A Nova Era dos Heróis

22 Capítulo 22- O Homem-Bomba


Notas iniciais
Um novo herói surge enfrentando Inês que estava hipnotizada.

Merda! Outro mascarado! Dessa vez é uma mulher! Aquela desgraçada! Não cansam de me perseguir, qual é o problema dessa gente! Ela é muito forte, daqui a pouco não vou ter mais onde fugir! Está de noite e pouca gente está nas ruas, e essa maldita veio aparecer justo agora à noite em Copacabana!

Ela era muito estranha, tinha asas de marimbondo, suas mãos tinham garras enormes, ela tinha umas patas de inseto nas costas e uma cauda de escorpião enorme! Ela me atacava brutalmente, eu estava correndo em busca de algo pra me defender, mas era tarde e não achava nada! Merda! Não tinha pra onde fugir e se fosse pra casa minha mãe e minha avó estaria em grande perigo! O jeito é roubar alguma moto e sair daqui o mais rápido possível.

Vi um cara ligando sua moto na esquina da rua, o soquei, peguei a chave e saí andando. Não era difícil, é como se fosse uma bicicleta, só que mais rápida, eu tinha equilíbrio, não era problema. Corri por uns minutos e acho que a despistei. Ufa... Eu virei a rua e fui até minha casa, do lado do prédio tem um tijolo que eu consigo tirar, é onde eu guardo as armas que eu pego de assaltantes e traficantes, lá pra Rocinha é comum.

Meu nome é Giovanni. Eu sou alto, pesado, mas não gordo, cabelo curto e encaracolado pra caraca e tenho barba espetada. Eu não sou uma pessoa normal. Eu tenho um poder especial que me manteve vivo até hoje. Eu não morro. Quer dizer, se me cortarem, minha pele se renova quase que na hora. Se arrancarem alguma parte do meu corpo, essa parte se regenera em segundos. Acredite, já perdi uma mão inteira, e segundos depois uma nova começou a surgir em meu pulso.

Já é a terceira vez que esses doidos mascarados vêm atrás de mim. As duas primeiras vezes eram o mesmo cara que lançava correntes, essa daí é nova e eu não sei o padrão de seus ataques, nem sei se eles têm padrão. Peguei minha escopeta, uma pistola e duas granadas que peguei na mão de dois policiais que estavam quase entregando a uns bandidos.

Espero não me machucar muito com essa... Essa coisa que está vindo me atacar. De repente eu senti suas patas cobrindo minha barriga e vi que ela estava atrás de mim, me agarrou e levantou o voo! Eu não conseguia mexer a minha mão com a pistola para acertá-la e atirei sobre minha barriga pra que a bala atravessasse.

Ela urrou e me largou, eu caí de uns dez metros até o terraço do prédio mais próximo. Não senti minhas pernas e meus braços por um instante, mas em uns segundos senti meus ossos se recolocando e meus braços se destorcendo. Admito que dói, mas como estou acostumado, aprendi a segurar um pouco a dor. Ela parou no ar e olhou pra mim, sem mais demoras ela voou com tudo pra cima de mim!

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Meia hora antes.

Eu estava voando agora, lutando contra a hipnose do mascarado branco. Ele me fez esquecer seu rosto! Eu estava horrível! Minha pele ficou mais escamosa e mais dura, me sentia um réptil mutante. O Mascarado Branco... Não me lembro de muita coisa. Lembro-me que olhei profundamente para os olhos do Mascarado Branco e minha visão ficou laranja e eu desmaiei. Daí a última coisa que me lembro, é de piscar e me dar conta que estava voando.

Eu estava indo em direção à Copacabana. Por quê? Eu não controlava meu corpo, mas minha mente ainda estava livre. Ele havia me hipnotizado! Eu estava obedecendo-o de novo! Mas parece que o efeito da hipnose passa, porque eu consegui livrar minha mente da hipnose. Eu estava me debatendo por dentro pra ver se fazia algum movimento, mas não tive sucesso.

Consegui! Controlar a minha cauda... Eu tinha cauda de escorpião! Droga! Maldita máquina! Me deu os poderes do Fabiano de um jeito merda! Eu não me transformo em animais, agora eu sou um! Droga! De tanto pensar não havia visto que estava usando óculos, era um óculos com visor de computador. Agora conseguia controlar os braços! Mas não as mãos! Eu tinha que fazer algo!
– Meu efeito hipnose já passou? – Ouvi a maldita voz do Mascarado Branco. – Parece que terei que repetir a dose. – Uma janela surgiu nos meus óculos e eu via os olhos dele! Ele estava me hipnotizando de novo!

– Não! – Eu fechei meus olhos o mais forte que podia.

– Não adianta, minha voz vai te fazer abrir os olhos. Abra-os.

– Não! Não! NÃO! – Era involuntário! Eu abri meus olhos! Seus olhos ficaram laranja e eu comecei a ficar inconsciente! Eu não... Podia... Me... Controlar...

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Meia hora depois.

