A Nova Geração - Hogwarts ano I
9 Sob a Lua
Durante a semana aconteceria a primeira aula de astronomia. E seria para todos os anos; embora opcional para o quinto ano em diante a Torre de Astronomia estava lotada.
– Não dá para separar o céu em turmas – disse profª Sinistra ao grupo. – Prestem atenção! Há uma razão por tantas coisas acontecerem sob a luz da lua. A luz da Lua ou luar...
– Muita coisa aconteceu comigo sob a luz da Lua – disse Tiago cutucando o irmão. – Garotas adoram olhar para o céu. Alvo não disse nada, mas reparou que o irmão tinha razão. A maioria das garotas nem olhava pelo telescópio; Rose olhava para o céu de braços cruzados. Ao lado de Tiago, Camile fazia a mesma coisa.
– No que será que elas estão pensando? – perguntou mais para si mesmo do que para o irmão.
– Não sei, mas essa é uma boa hora para isso. Fingindo se espreguiçar Tiago levantou os braços e colocou a mão levemente nas costas de Camile. A garota olhou pra ele e sorriu; depois tornou a observar o céu. Tiago deu uma piscada para o irmão. Naquele momento o céu podia desabar que Alvo nem notaria. Olhou para Rose que tirou os olhos do céu por um instante e viu Tiago e Camile; seu olhar cruzou com o de Alvo e ela corou ligeiramente. Alvo parou atrás dela e de Escórpio.
– Não fique zangado, ela nem sabe que você gosta dela. Quando souber...
– Ela vai largar Tiago e ficar comigo? Você acha isso mesmo?
– Por que está dizendo isso? Você é até mais legal que Tiago!
– Rose tem razão! – disse Escórpio.
– Deixa pra lá... – respondeu Alvo se afastando dos amigos. Sentia-se humilhado e infeliz.
– Alvo... – disse Rose tentando ir atrás dele. Escórpio a segurou pela mão. – Deixe-o pensar por um minuto. A professora continuava a explicação; dizia que tiveram sorte por ser uma noite clara de inverno.
– Uma noite clara nessa época do ano é muito rara.
Não era só por causa de Camile que Alvo se sentia infeliz; era por todo o resto. Tinha certeza que o pai já teria chegado a uma conclusão sobre o sumiço das coisas e Slughorn. Não gostava de ser comparado a ele, mas naquele momento sentia que na verdade não chegava aos pés de Harry Potter e sua história em Hogwarts. Lembrou-se do sonho do lobisomem levando Lily; a família o levando para ser criado pelos Dursley. Talvez ele nem merecesse estar em Hogwarts, na Grifinória... Viu Rose e Escórpio esticando o pescoço para verificar se estava bem. Sentiu-se mais fracassado ainda; os arrastara em suas idéias e os colocara em perigo gratuitamente. Fora idiota em se colocar na posição de líder. Quem achava que era? Era um garoto que chegou a Hogwarts morrendo de medo de encontrar testrálios que nem teve coragem de contar aos pais sobre a amizade com Escórpio. Não passava de um idiota que nem estava se saindo bem nas matérias. Um perdedor. Escórpio veio até ele.
– Está deixando Rose preocupada com essa cara.
– Desculpe. Vou ficar bem.
– Silêncio ai atrás! – gritou a profª Sinistra assustando alguns alunos. Os garotos passaram por uma turma do terceiro ano e foram mais para o fundo para poderem conversar. Encontram com Neff e seu grupo.
– Ora, ora faz tempo eu não nos encontramos Srta. Weasley.
– Ora, ora – respondeu Rose – pensamos que tínhamos nos livrado de você!
– Gosto quando você fala assim! Gosto de garotas difíceis.
– Difícil não! Impossível! – retrucou Rose.
– Pra onde vocês estão indo? Não estão pensando em cabular aula, estão? Você Malfoy! Está encrencado comigo, vou denunciá-lo e vai passar uns dias cumprindo detenção refletindo em como é ser um fracassado.
– Fracassado? Você corre atrás de garotas de onze anos...
– Quase doze! – corrigiu Rose.
– Ah sim... você corre atrás de garotas de doze anos e eu que sou um fracassado?
– E as fraldas? Não esqueça as fraldas na Ala Hospitalar! Rose e Escórpio começaram a rir.
