Notas iniciais
E aí, gente? Tudo bem? Eu estou adorando os comentários de todos vocês :D Pois então, esse capítulo está bem legal. Aproveitem!

Aquilo era demais para mim. Como se não bastasse ter tantos problemas em minhas mãos para resolver, ainda tinha que ouvir um “eu te amo” de alguém como o Breu. Desmaiar foi o máximo que eu pude fazer. Foi difícil demais ouvir aquilo. Quando eu despertei, eu estava nos braços do Breu. Ah não, que coisa ridícula. Afastei-me dele e perguntei:

_Muito bem, você pode me explicar essa palhaçada?

_Que palhaçada?

_Qual é? Agora você vai bancar o desentendido? Pois não me venha com essa, porque essa história de se fazer de bobo já é velha. Explique-me essa história direito. Se eu ouvi claramente, você disse que me ama, certo? Então, diga-me logo o que você quis dizer com isso!

_Você é retardada por acaso? Olha, eu acho que eu não poderia ter sido mais claro!

_E você precisava ter acertado um raio no meu namorado para declarar uma paixão? Seu idiota!

_Em primeiro lugar, idiota é a sua avó! E em segundo lugar, sim, eu precisava fazer isso, afinal como eu poderia dizer o que eu sentia com o seu namorado por perto? Então, eu resolvi dar um jeitinho nele para que eu pudesse falar com você em paz. Mas não se preocupe, porque esse raio não o prejudicará em nada. O Jack Frost apenas ficará desacordado por algumas horas. Se eu quisesse realmente matá-lo, já teria feito isso há muito, há muito tempo mesmo. É que por enquanto eu só estou brincando com a cara de vocês. Porém, enfim, no natal vocês verão mesmo todo o meu poder. E é aí que a cobra vai fumar! Ah se vai!

_Está bem, chega! Eu já sei que você nos reservará uma surpresa para o natal e blá, blá, blá, blá, blá, blá... Agora para de mudar de assunto e vá direto ao ponto: Você me ama por quê?

_Ah não! Eu não vou explicar nada! Você sabe mais do que ninguém que eu não sou muito bom em lidar com os meus sentimentos!

_Pois agora você vai ter que dar um jeito de dizer alguma coisa! Se você começou a falar, agora você vai ter que terminar! Eu fui bem clara?

_Você não me diz o que fazer!

_Ah, mas você é um cara insuportável mesmo! Vamos logo, me explica logo essa história, porque eu tenho mais o que fazer, além de ficar olhando pra essa sua cara de tonto!

_Depois eu que sou insuportável!

_O que você disse?

_Nada...

_Então, fala logo o que você sente. Essa é a sua última chance de dizer o que está acontecendo, senão eu vou embora.

_Está bem, está bem! Chega de enrolação! Eu vou te explicar tudo. É... Bom... Por onde eu começo? Hum... – Ele permaneceu uns dois minutos pensando. Como ele era patético! – Sabe aquele dia em que a gente brincou de amarelinha?

_Sei. E daí? – falei, já com a cara amarrada.

_Bom... Eu gostei, aquilo foi legal... E você sabe... É difícil, para alguém como eu, expressar qualquer indício de felicidade. E naquele dia eu... Tipo assim... Eu me senti feliz, como eu nunca havia me sentido antes! Aquilo foi tipo assim, mágica, você entende?

_Eu não faço mágica – disse, ríspida.

_Você poderia pelo menos fingir que está gostando da conversa?

_Você sempre me trata mal. Por que eu não posso fazer o mesmo?

_Ah, está bem, agora você me pegou! Tudo bem, esquece isso! Agora, deixe-me continuar o meu raciocínio... É que... O seu jeito de ser me lembra um pouco o da garota que eu amava. Ela era igual a você... Meio nervosinha, mas ao mesmo tempo incrível! Eu, então, comecei a pensar em você depois que você foi embora. Eu não conseguia tirar esse seu sorriso da minha cabeça! Eu estava me sentindo um estúpido! Assim, eu tentei me dedicar a outras atividades para me distrair. Bolei um plano para estragar o natal desse ano e um feitiço para te controlar e destruir os outros guardiões. Você sabe, quando um sentimento bom me invade, eu sempre arrumo um jeito de tirá-lo da minha cabeça bolando planos malignos, afinal eu não posso me desviar do meu propósito inicial que é assustar as crianças. Mas mesmo assim eu não consegui te esquecer! Eu fiquei maluco com essa história, então eu resolvi falar com você o que eu estava sentindo. Não leve a mal, eu sou um besta mesmo. Até parece que você ia querer alguém como eu!

_Ainda bem que você sabe...

_Por que você está me tratando assim?

_Eu já estou cansada disso! Você não me deixa em paz com o meu namorado e está sempre me perseguindo! É assim que você quer demonstrar o seu amor?

_Desculpa...

_Pelo quê?

_Por tudo... Por ter matado os seus pais, por ter usado aquele feitiço em você, por te perseguir, por não te deixar em paz com o Jack Frost...

_Eu não vou ser falsa com você... Eu simplesmente não consigo te perdoar... Para isso é necessário tempo... Muito tempo...

_Eu te entendo... – disse, fazendo carinho em meus cabelos, enquanto olhava nos meus olhos.

