Notas iniciais
ultimo capítulo

A diretora McGonagall colocou cinzas em muitas áreas do castelo pra espantar os Emboscadores. Os alunos circulavam reclamando do cheiro estranho, mas ninguém sabia do que se tratava. Victorie e Rose se encontraram no Salão Comunal da Grifinória para irem à Ala Hospitalar.

– Ande mais devagar Rose! Pra que a pressa?

– Escórpio já deve estar me esperando; ele é pontual. McGonagall quer nos ver na sala dela... Será que vai nos expulsar?

– Não, claro que não!

– Será que vai contar aos nossos pais?

– Que tal esperar para saber? Pode ser que ela agradeça vocês três.

– Duvido.

– Rose... – Victorie passou o braço pelos ombros da prima o que a fez diminuir o passo – me desculpe.

– Por quê?

– Eu devia estar mais presente, devia ter cuidado mais de vocês...

– É o seu último ano e você tem todo esse problema de ficar longe do Teddy.

– Mesmo assim...

– Tive companhia todo esse tempo.

– É eu percebi. Você pode guardar um segredo?

– Claro, se você andar mais rápido.

– Ok... Bem, Teddy se inscreveu para ser Auror!

– Isso é ótimo! Ele vai trabalhar com papai e tio Harry!

– Você sabe que minha mãe quer me mandar para França por um tempo. Pra complementar meus estudos... Resolvi ir para não criar encrenca, mas quando voltar e Teddy já for Auror... vamos nos casar!

– Isso é tão legal! Pra que manter em que ser segredo?

– Papai ficou muito zangado por termos nos encontrado em Hogsmeade; ficou horas falando que confiava na gente e tudo mais.

– Adultos sempre pensam o pior?

– Na maioria das vezes sim.

– Vai sentir saudades daqui?

– Está brincando? Eu amo esse lugar! Só sinto que não vou poder ver você com tanta frequência e começando a sair com rapazes. Quando isso acontecer quero que me conte tudo!

– Acho que vai demorar.

Victorie parou olhando o Salão Comunal; as mesas e os grupos se formando para o café.

– Então? Você aceita minhas desculpas?

Rose viu Escórpio entrar no Salão Principal e abriu um largo sorriso.

– Talvez...

A manha na sala da diretora McGonagall foi agitada. Quando os garotos chegaram os professores Longbottom e Slughorn estavam de saída; Slughorn encarou Alvo meio aliviado, mas ao mesmo tempo magoado. Neville pediu que o professor continuasse a caminhar e os dois saíram sem dizer nada.

– Entrem – mandou o prof. Flitwick abrindo a porta. Nem bem disse bom dia a diretora começou a falar com a voz carregada e testa franzida.

– Como eu disse vocês não terão privilégios em Hogwarts. Não consigo encontrar palavras para descrever os perigos... nem as consequências...

– Descobrimos o que andava sumindo com as coisas pelo castelo! – disse Alvo.

– Sr. Potter, o senhor sabe que para chegar a isso quantas regras quebrou, não sabe?

– Nem foram tantas assim... – respondeu Alvo corando.

– O prof. Slughorn admitiu que trocou vários ingredientes de poções e está ciente que poderia causar danos irreparáveis a saúde da monitora da Grifinória.

– Ele achou que ela podia melhorar e a levaríamos para o St. Mungus. – completou Flitwick.

– A senhora não o demitiu...

– Apenas adiantei sua aposentadoria. A diretora McGonagall obviamente era contra explicar detalhes de suas decisões aos garotos, mas Flitwick tomou a frente e contou tudo. – O professor teve um problema com a família Lancey. Algum tempo atrás eles os procuraram para preparar uma poção para uma de suas crianças e Horácio cometeu um erro... ele trocou um ingrediente e a poção se transformou num veneno.

– Eu e meu pai vimos o professor em Hogsmeade com Don Lancey uma vez. Slughorn estava fornecendo ingredientes exclusivos da escola para eles?

