A Nossa Historia
7 Capítulo 7
Notas iniciais
O fim de semana havia chegado mais rápido do que Amy esperava. Em poucas horas estaria ao lado de pessoas compreensivas e que lhe amavam de verdade. Era um dos poucos lugares em que se sentia à vontade, mas era sua família mais compreensiva. Ainda de madrugada, Amy aprontou a sua mochila com os seus pertences para o fim de semana. A saudade que sentia de seu pai era imensa e sua mãe nunca a compreendia facilmente. Às vezes chegava a pensar que Ingrid não fosse sua mãe, mas depois parava e pensava novamente. Tudo tinha uma justificativa. Cada uma delas possuía um mundo completamente diferente do qual viviam.
Lamentava apenas por não ter o seu pai por perto. Amy aproveitou o animo da madrugada e se aprontou. Suas roupas eram confortáveis e leves. Certificou-se de que estava levando tudo o que era necessário. Se libertaria de toda a tensão pelo tempo necessário e voltaria ainda mais inspirada para as aulas com Margareth. Sua mãe ainda não havia voltado para casa e isso a deixava muito preocupada. Seu maior medo era que Bernard um dia acabasse machucando-a. Mesmo não gostando de seu padrasto, não desejaria o mal para sua mãe.
Amy respirou fundo e afastou todos os pensamentos negativos, não precisava se prender a nenhum deles. Só precisava navegar durante as horas de viagem nas suas músicas que as transportavam para o paraíso. Pegou os poucos pertences e foi para o ponto de ônibus. A rua deserta e escura causava calafrios em Amy. Sair cedo de casa sempre lhe oferecia risco de vida, tinha de tomar cuidado com tudo e todas as pessoas que se aproximavam. Não dava para saber quem lhe machucaria.
Esperou que alguma carona pudesse aparecer para leva-la até a rodoviária Mason Rowland. Uma das maiores e mais frequentadas rodoviárias de Nova York. Agradecia pelo fato de algum táxi estar rodando naquele horário. Uma das coisas que mais gostava era de admirar as ruas tranquilas, as luzes que iluminavam o pouco da existência humana que acordava cedo para mais um dia de luta.
As luzes lhe davam ideias de como poderia ser o seu dia, de onde poderia morar futuramente com quem se casasse. Uma vida completa. Momentos como este a fazia lembrar de quando seu pai a pegava no colo e dançavam juntos com a pouca luz do ambiente. Ingrid nunca gostou de ver Raymond incentivar tanto a filha a ser alguém que amasse a arte por completo.
A rodoviária estava praticamente vazia. Poucas pessoas desembarcavam no horário da madrugada. Pessoas de vários lugares embarcavam e desembarcavam trazendo em suas malas as mais diferenciadas histórias de vida, de aventura, de amor e de sonhos. Já havia comprado a sua passagem antecipadamente, assim não sofreria nenhum transtorno caso tivesse alguma fila a ser enfrentada. Amy se encaminhou para o portão de embarque, dentro em breve o ônibus estaria ali para leva-la para o norte de Nova York.
Um grande ônibus vermelho estacionou bem ao seu lado. Ansiosa e com o bater do coração acelerado, Amy não hesitou em logo ocupar o seu lugar. Assim que entrou entregou o seu bilhete ao motorista. Um senhor que aparentava ter uma idade já avançada para aquele tipo de trabalho, mas os seus olhos brilhavam intensamente ao ver seus passageiros. Talvez fosse o trabalho que ele mais gostasse em todo o mundo.
— Chegamos moça! — Anunciou o motorista.
— Obrigado! — Ela o pagou o motorista e logo saiu do ônibus pegando os seus pertences.
A sua tia morava numa linda chácara repleta de vegetação e flores exóticas. Um lugar tranquilo que sempre lhe dava inspiração. Há alguns anos Amy teve a oportunidade de visitar a sua tia Joana, mas diante da sua agenda cheia sempre acabava adiando. Joana e suas filhas gostavam da presença de Amy. Sempre contavam com a sua presença para alegrar o ambiente.
