Notas iniciais
Mais um capitulo fresquinho! Boa leitura.

Na terça e quarta feira não houve aula de modo que Marcus não pudera ver Amy como tanto desejava. Mesmo seu pai lhe dito que a jovem não iria para a Itália, Marcus queria fazê-la mudar de idéia, mas ir até a sua casa parecia um erro. Não sabia como Ingrid poderia recebê-lo. Aquela viagem não significaria nada se Amy não estiver presente.

“Amy, me encontre na sorveteria em dez minutos. Estou te esperando. Caso de vida ou morte”

Amy olhou o seu celular e ficou sem reação. Sem pensar duas vezes saiu de casa correndo. Ao chegar na sorveteria o viu sentado na mais perfeita tranqüilidade. Marcus tinha sérios problemas mentais, só podia. Ao avistá-la a sua tranqüilidade havia ido embora em fração de segundos.

— Qual é o problema? Por que você não quer viajar com a minha família? Fizemos algo de errado? — Perguntava ele sem parar — Só me dê um motivo para acreditar que não tem vergonha de mim.

— Marcus cala a boca. — Esbravejou ela — Me escuta, por favor. Minha mãe é paranóica, não posso sair sem a permissão dela.

— Sua mãe que se dane! — Gritou ele — Não me importo com ela desde que eu possa te dar o melhor fim de semana de toda a sua vida. Eu preciso de você comigo, Amy. Só nós.

O que estava acontecendo? Um estranho arrepio tomou conta do corpo dela. Coisa boa não poderia ser.

— Em primeiro lugar, quero que se acalme. Do fundo do meu coração, agradeço a sua generosidade em querer que eu me divirta um pouco. Você sabe que a nossa realidade é diferente. Adoraria realizar essa viagem, mas no momento não é possível.

Nervoso, Marcus andava de um lado para o outro.

— Você não gosta de mim.

— Eu adoro você. — Agoniada em vê-lo nervoso, colocou-se diante dele obrigando-o a parar — Olha pra mim, o que vou dizer é importante. — Marcus não queria olhá-la. Calmamente ela tocou o rosto dele. A fúria que antes existia foi derretendo ficando apenas o amável Marcus — É tudo brincadeira, meu querido. Pedi para o seu pai mentir pra vocês. Estarei com vocês nessa viagem.

Marcus bufou incrédulo.

— Que maldade! Eu quase morri do coração. Amy, por que fez isso?

— Queria ver a sua reação, mas vi que não foi legal.

— É... Se você fosse minha namorada, te matava agora mesmo.

— Um abraço como oferta de paz? — Perguntou ela abrindo os braços pronto para recebê-lo.

Era assim que Marcus gostava. Tudo estava caminhando como planejara. E aquele abraço que estava recebendo era o melhor presente do mundo. Sentia-se bem em todos os sentidos. Naquele exato momento ele abraçava todo o seu mundo sem que ela imaginasse o quanto ansiava por algo mais do que a sua amizade.

— Não conte nada à sua irmã, e finja que não sabe de nada, pelo amor de Deus.

— Sem problemas.

— Preciso voltar para casa. Daqui a pouco meu padrasto chega e tenho que fingir que não saí de casa.

— Vai lá. Boa sorte.

Amy foi dar-lhe um beijo de despedida no rosto, mas sem querer Marcus virara o rosto e os seus lábios se encostaram. Rapidamente ela se esquivou ruborizada.

— Até amanhã.

Marcus tentou lhe dizer algo, mas ela já estava correndo de volta para casa. Essa amizade ainda o deixaria louco, mas ele sabia o quanto tinha de ser paciente. Apressar o sentimento não era a saída correta. Conquistaria dia-a-dia o afeto de Amy.

**********

O dia tão aguardado pela família Lancaster havia chegado. Evie estava amuada por saber que a sua amiga não estaria junto. Não queria saber de conversas, quanto à Marcus ele tentava disfarçar que sabia a verdade. No aeroporto, a família esperava sem precisar.

— Por que estamos parados? O jatinho já está esperando por nós. — Reclamou Evie colocando seus óculos escuros.

Apressada, vinha Amy em direção à família. Evie soltou um grito tão estridente que fez com que os poucos passageiros os olhassem assustados. Como conter a alegria de Evie num momento como aqueles?Não havia como.

— Miguxa! Aaaaah! Não consigo acreditar que você veio. Eu te amo.

— Não poderia deixá-los na mão. É um prazer vê-los.

Estella sorriu docemente enquanto esperava receber um abraço da jovem.

— Fico feliz que tenha vindo. Sua companhia será um presente dos deuses. — Estella mantinha o seu braço envolto no de Amy — Será o fim de semana mais inesquecível desde a minha lua de mel.

Marcus e Hilbert coraram imediatamente.

— Mamãe! — Repreendeu Marcus envergonhado — Não precisamos saber da sua lua de mel.

— Peço desculpas, pois foi na lua de mel em que você foi concebido, meu amor.

