A Nova Era dos Heróis

9 Capítulo 9-O Fugitivo


Notas iniciais
Um novo personagem aparece e arma um plano para fugir da prisão.

Já é o quinto dia nessa maldita prisão. Ainda bem que eles pensaram bem dessa vez, quando me colocaram pela primeira vez me colocaram junto com dez homens idiotas que tentaram me bater. Haha. Espanquei cada um deles, até não sobrar nenhum dente. A mesma coisa nos outros três dias. Colocaram-me em celas comuns. Eu não sou ladrão de carros para estar nessas celas ridículas.

Dessa vez eu estou sozinho. Minha própria cela, minha própria câmera de vigilância, meus próprios guardas. Isso era perfeito. Eu só tenho de esperar algum deslize de algum guarda banal e fugir daqui. Não sem arrumar tumulto é claro. Assim que eu sair daqui eu vou acabar com a raça do infeliz que me trouxe pra cá. Fui convidado pra entrar na máfia depois de terem acesso a câmeras de segurança da rua. Me viram várias vezes imobilizando e atacando bandidos e ladrões.

Claro que recusei, eu estava acabando com a máfia e eles querem que eu seja um mafioso? Bom, agora me arrependo de não ter aceitado. Se tivesse, eu poderia matar todos facilmente, mas eu recusei. Não cansam de me mandarem desgraçados para me matar. Acabaram com a vida normal que tinha. Sujaram minha ficha criminal com mentiras, colégio? Ha, nunca iriam querer um criminoso em qualquer colégio.

Polícia e Máfia atrás de mim. O que poderia piorar? Snake é o nome da máfia. Eles procuram pessoas com habilidades estranhas pelo que entendi e as torturam, as estudam para ver como usar essas habilidades. Quando fui ao encontro do mafioso que me convidou, ele me mostrou umas fichas. Eram pessoas com distúrbios, pessoas que podiam ver raios ultra violeta, que podiam diferenciar uma fruta estragada com uma saudável, e que tinham uma super audição... Espécies de poderes. Falhas no código genético. Mas já pegaram muitos inocentes, pensando que tinham essa falha.

Isso é imperdoável, e eu assim que sair daqui vou investigar tudo, e matar todos os envolvidos, um, por um, por estragarem toda a minha vida normal que eu teria.

Meu nome é Miguel. Sou um pouco alto, tenho cabelo curto que cobre levemente a minha testa, e tenho sobrancelhas grossas, fico mais intimidador com isso e a barba mal feita. Tenho que sair daqui hoje. Vamos ver o que temos aqui.

Um colchão, um travesseiro, uma pia enferrujada, uma privada, uma pedra que saiu da parede e uma lâmpada. Daqui a alguns minutos eu tenho que ficar atrás da linha vermelha e o guarda vai passar a comida pela pequena passagem. Garfo de plástico e faca de plástico. Há uma câmera de segurança aqui dentro e um guarda com cara de cu olhando pra mim agora, sentado na parede de fora da cela.

Já sei! Haha!

É hoje que eu saio dessa merda!

Tinha que fazer isso rápido. Me sentei de costas pra porta, peguei meu travesseiro e comecei a tirar as linhas de nylon dele. Fui tirando um monte, o suficiente para enrolá-las e fazer uma corda. Feita a corda. Peguei a pedra e a guardei no bolso da calça. Fingi que estava lavando a minha mão e cuidadosamente eu arranquei o registro da torneira.

O amarrei na corda e agora eu tinha um porrete à corda. Me levantei e fui falar com o guarda.

– E aí, tudo beleza?

– O quê é que você quer?

– Ah, é que eu me sinto tão sozinho – disse ironicamente – Bem que eu preferiria uma mulher em vez de um guarda com cara de bunda. Mas dá pro gasto.

– Seus insultos não me abalam. Fui treinado pra isso.

– Mas não são insultos! São as verdades, suas bochechas parecem uma bunda, sinceramente.

– Pode falar o que quiser, não te darei ouvidos.

É esse ouvido infeliz que vai me tirar daqui idiota haha.

– Sabe o que eu fazia antes de vir pra cá? – Ele me olhou interessado – Eu era stripper. Um excelente stripper sabe? Daqueles de deixar você louco em questão de segundos.

– Ha, essa é boa.

– Não acredita em mim? Se liga. – Abaixei um pouco as calças para assustá-lo.

– Não, argh, seu viado de merda! – Ele virou o rosto e pôs a mão nos olhos para não ver deixando seu ouvido a mostra.

Peguei a corda e arremessei o registro que bateu bem onde eu queria, aquelas rugas gordas com veias saltadas denunciavam totalmente a veia necessária para imobilizá-lo, sem demora eu peguei a pedra e com toda a força que pude a arremessei na câmera de segurança e ela se quebrou. Agora era só imobilizar o guarda da comida antes que ele me imobilize com sua arma de choque.

Os guardas superiores devem ter visto a cena, mas o guarda da comida chegava exatamente agora, graças a deus o relógio desse gordo idiota era de LED. Ficava fácil de ver as horas. O guarda entrou e eu fui atrás da linha. Ele nem olhou pro gordo e já foi me passando a comida.

Ele se virou e viu o gordo imobilizado.

– Ei, Tião! Isso é hora de dormir?

Pude ouvir os guardas superiores gritando do outro lado do corredor.

– IMOBILIZA ELE! AGORA!

O guarda da comida fez uma expressão de susto, mas era tarde demais. Lancei minha corda em volta do pescoço dele e o puxei pra grade, não podia perder, cortei uma das veias do pescoço, não era mortal, mas se deixasse infeccionar... Peguei o passe, e a arma de choque, abri a porta com um empurrão e me joguei pro outro lado. A porta estava aberta pros guardas superiores, mas eu não ia deixar eles passarem assim.

Me abaixei e lancei a corda de choque na rasteira. Bem na parte onde a perna de qualquer um passa quando corre. Peguei o cacetete do gordo e esperei os guardas panacas caírem na armadilha.

Um dos guardas tropeçou levando o choque, assim que encostou no fio da arma. Que tipo de policial idiota anda de bermuda? O outro parou bruscamente atrás para não encostar no outro e levar choque também. Aproveitei e o nocauteei com o cacetete.

Peguei o passe de um deles, o passe abria as portas, agora eu tinha quatro passes! Haha! Abri as portas seguintes, nas celas comuns, abri somente três e dei um passe para o que parecia mais resistente para soltar os outros. Dane-se se eles eram criminosos, esses policiais trabalham pra Snake.

Era hora da vingança.

Notas finais
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