Com o passar dos dias os garotos começaram a sentir mais a vontade em Hogwarts. Passavam a maior parte do tempo livre na Sala Particular estudando e praticando. A amizade de Alvo e Rose com Escórpio também ganhava novos contornos a medida que se conheciam melhor. Devido não conseguir tirar o cheiro estranho da sua poltrona Alvo passou a deitar nas almofadas para ler ou simplesmente ficar de bobeira. Nessas horas pensava desde achar uma maneira de provar que Neff era protegido de Slughorn, até nas historia que os fantasmas que os visitavam com freqüência contavam. Também observava Escórpio e Rose conversando; os dois pareciam nunca esgotar uma conversa.

– Vocês acham que Guily e sua turma esperavam morrer do jeito que morreram? – perguntou numa noite a Escórpio e Rose.

– Não, acho ninguém espera. – respondeu Rose.

– Será que eles fizeram tudo o que gostariam de fazer quando estavam vivos?

– O que foi Alvo?

– Não sei... isso me veio à cabeça. Tem tantas coisas que eu gostaria de fazer e não tive chance ainda. E vocês?

– Eu gostaria de voar num hipogrifo! – respondeu Escórpio.

– Quero ir para Florença; meus pais dizem que é lindo por lá.

– Eu quero beijar uma garota. Meu irmão disse que a melhor coisa do mundo. O que você acha Escórpio?

– Bem... Rose começou a rir. – O que? – perguntou Escórpio.

– Você está subestimando nosso amigo. – disse Alvo piscando para Escórpio. – Ele tem muita experiência.

– Certo...

– Você precisa me dar algumas instruções sobre garotas. Quando eu conhecer alguma estarei preparado.

– E eu sou o que? Um gorila?

– Você é minha prima! Se fosse um gorila não faria diferença pra mim. Não acredito Escórpio! Você não contou a Rose sobre sua namorada? Rose riu ainda mais. – Você não acredita? Ele tem a foto; os dois de mãos dadas! Não é Escórpio?!

– Sério? – perguntou Rose parando de rir, mas ainda achando graça.

– Tenho a foto! – respondeu Escórpio começando a corar, mas tentando se mostrar orgulhoso.

– Estou dizendo!

– Ah, é? Como é sua namorada?

– Como assim?

– Qual a idade dela? Onde ela estuda? Ela tem nome?

– O nome dela é Agnetha e estuda em Beauxbatons. – respondeu Escórpio fingindo estar ofendido. – Você está duvidando? Pois vou escrever para minha mãe mandar a foto.

– Certo! Vou pedir algumas para minha mãe; você também Alvo.

– Tudo bem. Preciso mesmo de peças de xadrez novas; senão nunca vou vencer nenhum de vocês.

Os dois garotos riam, mas Rose ainda não levara a serio Escórpio ter uma namorada mais velha. Soava ridículo demais, estranho demais. Dias depois todos receberam pacotes de casa. Alvo tomou a foto da mão de Escórpio.

– Ela é mesmo bonita. – disse Alvo passando a foto para Rose. Rose olhou a foto curiosa; a garota era realmente bonita e sorria de mãos dadas com Escórpio, mas ele dava um sorriso amarelo.

– Bom, tenho que ir para sala do prof. Kassin. Tenho muito o que fazer – disse devolvendo a foto – ah, e vou direto para o dormitório; vou procurar meu broche.

Assim que Rose saiu Alvo caiu na gargalhada.

– Viu a cara que ela fez? Quem mandou rir de nós? Como se ela tivesse muuuita experiência. O único cara que chegou perto dela o bastante foi o Neffasto!

– Depois você conta a verdade pra ela, certo?

– Claro, Escórpio!Relaxe... foi só uma brincadeira e não vai passar disso! – respondeu Alvo ainda rindo muito.

Escórpio pegou algumas fotos da pilha de Alvo; Rose aparecia em algumas; acenando ou pulando no lago junto com o irmão. Ela não parecia em nada com um gorila.

