Notas iniciais
Estou amando o retorno da fic, enfim, boa leitura!

José Alfredo chega em sua residência, já passava das 22:00 horas, e ao adentrar na enorme sala, encontra Maria Marta, sentada no sofá, com um copo de Whisky e gelo em uma das mãos, enquanto na outra, entendia um envelope branco em sua direção.

– Sua dúvida acabou, José Alfredo Medeiros. – disse a Imperatriz se levantando.

– O que você quer dizer com isso? — o Comendador se aproxima.

O laboratório mandou o resultado dos exames e aqui estão eles, só estava esperando você chegar para tirar as suas próprias conclusões e engolir essa sua língua. — Marta entrega o envelope ao marido.

Ao analisar o documento, José Alfredo cai em si, e percebe que havia cometido um grande erro ao desconfiar da própria, engole seco a parte em que confirmava a paternidade dos filhos, e diz num tom de voz quase impossível de ouvir:

– Desculpa. — o Comendador abaixa a cabeça, não tinha coragem de encarar a mulher.

Desculpa nessa altura do campeonato? Eu sofri todo o tipo de humilhação vinda de você, José Alfredo, você me rebaixou ao subsolo da terra, me senti um lixo, você não tinha o direito de fazer isso comigo, ainda mais depois de tudo o que eu fiz por você. — ela segurava as lágrimas na profundidade do azul dos seus olhos.

Marta, é que... — ele tentava prosseguir.

– CALADO! Agora você vai ter que me ouvir. — ela o interrompe — Eu nunca te traí na vida, seu cangaceiro, energúmeno, tive todos os motivos do mundo pra isso, mas não fui capaz. - Marta deu um tapa no braço de José Alfredo — Mas sabe que se tem uma coisa boa nessa história toda foi você ter caído do cavalo com a franguinha ruiva, se deixou levar pelo viço dela né? E agora tá aí, com a cara na poeira, mas é um otário mesmo. — a Imperatriz gargalhou.

Eu não vou admitir que você deboche assim de mim! NÃO MESMO! — José Alfredo se exalta e segura Marta pelos braços.

Nesse momento, Du vinha descendo as escadas e o Comendador solta a Imperatriz no instaste.

Não tava querendo atrapalhar nada não, viu? Só desci pra fazer a mamadeira dos leks... — a ruiva seguiu em direção á cozinha.

Marta deu ás costas a José Alfredo, subiu as escadas, e parou aproximadamente na metade dos degraus, olhou para o marido e disse:

Eu poderia muito bem arrumar as minhas coisas agora e voltar para o meu exílio em Petrópolis, onde eu nem deveria se quer ter saído, mas eu resolvi levar a taça. — a Imperatriz concluiu o trajeto e entrou em seus aposentos. Enquanto isso, José Alfredo, na sala, tentava decifrar a ultima frase que a mulher dos belos olhos havia dito.

Notas finais
Vou seguir nesse caminho por capítulos menores, vou tentar postar mais de uma vez por dia para compensar rs, só não sei se conseguirei, aqui deixo o meu twitter para contato: @sosantonelli, beijos.