O ônibus da rodoviária sempre a deixava a poucos quilômetros de distância da chácara. Caminhar pela trilha calma era maravilhoso, conseguia escutar claramente o cantar dos pássaros onde na cidade não havia tanta facilidade. O local todo era coberto por belas árvores grandes e fortes. Uma viagem maravilhosa. O portão de entrada trazia um belo letreiro com o sobrenome da família Jones. Não havia como não sentir orgulho de carregar um sobrenome tão importante. Amy passou pelo portão e logo um dos caseiros a ajudou com a sua bolsa, não estava pesada, mas ele insistia em ajudá-la. Educadamente ela aceitou.
— Dona Joana! — Chamava Ivan.
Uma mulher poderosa e deslumbrante surgiu na varanda.
— O que acontece, hein Ivan?
— Olha só quem veio nos visitar — Disse ele apontando para Amy.
Joana sorriu ao ver a sua sobrinha com os braços abertos esperando por um abraço. A mulher correu em sua direção e a abraçou fortemente.
— Senti tantas saudades suas minha sobrinha. Acabou de alegrar ainda mais o meu dia. — Dizia Joana animada — Tem alguma noticia de seu pai?
— Visitei ele ontem, mas está tudo bem tia. Nós iremos tira-lo daquele lugar o mais rápido possível.
— Venha querida! — Joana a direcionava para dentro da casa — As suas primas devem estar malucas por novidades da cidade grande.
Angelique e Jolie tomavam o seu café silenciosamente. Apenas o tilintar das xícaras poderiam ser ouvidas. Amy fez um gesto para que a sua tia não falasse que ela estava ali. Queria dar um belo susto nas duas.
— Corram a chácara está pegando fogo! — Anunciou Amy divertida.
Angelique e Jolie se levantaram desesperadamente, mas logo perceberam que se tratava de uma brincadeira de mau gosto ao ver Amy rindo da situação.
— Isso não é forma de dar as boas vindas Amy — Murmurou Angelique arrumando seus cabelos desalinhados — Eu poderia ter morrido.
Jolie era mais nova e não se importou com a brincadeira. Logo estava abraçando a prima calorosamente. Seus cabelos ruivos caiam como cascata por suas costas. Um verdadeiro charme que combinava com os seus olhos claros.
— Que bom que veio Amy! Não sabe o quanto queria te ver. Mamãe não queria me deixar ir para a cidade te ver. Gostaria tanto de te ver atuando com aquelas roupas maravilhosas, com as luzes e músicas que fariam todas as pessoas da plateia chorarem. — Sonhava Jolie.
— Assim que houver uma apresentação darei um jeito de levar todas vocês! Preciso da minha família junto de mim.
— Poderei conhecer o seu camarim? — Continuou Jolie animada.
— Sim, mas tem de ir bem nas aulas, assim a tia Joana não criará caso. — Brincou Amy.
Jolie amava a sua prima. A usava como inspiração na vida.
— Eu quero ser uma estrela como você, Amy. Serei uma cantora de muito sucesso.
— Seu sonho é lindo como você Jolie, mas não deve desistir dele mesmo que as pessoas te deem motivos para chorar e largar tudo.
Jolie sorriu docemente e deu espaço para que Angelique pudesse ter a sua vez. A eterna dupla dinâmica se encontrava novamente. Juntas tiveram tantas batalhas, aventuras e sonhos. Lutaram pela liberdade de si próprias. Um longo abraço tomou conta do momento.
— Finalmente lembrou que a família existe! — Exclamou Angelique.
Amy colocou as mãos na cintura indignada.
— Eu nunca esqueci essa família. Não tem como esquecer vocês.
— Tem feito muitas apresentações?
— Muitos ensaios, prova de figurinos. Uma loucura.
Angelique propôs que fossem dar uma volta pela chácara. Amy se sentia mais leve ao estar num ambiente alegre e acolhedor. Sua mãe proibia visita de seus amigos, exceto Demetria. Mas sempre que podia desobedecia as regras de sua mãe. Precisava de seus momentos longe da escola de artes Margareth Graham.
— Que tal apostarmos uma corrida até a casa da árvore? — Sugeriu Angelique batendo palmas como uma verdadeira criança.