– O professor Slughorn estava sendo chantageado pelos Lancey. – disse a diretora.

– E o Neffasto? Neff Lancey! A senhora vai expulsá-lo, não vai? – perguntou Alvo ansioso. A diretora cruzou os braços.

– Não vai... – disse Rose desanimada.

– Horácio Slughorn fez muito pelo mundo da magia, não é justo se retirar da vida pública com um escândalo sobre os ombros.

Não era preciso dizer que a família Lancey estava em vantagem. Os garotos entenderam; devia ser difícil para McGonagall também deixar um aluno mediocre com Neffasto continuar em Hogwarts.

– E Camile? – perguntou Alvo. – Estamos tentando descobrir como ela ficou naquele estado.

– Camile estava investigando sobre os Emboscadores, mas não foram eles que a deixaram daquele! – afirmou Rose.

– Ela pode ter sido picada por um inseto naquele dia mais cedo nas estufas.

– Ela evita as estufas! Camile não é idiota!

– O fato é que ela não se lembra o que estava fazendo no lugar onde a encontraram.

– Alguma coisa aconteceu! – disse Alvo nervoso. – Ela não deixaria o... uma mensagem para que pudéssemos encontrá-la se não estivesse correndo perigo! Se não estivesse perto de alguma coisa! Não podem fazer nada? Dar uma poção para que ela se lembre?

– As coisa realmente parecem simples para o senhor, não é mesmo Sr. Potter?

– Vocês são adultos e bruxos. Devia resolver as coisas do modo certo!

– E as outras coisas que foram roubadas pelos Emboscadores? – perguntou Escórpio interrompendo Alvo antes que o amigo dissesse alguma coisa que o prejudicasse.

– Vamos continuar procurando. Encontramos a taça e a estátua; essas criaturas viviam nas sombras do castelo, mas não podem carregar por muito tempo o que pegam. Vamos achar tudo em breve. Vocês tiveram muita sorte! Será que conseguem entender que se não fôssemos avisados...

– Os fantasmas nos ajudaram! – disse Alvo.

– Apesar disso eles terão de deixar a escola. – Deixar a escola? – Não são fantasmas de Hogwarts.

– O que? – perguntaram os três juntos.

– É a primeira que fantasmas veem para Hogwarts, mas se não tem ligação com a escola não podem ficar.

– Goliad foi bibliotecário aqui. – disse Rose.

– Não, não foi. Nunca houve um bibliotecário com esse nome em Hogwarts. Imagino que deve ter dito isso a vocês para ganhar sua simpatia.

Os garotos se olharam confusos.

– Enfim, devida a certas circunstâncias não vão cumprir detenção, mas não serão adicionados pontos às suas Casas e não permito uma palavra do que aconteceu aos outros alunos. Podem ir.

– Tenho uma pergunta diretora.

– Pois não Srta. Weasley.

– Por que não contou aos nossos pais que entramos na Floresta Proibida?

– Seus pais já tem muito com o que se preocupar. – respondeu a diretora indicando a porta pra os garotos. Alvo olhou para ele indignado.

Depois do almoço os garotos encontraram com os fantasmas na Sala Particular.

– Por isso tinha medo de Madame Pince vê-los? – perguntou Alvo.

– Não só por isso; eu realmente tenho medo dela – respondeu Guily.

– Tudo bem Guily; devíamos saber que os fantasmas da escola não podem sair. E se não fossem por vocês não teríamos nossa sala. – disse Rose sorrindo.

– Sem mencionar que acabaram descobertos por nos ajudar. – acrescentou Escórpio.

– Não podem ficar no lugar onde morreram? – perguntou Alvo.

– O Ministério da Magia não permite. É muito complicado explicar... então viemos para cá; achei que seria uma boa piada. E foi.

– Você não sabe nada sobre essa sala ? E nem se existem outras pela escola?

