Notas iniciais
Zelda... Será você mesmo?

- Moço! Eu já chamei a ambulância!

— Heh, certo!... – “Será mesmo você...”.

Aqueles 10 minutos na espera da ambulância foram os piores. Link não tinha certeza se era Zelda mesmo. O que o deixava cada vez pior. Ela havia perdido muito sangue. E para ajudar, o idiota que a atropelou, fugiu.

— Conhece ela garoto? – perguntou o enfermeiro da ambulância.

— Huh, sim, sou amigo dela – ele teria que arriscar.

— Bem, se importa de ficar com ela no hospital até constatarmos com algum familiar?

— Não! Não mesmo!

— Ótimo.

— Mas ela vai ficar bem senhor?

— Olha garoto. Ela perdeu muito sangue... Não posso dar uma notícia definitiva até não saber o estado dela.

— Certo – escorre uma lágrima.

“Zelda... Tenho certeza que é você... Meu coração está disparado... Isso só acontece quando estou com você”. – pensava Link.

Finalmente chegaram ao hospital... Ela foi internada rapidamente... Link ficou na sala de espera... E lá se vão mais duas horas até saber como ela está.

— Santo Deus, que ela esteja bem – Link estava nervoso demais.

Uma enfermeira ficou com pena do pobre garoto, que parecia desesperado. Ela resolveu lhe dar um copo com água e açúcar.

— Tome garoto. Fique calmo – diz ela em tom doce.

— Heh? Ah, obrigado moça – ele tremia.

— Garoto escute... Tenho certeza que ela ficará bem. Com sua fé, ela se sentirá mais segura. Confie em mim.

— Huh... – ele chora – Obrigado — sorri para ela.

— Se precisar de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo! Me chame, está bem querido? – passa a mão em seu cabelo.

— Sim, obrigado enfermeira – sorri.

Agora ele estava um pouco mais aliviado, pelas doces palavras da enfermeira. Mas a tensão ainda era grande... Dentro de alguns minutos, Link saberia o estado dela. E se passava bem ou não.

Dois médicos passavam pelo corredor onde estava Link... E ele não pode deixar de ouvir a conversa deles...

— E então, encontrou algum familiar?

— Ah, sim. O pai dela. Soube que ela pertence àquela família real que mora no centro da cidade.

— Ah, então ela é da família real Hylia?

— Sim. O pai dela disse que dentro de algumas horas, ele viria. Estava em viajem e não sabia quanto tempo o voo demoraria.

— Mas ela ficará sozinha?

— Não, um garoto está aqui. Diz que é amigo dela.

— Ah, menos mal.

— Já sabe do estado dela?

— Bem, ela teve hemorragia. E fraturas no braço esquerdo. Está instável. Mas nada grave.

— Bem, aviso o garoto?

— Sim, deixe-o vê-la. Ele parece muito preocupado.

— Certo.

***

— Hey garoto!

— Huh? Eu? – Link se aponta.

— Sim. Você pode vê-la.

Ele sai correndo para o quarto dela. E agora que tinha certeza de que era Zelda. Não podia conter suas lágrimas.

Ela estava dormindo... Puxa... Fazia anos que ele não a via... Ela estava mais linda do que nunca...

— Zelda... Eu sabia que era você – sorrindo ele sussurrava – Por favor, fique bem... Não vou deixar nada acontecer com você! Nada! Assim como prometi á você, naquele dia que nos perdemos na floresta, quando crianças.

As enfermeiras assistiam Link conversar com ela pelo vidro. Todas emocionadas.

— Heh? Moças o que fazem aí? – pergunta um dos doutores.

— Shh! Ele está se declarando para ela! É tão lindo!

— Moças! Voltem para o trabalho! Deixem o garoto!

— Ah, está bem! – disseram todas.

Link olha para o vidro meio apavorado com as enfermeiras. Algumas jogavam charme para ele.

— Credo... – diz ele assustado.

Em nenhum momento ele solta a mão de Zelda. Ele ficou sentado ao seu lado durante 4 horas, até seu pai chegar.

— Link! É você meu rapaz?! – diz Daphness.

— Senhor – ele cumprimenta.

— Como cresceu! Vejo que veio ajudar minha filha – sorri – fico muito grato meu filho – uma lágrima cai.