– Não gosto da sua família Malfoy – continuou Neff – sempre se achando superior aos outros. Tínhamos o mesmo propósito uma época. Seu pai deve ter comentado com você.
– Seja o que for que você achou que tínhamos em comum já passou; e vocês voltaram a ser o que sempre foram: nada! – disse Escórpio com desprezo. Pela primeira vez Rose o ouviu falar daquele jeito.
– Uau... – deixou escapar.
Neff olhou para Alvo. O garoto estava com a varinha em punho.
– Nossa conversa não acaba aqui Malfoy; vou recomendar a Slughorn que você seja punido por cabular aula.
– Vai se danar! Nem saímos da sala!
A profª Sinistra chegou perto do grupo.
– O que está acontecendo aqui?
– Eles estão cabulando aula!
– Não saímos da sala! – disse Alvo.
– Façam silêncio! – mandou a professora.
Um garoto chegou timidamente perto de Neff e lhe entregou uma pasta. Neff olhou por cima das cabeças a posição da professora; tomou a pasta com violência sem dizer nada e saiu empurrando vários alunos até o centro da sala. O garoto pareceu extremamente aliviado em ver Neff longe e estendeu a mão para Rose.
– Sou Marc Dublin, assistente da profª Duggan. Acho que vamos trabalhar juntos por um tempo.
– Ah, sim vamos! – Rose respondeu.
– O que você entregou ao Neffasto? – perguntou Escórpio.
– Dever de casa de poções. Ele me obrigou a fazer.
– Não entendo... Slughorn sempre gostou de alunos no mínimo brilhantes e nomeou esse paspalho como monitor! – disse Alvo zangado.
A professora liberou os alunos mais de meia noite. Marc os acompanhava conversando com Rose.
– Estou ansioso para trabalharmos juntos; a profª Duggan disse que você é muito inteligente.
– Ela contou que recolhermos toda a bosta do Thuru? – perguntou Alvo.
– Contou que vocês fizeram o trabalho sujo, sim. Aliás, eu deveria ter ido naquele dia, mas tive uma crise de enxaqueca. Bom Rose, nos veremos na sala da profª Duggan.
– Não gosto dele – disse Alvo ainda zangado.
– Por que ele parece normal?
– Ele deve ter algum problema.
– Queria conhecer um garoto normal para variar – murmurou Rose seguindo os meninos.
As aulas começaram exigir mais atenção dos três; os deveres aumentaram e os professores passaram a comentar sobre a proximidade dos exames. Aconselharam que começassem suas revisões. Uma carta estava sendo enviada aos pais de alunos que não entregavam os deveres completos; a carta pedia que os pais tivessem contato mais freqüentes com os filhos. Os alunos dessa lista ficaram conhecidos como alunos médios e para infelicidade de Alvo, Rose e Escórpio uma cópia surrupiada de algum professor foi posta no Salão Comunal de todas as Casas. Mesmo sem terem certeza de sua autenticidade alguns alunos que estavam acima da média não perderam tempo em provocá-los.
– Quem diria Weasley que seu fracasso se tornaria publico desse jeito – disse Cinthia a Rose quando iam para aula de DCAT.
– Não ligue pra ela – disse Escórpio – ela tem inveja de você.
– Por que teria? Ela está certa.
– Não está! – respondeu Escórpio com firmeza antes de se despedir dos amigos e sair espremido pelo corredor.
– Como estão as reuniões com Marc e a profª Duggan? – perguntou Alvo quando a prima se desligou do corredor que Escórpio desaparecera entre a massa de alunos.
– Hã? Ah, muito legais! Melhor que com Kassin. Ele pode desfrutar da companhia de Cinthia à vontade! Vou ficar com ela de agora em diante.
– E o tal Marc? Rose não respondeu, mas o primo deu uma gargalhada.
– Mais um garoto estranho pra sua lista. O que ele faz? Vamos conte ou posso tentar adivinhar?
– Legal que você se anime as minhas custas!