Rindo, cada um deles pegou os seus pertences e se colocaram a caminhar. Foram para o portão de embarque. Ao seguir os passos da família reunida, Amy começou a sentir um medo perturbador tomar conta dela. Tinha que confiar que tudo iria dar certo. Ao passarem pelo portão de embarque, confusa Amy indagou:

— Hilbert, pensei que íamos de avião comum. — Murmurou Amy — Jatinho é um pouco demais para o meu medo de altura.

— Não se preocupe, Amy. Estarei ao seu lado segurando sua mão.

Evie, Estella e Hilbert os olhavam esperando uma resposta.

— Agradeço por se preocupar. — Disse Amy simplesmente.

— Vocês seriam um casal muito lindo se namorassem — Comentou Evie sonhadora — Combinam tanto junto.

— Minha amiga e eu somos lindos de qualquer forma, Evie — Brincou ele notando a seriedade que começava a nascer em Amy — Seremos um casal apenas no palco, se precisar.

— Está na hora, meu queridos. Todos ocupando seus lugares.

Durante a ocupação dos lugares no jatinho particular estavam tranquilos. Estar com áqüea família fazia o coração de Amy saltar pela boa. Poderia haver uma explicação plausível para o que estava vivendo. Ninguém se apegava tão fácil a ela. Não era desse jeito que funcionava para Amy. Tinha medo em querer algumas respostas, mas também poderia magoar toda a família e isso ela jamais desejaria.

Depois de decolarem não houve mais conversas entre eles. Amy mantivera os olhos fechados devido ao seu medo de altura, Evie assistia a um filme em seu DVD portátil. Marcus só gostava de observar Amy na tentativa de controlar o medo. Os nós de seus dedos ficaram brancos devido à força que fazia. Ao mesmo tempo em que sentia pena, ele se divertia. Não era difícil decifrá-la. Bastava ter paciência e aos poucos ela desabrochava como uma flor na primavera.

Para Estella e Hilbert aquela cena se tornava engraçada, mas de certa forma tocante. Nunca conheceram uma jovem que queria ser livre, mas que tinha medo de altura. Em breve ela aprenderia a superar cada um de seus medos. Essa era uma das lições mais importantes da família Lancaster. Superação! A palavra que os regia.

Depois de estarem mais tranquilos começaram a manter a jovem ocupada a fim de que ela esquecesse que estava nas alturas. Literalmente. Evie sempre empolgada falava detalhadamente da casa italiana. Amy não conseguia conter a ansiedade. Amava conhecer novos lugares, mesmo que as suas oportunidades fossem poucas. Sempre foi grata ao que possuía, de uma forma ou de outra.

Um carro bem discreto os esperava para levá-los até a casa. Estar em outro país já deixava Amy cada vez mais nervosa. Não havia como conter toda aquela ansiedade. Olhar para a sua amiga a fazia sorrir, afinal, Evie estava parecendo com um superstar quando chegava num lugar totalmente novo. O motorista ajudou-os a guardar as malas, e logo já estavam seguiam caminho para a tão aguardada casa italiana. Cada curva, cada árvore que ia ficando para trás mostrava o quanto Amy ainda tinha muito o que viver.

Seus olhos castanhos brilhavam intensamente. Foi numa dessas olhadas em que seu olhar se encontrou com o de Marcus. Aquele olhar a deixara desconfortável por um breve momento. Um sorriso encantador preencheu os seus lábios. Aquela visão era perfeita para Marcus. Não precisava repreender tanto os seus sentimentos com a família por perto. Eles o compreendiam e estavam mais do que dispostos a ajudá-lo a conquistar aquela jovem.

Durante o breve percurso Evie e Marcus não paravam de falar das aventuras que viveram naquela casa. As histórias eram cheias de bagunças e piadas. Não conseguia imaginar que Marcus fosse tão arteiro. Hibert e Estella se mostravam por ver o quanto seu filho havia crescido e amadurecido durante todos aqueles anos. Ele sempre colocava as pessoas que mais gostava em prioridade. Principalmente os amigos. Não demorou para que o carro estacionasse na frente da casa.

A suposta “casa” que tanto falavam não se parecia em nada com o que Amy imaginava. Por fora grandes estatuas de leões enfeitavam o portão entrada. De longe já era possível notar a grande piscina cristalina, logo um pouco mais a frente escadas que davam acesso a casa. A casa possuía a coloração em creme com branco. Um verdadeiro charme aos olhos.

— Como vocês são modestos! Isso aqui não é uma casa qualquer, está mais para uma mansão, um palácio. Tudo isso, menos casa. — Comentou ela espantada com os cômodos.

— Essa mansão foi um presente do meu pai quando me casei. Ele queria que eu morasse aqui, mas os negócios da família estão em Nova York, por isso usamos essa casa só para relaxar, comemorar datas especiais. — Explicou Estella — Por que não aproveitam a tarde na piscina? Logo levarei uns lanchinhos para vocês.