— Senhor, não se preocupe. Ouvi os médicos dizendo que ela não se encontra em estado grave. Apenas quebrou o braço. Teve hemorragia, mas conseguiram parar.

— Link... Não sei como agradecer, por ficar todo esse tempo com Zelda. Obrigado meu rapaz – ele o abraça.

— Faço tudo por ela senhor.

— Certo – sorri. Bem, pode ir para casa meu jovem. Eu vou passar a noite aqui. Apesar de não poder, terei que ficar.

— Como assim senhor?

— Tenho uma reunião de extrema importância na prefeitura da cidade. Posso perder meu emprego se não comparecer... Mas não posso deixar Zelda sozinha aqui...

— Senhor, eu moro longe daqui... Lembra? Vocês se mudaram há seis anos. E eu fiquei na mesma cidade até hoje. Então decidi visitar minha melhor amiga, e não me importo de passar a noite aqui com ela, senhor...

— Link! Faria isso rapaz?! Ficaria com ela até amanha?!

— Nunca a deixaria sozinha senhor. Pode confiar em mim – ele estava confiante.

— Link! Você é um herói, muito obrigado rapaz. E se quiser ficar conosco no castelo por uns dias, será um honra! Obrigado garoto! Vejo vocês amanha – vai saindo.

— Pode deixar senhor! E boa sorte.

— Obrigado filho! – sai do hospital.

Link se senta na poltrona ao lado de Zelda. Só esperando que ela acorde, para ouvir sua doce voz novamente.

A mesma enfermeira que ajudou Link antes entrou no quarto.

-Então essa é a moça Link? -sorri.

— Ah! Sim, hehe.

— Como ela se chama?

— Zelda Hylia.

— Que nome lindo!

— Também acho – olha para Zelda e sorri.

— Garoto, me permite perguntar uma coisa... Sei que é intima, mas as enfermeiras estão me deixando maluca!

— Hahaha, pode, pode sim – sorri.

— Você a namora?

— Não. Somos amigos de infância. Eu a amo muito e somos os melhores amigos. Inseparáveis. Mesmo pela distância. Não conseguiria ver minha vida sem ela – sorri.

— Link, foi a coisa mais linda que já ouvi... Com certeza a garota que será sua futura namorada, terá a sorte ganha! – sorri.

— Hehe, obrigado. Ah como é seu nome?

— Me chamo Anju.

— Anju?!... Seu marido se chama Kafei?!

— Como sabe?!

— Sou eu! Aquele garotinho que ajudou você com seu casamento lembra?! Seu marido havia se perdido!

— AH MEU DEUS! LINK É VOCÊ MESMO! – corre e o abraça.

— Caramba! Não a reconheci Anju! Você está mais bonita que antes! – sorri.

— Ah Link, que isso – sorri envergonhada – Obrigada.

— Como está Kafei?

— Ah está ótimo, vivemos muito felizes. Ah! Esqueci-me de dizer, temos um filho! Não queríamos colocar o nome igual ao seu, para não imitar! Então colocamos Luke, mas em sua homenagem! – sorri.

— Ah! Puxa vida! Muito obrigado! Me sinto honrado! – Link ficou muito feliz mesmo.

— Hihihi, a honra é nossa! Pelo pequeno herói que nos ajudou! – sorri.

Link ficou corado.

“Enfermeira Anju, compareça na sala de remédios”.

— Ah tenho que ir, até mais Link! E grandes melhoras á Zelda – sorri.

-Obrigado! Mande um grande abraço ao Luke!

— Own, obrigada querido! – sai do quarto.

Várias horas se passaram, e Zelda ainda dormia. Link não saia dali por nada...

A noite havia passado rápido... Já eram 7 horas da manhã... Ela ainda dormia...

— Zelda... Quando você vai acordar – Link se perguntava.

Ai puxa... Preciso ir ao banheiro, tô apertado!

— Hey! Anju!

— Olá Link!

— Você poderia ficar aqui com ela, preciso ir ao banheiro! – ele cruzava as pernas.

— Hahaha, vá logo antes que exploda sua bexiga! Fique tranquilo! Hahaha.

— Ah! Obrigado! – sai correndo para o banheiro.

***

— Hum, está na hora do soro dela... Terei que sair por alguns instantes. Sei que ela está bem – sai do quarto.

No momento em que Anju sai do quarto... Zelda desperta.