Quando Rose começou a ajudar a profª Duggan; Alvo e Escórpio se revezavam para acompanhá-la tanto na ida como na volta. Embora a garota fosse bem esperta os dois ainda tinham receio que Neff aparecesse. Nessas noites sem a companhia de Rose os dois garotos às vezes davam longos passeios pelos os corredores do castelo fazendo planos para o verão. Numa dessas noites Escórpio contou a Alvo a história recente dos Malfoy. Moravam Versoix, na Suíça. O pai administrava os bens da família; a mãe era astrônoma e muito requisitada pelo Ministério. Quando Escórpio completou onze anos Draco teve receio de mandá-lo para Hogwarts, mas acabou cedendo aos apelos do próprio Escórpio que não queria ir pra Durmstrang de jeito nenhum. Contou que apesar de tudo vivia feliz com os pais e seus novos amigos.
– Não me orgulho do que minha família fez no passado, mas é minha família. E papai diz que já não tem mais contas a prestar a ninguém.
– Entendo – respondeu Alvo pensativo. Depois tomou fôlego e disse pela primeira vez como odiava ser comparado ao pai. – Só fiquei sabendo da importância do que ele fez muito tempo depois. As crianças da minha rua sabiam quem era Harry Potter! Eu só sabia que ele era meu pai. Tiago e Lily não se preocupam com isso; eles são diferentes. Meu irmão usa isso a seu favor e é bom em tudo que faz; minha irmã provavelmente será a garota mais bonita e popular de Hogwarts. Eu sou apenas... eu... não tenho nada de especial. Escórpiotalvez pensassem a mesma coisa sobre si mesmo; eles dois e Rose eram apenas crianças. Já mais seguro e próximo de Escórpio, Alvo contou que seus sentimentos por Camile não haviam mudado.
– É melhor irmos buscar Rose. Marc podia acompanhá-la de vez em quando, mas ela disse que ele sai sempre antes. Encontraram Rose animada ao lado de Marc a porta da sala da profª Duggan.
– Hagrid encontrou o corpo do Thuru!Logo poderemos entrar pra vê-lo!
– Ele disse que o encontrou muito próximo do lugar onde vocês o viram. – disse Marc. Era óbvio que Rose contara a Marc o que tinham feito na floresta. Alvo não ligou, mas Escórpio ficou aborrecido.
A porta se abriu e Neville disse:
– Se ainda não jantaram podem entrar.
O corpo do Thuru estava coberto de folhas, formigas e outros insetos mortos. Fora parcialmente devorado e a profª Duggan o examinava com uma espécie de lupa. O cheiro não era agradável, mas os garotos estavam admirados demais para se deixarem incomodar por esse detalhe.
– Isso não é coisa para crianças! – disse a profª Grubbly-Plank reprovando a atitude de deixar as crianças entrarem.
– Se quiserem podem sair – disse Neville.
– Quero ajudar! – disse Rose se aproximando da mesa. Marc se despediu dos garotos e deu meia volta. A profª Duggan colocou óculos protetores, luvas e passou o mesmo material a Rose, além de uma pinça e um elástico. Simultaneamente as duas prenderam o cabelo num rabo e cavalo e começaram o trabalho de retirar tudo que estivesse preso ao corpo da criatura. Não demorou muito para que todos percebessem a sintonia das duas. Tinham o mesmo ritmo e cuidado. Alvo se virou para comentar isso com Escórpio, mas tanto o amigo quando Neville tinha os olhos pregados na movimentação da professora e sua jovem assistente. Na hora de abrir o estômago do Thuru Rose pediu pra que todos se afastassem.
– Os gases podem ser tóxicos.
– Bem lembrado! – disse Escórpio impressionado.
– Façam o que Rose mandou – disse a professora sem levantar a cabeça. Fazendo o corte uma gosma acinzentada saiu e Rose se apressou a recolhe-la. Depois tirou fotos de tudo que a professora retirou, inclusive uma placa de transito.
– Lixo de beira estrada; ele fez um longo caminho até aqui.
– Cadê as asas dele? – perguntou Escórpio.
– E os dardos venenosos? – acrescentou Alvo. – As asas foram devoradas. Provavelmente por animais menores é a parte mais fina – explicou a professora – os dardos Hagrid conseguiu achar apenas um. Na verdade não são bem dardos; o veneno corre pelas asas até chegar às pontas e formar uma calosidade que se desprende e pode ser disparada em seqüência. O veneno é produzido a partir do que ele come. Com estômago cheio de lixo acho que esse não pôde “fabricar” um veneno forte o bastante para realmente nos fazer mal. – Ele já é bem ruim sem essa parte – disse Alvo.