Evie se animava.

— Venha, vamos nos trocar para tomarmos um maravilhoso banho na piscina.

Sem hesitar, Amy foi arrastada pelos degraus acima. Não havia como se acostumar com aquela vida tão tranquila. Evie era muito mais agitada do que Amy poderia imaginar. Alguns minutos se passaram desde que as garotas foram trocar de roupa. Evie esperava por Amy no quarto. Estava sentada na cama esperando que Amy saísse do banheiro com o seu biquíni já trocado. O dia estava propicio para ficarem o dia inteiro na piscina.

— Amiga, está tudo bem?

Amy se olhava naquele espelho imenso e se sentia estranha. Não estava acostumada a usar aquele tipo de roupa.

—Eu acho que não é uma boa idéia eu ficar de biquíni, Evie.

— Saí desse banheiro. Deixa eu ver como ficou ou chamo o meu irmão.

Com medo de que Evie pudesse de fato chamar o irmão, saiu do banheiro envergonhada. Evie assoviou admirada.

— Caramba! Seu corpo é lindo, Amy. Por que a vergonha?

Amy torcia as mãos.

— Eu nunca precisei usar um biquíni na minha vida. Nunca mostrei o meu corpo dessa forma, só me vêem vestida adequadamente.

Uma batida na porta fez o sangue da jovem congelar.

— Meninas, precisam de algo? — Perguntou Estella entrando no quarto.

— Um conselho talvez. — Murmurou Amy tentando se cobrir.

Estella havia notado que Amy queria chorar.

— Não precisa ter vergonha do seu corpo, meu amor! Ele é lindo e qualquer mulher se mataria para ter um corpo como o seu. Seu ex namorado deve ter amado ter uma noite com você.

Ao colocar as mãos no rosto, Estella entendeu o motivo.

— Você ainda é virgem? — Perguntou Evie chocada.

— Sou. Nunca na minha vida mostrei o meu corpo dessa forma. Mesmo vestida no dia-a-dia as pessoas mexem comigo e me sinto desconfortável.

— Não se preocupe com o Marcus. Ele é um verdadeiro cavalheiro. No fundo vocês são amigos e amigos respeitam um ao outro. — Para que ela se sentisse mais à vontade pegou uma saída de praia — Pronto! Assim não estará tão exposta. Qualquer problema é só me chamar, querida.

— Podemos descer?

— Estella, agradeço por me ajudar. Só não comente nada do que foi conversado aqui. — Pediu Amy com a voz embargada de choro — Prefiro que muitas coisas continuem sendo um segredo.

— Pode confiar, querida.

Em poucos segundos as mulheres daquela casa estavam descendo as escadas entre risos. Juntas, nem faziam com que Amy se sentisse deslocada. A relação que estava criando com os membros daquela família lhe trazia segurança. Era como se eles a conhecessem de outras épocas.

Marcus estava envolvido numa conversa animadora com Hilbert no andar de baixo. Deliciavam-se com chá gelado.

— Estou vendo o quanto está animado para aproveitar o dia com a sua amiga. — Comentou o pai orgulhoso — A Amy estava um pouco mais quieta do que o normal durante a viagem .

Marcus coçou a orelha.

— É porque ela tem medo de altura. Acho que estava tentando se controlar. Não é fácil se acostumar com longas viagens nas alturas.

As risadas das mulheres os fizeram interromper a conversa rapidamente. Os olhos azuis de Marcus faiscaram ao pousarem no corpo de Amy. Marcus perdera a fala ao ver Amy completamente à vontade. Nunca imaginara que ela fosse mostrar o corpo daquela forma.

— Estaremos na piscina. — Murmurou Evie carregando a amiga consigo.

Estella colocara o braço a redor do filho.

— Eu sei... Ela é linda, mas seja gentil, principalmente educado.

— Por que está falando desse jeito, mãe?

— É apenas um conselho, meu filho.

Marcus passara o dia evitando entrar no campo de visão de Amy. Notara o quanto ela se sentia mal por estar em trajes de banho, mas não se importava. Só queria que ela se divertisse e esquecesse todos os problemas que tinha. De longe apenas notava o quanto ela e sua irmã se divertiam contando fatos engraçados de suas vidas.

Estella preparara alguns sanduíches naturais assim como os sucos. Infelizmente teriam de fazer algumas compras para durar as noites que estariam por ali. Coisa básica, mas extremamente essencial. Pediu para que o próprio filho levasse os lanches para as garotas, mas se sentia mal, pois sabia que não iria conseguir disfarçar o que estava sentindo naquele dia. Era estranho ele estar mais vulnerável. Raramente se sentia assim. Na sua vida tudo sempre fora diversão e de repente estava todo caidinho de amor por uma garota que mal conhecia.