Na sala do professor de Transfiguração Rose e Cinthia separavam testes para o professor corrigir; as duas mal humoradas. O professor parou de arrumar pequenos objetos em cima da lareira e as deixou para conversar com Flitwick e Neville; ouviam as vozes e as risadas vindas do corredor. Rose sentia muita raiva de Cinthia; tinha certeza que se estivesse sozinha a situação seria diferente. Depois que terminaram o professor as dispensou mais uma vez muito formal. Rose acabou seguindo aborrecida para Torre da Grifinória atrás de Cinthia.

– Agnetha. Que tipo de nome é esse? – murmurou virando o malão sobre a cama.

– Perdeu alguma coisa Rose? – perguntou Camile.

– Sim, um presente que meus pais me deram. Podia jurar que o trouxe.

– Monitora, quero fazer uma reclamação. – disse Cinthia se juntando a elas. – Uma coberta sumiu da minha mala. Minha avó me deu para o inverno. E não a encontro. Alguém mexeu nas minhas coisas.

– Estranho. Vocês não são as primeiras a dar falta de algum pertence.

– Podem ter sido os elfos. – sugeriu Cinthia.

– Não pegam nada sem autorização. – respondeu Rose.

– Isso era antes de saberem o valor das coisas. Agora, graças a sua mãe, eles sabem.

– Não fale da minha mãe! – disse Rose zangada.

– Parem. – mandou Camile. – Vocês deram falta de suas coisas só agora?

– Sim, por quê?

– Porque não são coisas que usamos diariamente, podem ter sumido faz tempo. – Rose respondeu impaciente. – A menos que você se cubra no verão.

– Vou verificar e aviso vocês e nada de discussões no dormitório. – disse Camile deixando as duas garotas se encarando.

Nos dia seguinte durante as aulas de voo Rose contou aos meninos que o prof. Kassin não ficava na sala durante o tempo.

– Talvez seja por isso que ele precisasse de uma assistente. Ele quer fazer outras coisas e andava muito ocupado. – respondeu Escórpio.

– Vocês não acharam mesmo que iam ficar lá conversando com ele? Acharam? – perguntou Alvo rindo.

– Não! Claro que não, mas achei que ele estaria mais presente. Se aquela idiota não estivesse lá o tempo todo com a gente... E era pra ser assistente e não assistentes!

– E poderíamos pegar o Pó de Flu e voltar à sala de Slughorn.

– É! Alvo! É isso exatamente o que Rose tem em mente. – respondeu Escórpio.

Madame Hooch não ligava para a formação dos alunos então podiam ficar juntos e conversar. Estavam aprendendo a pousar a vassoura com segurança.

– Escórpio, por que não me contou sobre sua namorada? – Rose perguntou quando chegou a vez de Alvo subir na vassoura.

– Contei para Alvo quando estávamos na enfermaria e... não é uma coisa que mencione sempre. Pra falar a verdade Rose foi...

– Eu não ia rir de você; eu riria de Alvo, mas nunca de você.

– Obrigado.

– Você pode me contar qualquer coisa... se quiser...

– Você também.

– Não que eu nunca vá rir de você.

– Eu também não prometo nunca rir de você, mas sempre poderemos rir de Alvo juntos.

– Combinado. – disse Rose sorrindo.

Na noite do Halloween o Salão Principal estava todo decorado com esqueletos dançantes, caldeirões cheios de ponche de vários sabores, abóboras recheadas de vários tipos de doces. A festa estava animada e prometia continuar no Salão Comunal das Casas noite adentro. Alheios a tudo isso no quarto andar numa sala secreta na Biblioteca os três amigos deitados no chão olhavam fotografias.

– Essa é A Toca – disse Alvo passando uma foto para Escórpio – a casa dos nossos avós. Essa é minha mãe e minha irmã. Esse meu pai.

– Você é mesmo a cara dele! – respondeu Escórpio e apontou uma das fotos na mão de Rose. – Esses são meus amigos Alak e Lutz; os pais deles são amigos dos meus. Veja o meu pai; aqui estávamos numa praia na França. Eu tinha uns seis anos. Na foto Escórpio pulava espirrando água no pai. Rose observou a foto por muito tempo.

– Esse é nosso tio Jorge. – mostrou Rose em outra foto. – Você precisa ir com a gente na Gemialidades Weasley.