– Seus pais enfrentaram um bem parecido alguns anos atrás. o Auror Potter nunca lhe disse?
– Não.
– Não imagino o motivo – disse a professora – saiu em muitos jornais. Já comentei com você Neville que...
– Guardou o recorte por muito tempo. Eu me lembro.
– Sim, foi incrível!
A porta da sala se abriu e a diretora McGonagall e Flitwick entraram. McGonagall lançou um olhar de nojo à criatura sobre a mesa e em seguida se dirigiu a Neville: – Vamos ver Grope. Kassin, Tiago Potter e Hagrid estão com ele agora.
– Por isso ele não está aqui... – comentou Rose. – Ver uma criatura tão rara não era o tipo de programa que Hagrid perderia se não tivesse coisas mais importantes pra fazer.
– Ele as prefere vivas – disse Flitwick.
– O que aconteceu com Grope? – perguntou Alvo.
– Kassin está com ele agora – explicou Flitwick aos meninos. – e nos aguarda Neville.
– Elizabeth, quero que tire essa coisa de Hogwarts ainda está noite – a diretora McGonagall disse rispidamente.
– Mas ainda tenho coisas a anotar e a senhora concordou em me deixar ficar com o corpo o tempo que fosse necessário desde que em meu tempo livre e na minha sala.
– Eu sei, mas não achei que você faria uma reunião em torno disto! E nem que seria auxiliada por crianças.
– Estou no meu tempo livre também e disse à professora que queria ajudar – retrucou Rose.
– Professor, nós podemos ver Grope? – pediu Alvo.
– Não agora. O prof. Slughorn vai medicar Grope sempre na hora do almoço; se ele concordar em levá-los... Alvo e Escórpio se olharam preocupados.
– Por favor, prof. Longbottom deixe-nos ir com o senhor agora.
– Sinto muito Alvo, mas não é o momento.
– Mas a diretora disse que meu irmão está lá!
– Elizabeth, você tem até a meia noite para acabar seu trabalho... – avisou a diretora McGonagall – tire essa coisa daqui.
– Não é justo! – protestou Rose e todos olharam para a garota espantados. – A profª Duggan pode escrever um livro realmente interessante sobre essa criatura! E nós a vimos de muito perto.
– Acredito que sim Srta. Weasley – respondeu a diretora – por isso estou dando o tempo que considero justo para que ela termine a tarefa. A professora sabe muito bem os procedimentos do Ministério. Considero sua participação Srta. Weasley nessa atividade, inapropriada sem dizer precoce e inapropriada!
– A senhora já disse...
– Terminem essa noite. Boa noite! – disse McGonagall passando pelos garotos.
– Por que meu irmão pode ver Grope e nós não?
– Sr. Potter... vá para cama – mandou a diretora e saiu fechando a porta atrás de si com tanta forma que Alvo sentiu o chão tremer. Flitwick puxou Neville e os dois professores também saíram. A profª Grubbly-Plank disse para Alvo e Escórpio para irem direto para seus dormitórios.
– Nada de seguirem os professores. Eu estarei de olho!
Quando ficaram a sós a profª Duggan disse a Rose que não devia ter falado daquele jeito com McGonagall.
– Foi uma tolice.
– Desculpe.
– Mesmo assim obrigada por tentar ajudar.
– A senhora me ajudou no teste para auxiliar do prof. Kassin.
– Não, você passou no teste por puro talento.
– O prof. Kassin nem nos contou sobre o que está fazendo por Grope! A senhora sabe o que Grope tem?
– É difícil dizer já que não sabemos muito sobre gigantes e suas possíveis doenças, mas Kassin está fazendo o possível para tentar descobrir. Ele até cogitou ir as montanhas conversar com gigantes a respeito.
– Conhecer um gigante saudável para poder comparar com estado de Grope?
– Genial, não? Mas McGonagall nunca o deixaria ir.
– Mesmo assim eu devia ter me inscrito para ser sua assistente. A senhora é a melhor professora da escola!
– Obrigada. Vindo de você é muito gratificante.
– Por quê? Por causa da minha mãe?