Marcus nunca fora do tipo compromissado, mas Amy conseguiu fazer com que no instante em que a vira pela primeira vez, mudasse sua forma de pensar. Só queria ter a sorte de mostrar a ela o quanto era confiável e que não seria como antes. Até pensava em algum momento pedi-la em casamento. Poderia estar ficando louco? Haveria uma explicação?

Empurrado por sua mãe, Marcus foi obrigado ir até a área da piscina e sentar-se numa das espreguiçadeiras brancas coberta por toalhas.

— Querem algo do mercado? Iremos comprar algumas coisas para o jantar.

Evie imediatamente se levantou e foi colocar uma roupa mais adequada para sair. Ela nunca recusava uma ida ao mercado. O clima entre eles estava tenso, não ousavam dizer uma única palavra. Ficar sozinha com Marcus naqueles trajes deixou Amy assustada. Era tudo o que ela não desejava.

— Não precisa fazer essa cara de susto, não. Confie em mim, Amy.

— Desculpa, é que... Ah esquece. — No fim ela sorriu.

Marcus ficou em silêncio e checou a temperatura da água.

— Entra um pouco na piscina. A água está maravilhosa.

— Não sei nadar, Marcus.

— Segure em minha mão, eu estarei contigo. Serei seu professor por um dia.

A proposta era tentadora, mas Amy não queria dar trabalho e não iria cometer a loucura de entrar na piscina. Não sabia nadar não queria aprender tão cedo.

— Agradeço, mas eu não quero mesmo entrar na piscina. Não vai ser fácil superar esse meu medo de águas profundas e de altura.

Marcus compreendia a situação. Se ela não queria aprender, quem seria ele para desrespeitar a sua decisão. Ele a estudava cautelosamente enquanto voltava a sentar-se na espreguiçadeira. Tão encantadora. Por que nunca conhecera uma pessoa tão boa quanto ela anos atrás? Sua vida seria tão mais fácil. O silêncio entre eles era dominante, mas talvez fosse o momento de tentar abrir o seu coração. Determinado, era isso o que ele iria fazer. Sua oportunidade estava bem à sua frente.

— Amy, eu gosto tanto de você.

Amy tomara um susto que a fez levar a mão até o peito. Ela não queria acreditar no que ouvia. Aquelas palavras a iludiram uma vez e a machucaram. Não estava pronta para outra partida.

— Eu não sei o que te dizer Marcus, mas não quero que essa nossa amizade sofra com novas mudanças.

— Eu gosto de você como amiga — Mentiu ele — Sempre posso contar com a sua ajuda e com os seus conselhos.

Um peso imenso foi tirado dos ombros de Amy.

— Desculpa ter pensado diferente, mas é que mesmo que fosse outra pessoa eu não estou pronta para ter um relacionamento.

— Ai amiga — Disse ele com a voz afetada — Pode me contar tudo o que aconteceu no passado.

Ela riu por contragosto.

— Melhor não! Podemos ficar quietinhos admirando essa paisagem maravilhosa enquanto os nossos pensamentos voam e se libertam?

— Podemos.

Marcus a puxou para perto de si e ali ficaram olhando a bela paisagem que se estendia. O céu intensamente azul com o sol brilhando a pino. Ficaram assim por um curto intervalo, pois parecia que o universo não estava querendo ajudar a manter a paz naquele dia maravilhoso.

Toda aquela tranqüilidade logo acabou por uma risada estridente de uma jovem.

— Moreco? — Chamava a voz — Moreco é você mesmo?

Marcus olhou assustado em direção a aquela voz. Não poderia ser verdade o que vivenciava naquele momento.

— Candence? — Indagou ele num sobressalto — O que faz aqui?

— Oras, chuchu! Pensei que tivesse sentindo saudades de mim, afinal as nossas noites foram inesquecíveis.

Marcus pigarreou.

— Isso já faz parte do passado, Candance. Eu mudei — Puxou Amy para perto de si — Essa aqui é a minha namorada, Amy.

Candence a olhava de cima a baixo. Queria saber um pouco mais à respeito daquela jovem que estava com o seu ex.

— Meu amor, será que podemos voltar ao nosso momento maravilhoso. — Amy aceitou o desafio. Ajudou Marcus a manter os braços envoltos em seu corpo. — Foi um prazer te conhecer, querida.

— Estou vendo que é uma garota de sorte! — Exclamou Candence enciumada — Cuidado, querida! Os relacionamentos de Marcus não costumam durar mais que meses.

Amy sentiu vontade de rir, mas se conteve.

— Desculpa, mas o que existe entre Marcus e eu é mais do que o prazer de estar juntos, é o amor, o sentimento puro e verdadeiro. Ele cansou de toda noite ter qualquer garota em sua cama. Nós nos amamos e espero que possa ir ao jantar de noivado daqui a alguns meses.

A máscara de Candence havia caído por completo. Não tinha mais volta, Marcus nunca seria livre novamente.

— Desejo toda felicidade do mundo ao casal. Até nunca mais, Marcus.