— Ainda tem a casa na árvore?
Angelique assentiu.
— Vamos sim.
— No três... um... dois... três.
Amy saiu em disparada. A sua boa forma a ajudava em exercícios e longas corridas. Todas as vezes em que se alongava na escola sua resistência aumentava cada vez mais. A sensação do vento ao bater em seus cabelos negros compridos mostrava o valor de ser livre. Uma artista como ela não deveria se sentir presa a emoções e a pessoas. Tudo era passageiro, exceto se lutassem para que fossem permanentes.
Fora Raymond que tivera a ideia de ter um lugar para as garotas se divertirem quando eram mais novas. Seu pequeno espaço, o seu santuário desde sempre ainda era preservado desde a última visita. Tudo fora preservado em sua perfeita originalidade.
As duas sentaram-se. Dali conseguiam observar uma grande parte da chácara, das pessoas que estavam ali a procura de paz e tranquilidade.
— Como está o coração prima? — Perguntou Angelique animada.
— Como sempre esteve.
— Ainda está namorando com o Donnie?
Amy sorriu torto.
— Não! E não vou voltar com ele mesmo que o presidente me peça.
— E tudo o que viveram de bom, não conta? Vai deixar o tempo apagar momentos tão bons?
— Essa é a regra. Ele foi um imbecil ao me trair. Não merece o meu perdão.
Angelique a olhava seriamente.
— Não tem nenhuma pessoa que possa te fazer feliz nesse mundo? Alguém que faça o seu coração bater aceleradamente, que deixe as suas pernas moles ao sorrir ou ao te tocar?
Amy sorriu negando.
— Um dia o meu príncipe aparece.
— Quero te ver feliz Amy.
— Falando em felicidade, quando vai ser o seu casamento Angelique?
— Daqui a dois meses! Você vai ser uma das minhas madrinhas e quero que venha com alguém. Um par! Um rapaz encantador.
— Irei me articular da melhor maneira, mas não espere o Donnie.
— Estraga prazer — Resmungou Angelique dando um tapa leve no ombro de Amy. — Ele é um gato, é triste saber que acabou.
Amy ficou pensativa de repente.
— Eu queria poder viajar para bem longe da minha mãe por um tempo. Para algum país onde ela não vá querer me procurar. Explorar novos lugares e conhecer novas pessoas. Isso é pedir demais?
— Não! Acredite, em pouco tempo estará realizando tudo o que deseja. Não pode perder a fé.
Fé e esperança eram as duas palavras que mais tinham importância para aquela jovem. O mundo poderia parecer injusto para muitas pessoas, mas para ela não era assim que funcionava. Desde pequena tivera de lidar com ausência de seu pai e com a mentira de sua mãe lhe dizendo que ele nunca mais voltaria. Seu pequeno e frágil coração não se deu por vencido em acreditar naquelas palavras que um dia lhe soaram vazias.
Foi através de sua tia Joana que descobrira toda a verdade. Doeu saber que seu pai estava preso algo que ele não havia feito. Ela acreditava na inocência de seu pai ou talvez fosse apenas o medo de perdê-lo para sempre. Com o passar dos primeiros meses da prisão, Amy sofrera bastante. Ficou apegada as boas memórias que vivera a lado dele, mas quando chegava dia de visita e sua mãe não a levava ficava num canto da casa chorando até que o cansaço a fizesse dormir.
Com o passar de alguns anos descobriu o endereço de onde seu pai estava e todo dinheiro que conseguia guardava para levar uma lembrança para ele e também para conseguir uma carona. Nunca desistira de seus sonhos porque ele a motivava sempre, mesmo com o mundo desabando sobre a sua cabeça alguém torcia pelo sucesso dela. Sempre havia um fio de esperança que a mantinha viva.
— Amy? — Chamava Angelique.
— Me desculpa... estava pensando em algumas coisas.
— O que acha de darmos um bom passeio pela cidade só para relembrar os bons momentos?
— E a tia Joana?
— Ela está ocupada com o Ivan. Tem muitas pessoas para ela dar atenção.