– Não Alvo. Nós a encontramos por acaso, mas tentamos encontrar outras e nada. Sentimos muito crianças; chegamos a Hogwarts procurando um lugar tranquilo não queríamos fazer mal a ninguém.

– Pra onde vocês vão?

– Casa dos Gritos talvez. Obrigado crianças; vocês renovaram minhas esperanças nos vivos.

– Vocês são demais! – disse Escórpio.

– Guily. Não gostaria de dizer alguma coisa a Alvo? – perguntou Goliad.

– Pra mim?

– Vamos Guily diga ao menino!

Alvo ficou olhando o fantasma.

– Quando eu era vivo me lembro que acreditava que as coisas aconteciam por algum motivo. Vocês estarem aqui no mesmo tempo que nós e termos nos encontrado Alvo... significa alguma coisa. Seu pai prendeu o homem que me matou.

– O Critico?

– Seu pai estava lá também Rose; vocês tinha acabado de nascer pelo que eu soube. Rose procurou a mão do primo e a apertou. Surpresos com a noticia os três amigos só voltaram a falar sobre assunto muito tempo depois.

A caminho da aula de poções os garotos comentavam sobre onde os Emboscadores poderiam ter escondido os objetos roubados. A idéia de outra sala escondida pelo castelo cheia de objetos roubados voltou à cabeça de Alvo. Uma sala em algum lugar que nem os fantasmas e professores conseguiram achar.

– Quem será que dará aula de poções? – perguntou Escórpio.

– Aposto que é o prof. Kassin! – respondeu Rose.

– Não é não! – disse Escórpio satisfeito.

– Como você sabe?

– Pela cara das meninas na porta da sala – o garoto respondeu rindo.

– Não sendo Binns já tá ótimo! – disse Alvo também rindo da cara de Rose.

Quem se preparava para dar aula de poções era a profª Duggan. A aula foi completamente diferente de Slughorn; a professora ia de aluno em aluno orientando como cortar os ingredientes de modo simples e rápido.

– Até que enfim essa aula vai render alguma coisa. – comentou Alvo.

Com os últimos acontecimentos os garotos se esqueceram de seu trato com Cinthia; a garota nem olhava na direção dos três.

– É melhor conversamos com Cinthia. – disse Alvo à prima.

– Eu prefiro assim.

– Fizemos um trato com ela Rose.

– Converse você com ela então.

– Talvez eu peça a Escórpio...

Rose deu uma olhada em Escórpio lendo o livro de poções.

– Eu falo... ele está ocupado agora.

Rose se aproximou de Cinthia hesitante.

– Então... – disse tentando puxar conversa.

– Cai fora Weasley! – Cinthia respondeu rispidamente.

– Olhe prometemos ajudá-la e nós vamos! É sério.

– Não precisa mais.

– Você conseguiu se livrar daquela garota?

– Consegui.

– Ótimo! Como você fez?

– Eu contei a ela o que vocês fizeram. Contei sobre os Emboscadores, da escada pegando fogo e dos fantasmas.

– Como você soube? McGonagall disse para não contarmos a ninguém.

– Eu estava lá; eu vi tudo.

– Você estava lá? E não nos ajudou? – perguntaram Alvo e Escórpio que ouviam a conversa das duas garotas disfarçando estarem limpando alguma coisa na pia atrás delas.

– Não! Era muito perigoso!

– A tal garota vai contar para a repórter! – exclamou Escórpio.

– Não vai, não. Ela não acreditou em mim! Disse que eu inventei tudo! Os garotos olharam surpresos para Cinthia. – E de bônus me humilhou mais uma vez. – completou Cinthia com raiva.

– Desculpe por isso. Podemos ajudar você em alguma coisa? – perguntou Alvo.

– Vocês serem expulsos me faria feliz, mas como é o que Saffron quer... podem pegar minhas anotações; as revisões começam ainda essa semana.

– Obrigado, mas conseguiremos nos virar. – disse Alvo olhando para a os amigos.