– É o melhor lugar para comprar bombas de bosta de dragão e fogos fedorentos. – disse Alvo.

– Ah, veja esse somos nós no lago atrás da Toca. – apontou Rose. – Esse é meu irmão Hugo. Ele é completamente doido.

– E você o adora. – disse Escórpio rindo.

– Perdida e completamente. Ah, essa é minha mãe. Ela não é linda?

– Bem bonita sim, me lembro de tê-la visto no dia do embarque. Lembro de vocês olhando para nós. Sobre o que conversavam?

– Nada! – respondeu Rose depressa e olhou para o primo, mas Alvo talvez não se lembrasse do que falavam de Escórpio naquele momento.

– Tia Hermione ficou contente por você ter passado no teste Rose; mandou até penas novas.

– Acho que ficou mais feliz quando escrevi pedindo as fotos. Eu disse que era para mostrar a um amigo.

– O que é isso Escórpio? – perguntou Alvo apontando para um bloco dentro da caixa que estavam às fotos.

– Ah, isso é bem interessante. Você desenha uma pessoa e o desenho muda de cor; cada cor representa o que a pessoa está sentindo no momento: felicidade, dor, raiva e por ai vai. Só funciona com pessoas relativamente perto.

Alvo se encolheu num canto e começou a desenhar; desenhou o tronco, braços, cabelo comprido e colocou o nome da prima embaixo. O desenho ficou vermelho e na tabela do lado significava que a prima estava satisfeita. Escórpio estava verde (curioso). Ele mesmo estava azul (fome). Observando os dois amigos via que as cores de ambos ia mudando conforme a conversa mudava também.

– Escórpio na tabela não tem a cinza. – perguntou Alvo.

– Cinza?

– É, desenhei meu irmão e ele está todo cinza. Escórpio ficou de pé e pegou o bloco da mão de Alvo e o virou. Na parte de trás estava a tabela de cores que representavam coisas negativas.

– Cinza significa medo. Temos que achar seu irmão.

Quando chegaram ao Salão Principal correram os olhos para tentar localizar Tiago. Camile veio correndo até eles.

– Onde vocês estavam? Procuramos vocês por toda a parte?

– Onde está Tiago? – perguntou Alvo.

– O salão está vazio. – observou Escórpio. – Por quê?

– Os monitores estão levando os alunos para os dormitórios; aconteceu alguma coisa nas estufas. Por que querem saber de Tiago?

– Achamos que ele está em apuros. Você o viu? – perguntou Rose aflita.

– Ele estava aqui até agora pouco. Perguntou sobre vocês e eu disse que não os tinha visto pelo castelo.

– Ele está lá fora?! Vamos! – disse Alvo saindo correndo para o jardim acompanhado dos amigos.

– Alvo espere! – gritou Camile. Os garotos viram duas criaturas que pareciam uma ratazana com asas longas como as de um morcego atacando as estufas. Os professores Flitwick, Kassin e Longbottom tentavam contê-los.

– O que são essas coisas? – Alvo perguntou quando finalmente Camile os alcançou.

– Importa? É por isso que temos que voltar para o castelo. Vamos voltar!

– Temos que achar Tiago! Ele deve estar no Hagrid!

A cabana de Hagrid estava sendo atacada por mais duas das estranhas criaturas. Grope do lado de fora tentava pegá-los.

– Tiago está lá dentro com Hagrid! Alvo volte aqui! Escórpio! – Camile gritou para os dois. – Vá buscar ajuda Camile! Chame algum professor! – disse Rose disparando atrás dos meninos. Tiago e Hagrid estavam presos na cabana. Uma das criaturas começou a destruir o telhado. Alvo, Rose e Escórpio surgiram pela porta.

– Mas que diabos vocês estão fazendo aqui! – perguntou Tiago surpreso.

– Viemos salvar vocês! – disse Alvo sacando a varinha.

– Rápido! Entrem na lareira usem o Pó de Flu para voltarem para o castelo. – mandou Hagrid.

– Não Hagrid! Não vou deixá-lo aqui. – gritou Tiago.