_Enfim, agora que tudo já foi esclarecido – falei, enquanto me afastava dele – Eu vou embora, está bem?

_Já?

_Eu preciso pôr o meu namorado para descansar. Ele está desacordado, você se lembra?

_Por que você o ama?

_Algumas coisas são simplesmente inexplicáveis, Breu.

_Eu não quero que você fique com ele!

_E quem é você para me impedir?

_Eu sou o Bicho Papão! E isso não vai ficar assim! Eu vou acabar com o natal, com as crianças, com os guardiões, com você!

_É assim que você ama alguém? – falei isso e pus o Jack Frost desacordado em meus braços, já voando em direção ao Polo Norte.

_Roberta, me perdoa! – disse o Breu.

_Perdoar não é tão fácil assim, desculpa!– e fui embora.

Cheguei à fábrica do Papai Noel. Lá, o Jack Frost acordou. Não tinha nenhum guardião na fábrica, somente os yetis e os duendes.

_O que aconteceu, Roberta? – disse ele.

_Você foi atingido por um raio que o Breu produziu. Mas isso não teve nenhum efeito negativo em você, ainda bem...

_Foi só isso mesmo, Roberta? Você está escondendo algo...

_O Breu, ele... – Naquele momento eu tive vontade de chorar, mas segurei uma pequena lágrima que queria insistentemente escorrer pelo meu olho esquerdo – Ele... Depois que ele te atingiu... Ele... Ele... Ele disse que me amava...

_O quê? Isso não é possível!

_Eu estou perplexa... Ele disse que eu me parecia muito com uma garota que ele amava quando ainda não era o Breu. Ele, então me pediu perdão por tudo o que ele já me fez. Aquilo foi muito estranho!

_E o que você disse?

_Eu disse que eu precisava de muito tempo para conseguir perdoá-lo. Porém, de uma coisa eu tenho certeza: Ele realmente me ama. Mas eu não o amo. Porém, ele está revoltado com isso e pouco antes de eu ir embora, ele disse que se vingaria, destruindo o natal e eu também.

_Nossa, que situação delicada...

_Realmente...

_Mas... Você não o ama, certo?

_Ah não... Essa já foi demais. Você está maluco? Não vai me dizer que você está com ciúmes do Breu?

_Eu estou sim. Eu cuido de quem eu amo! E só eu tenho a permissão de mexer com o seu coração!

_Você não precisa ter ciúmes do Breu. Você tem que entender que a única pessoa que eu amo é você!

_Ah, eu também te amo, minha capetinha!

Fiz uma careta, sorrindo de um jeito idiota. Ele fez o mesmo.

Ele então me deu mais um daqueles beijos gelados que eu adorava. O toque dele era tão frio quanto a neve que ele produzia, mas eu adorava aquilo. Nós nos deitamos no chão e continuamos nos beijando. Ele parecia cada vez mais instigado e eu também. Alguns segundos se passaram, quando o beijo terminou. Nós estávamos ofegantes. Eu estava corada. Eu não conseguia acreditar que eu já tinha beijado o Jack Frost várias vezes e ainda assim continuava sentindo vergonha disso. Ele sorriu e disse:

_Não fica assim, isso é tão bom, vai dizer que você não gosta? – disse, chupando o lóbulo da minha orelha.

Aquilo me deixou mais vermelha ainda.

_Ai, para de me provocar... – falei, envergonhada.

_Eu amo te provocar! – disse, passando as suas mãos geladas nas minhas pernas, deixando-me louca.

_Calma, apressadinho! – falei, em tom de brincadeira.

_Desculpa, é que você só me faz querer mais e mais. Você me leva ao paraíso de um jeito que ninguém consegue fazer!

_Ah, que nada... – comentei, vermelha.

_Eu te amo demais!

_Eu te amo mais ainda!

E nos beijamos alucinadamente.

De repente, nós ouvimos alguém entrar na sala: O Breu!

_Ah, não, por favor! Mas que cena horrível! – disse ele – Sinceramente, Jack Frost, você me dá nojo!

_Você só está com ciúmes porque ela é minha e não sua! – respondeu o Jack Frost.

_Talvez. Mas saiba que quem ri por último ri melhor...

_Cala a boca!

_E se eu não quiser?

_Parem! – gritei – Breu, saia daqui!

_O quê? Por que eu tenho que sair?

_Porque você é um chato de galocha! Para de caçar confusão!

Ele, então, dirigiu-se a saída, dizendo:

_Eu vou embora, mas... Grave as minhas palavras, Jack Frost, ela será minha! Minha!

O Jack Frost tentou acertá-lo com uma rajada de gelo, mas não conseguiu, pois o Breu desapareceu no ar antes que pudesse ser atingido.

_Ela nunca será sua, seu filho da pu...

_Calma! – falei – Enquanto eu estiver consciente dos meus atos, jamais te deixarei para ficar com ele!

_Você promete?

_Eu prometo, seu bobo!

_Sua boba!

E nos beijamos.

Notas finais
Essa paixão do Breu dá medo '-' Continuem acompanhando! Daqui a alguns capítulos vocês descobrirão qual é o plano maligno do Breu para arruinar o natal, além de mais alguns detalhes sobre o seu passado. Recomendações, por favor XD.