A Noite dos Jogos
1 Capítulo único
Notas iniciais
Espero que gostem.
Era uma noite chuvosa, eu e meus amigos decidimos fazer uma noite de jogos, mas como chovia demais, só foi eu e minha amiga a casa dos gêmeos.
-que furada, Você dois deviam ter ficado em casa. Diz Jonas meu amigo, um gordinho de baixinho, branco e careca.
Do lado de Jonas está seu irmão gêmeo idêntico Douglas, idêntico em tudo até na roupa. menos na careca, este tinha cabelo, aparentemente a careca do jonas era opcional.
-Talvez ainda chegue alguém. Douglas é uma pessoa otimista.
Do meu lado está ela....uma garota digna do seu apelido. "Demônio dos Jogos", ela não era tão má no dia a dia, mas quando o assunto era jogos ela encorporava satanás, esta era alta e atlética, alem de inteligente, é parda e seus cabelos são castanhos, usa um corte de cabelo pode se dizer "único", pelo simples fato de que ninguém em sã consciência deixaria seu cabelo assim, mas ela gostava fazer oque, seu nome é Natálie.
-Então as mocinhas estão prontas para o massacre, não chorem ninguém ira vir salva-los. Ela é tão humilde.
Eu bem sou só uma cara comum sou de estatura media, sou pardo, tenho cabelos pretos e um rosto fácil de esquecer, meu nome é Vinicius.
Natálie pega uma caixa com papeis dentro.
-É o seguinte maricas, tem quatro papeis dentro neles tem dois números, esses serão as equipes. Ela dá um sorriso maligno. -Boaa sortee!
Pego o numero 2, procuro quem pegou o mesmo......Jonas.......
-É parece que meu parceiro é o Douglas. Diz a Demônio dos jogos.
Jogamos a noite toda, nem preciso dizer que perdemos feio, de oitenta jogos e brincadeiras diferentes ela me venceu em um resultado perfeito.
-Hahahaha oitenta pontos para mim!
Douglas naquela noite era a pessoa mais feliz do mundo, alem de vencedor esta jogando com a mulher dos seus sonhos. -Hahahaha Vencemos, Ninguém nunca poderá vencer você em nada Natálie.
Aquilo me emputeceu. -isso não é verdade eu já venci a Natálie em algo. Todos olham perplexos para mim.
-Haa aquilo. Natálie me olha com melancolia. -aquele jogo de tabuleiro velho que ninguém sabe a procedência, se não me engano ele era da sua avó não é.
-Sim ele, aquele jogo é meu trunfo, eu sempre venço nele.
O jogo de tabuleiro, normalmente exige sorte, e nesse requisito Natálie também é invencível, mas nesse jogo ela nunca conseguiu, mas ele não era apenas sorte nos dados, ele tinha uma cartinhas de desafios, era como uma passagem na historio, como por exemplo, o assassino esta em um dos caminhos qual você escolhe, dependendo da sua resposta com caminho 1, avance uma casa, caminho 2, volte uma, eu sempre escolhia o certo e ela bom, nunca. Seu nome era "fuga dos biscoitos na fazenda do coelho assassino", Você era um biscoito e tinha que fugir de um coelho em uma fazenda, no final do tabuleiro tinha grande biscoito, era onde você se salvava, vai entender, oque o criador disso estava fumando?
Natálie vira a cara. -Você ainda tem aquela porcaria?
-Acho que sim, ei Jonas ele está com você não? Onde o guardou?
-Sei lá...acho que no meu guarda roupa?
O procuro mas não acho, Natálie me olha vitoriosa. -Parece que a unica arma contra mim sumiu Ha! Vitoria perfeita de novo.
-Se eu o tivesse não seria perfeita. Estava muito bravo, ela me tirava do serio.
-Talvez esteja na sua casa! Diz Jonas.
-Não, eu lembro de ter de dado!
Natálie me analisa, isso não é bom ela tem algo maligno em mente. -oitenta pontos, isso é algo que você nunca terá, mas se encontrar esse jogo até a manha e me mostrar ele na escola eu te dou todos meus pontos e assim você terá uma vitoria perfeita, e eu nunca mais irei tirar sarro de você, porem se não consegui, terá que lamber meus pés na frente de todos, Oque me diz?
-Aposta aceita. Aperto a mão de Natálie.
Depois disso decidi ir logo para casa, Natálie ficou jogando com os dois gêmeos, pobres coitados.
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já não chovia mais, a noite era tranquila, decidi passar em uma loja de conveniência no meio do nada, do lado da loja tinha um grande trator com uma bola de demolição e um guindaste , achei estranho e perguntei para o velho no balcão.
-Vão demolir minha loja, houuu, Minha loja. O velho começa a chorar e eu decido ir embora.
A rua esta deserta, minha casa fica no meio do mato, sem sinal de casa, mas não é tão perigoso como todos dizem.
-kiiiiiaaaaaaaa!
Retiro o que disse! Escuto um grito feminino vindo de mata, poderia fugir ou ligar e esperar a policia, mas não, eu fui ver oque aconteceu.
O lugar era uma verdadeira floresta, caminhando um pouco avisto uma casa velha sigo até ela, olho para os lados e vejo uma garota correndo ela vem em minha direção e me abraça.
-VAMOS FUGIR! VAMOS FUGIR DAQUI! Ela estava bem nervosa, era apenas uma garotinha, ela era morena e com longos cabelos pretos.