– Vão! Hagrid pegou o vasinho onde deixava o Pó de Flu, mas estava quase vazio. Os garotos se olharam extremamente culpados, principalmente Alvo. A janela do lado de Tiago se estilhaçou e uma das criaturas o mordeu no braço. Escórpio lançou labaredas nos olhos da criatura. Os dentes estavam fincados no braço de Tiago; Grope a puxou pela cauda do lado de fora.

– Não Grope! Não o puxe senão vai arrancar o braço de Tiago! – gritou Alvo.

– Minha varinha! Peguem minha varinha! – gritava Tiago. Rose apanhou a vassoura que deixavam com Hagrid e bateu com toda força na cabeça da criatura. Hagrid segurou a cabeça do bicho.

– Quando eu abrir vocês dois tiram o braço dele!

Escórpio e Rose puxaram o braço ensanguentado de Tiago. Grope pode então puxar a cauda jogá-lo para longe. Ouviram um baque; outras criaturas bateram em alguma coisa; Hagrid e os garotos viram Kassin e Neville do lado de fora; os dois lançaram um feitiço escudo em volta da cabana.

– Hagrid tire as crianças daqui e entregue os morcegos! – disse Neville.

– Por quê?

– Porque é isso que essas coisas comem – disse Kassin – e pensam que vocês têm um estoque deles!

Hagrid localizou o único morcego que tinha ficado com ele num canto da cabana; o colocou na gaiola e jogou para Neville. O ´professor correu com a gaiola o mais próximo possível da floresta sendo seguido de perto; abriu a gaiola e o morcego se embrenhou na floresta; as criaturas o seguiram e todos sumiram de vista.

Com Tiago sobre os ombros Hagrid saiu da cabana acompanhado dos garotos.

Na enfermaria Tiago estava com o braço esquerdo enfaixado. Um grupo de amigos queria noticias, mas Madame Pomfrey permitiu só Rose, Victorie e Alvo vê-lo. Alvo contou ao irmão sobre o bloco mágico de Escórpio e como o amigo ajudara a salvá-lo. Tiago ficou calado e só depois de Rose insistir muito que dissesse alguma coisa o garoto afirmou que não estava com medo coisa nenhuma.

– Não fui salvo por um brinquedo! eu nem estava em perigo até vocês chegarem!

Alvo saiu pisando duro sem dizer nada.

– Vocês são teimosos demais. – comentou Rose cansada.

– Rose, você pode dizer às pessoas que estão aí fora que estou bem?

– Claro. Vou dizer. Quando abriu a cortina Rose viu Camile atrás do grupo de amigos do primo. Parecia muito nervosa por mais que tentasse acalmar os outros. Rose reparou que, enquanto Madame Pomfrey fechava a cortina, a garota acompanhava Tiago com o olhar por cima do grupo como se quisesse aproveitar cada segundo.

– Ele está bem! – disse Rose passando pelo grupo até chegar em Camile. – Ele está realmente bem.

O corpo de uma das criaturas foi levado a Sala dos Professores.

– Esse garoto que foi mordido não sabe a sorte que teve. – disse a profª Grubbly-Plank.

– Tiago Potter estava entre essa coisa e seu prato favorito; um dos morcegos que vieram do Peru. – disse Flitwick.

– Natureza – disse a professora Grubbly-Plank ajeitando os óculos – quando alguma coisa muda....

– Os morcegos se alimentam do pólen das flores de Neville e essas ratazanas se alimentam deles? – perguntou Kassin.

– É isso mesmo. – concordou a professora.

– Sinto muito Neville, mas você vai ter que se desfazer das Flores Astrais. – disse a diretora McGonagall.

– Diretora, levei muito tempo pra conseguir as sementes. Essas flores são muito raras e poderosas; vou mudá-las de lugar e aumentar a segurança. – respondeu Neville nervoso.

– Estudar sobre essas flores também inclui a o papel delas no meio ambiente. Era o que devia ter feito! Se desfaça delas o mais rápido possível! Não vale o risco e o programa de Herbologia já é bem completo! – disse a diretora McGonagall num tom definitivo que Neville conhecia desde criança.

