A Nova Era Imperial
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Ao ouvir a declaração do marido, Maria Marta não conteve as lágrimas que rolaram ligeiramente sob sua fase, se misturando com o suor do seu corpo, ela apenas assentiu com a cabeça e respondeu:
– Eu também te amo muito, meu amor. – a Imperatriz estava emocionada.
Mesmo quase alcançando a exaustidão, retomaram o que estavam fazendo, mas dessa vez, Maria Marta assumiu o comando, a mulher dos olhos de diamante empurrou o Comendador para trás, o fazendo deitar, enquanto cavalgava no colo do marido, José Alfredo levava suas mãos aos quadris da esposa, como se fosse um incentivo para ela aumentar a velocidade de seus movimentos, fazia tempo que ele não a via daquele jeito, assumindo a situação, o que deixava o ainda mais louco. Após muito amor, adormeceram enrolados nos lençóis de cetim, o homem de preto envolvia a Imperatriz em seus braços e ela, na profundidade do sono, aparentava estar no paraíso.
O Sol invadiu a imensidão do quarto de Maria Marta, fazendo com que a mesma despertasse e se assustando ao perceber que estava afogada no abraço de José Alfredo, que tinha uma das mãos apoiada levemente em sua bunda.
– Não acredito nisso, ele só pode ter me embriagado. – constata a Imperatriz ao avistar as taças, parcialmente sujas de vinho sob o criado-mudo.
– Hã? Que horas são? Onde eu tô? – questiona o Comendador, acordando logo em seguida, ao ouvir a voz da mulher.
– Como assim "onde eu tô?" você está no meu quarto, esqueceu que veio me atormentar aqui ontem, altas horas da noite? – Maria Marta o respondeu.
– Ah, é, eu vim te falar sobre o Maurílio... – o homem de preto contornava o assunto.
– Nem cite o nome daquele crápula, meu dia começou muito bem para haver chateações logo pela manhã.– a Imperatriz tinha um sorriso malicioso.
– Como quiser... vou tomar banho. – José Alfredo se encaminhava em direção ao banheiro.
– Só se for no banheiro do seu quarto. – Maria Marta, rapidamente se enrolou no lençol e se pôs a frente da porta do banheiro, impedindo a passagem do marido.
– Se você vier comigo eu tomo banho em qualquer lugar. – disse José Alfredo, ao pé do ouvido da Imperatriz, a segurando pela cintura.
– Mais tarde, mais tarde. – colada ao corpo do Comendador, Maria Marta o arrasta até a saída do quarto e o empurra para fora, quase deixando o lençol cair, antes de bater a porta, se despedem com um beijo quase que cinematográfico, cheio de pegadas que termina com uma leve mordida da mulher nos lábios do homem de preto.
– Mas esses dois não tem jeito mesmo, vou falar hein? – disse Maria Clara ao sair na porta de seu aposento, e sem ser vista, flagra o final da cena que os pais acabavam de protagonizar.
Fale com o autor