-Ei, ei, qual é o problema. Ela não precisou falar, logo atras vejo uma homem de capa preta com uma mascara de coelho, e uma faca do tamanho de uma perna de jogador de basquete.
-Vamos dar o fora! Pego na mão dela e viro para a "floresta", mas, onde estava a floresta, no caminho que eu tinha acabado de vir não tinha nada, apenas um grande nada, um belo abismo que não dava para ver o fundo. -Que diabos é isso?
-Vamos por aqui! a garota me leva pela mão para um outro caminho que parecia uma fazenda, o homem nos seguia andando mas ele, mas mesmo correndo parecia que ele nunca se distanciava.
-Oque esta acontecendo? Porque ele esta atras de você? não entendia nada.
-Ele quer nos matar não é obvio! Corra idiota! Ela era delicada como um anjo, puxando meu braço entramos em uma casa e trancamos a porta.
-Acho que isso ira segura-lo por um tempo! Diz ela.
É claro que aquilo não ia dar certo, a porta era uma coisa caindo aos pedaços, uma criança podia arrombar aquilo, mas não aconteceu nada, não podia se ouvir nada alem de nossas respirações.
-Sera que ele nos perdeu de vista?
Olho para a garota. -Quem é você? E porque ele esta querendo te matar?
-Eu sou Biscuit.
-É um prazer biscuit. Falo com ela mas estou procurando algo que seja útil, e achei, na parede tinha uma espingarda. -Você ainda não disse o porque ele quer te mata!
-Ora é simples, esse é o trabalho dele.
Pego a espingarda. -Trabalho?
-Sim, ele é um assassino ora, ele tem que matar suas vitimas, não? A, isso não vai dar certo, não pode matar ele com isso. Ela aponta para a espingarda.
-hum sei, vamos logo sair daqui. Vou em direção a porta e saio de lá, nem sinal do assassino. -Onde ele foi?
-Ali! Ela aponta para em direção a um matadouro e ele estava na porta. -Vamos fugir!
-Nada disso, não vou fugir de um cara com uma facinha. Vou em direção a ele e atiro, ele voa longe com o impacto. -Viu vencemos ando e entro no matadouro, que por sinal não tinha teto, era na verdade uma porta para um outro lado completamente aberto.
-Não eu acho que não. Ela vem para meu lado e começa a me puxar. -Rápido antes que ele levante!
-Levantar? Ele acabou de levar um tiro queima roupa de espingarda, ele não vai levantar.
Queria estar certo mas ele levantou mesmo, e estava completamente normal, como se nunca tivesse atirado nele. -Que merda! Eu atiro de novo, mas ele só da um passo para trás e se regenera e depois continua andando.
-Rápido por aqui! a Biscuit pega em meu braso e leva por um caminho cheio de serras pelo chão, desviamos dela, quando olho para trás ele não esta mais lá.
-Que diabos é ele?
-Eu já disse, ele é um assassino!
-Tá, tá, vamos dar o fora!
Olho para frente e vejo dois caminhos com placas escrito, "caminho para o circo", "caminho para a cidade".
-Vamos para a cidade. digo e pego na mão de biscuit.
Olho para trás e vejo o assassino vindo do caminho para o circo em nossa direção, ainda bem que escolhi esse caminho, corremos os dois eu e Biscuit, e ele apenas andando.
Vemos uma estrada e corremos até o fim, fim da linha, pôs no final tinha um grande abismo, o assassino estava vindo calmamente em nossa direção, parece que não correr deu certo no final.
-É o fim! Diz Biscuit.
Olho para o penhasco e vejo uma corda amarrada em um enorme guindaste do outro lado do abismo, do lado do guindaste podia se ver a loja de conveniência, na ponta da corda tinha um biscoito.
-Rápido Biscuit atravesse na corda! Grito para ela.
-Não você primeiro! Ela pega a corda e coloca na minha mão, antes de eu devolver para ela, sou empurrado para o abismo, consegui passar para o outro lado.
Jogo a corda de volta para ela, o assassino estava se aproximando. -Rápido Biscuit!
-Eu não sei se consigo! Ela estava tremendo.
-Você consegue!
Ela pula, mas é muito levinha e não da impulso de primeira a corda volta e o assassino a espera do outro lado.
-Chuta ele! Grite para ela.
Na hora que a corda volta ele tenta agarra-la mas com o impulso da corda ela o chuta e ele perde o equilíbrio e cai no abismo, ela consegue passar para o lado que estou.
-Conseguimos! Ela me abraça.
-Sim conseguimos! Nos nos soltamos e olhamos para o fundo do abismo, nenhum sinal do corpo do assassino.
-Vinicius? diz Natálie.
Olho para traz assustado e Natálie estava lá com sua cara maligna de sempre.
-N-Natálie oque você esta fazendo aqui?
-Voltando para casa o mesmo que você devia estar fazendo.
-Não é que eu....
Quando olho para trás Biscuit não estava lá, no chão tinha apenas um velho jogo de tabuleiro, o jogo que eu devia achar.
-Ma-ma-mas eu, cade ela? Estava em choque.
-OLHA! não é que você achou o jogo, hahaha, eu achei que esse troço nem existia mais.......bem......acho que você me venceu....Parabéns......até amanha na escola, não se esqueça que nossa aposta só termina amanha, mantenha esse jogo em mãos até lá!
Natálie segue para sua casa, sumindo na esquina.
Eu olho para os lados e questiono minha sanidade, bem eu tinha o jogo, isso é o que importa, continuo de onde parei e fui para casa.
Notas finais
Meu nome não é Vinicius.
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