A Noite Que Mudou Tudo
5 O Infiltrado
POV Narrador
Sam andava pela sala de um lado para outro, passava as mãos em suas madeixas e murmurava.
Freddie ouvindo a movimentação em sua sala saiu do quarto, fora recebido por uma luz forte que vinha de sua janela, já eram 7h15AM.
Parou na porta escorado observando o nervosismo da loira, coçou a cabeça, olhou para os lados e coçou a garganta de forma que a loira o percebesse ali.
S: Freddie. — disse um pouco assustada, o nerd não entendeu sua reação, mas nada disse.
S: Cara, o Ryan quer vir ao meu encontro no fim dessa semana participar dos compromissos daqui de Seattle no meu lugar.
S: Ele disse que estou tensa e que esses compromissos exigem uma melhor desenvoltura em minhas participações.
S: Você acredita que ele disse isso? — despejou a loira.
Para ela, como era possível Ryan insinuar que ela não estava preparada, trabalha com esses projetos há pouco mais de 2 anos, se tem uma tarefa em que ela se sente preparada é nessa.
O fato do Ryan vir a Seattle despertou em Sam uma revolta que foi seguida de uma discussão, eles já haviam discutido sobre isso antes, ela sentia como se seu marido, um moreno alto, esbelto e de personalidade tão forte quanto a dela, a estivesse reprimindo.
"Ryan não é mais o mesmo", pensou.
Há poucos meses antecedentes aos dias de hoje, seu casamento passara por um crise culminada pelos fatos de que Ryan gostaria de assumir a maior parte das responsabilidades da empresa, e Sam sabia que isso era dever dela também, ela batalhou para chegar até aqui, ele sim a ajudou, mas tudo partiu dela.
Ryan quando namorado começou como funcionário e Sam o pagava bem, e mantinha todos os impostos estatais e federais corretamente como deveria.
Porém quando Ryan e ela se casaram, ele adquiriu 30% da empresa, isso tudo passado em papéis de juízo, não demorou muito para que Sam tivesse um de seus restaurantes fechado em NY por falta de annual report e sales tax, afinal o que oferecemos ao cliente o Estado entende como uma venda, mesmo que sendo bens de consumo, e esse restaurante estava inteiramente sob os cuidados do Sr. Wheeler.
Isso foi o que gerou o estopim para Samantha e Ryan entrarem em uma grande crise conjugal.
Sam pensou em se separar mas hesitou quando Amber pediu chorando para que a mãe pensasse melhor, ela não contou nada para a filha, só perguntou como seria para ela se de repente sua família fosse dividida em duas.
Sam cedeu ao pedido da filha, ele estava sendo um sacana, mas ainda era um bom pai para ela.
Ryan então se desculpou com um carro novo mas a loira não se deu por vencida, contratou um infiltrado para "ajudar" Ryan no dia a dia corporativo, e desde então, o infiltrado trabalha para ela como o "assistente" do Sr. Wheeler.
Não demorou muito para que o "elemento X" revelasse á Sam de que Ryan havia tendo encontros misteriosos no centro de NY, Sam imagina que seja algo relacionado ao escândalo dos impostos, então aceitou esse compromisso em Seattle para deixar Ryan "livre" em NY, e seu infiltrado por fim descobrir do que se trata esses encontros.
Ryan estava sendo compreensível até a página 2.
Isso atrapalharia os planos da loira junto ao "elemento x", ela precisa por fim descobrir o que de fato pretende Ryan, ela não confia mais no marido.
O carro qual ganhou, não ganhou de volta sua confiança.
Ela estava disposta a manter Ryan longe de Seattle e perto de suas falcatruas, ela iria o descobrir, estava firme em sua decisão.
Freddie também a ajudou, no fundo Samantha não quer Ryan perto de onde o nerd também está.
Ela tem dois bons motivos para mante-lo longe, seu plano, e um moreno que bagunçou seus sentimentos.
Ao todo, Samantha ama Ryan.
Mas ela é verdadeira e não suporta o fato de que ele tentou roubar as custas de sua empresa, a qual batalhou tanto para erguer.
Mas ela não podia simplesmente contar tudo a Freddie, acabaram de se reencontrar e para Sam, o moreno não fazia parte do seu cotidiano, então não via razão para tal.
F: Mas é o seu marido Sam, de repente ele só quer que você descanse um pouco.
S: NÂO — respondeu com um grito.
Percebeu o olhar de Freddie e abaixou a cabeça.
S:Não... desculpa Freddie. — disse envergonhada.
F: Tudo bem Puckett. — respondeu com um leve sorriso.
S: Eu só... Eu só não quero ele aqui, sabe.
S: É o meu trabalho, minhas agendas, meus compromissos.
