A Nova Era
1 Uma menina quase me devora.
Eram seis horas da manhã em Manhattan. Eu me preparava para ir a escola. A propósito, me chamo Alícia Chevalier. Alícia em grego significa A Verdadeira. Tenho 12 anos e me sinto vigiada em todos os lugares que vou.
Isso faz com que eu me sinta insegura ao ir à escola ou a qualquer outro lugar, mas principalmente a escola. Acordei atrasada. Arrumei-me rapidamente, desci as escadas e minha mãe me disse: — Você anda acordando meio assustada Ali. O que há de errado? — Nada, mãe- respondi, mas havia sim algo de errado. Andei sonhando sobre meu pai. Parecia que ele falava comigo e queria me alertar sobre os perigos de ser, vamos dizer, como eu sou- Então mãe, mudando de assunto, pode me levar na escola hoje? — Claro que sim, querida. Diga-me, está tentando prestar mais atenção na aula? — Eu SEMPRE tento mãe. Mas não dá. O déficit de atenção e a dislexia estão me deixando louca. Não sei mais o que fazer. Nada mais faz sentido. Não tenho amigos, todos me acham louca e se afastam de mim. — Tudo fará sentido, um dia- ela respondeu calma. — Espero que seja hoje. Fui para a escola e ao chegar lá, sentei em um canto da sala bem isolada dos outros alunos. Até que uma menina bem estranha mesmo chegou perto de mim e me disse um “oi” e então começamos a conversar. — Oi – respondi — Então Alícia, me diga, quando sente que é observada, como você fica? – Ela me perguntou muito calma. Me analisou de baixo para cima e concluiu que eu poderia ser sua melhor refeição. Percebi isso somente pelo seu olhar do tipo: “Fuja, ou vai virar comida! “ — Co-como você sabe meu nome?- Indaguei perplexa- Eu nunca te vi na minha vida! — Acredite em mim, é uma LONGA história. Você não ficaria viva para escutá-la inteirinha. Nesse momento, meu professor de Filosofia, Sr. Brunner atirou um punho de espada confeccionado com jóias diversas: Rubis, esmeraldas, com detalhes em ouro e prata mais marcantes ainda. Assim que agarrei o estranho objeto, ele gritou: — Aperte o grande Rubi, bem no meio! Quando o apertei, uma espada de mais ou menos 80cm de puro bronze apareceu e então, rapidamente, meus reflexos me conduziram ao golpe que mataria aquela “coisa”. Se ela morreu ou não, não me pergunte. Só a vi se dissolvendo em um pó (mais ou menos, um pó) e foi sugada pelo chão.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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