Quando a maioria deixou a sala; a profª Duggan, que se manteve em silêncio até aquele momento, parecia mais zangada que Neville.

– Não foi sua culpa Neville! McGonagall deixou os morcegos ficarem! Você arriscou a vida para salvar Tiago Potter hoje. Não foi só Kassin!

– Foi muito injusto! – disse Neville. – Tinha muitos planos para essas flores.

– Daremos um jeito Neville.

– Você ouviu McGonagall.

– Sim... mas daremos um jeito.

– Se tivesse acontecido o pior justo com o filho de Harry! Não me perdoaria!

– Ele está ferido porque estava no lugar errado na hora errada! Não é sua culpa! Olhe para mim – disse a professora acariciando o rosto de Neville – daremos um jeito. Você só quis acrescentar ao velho programa de Herbologia. Não deixe McGonagall diminuir sua grande ideia; ela faz isso comigo desde que me tornei professora. Nada parece agradá-la. Ninguém parece agradá-la nessa escola que não tenha quase cem anos!

– Daremos um jeito! – concordou Neville beijando a namorada.

Rose esperou por Camile no Salão Comunal da Grifinória. A garota chegou carregando três livros bem pesados já bem tarde da noite.

– Você devia estar na cama Rose.

– Só queria lhe agradecer.

– Não fiz nada... – disse Camile sentado numa poltrona.

– Foi Tiago, não foi? – Rose disse encarando Camile.

– O que? Tiago o que?

– Pedi a ele que procurasse por Alvo no Mapa do Maroto, mas ele disse não. Já não estava com ele; está com você. Foi assim que nos livramos dos corredores lotados no caminho para aula de DCAT aquela manha! E quando nos ajudou na detenção; você sabia que não estávamos na biblioteca; viu que a profª Duggan já estava de volta ao castelo e a caminho para nos ver. E hoje você não nos achou no mapa e Tiago saiu para nos procurar na casa de Hagrid.

– Tiago nunca deixaria alguém tocar naquele mapa.

– Só se ele confiasse ou gostasse muito desse alguém.

– Cuidar de vocês é minha obrigação. Rose leu a capa de um dos livros que Camile segurava.

– Você cuida muito bem; tanto que vai pesquisar sobre Criaturas da América do Sul. Madame Pomfrey disse que a mordida daquele bicho não é venenosa ou contagiosa, mas você tem que ter certeza, não é?

– Você se esqueceu da cabana de Hagrid – disse Camile astutamente – nós arrumamos a bagunça que fizeram. Só faltou mais Pó de Flu... que sabe lá Deus pra que usaram!

Rose corou.

– Desculpe.

– Por favor, não comente com ninguém. Sobre isso – disse Camile apontando os livros – e sobre Tiago. É difícil explicar.

– Conheço meu primo e sei que ele pode ser adorável num minuto e no outro...

– Você tem uma boa intuição Rose.

– Obrigada. Isso é normal não é?

– Sim, muito! Mas não ande por aí pelo castelo.

– Conhecemos bem o castelo já.

– Também achei que conhecesse.

Victorie se juntou a elas e Camile parou de falar.

– Que festa, não? Esqueletos, doces, criaturas atacando as estufas... – disse sorrindo.

– Ouvi dizer que as festas Hogwarts eram agitadas, mas não pensei que fossem tanto. Ainda bem que vamos para casa no Natal. – disse Rose bocejando.

Durante a semana Tiago finalmente chamou Alvo para treinar com o time.

– Não espere pra pegar o pomo. Esse time é muito fraco; ano que vem talvez a gente melhore. Esse ano é da Corvinal sem duvida então vamos tentar perder de menos possível.

– E o jogador que me substituiu como apanhador?

– Ele fez o teste contra você; ele vai me substituir. Vai demorar pra eu poder voar de novo. Um rato gigante mordeu meu braço.

Os irmãos caminhavam juntos.

– Então, aquele cara que anda com você e Rose.

– Escórpio. Diga o nome dele, não é um tabu.

– Esse cara. Ele vai fazer teste ano que vem para o time da Sonserina? Os Malfoy costumam entrar.