Rose sabia que a garota não ia desistir de perturbá-la, mas talvez fosse seu único passatempo além dos estudos. Deixaram Cinthia imersa em seu rancor e se concentraram na aula. Rose respondeu várias perguntas pela primeira vez de livre de espontânea vontade e ganhou vários pontos para sua Casa. Os alunos fizeram uma fila barulhenta para saírem; a professora chamou Rose.

– Finalmente perdeu o medo de ser inteligente.

– A senhora vai continuar dando aulas de poções?

– Quem sabe o que pode acontecer nessa escola?

– Precisa de uma assistente? Terei algumas noites livres no próximo ano.

– Parece que McGonagall vai desistir de escolher assistentes do primeiro ano, mas apareça na minha sala. Tenho um livro para escrever nas férias.

– É meu aniversário nas férias. Vou fazer doze anos!

– Doze anos é uma idade muito importante para uma bruxa. Logo deixará alguns interesses de lado Rose e começará a se preparar para encarar quem realmente é – disse a Srta. Duggan.

– Rose! Vamos ver Grope! – chamou Alvo.

– Quem eu sou?

– Uma bruxa.

– Sei que sou uma bruxa!

– Mas não sabe o que pode fazer...

– Rose! – Alvo tornou a chamar.

– De lembranças a Grope por mim! – disse a professora.

– Darei... Obrigada por me ajudar...

Entre as revisões e as visitas a Grope, que se recuperava muito bem, o tempo foi passando e os dias foram esquentando. A escola ficou mais silenciosa e quase ninguém corria pelos corredores quando Filch virava às costas. Os garotos encontraram com Camile, Tiago e Victorie no Salão Principal jantando. A garota confirmou que não se lembrava de nada do que havia lhe acontecido.

– Nem sei como fui parar naquela escada e nem se o livro era realmente meu.

– Pelo menos não se lembra de ter visto meu irmão quase pelado brigando com os professores.

Alvo ficou muito vermelho e Victorie deu um tapa na cabeça de Tiago.

– Enfim, – disse Camile ignorando Tiago ainda rindo – tenho muito que estudar e nem sei por onde começar.

– Também já vou. – disse Tiago se pondo de pé.

– Vai estudar também? – perguntou Rose.

– Não! – respondeu Tiago rindo debochado.

– Ele vai sim – disse Victorie rindo – só não quer que os outros saibam. E você Escórpio acha que vai se sair bem nas provas?

– Acho que sim – respondeu surpreso – Rose organizou nossas revisões.

– Impressão minha ou Victorie passou a ser mais simpática com você Escórpio? – perguntou Alvo.

– É, ela tem sido legal comigo – respondeu Escórpio olhando desconfiado para Rose.

– Ela não seria se realmente não gostasse de você! – Rose disse depressa.

– Ela gosta de mim? Rose fechou a cara; depois de um tempo saiu em direção à Torre da Grifinória.

– Lembra que eu disse que você tinha jeito com garotas Escórpio?

– Sim... – respondeu Escórpio olhando Rose parar pra conversar com Marc Dublin.

– Me enganei! Você é tão burro quanto eu!

A semana de provas foi tão corrida que os garotos nem perceberam que o ano letivo estava realmente perto de terminar.

– É legal olhar para a prova e saber as respostas; todo esse esforço valeu a pena! – disse Alvo aos amigos depois do exame de História da Magia.

– Mais alguns dias e estaremos livres para ficar no jardim e depois irmos pra casa. Verão! Nadar, comer e jogar quadribol! Você vai gostar da casa dos nossos avós Escórpio!

Mas Escórpio não pareceu animado.

– Recebi uma coruja hoje de manha; papai disse que no verão e vamos ficar em casa.

– Mas você não pode nem nos fazer uma visita? De um dia?

– Desculpe Rose, mas quem sabe nos encontramos no Beco Diagonal na loja dos seus tios? Seria legal também!

