A Noite nos Une
1 Minha Vida
Notas iniciais
Não sei quanto há vocês, mas eu tenho uma viva muito complicada. Meu nome é Uchiha Kyuubi, morava em um bairro isolado em Konoha, que fica a 200 km de Tókio. Agora mesmo, você deve estar se perguntando, qual o significado da primeira frase desse livro... Vamos dizer que eu e minha família, somos pessoas bem diferentes.
A primeira coisa a colocar nesse momento são as verdades, depois eu conto a minha história. Uma dessas verdades é que vampiros existem. Calma! Não precisam entrar em pânico, como estão fazendo agora. Outros de você devem estar me achando uma louca. Então, se acham isso, queimem esse livro agora. Bem, a prova disso é a minha família, que conseqüentemente eu também sou. Eu avisei que éramos diferentes.
Muitas pessoas acham que nós, vampiros, somos monstros cruéis, sedentos de sangue e adoram sair à noite para tomar sangue de jovens bonitas. Tudo isso são bobagens bem horríveis. Para abrir suas mentes sobre vampiros, vou dizer as mentiras, as verdades e coisas não citadas e nem faladas.
Mentiras:
– Morrer à luz do Sol. (Adoro o Sol, se bem que prefiro a Lua).
– Morrer ao ver um crucifixo. (Eu tenho uma medalha de Nossa Senhora no meu quarto e na sala de estar, tem um lindo crucifixo).
– Morrer ao ter alho em suas veias. (Amo comer alho).
– Caixões. (Odiamos. Principalmente eu).
– Usar capas ou roupas pretas. (Nós usamos o que quisermos).
– Imortalidade. (Esse é o erro mais grave. Nossas vidas têm a mesma duração de um humano normal).
– Estaca no coração. (Não morremos tão facilmente assim).
Verdades:
– Sangue. (Infelizmente, nós necessitamos de sangue para viver. E, ao contrário do que se vê pro aí, nós controlamos essa ansiedade. Podemos ficar dias sem nos alimentar).
– Poderes. (São bem dominantes: A velocidade, a força, conseguir enxergar á noite, dependendo da hora, ler mentes e alguns de nós, controlam os elementos).
– Juventude. (É interessante esse assunto. Quando atingimos 25 anos, não importa quantos anos passem, estaremos com a mesma fisionomia de um jovem de 25 anos).
Curiosidades:
– Ou você nasce vampiro ou não.
– Todos nós temos uma marca de nascença em algum lugar do corpo.
– Compreendemos os animais. (Legal, né?).
– Exalamos um tipo de ferormônio que fazendo os humanos se encantarem conosco.
– Não precisamos dormir, mas para disfarçar ou até mesmo para nos cicatrizar mais rápido, dormimos tranquilamente.
– Podemos transformar nossas unhas em garras poderosíssimas.
– Nossos olhos mudam de cor com forme o nosso humor.
Pra mim, nós somos como qualquer humano, mas com poderes incríveis. Mesmo assim, às vezes, eu queria ser normal. É que, em todo lugar que vou, as pessoas se afastam de mim. Minha tia dizia que isso era normal, já que mesmo não sabendo, os humanos ficariam distantes por instinto.
Bem, vou contar sobre mim. Sou órfã. Meus pais morreram num acidente de carro, quando eu tinha oito anos. Por isso, fui morar na casa de minha tia, Uchiha Mikoto. Eu era um pouco baixa pra minha idade, magra, tinha o cabelo liso, comprido, que cobria minhas costas inteiras, e meus olhos verdes. Na casa, vivia com meu tio, Uchiha Fuguka, minha tia e meus primos Uchiha Itachi, que tinha 20 anos, e Uchiha Sasuke, que tinha 15 anos, a mesma idade que tinha.
A segunda verdade a falar é que yokais também existem, assim como bruxas, e mey, pessoas que têm uma relação com a magia e tem algum poder. Sei que é difícil compreender isso tudo, mas é tudo verdade.
Tudo começou quando fui para o colégio, que por sinal era muito longe de casa. Criaturas mágicas, como nós, vivemos isolados das outras pessoas. Em Konoha, há a cidade, em volta, uma floresta e logo ao Sul, depois da floresta, o nosso bairro. Até hoje isso é bom, pois as crianças e até os adultos, podem ser eles mesmo.
Eu e Sasuke chegamos lá, dentro do carro de Fuguka. Sasuke se despediu de mim e foi para a o seu grupinho, formado por Hyuuga Neji (um bruxo), Sabako no Gaara (um mey) e Rock Lee (um mey). Já eu, fui para o meu grupinho, formado por Hyuuga Hinata (uma Bruxa), prima de Neji, Temari (uma mey) e Inuzuka Kiba (um mey). Nossas vidas eram muito cotidianas, não havia desafios ou algo para se fazer. Conversei um pouco com eles e logo segui para a sala de aula, onde encontrei o professor de história.