S: Ele não pode simplesmente se infiltrar dessa maneira, eu o agradeço muito por tudo o que me ajudou nesses últimos anos, mas eu construí boa parte sozinha e não vou passar assim, de uma hora pra outra.
F: Mas Sam, você precisa confiar de que ele estará para te ajudar.
S: Eu sei Freddie, eu sei. A questão é que é muito importante para mim, é como um filho, ninguém cuida melhor do que a mãe, entende?! — disse olhando o moreno, e agora por fim, percebendo como ele ficava lindo ao acordar.
Freddie sorriu com a comparação da loira.
F: Eu entendo Sammy, vai ficar tudo bem.
F: Só tenta não se desesperar, tenta convencê-lo de que é importante pra você estar aqui, e estar aqui de maneira profissional também. — disse Freddie enfatizando o sentimento da loira.
S: Você tem razão, amanhã meu dia será cheio.
S: Preciso descansar. — disse pensativa.
F: E você conseguiu resolver suas reservas? — perguntou desejando que a resposta fosse negativa.
S: Ainda não.
F: Mi casa, su casa. — disse apontando para seu apartamento.
Sam sorriu, Freddie ainda era um cavalheiro.
F: Vai dar tudo certo Sammy. — disse apertando suas bochechas.
Sam corou, mas não revidou.
S: Obrigada Freddie. — disse se dando por vencida.
Freddie fez um gesto para que Sam o abraçasse, e ela aceitou, o que fez com o que o coração do moreno acelerasse.
Freddie foi tomado por cachos loiros invadindo seu rosto, o cheiro do shampoo da Sam invadiu suas narinas o fazendo lembrar de quando eram apenas adolescentes, Sam era fiel ao mesmo shampoo.
Freddie desceu a mão pela costa da Sam, a fazendo arrepiar com seu toque e o encarar.
F: Sam, eu esperei tantos anos por esse abraço. — disse sério.
S: Freddie, eu.. — parou por um momento como se buscasse palavras para refutar o moreno. — Eu também.
Por fim admitiu.
Sam ainda escondia seus sentimentos do passado até para si mesma.
Como pudera esquecer, foi seu primeiro amor, seu melhor amigo.
Alguém com quem dividiu muitos momentos importantes.
"É o Freddie.." - ela pensou.
Freddie então entendeu como um "sim" para o que pretendia fazer, selou seus lábios com o de Sam, fazendo a loira se assustar, porém, ela não recuou e se entregou ao beijo do nerd.
O beijo era calmo, mas seus corpos estavam desesperados como se estivessem esperando por esse momento, eles se encontravam, se conheciam e tudo causava sensações que não sentiam com outro alguém.
As mãos de Sam exploravam o peitoral definido de Freddie, que por sua vez apertava o corpo da loira contra o seu.
Suas línguas se encontravam e pareciam dançar uma na boca do outro, Freddie puxou o cabelo de Sam para trás e desceu seu pescoço distribuindo pequenos beijos.
Sam gemeu e puxou Freddie de volta para o beijo, o que deixou o moreno mais excitado, ela correspondia ao mesmo desejo, estavam concectados.
Freddie colocou Sam sobre seu balcão da cozinha, que na noite anterior estava tomado por garrafas de cerveja.
Freddie tirou a peça de seda que cobria o corpo da Sam lentamente, como se quisesse admirar o corpo da loira enquanto se despia.
Sam o fitou no fundo dos olhos, mas o olhar de Sam não era mais de medo ou receio, estava tomada pelo desejo tanto quanto o de Freddie.
Freddie tirou sua única vestimenta, e adentrou a loira.
Sam gemia contra o ombro de Freddie, de forma que pudesse conter os gemidos.
Empurrou o moreno, e foi até o sofá, sentou-se e pediu com um sinal para que Freddie se aproximasse.
Abocanhou o membro de Freddie sem pudor algum e fez com o que o moreno se contorcesse de prazer.
F: Oh Sam.. — disse em meio a um gemido
Como Sam era boa naquilo que se propunha fazer, pensou.
Quando estavam no ápice do prazer, buscando cada vez mais um pelo outro e toda aquela cerimonia de um reencontro já tinha se esvaído, foram interrompidos por batidas na porta, o que fez com que a loira se levantasse de forma abrupta quase levando o membro do moreno junto.
F: Auuu — grunhiu Freddie.
S: Perdão... quem pode ser? — perguntou nervosa.
F: Não estou esperando visitas. — respondeu irritado com a interrupção.
Ele estava tendo o momento que esperara por anos, finalmente a loira em seus braços, estavam entregues de prazer um pelo outro.
Foi até a porta batendo os pés, o que arrancou uma risada silenciosa da Sam, que por sua vez foi até o banheiro, na situação em que se encontrara não podia ser vista.
Freddie jogou um roupão por cima de si, e abriu a porta.
F: Você? — disse surpreso.
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