– E temos nosso aniversário – disse Alvo tentando animar a prima – fazemos doze anos os três na mesma semana.

– É pode ser... Bom falta Herbologia e essa tortura acabaa – disse Rose tomando a frente dos meninos.

– Ela ficou brava. Queria mesmo ir Alvo é sério!

– Também queria que você fosse, mas se não pode... não pode.

– Queria mesmo ir...

– É o nosso melhor amigo aqui Escórpio? Com certeza será lá fora também. São só as férias de verão.

– Tem razão. Obrigado... Potter!

– De nada... Malfoy! Os dois caíram na risada correndo para fazerem a prova de Herbologia; o professor Longbottom parecia distraído, desconectado com o que acontecia na estufa.

– Acho que ele tem que cumprir uma detenção também por ter desobedecido McGonagall e não ter se livrado das tais flores. – disse Escórpio.

– Mas as pétalas salvaram a vida de Camile; pelo menos a diretora acha que sim. Ela deveria levar isso em consideração.

Corvinal ganhara o torneio de Quadribol e a Taça das Casas. Assim que a comemoração no Salão Principal acabou os alunos foram orientados a arrumarem suas malas para a partida no dia seguinte. Antes de ir para dormitório Alvo deu uma passada pela Sala de Troféus. A diretora McGonagall o encontrou admirando a taça da Grifinória. Alvo viu o nome do pai gravado com a bela letra de Alvo Dumbledore.

– É uma das mais bonitas – comentou a diretora.

– Meu pai contou sobre esse dia! Primeiro Dumbledore disse o nome de tio Rony, depois tia Hermione e o dele. Ah, sim e do professor Longbottom.

– Foi um ano marcante para todos nós. – disse McGonagall ajeitando os óculos e olhando a taça. Alvo esperou que a diretora dissesse mais alguma coisa. Algum detalhe que o pai não contara, mas ela apenas lhe desejou um bom verão e se retirou. No corredor encontrou Rose muito feliz; a garota trazia na mão o broche em forma de rosa.

– Apareceu em cima da minha cama!

– Então os Emboscadores não pegaram? – perguntou Alvo sem entender.

– Talvez algum elfo tenha achado sei lá.

– Então use!

– Agora não o tirarei nunca mais! Acabei de falar com Escórpio e ele está todo contente! Neffasto não é mais monitor da Sonserina!

– Finalmente alguma justiça nessa escola! – disse Alvo feliz. – Corrida?

–Claro!

Na sala dos professores a profª Duggan comemorava sua indicação para ser diretora da Lufa-Lufa.

– Parabéns você merece!

– Neville, sei que está chateado com o que McGonagall disse, mas pra mim você foi um herói.

– Você me convenceu a não me livrar das flores.

– Você podia ter dito isso a ela!

– Não faria diferença! Eu tentei fazer uma coisa boa por essa escola! Passei as férias... pesquisando...

A professora passou as mãos de Neville sobre sua cintura. Kassin bateu na porta.

– Vamos comemorar o final do ano letivo em Hogsmeade? Você paga Elizabeth! Seu livro sobre aquela coisa feia vai vender aos montes!

– Ah, claro que vou gastar meus preciosos galeões pra você se embebedar Kassin.

– Você é adorável Elizabeth! – disse Kassin segurando a porta para os amigos passarem. – Você também Neville, você fica lindo carrancudo desse jeito.

– Cala a boca Kassin! – respondeu Neville mal humorado.

– Não se livrou daquelas flores não é?

– Cala a boca Kassin! – repetiu Neville.

– Kassin, não vai se despedir de suas assistentes? – perguntou profª Duggan.

– Deixei um cartão desejando boas férias e dez pontos para Grifinória...

– Seu insensível! Essas garotas são loucas por você! Se despeça como se deve! Você nunca teve um amor platônico?

– Elizabeth...

– Você teve! – disse Neville. – Vá se despedir logo das garotas pra podermos caçoar de você.