Ela encravou todas as suas patas no meu tórax e começou a me enforcar! Eu estava imóvel! Suas garras faziam sangue sair de meu pescoço, ela levantou sua cauda de escorpião, mas antes de me atacar eu chutei sua barriga com força, ela tirou as mãos de meu pescoço e os cortes começaram a se curar, peguei a pistola que ainda estava na minha mão e atirei, ela tentou se esquivar, mas eu acertei seu ombro.

Ela tirou suas patas de meu tórax e recuou de dor.

Me levantei e peguei a escopeta que estava amarrada nas minhas costas, mas quando olhei em direção à ela, não havia mais nada! Ela tinha desaparecido! Ela fugiu? Ela caiu? Ou... Ela estava invisível! Assim que pensei nisso ela atravessou minha barriga com sua cauda e me arremessou pra parede do lado. Curei-me rapidamente e ela desapareceu na minha frente, era como se todo seu corpo estivesse trocando de cor. Ao meu lado tinha um balde com água de limpeza, esvaziei-o inteiro na minha frente.

Vi que seus pés faziam o barulho que queria e acertei em cheio na perna dela!

Ela apareceu, estava sem munição, não dava tempo de recarregar, então eu corri a agarrei, ela encravou suas patas, mas nada me ia impedir! Me joguei com ela do prédio.

Estávamos se estapeando pra ver quem é que cairia em cheio no chão, no fim das contas, esqueci que ela podia voar! Ela se virou e encravou novamente sua cauda em mim e me lançou pra outro terraço. Me curei, recarreguei e me preparei com a escopeta na mão. Não haviam baldes com água nesse terraço. Ela não quis me atacar furtivamente e voando se atirou em mim contra um armário.

Ela me atacava com as garras, mas eu me defendia e me esquivava, mas finalmente ela abriu uma brecha pro meu último ataque. Ela foi me atacar com sua cauda, e sua perna boa ficou a mostra, sem pensar chutei ela com a maior força que tinha e ela cambaleou berrando pra trás. Eu a agarrei pelo pescoço e a arremessei pra fora do terraço, mas ela prendeu sua cauda no meu calcanhar e me puxou junto.

Estávamos voando e a praia estava bem debaixo de mim, entre murros e chutes eu consegui dar um tiro onde a asa da mascarada começava. Começamos a cair, era morte certa pra ela. Mas tinha que ter certeza dessa vez, peguei a granada que estava no meu bolso. Ela viu e foi mais rápida que eu, cortou minha mão e a granada foi caindo pra água sem perigo de explosão, mas eu tinha a minha outra mão.

Com rapidez eu tirei o pino, dei um soco nela antes que me cortasse e engoli a granada. Peguei sua cauda e a puxei pra perto de mim, a agarrei pelo pescoço e a virei pra baixo. Caímos juntos dentro da água, senti pelo barulho que ela tinha se quebrado completamente. Mas isso não bastou. A granada explodiu e explodiu ela junto.

Foi a última coisa de que me lembro antes de acordar na beira da praia, completamente nu. Me levantei devagar porque acho que esse corpo era um novo corpo. Alguma parte dele deve ter saído e comecei a me regenerar a partir dela. Vi que o local da explosão, que era em frente à minha casa, estava bem longe. A maré me trouxe até aqui, mas a mascarada não. Será que ela havia morrido?

Bom, agora não queria pensar nisso. Apenas tinha que ir pra casa agora.

Duvido que algum outro mascarado venha, depois de saber o meu poder, era a primeira vez que eu fazia papel de homem-bomba. E vou fazer isso quantas vezes precisar.

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Eu acordei na beira da praia de Copacabana, meus óculos estavam quebrados e eu sentia que ia morrer daqui a pouco. Eu estava com as roupas rasgadas, mas não nua. Fiquei surpresa ao ver que todas as minhas partes do corpo estavam inteiras! Eu devo ter pegado o poder de Lagarto do Fabiano! Era isso! Eu me regenerava graças a esse animal! Assim como o Giovanni, mas parece que... Ele não soltava a pele antiga!

Meu braço esquerdo inteiro estava coberto de uma coisa nojenta e viscosa, e tirando essas coisas meu braço estava inteiro. Que nojo! Minha cauda e minhas asas também estavam assim, mas o bom é que eu estava viva! E não estava hipnotizada agora!

– Eu vou voltar pra te salvar Fabiano.

Me levantei e jurei que iria me vingar do mascarado branco. Agora eu sabia do quê ele era capaz. E agora vou ter que aguentar ser diferente. Estava com muita raiva do Máscara Branca. Fui enganada e usada todo esse tempo!

– Não mais!

Notas finais
GEEEENTE! DESCULPA PELO TEMPO FORA! Minha conta estava dando erro e passei esse tempo todo tentando entrar de novo ;-; Finalmente consegui, vou ter de reduzir a frequência dos capítulos porque minhas aulas voltaram, mas eu vou postar. Agora começa um novo arco da história, espero que gostem :) Obrigado aos que estão lendo, vocês são demais :D