A garota saiu toda pomposa da casa. Sem querer soltar-se de Amy, Marcus pousou sua cabeça sob os ombros da mesma. Sentia o seu perfume adocicado. Estava óbvio que ele não gostara de que Amy descobrisse uma parte de sua vida.

— Ei, tudo bem? — Sussurrou ela segurando suas mãos.

— Estou! Peço desculpas por te envolver numa história maluca, mas desde que passamosas férias de verão aqui, essa mulher me persegue. Ela não consegue entender que não a quero mais e que talvez eu esteja mudando de fato. Espero que não me julgue, Amy.

Ela sorrira.

— Não tenho o direito de julgar ninguém, Marcus. Será que poderia me soltar?

Ele não hesitou.

— Deveria ganhar um prêmio de melhor atriz. Isso seria muito interessante.

— Não penso assim. Gosto de ajudar os meus amigos. Faria de novo se precisasse.

Marcus arqueara a sobrancelha.

— Bom saber.

O dia passara de forma tranquila. Depois de passarem um bom tempo conversando, Amy ajudou Estella a preparar o jantar. Ora cantavam animadamente ora contavam piadas, mas sem perder o entusiasmo. Hilbert prometera que no dia seguinte os levaria para um passeio gratificante, iriam conhecer as maravilhas italianas como tanto desejavam. A viagem só estava começando.

**********

O sol brilhava intensamente. Hilbert e Estella estavam esperando que os jovens dessem algum sinal de vida, afinal foram dormir tão tarde. Os três dormiram no mesmo quarto, como se tivessem acampando. Entrar no quarto e ver aquela cena fez com que o seu coração de mãe se apertasse. Por que seus filhos estavam crescendo tão rapidamente. Sentia saudades do tempo em que ela tinha de ficar correndo atrás deles pela mansão. O tempo passava e só então ela percebera que os seus bebês estavam se tornando independentes.

Como prometido, Hilbert os levou até os restaurantes mais famosos a fim de que se adaptassem à culinária do local, livrarias com o seu charme de época, floriculturas extremante belas e acolhedoras, parques históricos. Tudo era um encanto. O mundo sempre tinha o melhor para oferecer e ser descoberto. Hilbert escondera o fato de que eles iriam até o Coliseu e dali partiriam em direção à Fontana di Trevi. Ele sabia o quanto era importante passar pela fonte dos desejos, como dizia os turistas. Se os desejos se realizavam isso ele não podia dizer, mas valia apena fazer com que as pessoas acreditassem na magia. Os desejos feitos naquela fonte era a prova de que as pessoas ainda acreditavam nos seus sonhos e nas esperanças que ainda lhes restavam.

— Venham crianças, cada um pegue uma moeda e façam um pedido. — Explicou ele estendendo a mão com as moedas.

Evie mais uma vez tomou a frente de todos e se preparou para atirar a moeda por cima de sua cabeça. Não queria nada para si, mas a vera felicidade de seus familiares e amigos era tudo o que ela poderia pedir. Era mais fácil pensar desse jeito.

— Você também querida! — Exclamou Hilbert colocando a moeda em sua mão — Peça com o coração.

Amy ficou de costas para a fonte e fechou os olhos com força. Sua respiração estava entrecortada, sabia que todos a olhavam naquele momento, mas em seu coração o seu pedido ganhava mais força. Permitiu que os ventos levassem o seu pedido com todas as suas forças. A moeda em sua mão esquentava cada vez mais e então ela jogou por cima da cabeça.

— Isso ai garota! — Hilbert batia palmas — Agora falta nós três.

Amy e Evie se afastaram um pouco daquele amontoado de pessoas. Não demoraram tanto quanto elas acreditavam que seria. O dia que estavam vivendo entraria como um dos inesquecíveis de Amy. Toda aquela energia que sentia lhe fazia bem. Ela acreditava que o seu desejo logo iria se realizar. Acreditar já o começo para grandes realizações.

**********

Depois do jantar, Marcus queria levar as garotas para uma danceteria, assim seus pais poderiam ter alguma privacidade. Seus pais não hesitaram em concordar com a ideia do rapaz. Não era necessário que passassem todo o tempo junto com os adultos, precisavam se divertir com outros jovens também.

A danceteria escolhida pelos jovens era próxima à Piazza Di Spagna. Uma danceteria bem reservada, mas que tocava boas músicas. Algumas das pessoas que ali freqüentavam reconheceram Marcus quando ele entrara. Evie ficara admirada pelo respeito que o irmão tinha chegava aos lugares. Não perguntaria nada, pois sabia ao que se devia a sua fama. O importante era se divertir naquela noite e nada mais.

Alguns rapazes olhavam curiosos para Amy e Evie, mas Marcus não facilitava as coisas para a concorrência. Não seria uma noite de pegação, apenas curtição. Mostrava o quanto aquelas garotas estavam bem acompanhadas. Ambos se entregavam ao som das músicas, contavam piadas, mas principalmente notavam o quanto aquele ambiente aproximava as pessoas. Amy já havia esquecido por completo o incidente no dia anterior. A noite poderia ser bem mais divertida ao lado de pessoas especiais.

