A Nossa História!

9 Amigos, Amigos...


Amigos, amigos...

Não vou mentir, quando o Bruno levou um fora da garota dele, eu fiquei um pouco abalada, afinal, eu o amava de verdade e a felicidade dele era importante pra mim. Mas não sou de ferro... Aquela questão de ser eu a pessoa que ele procurou para se consolar preencheu o meu ego; é aquela velha mania que nós temos de imaginar os sonhos de Deus e acreditar no propósito de tudo o que acontece a nossa volta.

Já estávamos na véspera das festas de fim de ano, durante esse curto período, nos tornamos inseparáveis, trocávamos sms durante todo o dia, eu realmente sabia de cada passo seu e vice e versa, foram momentos mágicos que fazia o meu coração se aquecer e eu andava sorridente e feliz, aquilo realmente não parecia estar acontecendo, por volta das 00:00hs na virada para o dia 25 de natal, ele me ligou:

– Aninhaaaaa — a voz tão suave que Bruno tinha me tirava do chão.

– Oi, cara e aí? Como você está? — essa era a minha habitual pergunta de todo dia, e essa era a resposta de sempre:

– To mal...

– Aí — a boba aqui ficava com o coração partido.

– Não se preocupe fofa, essa não é a minha primeira decepção amorosa, vou ficar bem! — era só o que faltava, ele me consolava pra que eu pudesse consola-lo.

– Hmmm....

– Me diz de você, vai perder o BV quando? — ele perguntou em meio as gargalhadas.

– BV? Não sou BV não, Tá? — me ofendi.

Isso era meio verdade, eu só tinha beijado um cara em toda minha vida, faltava uma semana pra fazer 17 anos (sim, isso mesmo!), eu estava desesperada, por nunca ter beijado ninguém, então durante a festa da minha prima, um carinha caindo de bêbado pediu pra ficar comigo, em outra ocasião eu diria não, mas o desespero falou mais alto...

Isso é horrível, como uma princesinha que sou, eu imagina o meu beijo com um cara especial, lindo de morrer... Mas não, fomos pra trás de um caminhão e ele me babou, com aquele bafo de cerveja, boba que só eu, chorei por 1 semana por isso....

– Ah ta! Você não tem cara que faz essas coisas... — ele zombou. Ah Bruno se você soubesse...

– Pois bem, eu já beijei, até quase namorei um cara! — me inconsciente gritava MENTIROSA! — tá feliz? — Quase gritei, ele morreu de rir.

– Muito engraçado você falando, tá feliz? — ele ria de ficar sem ar — Ah Ana, você é uma fofa mesmo.

Eu larguei o fato de que ele estava rindo de mim, descaradamente, e me derreti, por ele ter me chamado de fofa... Ficamos mais de uma hora no telefone, até que ele pediu licença, e eu fiquei escutando a conversa do outro lado da linha... — Tá namorando aí, né? — uma voz feminina soou, me arrepiei toda. Responde Bruno...

– Não estou namorando, estou no telefone, é diferente, mãe! — ele respondeu zombeteiro também. Não sei o porquê, mais eu murchei...

– Tá, já está tarde...

– Eu sei... Ouviu né florzinha, vou ter que desligar! — agora ele falava comigo.

– Ah claro, Boa noite... Quer dizer... Bom dia! — Já passava da Uma da manhã. — Tchau, beijo! — ele disse.

– Beijo! — e desliguei.

Ahhh, beijo? Sério? fui logo dormir e fiquei meditando nas palavras da mãe de Bruno, Namorando! Que lindo, de repente me vi esperançosa e ansiosa pra conhecer a mãe dele, será que ela seria legal? Será que ela gostaria de mim? Incerto, mas eu gostei, parecia que estávamos evoluindo... Parecia!!!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.