— Que tal a noite? Gosto da vida noturna, das luzes e do clima tranquilo daqui.
— Como desejar Amy!
**********
Joana sempre realizava jantares festivos quando algum parente a visitava. Com a presença de Amy não seria tão diferente. As mulheres se reuniram para começarem os preparos do jantar. A alegria de se estar em um ambiente familiar contagiava todos. As outras pessoas que estavam na chácara eram completamente simpáticas, dentre elas turistas que optaram passar seus dias num lugar tranquilo. Tudo o que era bom e agradável Joana oferecia em seu espaço.
A pequena Jolie estava na varanda treinando alguns passos de dança. A cena que se desenvolvia era completamente fofa. A cada esforço que fazia ela tentava se superar cada vez mais. Amy admirava as pessoas persistentes.
— Jolie?
A garota se assustou.
— Amy? Desculpa, não era para você me ver dançar. Não sou tão boa quanto você. Queria fazer uma pequena apresentação para as pessoas que estão na chácara. — Disse ela sonhadora.
— Jolie, não pode desistir assim tão fácil. Vou te contar um segredo, para ser boa você tem de treinar todos os dias, se dedicar e amar o que faz.
— Me ajuda?
Amy sorriu largamente. Colocou uma música animada para que Jolie pudesse acompanha-la sem nenhum problema. Era uma das quais Amy aprendera a dançar na marra. Mesmo sendo uma dança desenvolvida especialmente para rapazes ela conseguiu se superar e fazer melhor. Iniciou a dança mostrando os passos básicos e iniciantes para a execução de uma bela dança. Jolie tinha facilidade em aprender os novos passos. Uma vez Amy mostrava e depois a garota executava com maestria. Jolie se empolgava e sorria como quem tivesse ganhado o melhor presente do mundo. Juntas era como se estivessem num verdadeiro show. Para ajudar ainda mais o momento de cumplicidade, Joana pediu para que Angelique aumentasse a música no último volume. Jolie se empolgava com a música. Logo os visitantes da chácara se puseram a assistir o pequeno show que ali acontecia.
Angelique e Ivan se juntaram e colocavam todos a dançar. Presa naquele momento onde Amy apenas desejava ensinar Jolie não se deu conta do que fizera. Seu olhar ao se estender para fora da varando notou as pessoas animadas, curtindo o momento. Era mais do que ela se imaginava ser capaz. Mudara a noite de todas aquelas pessoas. Amava o poder que a arte em seu contexto possuía. Por mais simples que fosse a dança, a apresentação conseguira comover pessoas, foi capaz de tirar as pessoas de seu conforto, da sua tranquilidade e lhe proporcionara um momento de prazer, de alegria do qual levariam em seus corações e em suas mentes.
Aplausos vieram de todos os lados. Jolie chorava emocionada.
— Amy, estão nos aplaudindo! Nunca recebi tantos aplausos na minha vida.
— Aproveita querida! Você merece. Nunca desista dos seus sonhos.
— Obrigado Amy! Você é a melhor prima do mundo! — Exclamou a jovem abraçando Amy calorosamente.
— Gosto de te ver sorrindo, Jolie. Agora vá dançar com as pessoas lá embaixo.
Jolie ainda sorrindo atendeu ao pedido da moça. Ver todas aquelas pessoas alegres motivava Amy a não desistir do mundo artístico. Toda aquela alegria espalhada pela chácara fez com que ela desejasse passar mais tempo com a família que ela tanto amava. Ali, Amy encontrava o que não possuía em sua própria casa. Não sabia como era tão bom receber o carinho materno, de pessoas que a compreendiam e a amava profundamente.
— Querida? — Chamava Joana docemente.
— Oi tia!Precisa de ajuda na cozinha?
Joana respirou fundo.
— Não, meu bem! Só vim te agradecer por ser essa pessoa maravilhosa nas nossas vidas. Sei o quanto pode se sentir ignorada na cidade grande, por ter uma mãe que não te valoriza como deve, mas aqui todos nós te amamos profundamente. Sempre que tiver algum problema sério, conte conosco para te ajudar.