Assim que chegaram foram até o bar e se serviram de chá gelado e refrigerante. Desta forma seria melhor para não causarem confusão. Timidamente Evie e Amy se balançavam ao ritmo da música que tocava. Era algo tranquilo, como uma balda romântica. O toque do piano junto com o sax fez com que Amy fechasse os olhos ao lembrar qual era a música.

Uma luz mais acolhedora tomou conta do ambiente. Amy olhava tudo aquilo admirada. Nunca pensara que a vida noturna pudesse ser carregada de magia.

— Evie, isso é tão lindo! — Exclamava Amy admirada.

— Eu sei que sou lindo, meninas — Brincava Marcus descontraído.

Elas riram juntas.

— Por que vocês não vão dançar um pouco? Até parece que são os pais sem graça. — Reclamava Evie — Divirtam-se babys!

Atendendo ao pedido da jovem, Marcus puxou Amy pela mão até a pista. Seu coração batia aceleradamente. Seu toque para com ela era calmo e gentil. Amy se permita ser conduzida pelas notas da música. Seus corpos já estavam bem próximos.

Come with me and sharethe view

I’ll help you see forever tôo

Hold me now, touch me now

I don’t wanna to live without you

Nothing’s gonna change my Love for you

You ougtha know by now how much i love you

One thing you can be sure of, I’ll never ask for more than your Love

Nothing’s gonna change my love for you

You ougtha know by now how much i love you

The one that changed my whole life through

But nothing’s gonna change my love for you

Para onde quer que olhasse casais dançavam coladinhos, mas logo o DJ acelerou o ritmo e Amy e Marcus voltaram a dar atenção para Evie.

— Essa música do Glen Medeiros é simplesmente perfeita. Um verdadeiro clássico. — Comentava Marcus empolgado.

— Nothing’s gonna change my love for you me fascina. — Disse Amy após tomar um pouco do chá — Vou sugerir ela para a Margareth. Quem sabe ela monta algo bem legal.

— Ótimo! — Exclamou Evie — Uma música que está inspirando minha amiga. Que coisa mais linda. É uma pena ela ser tão romântica.

— O romantismo nunca morre, maninha.

O DJ diversificava o ritmo das músicas já conhecidas por Amy. Era como se sentir em casa.

A música da Britney Spears começou a tocar e os jovens ali da danceteria já começavam a se empolgar. Evie estava bem próxima a Amy e juntas elas cantavam a música a plenos pulmões, como se gritar as ajudasse a aliviar a tensão. Overprotected resumia o momento que Amy vivia atualmente.

What am I do with my life?

(You Will find out don’t worry)

How am I supposed to know what’s right?

(You just to do it your way)

I can’t help the way i feel

But my life has been so overprotected

I tell ‘em what I like

What I want and what I don’t

But everytime I do I stand corrected

Things that I’ve been told

I can’t believe what I hear about the world, I realize

I’m Overprotected

Sua dança sensual fazia com que mais olhares fossem direcionados a dupla. Marcus sorria orgulhoso por ver o quanto sua irmã e Amy se divertiam juntas. Gostava de ver o sorriso estampado no rosto das duas jovens que eram importantes em sua vida. Com os olhos fechados Amy se entregava à sua liberdade e dançava com graça mesmo que não fosse a sua intenção. Ela conseguia esquecer o mundo à sua volta. Era essas memórias que Marcus queria levar consigo sempre que pensava em desistir de lutar por aquela garota.

— Mark! — Chamava Evie fazendo gestos.

— O que foi? — Gritou ele na tentativa de que elas pudessem ouvi-lo.

— Vem, vamos tirar uma foto.

Evie retirou de sua pequena bolsa o celular e registrou o momento. Marcus se sentia maravilhado por ter a oportunidade de viver os melhores dias da sua vida ao lado de pessoas tão importantes.

— Meus amores, podemos ir para casa? Estou cansada.

Amy assentiu concordando.

— Claro que podemos, Evie. — Disse ele — Só quero garantir a segurança de vocês duas.

**********

Já era domingo e todos os minutos deveriam ser bem aproveitados por todos, afinal, logo retornariam para Nova York, para os seus lares, para as suas vidas agitadas. Logo pela manhã, Hilbert decidiu levá-los para fazerem um passeio pelos museus, centros educacionais mais importantes, praças dentre outras curiosidades da cultura italiana. A gastronomia do país deixava Amy cada vez mais encantada, estava acostumada com os fast-foods, mas saborear comida caseira lhe deixava satisfeita. Cada um dos pratos preparados pela mamas era um verdadeiro banquete dos deuses. Não havia como deixar de se deliciar.

Amy e Evie esperavam pelos adultos sentadas num batente próximo ao local onde acontecia os eventos mais importantes. Havia alguns minutos desde que os adultos as deixaram a sós. Deveria estar uma fila muito grande para demorarem tanto.

