Notas iniciais
ATENÇÃO: Esse capítulo contém sexo explícito, então eu já vou avisando: Se você não gosta, não leia!

Finalmente aquele problemão em relação ao Breu já havia acabado e eu estava muito feliz por isso. Chegando à fábrica do Norte, expliquei toda a situação ao Jack Frost, que ficou perplexo:

_O quê? Você conseguiu reverter o quadro do Breu? Você o transformou em um ser da luz?

_Basicamente – falei.

_Nossa, você é mesmo uma pessoa muito iluminada! Mas o que é isso na sua mão? – disse, referindo-se ao livro de poesias que o Breu me deu.

_Esse foi só um presente que o Breu me deu... Ele e eu gostamos muito de poesias...

Ele me olhou torto e disse:

_Poesias, sei... Eu acho que você está gostando desse cara!

_Talvez... Mas só como uma amiga... Ele é mesmo alguém muito especial... Porém, você não precisa sentir ciúmes, porque a única pessoa que eu amo nesse mundo é você!

_Hum, ainda bem... E... O que você acha de nós comemorarmos a sua vitória indo a um lugar muito especial?

_Mas que lugar?

_Venha comigo!

Nós, então, voamos até uma montanha coberta de neve.

_Lembra-se desse lugar? – disse ele.

_Sim! Essa montanha me é familiar... Ah, eu já sei! Aqui foi o lugar onde nós nos beijamos pela primeira vez... – falei, um pouco vermelha.

_Você acertou! Sabe, eu adoro esse lugar, porque ele me traz muitas boas lembranças! Vamos ficar aqui um pouco... Eu gosto daqui!

_Mas é claro que eu posso ficar aqui com você! Esse lugar é perfeito! – disse, sorrindo.

Assim, deitamo-nos na neve, lado a lado, bem próximos. Ele pegou a minha mão. Eu correspondi, sorrindo. Ele também sorriu. Os nossos olhares se encontraram. Os olhos dele brilhavam assim como um belo par de cristais. Ele fez carinho nos meus cabelos. Ficamos nos olhando por alguns minutos, enquanto nos acariciávamos. Incomodei-me com a nossa distância e me aproximei ainda mais dele. E em um segundo, nós já estávamos nos beijando de maneira profunda, ardente e simplesmente extasiante. Eu o acariciava nos cabelos, na nuca e nas costas, enquanto ele fazia o mesmo comigo.

Quando o beijo terminou, senti que o meu namorado continuava instigado e queria mais. Foi aí que eu senti os seus lábios gelados chupando o meu pescoço. Eu o apertava contra o meu corpo cada vez mais, sentindo um prazer muito intenso. Liberei um gemido baixo, deixando-o bem louco e excitado.

De repente, percebi um par de mãos abaixando o fecho do meu vestido. Naquele momento eu percebi o que ele queria. Eu senti que estava pronta para isso e, dessa vez, não o impedi de fazer o que ele já queria há muito tempo. Permiti que ele tirasse a minha roupa, deixando-me só de calcinha e sutiã. Fiquei corada ao perceber que ele estava me vendo seminua.

_Ah, que vergonha – falei.

_Não precisa ficar assim, amor... – disse ele – Vai ficar tudo bem...

Assim que ele disse isso, fiquei menos insegura. Eu, então, tirei a blusa dele. Ele pareceu ter gostado da minha atitude. Deslizei as minhas mãos pelo seu abdômen, fazendo-o liberar um gemido de puro prazer. Desejando ainda mais, ele desabotoou o meu sutiã, revelando os meus seios. Fiquei morrendo de vergonha. O meu rosto ficou vermelho.

_Calma, só curta o momento – disse ele, na tentativa de me libertar da vergonha.

Logo depois, senti as suas mãos geladas deslizarem pelos meus seios, massageando-os lentamente. O contato da sua pele gelada com a minha, que era quente, fez com que eu sentisse um prazer muito intenso. Gemi baixo, deixando-o louco. Eu, então, abaixei as calças dele, deixando-o apenas de cueca. Fiquei um pouco vermelha com aquela visão, mas procurei afastar a vergonha, depositando vários beijos no pescoço dele, fazendo-o soltar alguns gemidos involuntários.

Nós nos apertávamos um no outro vorazmente, enquanto nos beijávamos. A minha vergonha, aos poucos, dava lugar àquela excitação crescente que me permeava por completo. Senti uma mão gelada deslizando lentamente por cima da minha calcinha. Gemi longamente, cravando as minhas unhas nas costas dele. Naquele momento, ele percebeu o quanto eu o desejava. Ele, então, tirou lentamente a minha calcinha. Fiquei com muita vergonha da minha nudez, mas ele me confortou:

_Não precisa ter vergonha – disse ele, beijando a minha testa – Apenas sinta...

Ele, assim, começou a massagear o meu clitóris lentamente, fazendo-me gemer profundamente. Eu estava ficando louca. A sensação que ele me provocava naquele momento era simplesmente inexplicável, indescritível. Ele me massageava aumentando a velocidade gradativamente, à medida que os meus gemidos se tornavam cada vez mais profundos. Naquele momento de puro prazer, não pensei duas vezes e tirei a cueca dele, deixando-o completamente nu. Eu acho que ele gostou da minha ousadia. Mais uma vez, fiquei envergonhada.

_Você está mesmo pronta para isso, Roberta? – indagou ele.

_Sim, eu te quero agora ou nunca! – falei.

Eu nem acreditei que tive coragem o suficiente para dizer isso, mas naquele momento, a minha vontade de me entregar completamente a ele era muito maior do que a minha vergonha ou qualquer um dos meus pudores.