– Seu humor melhorou de repente não é meu amigo?

Na saída dos alunos para embarcar no trem; o professor falou com Cinthia, mas quando viu Hagrid brincando com Rose, Alvo e Escórpio; hesitou em se aproximar.

– Cuide de Bernard para nós Hagrid. – disse Alvo.

– Pode deixar; quando vocês estiverem de volta ele já estará forte o bastante para levá-los para um passeio!

Já estavam embarcando quando Rose ouviu o professor chamá-la.

– Desculpe não ter me despedido antes – disse Kassin aos três. – Não sei se alguém disse a vocês, mas foram muito corajosos o ano todo.

– Tivemos ajuda, muita ajuda e, segundo a diretora, muita sorte. – respondeu Rose vermelha.

– Não estou falando dos Emboscadores, Thuru ou de como escaparam de ser pegos aprontando por ai. Estou falando que continuaram juntos e terminam com boas notas. Nos veremos em breve. Foi... interessante conhecê-los.

– Boa viagem e mandem lembranças aos seus pais! – disse Hagrid quando o trem começou a se afastar. O barulho era muito maior do que quando chegara.

– Nos acompanha numa bebedeira Hagrid? Elizabeth prometeu uma rodada de uísque de fogo para nós.

– Mesmo? – Claro! Ela nos adora.

Ao entardecer finalmente o trem parou na estação King Gross na saída dos alunos Rose e Escórpio se despediram de Camile.

– Até setembro Alvo. E obrigada mais uma vez.

– Por acaso posso te escrever? – o garoto perguntou timidamente.

– Claro. Tiago me falou do seu aniversário. Espere uma coruja minha. – disse o beijando no rosto. Alvo sentiu vontade de pular e comemorarl. Hugo e Lily os localizaram.

– Oi Vampiro!

– Oi – respondeu Escórpio rindo apesar da cara feia de Rose para o irmão.

– Está é minha irmãzinha Lily. – Alvo apresentou.

– Olá! – disse Lily abrindo um sorriso para Escórpio e Rose.

– Advinha Rose! Conheci vampiras de verdade.

– Claro que conheceu Hugo...

– É sério! Conte a eles Lily!

– Mais tarde – disse Alvo apertando a mão de Escórpio. – Vamos indo – disse para Hugo e a irmã.

– Eu quero ficar! – disse Lily rindo para Rose.

– Não, não quer! – respondeu Alvo puxando a irmã pela mão. – Você também Hugo! Vamos! Conte sobre essas vampiras.

– Até Vampiro! – disse Hugo também estendendo a mão a Escórpio.

– Vou mandá-lo parar de te chamar de vampiro!

– Tudo bem. Rose desejou dizer alguma coisa a Escórpio; ali na plataforma lotada não conseguia pensar em nada. Escórpio avistou o pai acenando para ele.

– Me escreve? – perguntou antes do garoto se afastar.

– Assim que chegar! – ele respondeu e também apertaram as mãos. Rose alcançou o irmão.

– Você é o melhor irmão do mundo sabia disso?

– Sou seu único irmão então não vale. Não me abrace! Não igual a mamãe faz na frente de todo mundo!

As crianças foram espremidas no banco de trás do carro de Harry.

Tiago contou que havia mandando o Mapa do Maroto para Teddy.

– Acho que sei onde papai guarda a Capa da Invisibilidade.

– Você acha que depois que ele descobriu que você pegou o mapa iria deixar a capa dando sopa? Papai não é burro.

– Cala a boca.

Rose estava com a cabeça encostada no vidro perdida em pensamentos; depois de meses na companhia de Escórpio não o veria mais todos os dias por muito tempo. Lily a cutucou.

– Vamos para Itália nesse verão!

– Fazer o que lá?

– Coisa do trabalho do papai! Vamos todos juntos!

Rose comemorou a noticia com os primos e o irmão. Por mais longas que as férias longe de Escórpio pudessem ser ainda assim eram férias.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.