— O que está achando dessa viagem, Amy? — Perguntou Evie animada pelo fato de sua nova amiga estar entre sua família.

— Confesso que eu não queria vir e dar despesas para os seus pais, mas gora que estou aqui, estou amando. Não tem como não sentir saudades de casa estando com companhias maravilhosas.

— A Itália é encantadora. — Suspirava Evie ao ver um rapaz admirando-as à distância.

Marcus se aproximou das jovens.

— Claro que a Itália é encantadora. Afinal, eu estou aqui. Sou lindo e charmoso.

As duas se entreolharam e começaram a gargalhar.

— Nossa maninho! Você não era tão idiota assim. O que está acontecendo com você?

Marcus deu de ombros.

— Não aconteceu nada, só estou feliz por estar com as mulheres da minha vida curtindo o fim de semana mais memorável de todos os tempos — Explicou ele admirando a paisagem que se estendia diante de si.

— Cadê o papai e a mamãe? Estão demorando demais. Vou procurá-los.

Evie se levantou e foi até a loja onde seus pais supostamente poderiam estar.

Amy encostou a cabeça nos ombros de Marcus e entrelaçou sua mão à dele. O pequeno gesto fez com que o rapaz começasse a sentir um calor inexplicável. Fechou os olhos a fim de guardar aquele momento para sempre em sua memória.

— Tudo bem? — Sussurrou ele.

— Sim.

— Fiquei muito feliz por ter aceitado o nosso convite. Nem sempre convidamos os nossos amigos, mas achei que precisaria de um tempo longe de toda confusão e principalmente do Donnie.

— Claro. O Donnie é um imbecil. Não sei o que deu em mim quando aceitei namorá-lo. Mesmo que ainda fosse mais jovem, não poderia ser influenciável desse jeito.

Marcus olhou-a por cima de seu ombro.

— Esquece. Já passou. Agora você tem uma nova vida a seguir. Muitas pessoas querem o seu bem. São essas pessoas que farão diferença no futuro. Elas estarão sempre ao seu lado para o que precisar.

Amy o admirava.

— Você foi criado por uma rainha. — Um breve silêncio — Marcus, eu não quero que a nossa amizade acabe. Obrigado por tudo, príncipe.

Marcus queria simplesmente ser mais do que amigo dela, mas seria paciente. Depositou um beijo na cabeça dela e sussurrou:

— Não precisa agradecer minha princesa. Eu por você e você por mim.

— Sempre

— Sempre.

Hilbert, Estella e Evie que voltavam para junto dos jovens ficaram enternecidos com a cena que presenciavam. Os três se entreolharam e esperavam que um dia aquela se tornasse algo mais forte e intenso. Aquele rapaz nutria um sentimento puro e belo pela sua amiga.

— Quem está a fim de se divertir? — Perguntou Hilbert divertido mostrando os ingressos.

Amy e Marcus se assustaram.

— Puta que pariu, pai. Desse jeito eu vou morrer do coração — Murmurava o rapaz.

— Não permitirei que você morra, Marcus. Ainda preciso do meu amigo.

Estella e Evie soltaram um gracejo do tipo : “Own que fofos.”

— E vocês duas, não se envergonham? — Brincava a jovem. — Ainda preciso do meu amigo.

— Tudo bem, meu amor. Marcus está aprendendo a ser dramático. — Disse Estella simplesmente.

— Eu aprendi com a melhor — Comentou ele passando o braço por cima do ombro de Amy. — Vocês precisam vê-la encenando.

A tarde deles fora bem agitada. Passearam pelos principais pontos turísticos italianos, desta vez com orientação dos historiadores. Todo aquele novo mundo que estava sendo apresentado à Amy era o melhor presente que ela poderia ganhar na vida.

Com Hilbert e Estella não havia pressão. Eles confiavam nos filhos que tinham e apostavam nessa nova amizade. Faltavam poucas horas para que o fim de semana encantador logo acabasse. Marcus orientado pelo pai, recebera o conselho de levá-las a um lugar onde pudessem fortalecer a amizade. Com mil idéias passando pela cabeça, ele já tinha o local perfeito.

Marcus por fim iria levar Amy e Evie a um lugar inusitado. Só dissera que precisava que as duas se aprontassem e vestissem algo que as deixassem livre. Com medo do que poderia ser as jovens seguiram as regras. Seus pais queriam aproveitar a última noite na Itália de forma tranquila. Não queriam correr riscos estando junto com os jovens.

Ao chegar no local desejado, Marcus se animava cada vez mais. As guiou até o ponto desejado. Respirou lentamente e prosseguiu:

— Podem tirar as vendas, princesas.

Amy não conseguia acreditar que estava num teatro italiano. Seus olhos se encheram de lagrimas.

— Que lindo, Marcus. Isso é tão maravilhoso.

— Lindo mesmo, mas agora quero ver os dois atuando pra mim. O que acham?

