela diz que quer falar com o garoto loiro que está lá... Ele passa para Link.

– Link, estou pronta, pode vir.

– Certo – desliga o telefone.


Ele chega ao carro e a vê. Realmente ela ficou muito bem na roupa que supostamente inventou.


– Uau, ficou demais!

– Você acha mesmo?

– Com certeza! Você poderia ser estilista – sorri.

– Não ligo para moda, prefiro desenhar cartoons a roupas, hehe.

– Você diz mangás?

– Exatamente! – sorri corada.

– Somos dois viciados nisso então!

– Ah que ótimo! Achei que era só eu, haha.

– Bem, agora vamos atrás de um tênis pra você né?

– Sim. Ficar de salto me mata – disse apertando os pés.


Eles foram á uma loja de sapatos e Zelda pegou um tênis de skatista. Era mais confortável e fofo.


– Que legal seu tênis!

– Eu via garotas usando, e achei legal, e confortável – sorri.

– Ficou bem em você, hehe – coça a nuca.

– Obrigada – sorri corada.

– Agora, Zelda...

– Sim?

– Comeeer por favoooor! – bota as mãos no estômago.

– Hahaha, sim vamos! – o puxa pelo braço.


Havia diversos restaurantes por ali... Eles resolveram ir a um de comida japonesa... E afinal, ambos tinham essa descendência... E por pensar em descendência... Zelda não tirava da cabeça, sobre sua antepassada.


– Link, eu queria muito saber sobre minha antepassada.

– Tínhamos que descobrir alguém que saiba, ou sei lá, em algum livro? – arrisca.

– Tsc... Aposto que ela foi forçada a tudo também – disse com tédio.


Link a fitava... Queria fazer algo por ela... Mas o que?

... Até que uma ideia veio á sua mente.


– Já sei!

– O que? – ela junta as mãos.

– E se fossemos ao cemitério real?

– Como soube dele?

– Ouvi Impa conversar sobre ele com os empregados, outro dia.

– Hum, eu não havia pensado nisso... Ótima ideia Link! – o beija na bochecha.


“Ain meu Deus” – pensou ele que ficou num pimentão.


Eles voltaram para o carro... O cemitério real ficava no interior da floresta atrás do castelo... Mesmo não querendo, eles teriam que voltar.

Depois de horas na estrada... Estavam quase chegando... Quando Impa liga para Zelda.


– Alô?

– Zelda?

– Impa!... Oi – disse em um tom de arrependimento.

– Está bem, minha querida?

– Estou... Impa, eu... Quero que me perdoe... Fui tão rude com você... Eu não devia...

– Zelda, não peça perdão! Eu fui a tola que concordei com essa lei, e seu pai também se sente assim... Quero que você nos perdoe Zelda.

– Impa, nunca ficaria zangada com você e com meu pai... Mas fiquei muito magoada na hora e falei na raiva... Peço que me desculpe.

– Está tudo bem querida... Onde você está?

– Estou á caminho do castelo... Eu quero descobrir uma coisa.

– Como assim?

– Sabe o cemitério real?

– Sim... Espera, ele fica no interior da floresta, é perigoso Zelda, o que quer lá?

– Quero descobrir sobre minha antepassada Impa. Quero sentir a essência dela. Sinto que estamos ligadas em algo.

– Entendo... Quando chegarem, venham falar comigo... Pois não poderão entrar sem os instrumentos.

– Instrumentos?!

-Sim. Uma arpa e uma ocarina.

– Que?!


Notas finais
Comentem ^^