A Nossa História
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Notas iniciais
Em meio a Corridas de Dragões (uma tradição viking criada pelos pilotos enquanto reuníamos algumas ovelhas) e aulas na Academia de Dragões de Berk eu e o Soluço passávamos quase todo o nosso tempo livre juntos. Sempre.
Algo engraçado foi quando Stoico soube que o Soluço havia me pedido em namoro e que eu havia aceitado. Ele ficou tão feliz que queria até dar uma festa no Grande Salão. Pelo menos o filho tinha “desencalhado”...
Soluço e Banguela passaram a mapear as ilhas. Não só do Arquipélago Barbárico. Mas de todo o mundo. Eles, aventureiros como sempre foram, descobriam novas ilhas e catalogavam os dragões de cada uma delas. Eu o acompanhei em várias dessas aventuras.
Embora o Soluço escondesse ele sempre quis encontrar um outro Fúria da Noite em suas viagens. Ele me contou quando não havia mais dragões. Pois o Banguela ficaria sozinho sem ele. Mas antes ele não gostava de me incomodar com suas frustações. Ele queria me ver feliz. Mas eu só era feliz se ele também estivesse.
E ele sempre esteve. Ou pelo menos tentou.
Eles descobriram diversas novas espécies de dragões e quase todos eles vieram morar em Berk.
E falando em frustações... O Soluço sentia-se pressionado cada vez mais pelo seu pai. Stoico queria muito que ele assumisse a liderança e o Soluço não se sentia pronto para isso.
Ele tinha medo de não conseguir ser tão bom como seu pai. Mas eu confiava nele. Porque ele estava pronto para mim, mas a decisão era dele. E ele sabia. Da minha confiança nele.
E cada vez eu lhe dava mais conselhos e o acalmava às vezes. Quando ele brigava com o pai ele fugia para alguma ilha ou apenas chegava onde eu estava e me olhava. E eu sabia que ele precisava conversar.
Soluço sempre pensava em tudo para me agradecer pelo meu apoio, para ver meus olhos brilharem e simplesmente fazer os meus dias cada vez mais perfeitos. A cada toque. A cada palavra. A cada beijo. Tudo em volta parecia parar. Até os nossos corações.
E uma vez surgiu um tal de Drago Sangue Bravo. Um homem que queria dominar o mundo inteiro. Controlar todos os dragões e extermina-los. E o Soluço quis conversar com ele.
Embora seu pai tenha tentado o impedir ele foi assim mesmo. Porque nada pode impedi-lo. Ele queria mostrar que era bom em pelo menos alguma coisa.
E eu não duvidava do seu poder de persuasão.
Mas eu tinha medo de perdê-lo. Eu, Astrid Hofferson (só Hofferson naquela época) tinha medo. Tanto medo que fui até o covil do Drago para procura-lo. Eu o salvaria pela minha vida.
Mas o Soluço não estava lá. Ele reencontrou sua mãe. Valka Spansitocus Strondus. Uma pessoa incrível, tão louca por dragões como o filho. Sim, o Soluço tinha herdado dela suas extravagâncias...
O Soluço ficou tão feliz. Pena que foi por pouco tempo.
O Drago consegui matar Stoico, o Imenso. Quando a família havia se reunido ele apagou tosa aquela felicidade. Isso foi o que pensamos pelo menos. E o Soluço teve que esconder a sua dor e seguir em frente. Mas eu conseguia que ele falasse comigo e desabafasse. Porque me agoniava vê-lo triste.
Ele era e é um ótimo líder. Nas horas de aperto e de segurança. De guerra e de paz. Ele conseguiu expulsar Drago de Berk (pelo menos por um tempo) e vencer essa guerra.
É óbvio que sentimos falta do Stoico. Eu sinto. Porque ele era uma pessoa com um coração incrivelmente grande. Mas ele vive em nossos corações.
E esse foi o meu maior apoio ao Soluço. E na hora da felicidade, do reencontro entre pai e filho (sim, o Stoico sobreviveu a tudo) tudo ficou bem.
A cada vez nos apoiamos mais e vivemos a vida intensamente. E espero passar o resto da minha vida com ele. E o Soluço espera ser o mais romântico possível para me fazer sorrir.
Porque o nosso Conto de Fadas teve um Felizes Para Sempre.
*****Mas a nossa história não acaba aqui...*****
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