Ambos deram de ombros. Não era um pedido difícil de ser realizado.

— O que deseja Evie? — Perguntou Amy.

— Vou propor que a cena seja a seguinte. Amy é uma jovem deficiente visual e Marcus é aquele amigo intensamente apaixonado. — Ela notou quando o irmão a olhou incrédulo, mas ela prosseguiu — Quero que seja um momento de declaração, mas a personagem da Amy não quer ceder, pois acha que o amor é apenas para as pessoas que enxergam o mundo. Sua missão é conquistá-la. Me façam chorar.

Afastaram-se um do outro para que pudessem se concentrar. Evie torcia para que seu plano desse certo em algum momento. Queria ajudar o irmão a conquistar Amy. Talvez fosse o empurrãozinho que ele precisava.

Ao virarem a atuação já havia começado. Bastava que seguissem a proposta um do outro.

— Hannah?

— Shane, o que faz aqui? Pedi à minha mãe que não recebesse nenhuma visita.

— Não sou qualquer visita, sou seu melhor amigo, seu eterno amor.

— Não diga bobagens, o amor é só para quem tem o privilégio de enxergar. Não nasci com essa oportunidade você ainda quer que eu acredite que tudo pode ser diferente?

— Não seja tão dura consigo mesma. Todos podem se apaixonar, amar ao próximo. Mesmo uma pessoa como você, Hannah.

— Estou sendo sincera com você, Shane. Sempre fui. A sinceridade sempre funcionou conosco.

— Hannah, me permita que eu lhe conte o que sinto por você. Sempre gostei de você, talvez mais do que um verdadeiro amigo. — Evie sorria satisfeita, seu plano começava a entrar em cena — Estar junto de você, é como acordar depois de um belo sonho motivacional. Uma única vez eu quero te sentir da forma como sempre desejei, te ter em meus braços, fazê-la se entregar apenas a mim e a ninguém mais. — Os olhos de Marcus brilhavam intensamente. Não estava apenas atuando, em partes os seus sentimentos estavam sendo expostos sem que Amy percebesse a verdade — Eu te amo.

O personagem de Marcus aproximou-se ainda mais de Amy, a puxou contra si enquanto afagava-lhe os cabelos. De longe, Evie se ajeitava na poltrona esperando o próximo movimento. O clima entre eles era tão intenso que a respiração de ambos falhava. Aquela aproximação não fazia bem a ele, temia que conseguisse beijá-la e então não conseguiria parar tão cedo. Desejava Amy cada vez mais. O perfume de baunilha com flores o atiçava cada vez mais.

Faltando poucos centímetros para que o beijo tão esperado acontecesse, Evie não se controlou e começou a gritar desesperada.

— Beijem-se logo! Cassete, que demora. Isso é pior do que filme de terror. Não acabem comigo agora, seus idiotas. Ah eu quero morrer. Por que esses personagens nunca me ouvem? Deveriam seguir os meus conselhos. Nunca erro nas minhas previsões.

Amy não conseguiu se controlar e começou a rir. Evie era completamente louca quando via cenas românticas. Afastou-se de Marcus tentando recuperar o ar de tanto que ria. Evie e Marcus tentavam achar graça, mas não conseguiram. Ela não estava bem. Esperando que o ataque de riso logo cessasse, Marcus e Evie se deitaram no palco. Logo Amy se juntou a eles.

— Eu tenho medo de não ser a melhor cirurgiã depois que eu me formar em medicina. — Confessou Evie — E você, Mark?

— Eu? Tenho medo de não ser tudo o que uma mulher precisa para ser feliz. Tenho medo de que um dia ela encontre a felicidade nos braços de outro.

Amy levantou num sobressalto.

— Eu tenho certeza de que a Evie será a melhor cirurgiã. E quanto à você, Marcus uma mulher só pode ser burra em aceitar os carinhos de outro. Mesmo não o conhecendo há tanto tempo, sei o quanto se importa com o bem estar de seus amigos, da sua irmã. Você é um verdadeiro príncipe.

— Obrigado, princesa. E você? Do que você tem medo?

Em sua mente vinha a imagem de seu pai. Aquele doce sorriso que tanto atraia olhares brotou em seus lábios.

— Tenho medo de um dia não poder mais ver o meu pai longe de toda a loucura que o cerca.

— Você irá ver o seu pai, Amy. Já lhe disse que pode contar com a minha ajuda. Eu acredito e sempre estarei aqui para fazer você se lembrar de que tudo é possível.

Se levantaram, pois lhes restavam pouco tempo antes que pudesse ir até o aeroporto.

— Obrigado pelo fim de semana inesquecível. Serei eternamente grata aos meus melhores amigos. Infelizmente está na hora de que voltar para a minha realidade.

Os três se envolveram num abraço caloroso. Naquela noite mais uma amizade se fortalecia nos palcos da vida, mais uma nova história a ser contada. Novas perspectivas de vida se abriam como um leque para estes jovens.