Seu nome era Hatake Kakashi. Ele era meio estranho, mas muito gentil e amigável. Ele tinha o cabelo cinza e sempre estava num estranho penteado meio horizontal. Ele usava uma máscara de pano que cobria do pescoço até o nariz e um tampão em cima do seu olho esquerdo. Muita gente não sabia, mas ele também era um vampiro e morava no mesmo bairro que eu. Fiquei impressionada por ele ter chegado tão cedo na sala, já que ele sempre chegava cinco minutos atrasado. E pela cara dele, algo não estava bem, ele estava muito pálido.
- Bom dia, Kakashi-sensei. – Eu falei me aproximando e olhando as duas garotas humanas que estavam na sala.
- Bom dia, Kyuubi. – Ele sorriu pra mim, mas isso não melhorou sua aparência. – Cheguei cedo?
- Muito... Tudo bem? O senhor parece muito mal. – Falei olhando diretamente.
- Estou sem comer a dias. – Parecia que ele iria desmaiar se continuasse naquele estado.
- Por que não se alimentou? – Eu perguntei, olhando em volta.
- Não há mais gente andando a noite... – Ele disse num tom triste. Eu sabia que estávamos mesmo num período difícil de conseguir comida. Aproveitei que a duas garotas saíram e me aproximei dele.
- Seja rápido. – Ele olhou pra mim e tirei minha coleira de fivela. Ele estava precisando de sangue, e urgente. – Não tem ninguém.
Kakashi se levantou e me empurrou lentamente até a parede, contra a porta. Ele abaixou a máscara e as presas apareceram, mordendo meu pescoço. Não gosto da sensação de ser mordida, mas quando é para ajudar um amigo, eu faço qualquer coisa. Ele não desgrudou de mim por um bom tempo. Quando ele me soltou e pude ver um pouco do meu sangue escorrer pelo canto da boca dele. Logo, me senti muito fraca, quase a ponto de desmaiar.
- Se eu continuar, você vai desmaiar. – Era impressionante como o rosto dele havia melhorado tão rapidamente. É meio estranho como os vampiros mudam de aparência tão rápido, após tomarem sangue. – Obrigado e desculpa pelo incômodo. – Ele escondeu seu rosto com a máscara.
- Tudo pelos amigos. — Eu sorri.
- Você é muito gentil... Bom dia, Sasuke. – Eu olhei para a porta e vi Sasuke entrando junto com seu grupo.
- Bom dia. Milagre você chegar tão cedo. – Ele sorriu.
- Bem. Vão para os seus lugares que a aula vai começar. – Fui em direção da minha carteira, quando Sasuke me segurou quando quase cai.
- Ele deve ter ficado muito tempo sem comer. – Sasuke me ajudou a me sentar na cadeira e colocou minha coleira pra mim. – Tudo bem?
- Sim. Valeu. – Ele sorriu e se sentou na carteira à frente a minha, só que na outra fileira.
Como sempre, a aula foi interessantíssima. Mesmo com a perda de sangue, consegui prestar atenção, afinal era História. Não demorou muito e as duas aulas com Kakashi haviam acabado, dando o sinal do intervalo. Como sempre, fiquei com a minha melhor amiga, Hinata.
Eu a conhecia desde que me mudara para casa de Sasuke. Ele e Neji sempre ficavam em casa e Hinata vinha junto. Sempre conversamos desde aquela época e criamos uma amizade muito forte. Ela era doce, calma e super tímida, o que a fazia ser divertida.
Nossa conversa estava muito boa até que minhas queridas colegas se aproximaram para agradar a conversa.
- Ora, ora. O que uma bruxa está fazendo junto com uma sanguessuga? – Haruno Sakura, a pior bruxa que podia ter nascido, falou para nós com desgosto. Ao seu lado, estava Yamanaka Ino, outra bruxa que não prestava. – Como vão seus pais?
- Kyuu-chan. Vamos sair daqui. – Hinata disse olhando pra mim.
- É mesmo... Você não tem pais... – Ela riu da minha cara, junto com Ino.
- Por isso que ela é tão esquisita. – Ino falou cheia de graça.
- Parem, por favor. Vocês não precisam ser assim com ela. – Hinata havia pedido, mas não precisava, pois eu me levantei e sai de lá. – Kyuu-chan!
Eu não me importava se falassem coisas de mim, mas de meus pais não dava para aturar. Eu corria sem parar para dentro do prédio do colégio, mas com falta de sangue, minha visão ficou turvada e perdi o equilíbrio. Se não fosse a pessoa que me segurou, eu teria me esborrachado no chão. Não conseguir ver quem me ajudou, pois eu desmaiei.
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