Ele, então, penetrou-me lentamente. De repente, tive uma sensação horrível. Eu apertei os olhos com força e tive vontade de gritar de tanta dor que eu estava sentindo. Ele havia rompido o meu hímen.

_Não se preocupe – disse ele, carinhoso como sempre – Essa dor vai passar. Eu vou fazer o possível para não te machucar...

Dentro de alguns minutos, a dor realmente foi passando. Quando eu percebi que já estava bem, falei que ele podia continuar. Assim, ele voltou a se apertar contra mim e a depositar os seus deliciosos beijos gelados por todo o meu corpo. Eu me enchia de prazer, enquanto sentia ele dentro de mim, gemendo longamente. Ele me beijava em todo lugar: No rosto, na boca, no pescoço e nos seios, enquanto eu deslizava as minhas mãos por todo o corpo dele, acariciando-o quase o tempo todo. Naquele momento, não havia mais espaço para a vergonha. Eu estava completamente entregue. E ele também. Eu me contraía quase o tempo todo, o que o deixava cada vez mais instigado. Nós não parávamos um segundo sequer e só queríamos cada vez mais e mais, pois o enorme prazer que nós sentíamos nunca parecia ser o bastante.

_E-e-eu... Eu t-t-te amo... – falei, entre um gemido e outro.

_E-e-e-eu... Eu t-t-também t-t-e amo... – respondeu ele, mal conseguindo falar.

Ele só aumentava a velocidade cada vez mais e mais, deixando-me louca. Eu não iria aguentar por muito mais tempo. E eu sabia que ele também não iria. Naquela loucura imensa, de repente, fui atingida por uma onda incontrolável de prazer. Gemi longa e profundamente, enquanto puxava de leve os cabelos dele. Ele também parecia ter a mesma sensação, pois gemeu tanto quanto eu, apertando-me fortemente contra ele, enquanto ejaculava. Nós dois chegamos ao ápice. E ao mesmo tempo! Aquele momento foi simplesmente maravilhoso. Curtimos aquela perfeita loucura por alguns segundos, até que aquela sensação de tirar o fôlego já estava passando. Depois, os nossos movimentos foram se desacelerando aos poucos.

Ele, então, saiu de dentro de mim e se deitou ao meu lado.

_Eu nem acredito no que aconteceu agora – falei, sorrindo, bem vermelha, enquanto olhava bem no fundo dos olhos dele.

Ele chupou o lóbulo da minha orelha e disse:

_Foi bom, não foi?

Eu fiquei ainda mais vermelha.

_Foi sim – falei, um pouco envergonhada.

_Eu sempre sonhei com esse dia... – disse ele, ao pé do meu ouvido.

_Eu também... Esse momento foi muito especial pra mim. – falei.

_Pra mim também. – respondeu ele.

Assim, nós ficamos em silêncio, até que adormecemos.

Algumas horas se passaram. Ele acordou primeiro e soprou levemente no meu rosto, fazendo-me acordar também. Quando eu me dei conta de que estava nua, morri de vergonha e tentei me cobrir com a neve. Ele riu da minha atitude e disse:

_Não precisa ter vergonha, amor... Nós dois sabemos muito bem o que fizemos... – eu fiquei ainda mais vermelha – E foi maravilhoso...

_É... – falei, sem jeito – Você... Você me fez sentir um prazer que eu nunca havia experimentado antes.

Ele sorriu de um jeito travesso, se achando o foda. Eu, então dei um tapinha no rosto dele.

_Mas não é pra você ficar se achando! – falei.

Ele deu uma risada. Eu acabei rindo também.

_Eu preciso te mostrar uma coisa... – disse ele.

_O que é?

Ele, assim, me mostrou um lindo coração de gelo que ele mesmo tinha esculpido. Nele, estavam escritas as nossas iniciais: J.F. e R.F.

_Eu fiz enquanto você estava dormindo! – disse ele.

_Que lindo! – falei.

_Eu te amo, Roberta!

_Eu também te amo – falei, beijando-o profundamente.

Nós, então, vestimos as nossas roupas e fomos para a fábrica do Norte. E lá estavam os guardiões.

_E aí? – disse o Norte – Vocês sumiram!

_Ah... – falei – Eu consegui libertar o Breu das sombras...

_Sério mesmo? – disse a Fada do Dente.

_Sim! – falei – Agora ele está com a Íris, a garota que ele amava quando ainda não era o Breu.

_Que lindo! – disse a fada.

_Mas... E o Jack Frost? Por que ele está com você? – perguntou o Coelhão.

_Nós fomos é... Passear – disse, bem vermelha.

_Hum, aí tem... – disse o Coelhão – Ah, uma marca de chupão no seu pescoço, Roberta! Isso quer dizer que vocês... Vocês...

_Não termina a frase, não termina a frase! – falei, baixinho o suficiente para que só eu ouvisse.

_Vocês transaram? – ok, ele terminou a frase.

_An... Isso é assunto nosso, está bem? – falei.

_Esses jovens safados não perdem tempo mesmo... – disse ele, rindo.

O Sandman parecia bem envergonhado com a situação.

_Coelhão... – disse o Jack Frost – Você fala demais!

_Oh, desculpa Jack Safadão Frost! – disse ele.

Ai, que vergonha! Esse Coelhão sabe mesmo como importunar...

Mas enfim, o que importa é que a minha primeira vez foi simplesmente maravilhosa e eu nunca vou esquecer. Eu perdi a virgindade somente quando eu estava realmente preparada para isso e eu não me arrependi nem um pouco do que eu fiz.

Senti-me orgulhosa de mim mesma. E feliz.

Plenamente feliz.

Notas finais
Nossa, eu nem acredito que eu escrevi isso :x Minha nossa, como eu sou pervertida, ai que vergonha!