– Batedor. Ele é bom. Por quê?

– Só curiosidade. Falando nele...

Escórpio passou com Rose a caminho do Salão Principal.

– Preciso ir. – disse Alvo com pressa correndo atrás dos dois.

– Crianças... – comentou Tiago mudando o caminho. Foi até a entrada do Salão Comunal da Sonserina e pediu a uma aluna que ia entrando para fazer a gentileza de chamar o capitão do time de quadribol. O garoto veio logo e convidou Tiago para entrar.

– Eu soube do seu acidente. Tudo bem agora?

– Estou bem melhor, obrigado! Tem alguém que vai deixar o time ano que vem?

– A maioria vai ser formar.

– Algum batedor?

– Sim.

– Escute... Queria lhe pedir um favor...

– Ah, Alvo estou tão feliz por você e Tiago terem voltado às boas! – disse Rose ao primo enquanto iam para a cabana de Hagrid.

– Só estou de volta ao time Rose. Fora isso tudo continua igual.

– Como pode continuar? Óbvio que ele estava te procurando no Halloween. – disse Escórpio.

– A Sala Particular não aparece no Mapa do Maroto. Por isso ele foi até a cabana de Hagrid. – disse Rose. – Tiago estava preocupado com você! Como você ficou preocupado com ele!

– Vai começar a chover. – disse Alvo colocando a capa e mudando de assunto. – Hagrid deve estar chateado por causa do morcego. Quem sabe damos outro um pra ele no natal? Um que não atraia monstros pelo menos.

Hagrid estava do lado de fora da cabana na companhia de Flitwick e Kassin. Os três conversavam sobre Grope e tomavam uísque de fogo. Os garotos pararam a atrás de uma arvore.

– Você sabe se gigantes têm uma percepção diferente das coisas Hagrid? – perguntou Kassin agachado enchendo o copo de Flitwick.

– Você é uma das poucas pessoas que conheço que tem simpatia por gigantes. – respondeu Hagrid.

– Gosto de entender criaturas; menos lobisomens. Grope parece incomodado e não zangado ou qualquer coisa parecida. Talvez sinta dor?

– Ele diria. Ele se expressa muito bem. Eu o entendo e vocês também!

– Sim, mas ele não fala. É como voltasse atrás – comentou Flitwick – como se voltasse a ser... gigante.

– Como assim? – perguntou Hagrid – Acham que Grope está regredindo? Impossível

– Grubbly-Plank acha...

– O que a profª Duggan acha? Confio mais na opinião de Elizabeth!

– A profª Duggan gosta de entender criaturas também, mas mais pelo lado de dentro... Neville me contou. – disse Flitwick.

Kassin terminou sua bebida e fez o copo desaparecer.

– McGonagall não justa com ele. Neville não podia prever o que aconteceu. Sabemos pouca coisa sobre aquelas flores e foi por isso que ele se propôs a estudá-las! Pagou do próprio bolso para trazê-las para cá!

– Você acha Kassin que essas ratazanas são comida de alguma coisa maior? – perguntou Hagrid.

– Estanho – murmurou Alvo – geralmente Hagrid fica feliz da vida quando tem a chance de conhecer uma nova criatura, mas não parece agora... Rose fez sinal para que ele se calasse, pois acabara de ouvir seus nomes

. – Eles apareceram do nada para ajudar! – contou Hagrid. – Alvo é a imagem do pai. E esse garoto Malfoy é uma surpresa e tanto.

– A Srta. Weasley é talentosa como a mãe, mas, não tão esforçada devo dizer. – comentou Flitwick.

– Como eles são fofoqueiros! – reclamou Rose e Alvo fez sinal para ela se calar.

– A srta. Weasley poderia estar no meio de uma multidão e ainda assim eu a reconheceria; ela tem os olhos da mãe. – disse Kassin olhando a floresta.

Rose comentou com os meninos quando voltaram para o castelo, sem falarem com Hagrid, que Kassin contou que já tinha visto a mãe dela uma vez.

– Ele olhou por um bom tempo para os olhos da sua tia. – comentou Escórpio com Alvo.

– É... ou como poderia comparar?