— Huh... Onde estou?! Ah, meu braço?! O que... – ela começa a chorar.

Link entra no quarto correndo quase faltando o ar, e quando abre a porta vê Zelda sentada chorando. Ela se assusta e o vê.

Os dois se fitam por uns segundos... Até que Zelda esboça aquele maravilhoso sorriso e exclama: — LINK!

— Zelda... – sussurra Link – ZELDA! – corre e a abraça.

Em seus braços, Zelda chora de alegria.

— Link... Pensei que jamais fosse vê-lo de novo – ela soluçava.

— Também pensei o mesmo Zelda... Mas, finalmente eu estou aqui... Eu pude te abraçar outra vez. Ver seu sorriso outra vez.

Eles ficaram abraçados por quase 20 minutos.

— Link? O que aconteceu comigo?

— Zelda! Eu é que te pergunto?!

— Huh?

— Como foi atropelada?!

— Por um carro, eu acho – pensativa.

— Huh... Isso eu sei — ¬¬ — quero saber o que estava fazendo na rua, quando deveria estar no castelo!

— Eu fugi...

— QUE?! Por quê?!

— Pra te encontrar Link... Não podia aguentar mais. Sentia sua falta.

— Isso... É sério Zelda?

— Sim.

— Eu estava fazendo o mesmo!

— O que?

— Quando você sofreu o acidente, eu estava indo ver você no castelo!

— Você estava por perto?!

— Sim! Eu estive com você desde que sofreu o acidente!

— E meu pai?!

— Teve que ir numa reunião com urgência, e me deixou cuidando de você.

— Oh, sim, a reunião com o prefeito. Entendo... LINK!

— AH O QUE?! – se assustou.

— Quem me atropelou?! – ela estava uma pilha de nervos.

-O desgraçado fugiu.

— O QUEEE?! A SE EU ENCONTRO ELE EU VOU... Link tapa sua boca e a deita.

— Você não fará nada! Porque está de repouso e com o braço quebrado. Você não vai a lugar nenhum, mocinha!

— Hihi, está bem – se aconchega e agarra o braço de Link.

— O que foi?

— Sente-se perto de mim?

Com seu rosto extremamente vermelho: — Ah, sento sim – coração a milhões.

Ela apoia a cabeça no braço de Link e descansa... Ela se sentia mais segura com Link do que com 50 guardas que havia em seu castelo.

Do outro lado as enfermeiras, outra vez emocionadas com os dois, fofocavam.

— Moças! Saiam daí! Parem de se meter na vida desses dois! – disse Anju.

— Ah, mas é tão lindo de se ver! Parece até novela! – disse uma delas.

— Sei disso, hihi, mas deixe-os em paz, está bem pessoal?

Todas saíram dali... Anju fitava os dois...

“Link diz que são só amigos... Mas é mais do que amizade, que vejo no olhar desses dois, hihi – pensa Anju.”

— Link?

— Huh? O que? – estava super vermelho.

— O que mais aconteceu?

— Bem, você teve hemorragia, mas por sorte os médicos conseguiram parar. Você quebrou o braço, mas nada grave. Talvez, ainda hoje, te deem alta.

— Ah, fico mais tranquila... Mas puxa como fui descuidada!

— Zelda! Que isso, não se culpe! A culpa foi daquele canalha! A garçonete me disse que você estava na faixa de segurança e que o cara estava descontrolado... A hora que eu encontra-lo... Ele terá que rezar muito – Link não estava de brincadeira.

— Ah Link, obrigada – fica corada.

— Ah que isso, hehe – fica vermelho de novo.

Ela o abraçou, e ficou o fitando... Quando ele percebeu, a fitou também... Seu coração começou a disparar mais rápido ainda... Eles se aproximavam, cada vez mais... Talvez quisessem se beijar, mas nenhum dos dois sabia ao certo... Quando estavam quase dando um beijo, o médico surge.

— Senhorita Hylia, eu... Oh, estou interrompendo algo? – o médico se surpreende.

— Ah, não capaz... Nada não. – diz Link sarcástico e virado em um tomate.

— Ahh! Não nada não! – Zelda fica nervosa e vermelhíssima.

— Bem, tem uma moça aqui para vê-la, senhorita.

— Quem?

— Bem, seu nome é Impa.

-IMPA! – exclama feliz.

Notas finais
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