— Obrigado tia! Aqui com vocês me sinto livre.
— Vai se divertir com o pessoal, daqui a pouco o jantar será servido.
Amy não hesitou em se juntar às pessoas. Angelique e Ivan dançavam e riam ao mesmo tempo. Até parecia cena de filme. A chácara tão iluminada se tornava especial e aconchegante.
— Amy, essa é a sua música!
— Sério mesmo? Vai fazer com que eu lembre do meu pai? Ele é quem gostava de New Kids On The Block. — Amy sorria divertida.
Angelique, Amy e Ivan dançavam empolgados ao som de “Step by Step”. Uma música bem agitada e gostosa de dançar. Durante horas esse clima de alegria e festa permaneceu envolvendo todos. Todos carregavam o ar de felicidade e contentamento em seus rostos.
Joana anunciou que o jantar logo seria servido. Amy e Angelique optaram por tomarem um banho antes do jantar, pois em breve elas teriam o momento tão esperado. Passeariam juntas a fim de colocarem toda a conversa em dia. Quanto mais momentos Amy passava ali na chácara, menos ela desejava ir embora. Só precisava do seu pai para tornar tudo melhor na sua vida. Não aguentava mais esperar para tê-lo tão perto, assim largaria tudo para viver com ele. O grande motivador de seus sonhos.
**********
Após o jantar, Amy e Angelique ajudaram Joana a deixar tudo organizado. Assim todos poderiam aproveitar a noite encantadora do modo que desejassem. Não demorou para que as duas jovens pedissem para Ivan deixá-las na praça ali na praça mais próxima.
As ruas da praça estavam completamente movimentadas, crianças e casais aproveitavam cada momento ao lado de quem amavam. Famílias e turistas se encantavam com as pinturas históricas.
— Amy e a sua mãe? Ela ainda continua carrasca?
— Sempre! Queria que ela voltasse a ser a boa mãe que um dia ela foi. Sinto saudades de chegar em casa e receber um abraço que me faça tão bem. Talvez eu esteja desejando demais.
Angelique se comoveu.
— Ela vai mudar! Acredite. Só precisa se separar do Bernard.
— É o que eu mais desejo na minha vida. Aquele cara me enoja. — Esbravejou Amy cerrando os punhos.
— Vamos pensar em coisas boas!
— Claro! Quero saber mais sobre o seu casamento! Afinal, sou uma das madrinhas.
— Não quero nada exagerado, apenas o suficiente para guardar na memória um dia tão importante na vida de uma mulher. O Craig é um amor! Sempre que me visita, gosta de ajudar minha mãe. Ela o chama de filho.
Amy notou o brilho nos olhos de sua prima.
— Ele te faz especial. Isso é bom, é mágico.
— O seu príncipe está por ai procurando a donzela que lhe roubou o coração. Vindo em seu cavalo branco.
— Ele deve estar vindo numa tartaruga pra demorar tanto.
Angelique não se conteve e riu.
O companheirismo delas era impressionante e lindo de se ver. Caminhavam, riam, brincavam a cada lugar que passavam. Amy se encantava cada vez mais por aquele lugar que lhe trazia tantas recordações maravilhosas. Se pudesse passaria a sua vida toda ali. Ivan as aguardava para juntos retornarem para a chácara, pois já estava ficando tarde para moças responsáveis ficarem na rua.
Ao chegarem à chácara o silencio reinava. Todos dormiam em suas camas confortáveis. Amy foi para o seu quarto, sabia o quanto custaria a pegar no sono. As noites eram tristes e solitárias sem o pai. Todas as noites, Amy sofria com a ausência de seu pai. Seu peito doía de tanta saudade. Sonhava com o momento em que o abraçaria longe daquelas grades frias, esquecer aqueles grandes muros cinza que os separavam.
Dormir com pessoas abençoadas e positivas lhe faria muito bem. Com a união fortalecida iriam lutar pela liberdade de Raymond. Contavam com a ajuda das melhores pessoas que estavam qualificadas no caso. O futuro seria melhor do que sonhava. Eles acreditavam na liberdade que poderia estar cada vez mais próxima.
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