– Não, por que você é muito inteligente, mas podia se sair muito melhor.
– A senhora soube da lista?
– Não se deixe abater por essa bobagem. É só um jeito idiota de tentar classificar as pessoas.
– É.
– Você tem tempo para melhorar Rose.
Já era muito tarde quando a profª Duggan lacrou o corpo do Thuru.
– Pronto. Agora é só mandá-lo para o Ministério aos cuidados do Departamento de Pesquisa Sobre Criaturas.
Um detalhe despertou a curiosidade de Rose; assim como Slughorn e Kassin a sala da profª Duggan tinha as paredes lisas. Será que os professores entraram num acordo de não deixar mais quadros em suas salas? Rose sabia que quadros podiam levar informações; seria esse o motivo? A professora a acompanhou a Torre da Grifinória. Rose encontrou Alvo e Camile mal acomodados dormindo em poltronas perto do fogo. Camile rodeada de livros e anotações; o que não a surpreendeu já que a amiga deveria prestar os N.O.M´s no final do ano letivo. Rose acordou o primo o mais delicadamente possível.
– Fale baixo – disse ele se endireitando e esfregando o pescoço. – Grubbly-Plank mandou que Camile ficasse de olho para não me deixar seguir os professores; ela também levou Escórpio até o Salão Comunal da Sonserina.
– Ela é muito legal.
– Você ouviu o que o Flitwick disse? Slughorn está preparando uma poção para Grope! Uma poção feita com ingredientes falsos que pode deixar Grope mais doente!
– Precisamos falar com Hagrid, avisá-lo.
Camile despertou.
– Olá Rose como foi com a profª Duggan?
– Excelente! Vocês precisavam ver o feitiço que ela usou para enviar o corpo do Thuru para o Ministério. Deixou McGonagall impressionada; embora ela tenha tentado disfarçar ao máximo.
– Com certeza McGonagall nunca viu um feitiço desses na vida – disse Alvo em tom irônico.
– A profª Duggan é a melhor!
– Ela vai te dar créditos extras pela ajuda?
– Não sei, mas não ligo se não der! Aprendi um bocado hoje. Falo com você logo cedo. Boa noite Camile! Alvo começou a rir assim que Rose subiu as escadas para se deitar.
– O que foi? – perguntou Camile.
– Parece que acabei de falar com minha tia Hermione.
Camile sorriu e se espreguiçou. Olhou para o relógio na sala e deixou os livros sobre animais, criaturas e monstros mágicos da América do Sul em uma mesinha.
– Por que não ajuda a professora também? Já que se interessa sobre o assunto.
– Ah, eu gosto de ler sobre o assunto, mas daí a ver um animal morto... Bem, isso não é pra mim. Tenho estômago fraco para essas coisas. Vocês têm coragem.
– Estar na floresta com aquela coisa... e fazer o feitiço convocatório sem nunca ter feito...
– Foi impressionante. Levei dias para aprender a dominar esse feitiço. Já esta na hora de você ir se deitar também.
– É cedo... Você viu a... Lua?
– Sim, está linda.
– Gosto da Lua.
– Sim é fascinante, não? Como influencia as marés, as pessoas...
– Lobisomens.
– Há outras coisas também. A mãe de Escórpio é astrônoma; já li alguns artigos dela. Ele já mostrou a Rose e você?
– Sim. Rose guardou todos. Esta esperando Tiago voltar do Hagrid! Não posso... Por que ele e não nós?
– Idéia de McGonagall. Vocês ainda estão na lista dela então é melhor não a desafiarem.
– Ela é péssima. Meu pai dizia que ela era justa com alunos, mas não acho nem um pouco!
– Não fale assim.
– O que ela fez sobre o Neffasto até agora?
– Pegá-lo não é tão simples como parece.
– Vai ficar aqui esperando Tiago e depois? Vão namorar?
– Soube que você se divertiu com algumas garotas na festa depois do jogo. Alvo ficou nervoso.
– Neffasto tem cobertura de Slughorn! Você devia saber já que sabe de tudo que acontece!
Aquela conversa idiota sobre Lua o fez sonhar mais uma vez com o lobisomem na cozinha. Pela manha socou o travesseiro com raiva de McGonagall, Tiago, Camile e, principalmente, daquela escola idiota.
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