A Nightmare Becomes True

14 Capítulo 14 - Reasons.


Notas iniciais
Esse capítulo tem muuuuuuuitas revelações!
Ficou meio rápido, mas foi o melhor que consegui para não ficar cansativo. Espero que gostem.
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Erros graves ou que incomodem vocês, me comuniquem. Obrigada.
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PS.: É narrado pelo Travis, porque seilá, foi o único que não teve POV e precisava do drama. kk
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Boa leitura!

POV Travis

Caracas, por que ela tinha que levar um golpe daquele jeito bem na barriga? Aquela espada atravessou a barriga de Susana como se ela fosse feita de manteiga. Ela caiu no chão e ficou lá, respirando com dificuldade. Ela era resistente, não morreu com um golpe daquele. Isso tem de ser admirado.

Mas não tínhamos tempo para pensar nela. Hefesto estava bem a nossa frente. Em sua forma humana. Ele estava com um macacão e sua barba parecia queimada. Seu rosto era feio e sua expressão demonstrava raiva. Dei um passo para trás ao pensar que ele era um deus e tudo o mais.

- Hefesto...? – ouvi a voz de Connor vacilante ao meu lado. – O que faz aqui?

- Ora, garoto mensageiro, não é óbvio? – sua voz era profunda e grave. – Estou destruindo a traidora. Ela traiu a nossa causa.

- Nossa... Causa...? – Summer perguntou.

- Ora, como vocês, crianças de Hermes são curiosas! – ele exclamou, passando a mão pela barba, pensativo. – Ela iria me ajudar, mas foi pega por Afrodite antes disso.

- Pega por Afrodite? – perguntei.

- Sim, segundo garoto mensageiro, — ele deu um breve riso seco. – Afrodite a fez amar de novo. Afrodite tirou a minha ajudante. Fez dela uma traidora e isso só me faz querer mais o fim de minha esposa.

- Por quê? – Summer perguntou.

Hefesto levantou as sobrancelhas espessas para ela, depois de examina-la por alguns segundos deu um breve sorriso.

- Se eu fosse você não seguraria a mão de seu namorado procurando por segurança, ele pode te desapontar. – olhei para Will e Summer, eles estavam de mãos dadas, dava para ver que estavam assustados e procuravam no outro um pouco de segurança. O deus voltou seu olhar para Lívia. – E você, saiu dos meus planos, garota.

Susana soltou um gemido baixo, mas deu para notar que era uma risada de desdém. Olhei-a e não pude deixar de sentir uma pontada no coração. Eu realmente gostava dela, a raiva tomou o lugar desse amor, mas vê-la assim no chão me fez sentir pena. E um pouco de amor, talvez. Caracas.

- Ela te avisou, não é mesmo? – Hefesto perguntou, estreitando os olhos.

- Sim, avisou. – a voz de Lívia soava mais confiante do que ela aparentava estar. – Eu não vou fazer parte desse seu planinho.

- Espera gente, o que eu ainda não entendi? – Nico perguntou. – Alguém pode me explicar?

- O que não entendeu, garoto dos mortos? – Hefesto perguntou impaciente. – Já que vou matar vocês, posso contar o plano antes mesmo. – deu de ombros.

- Por que precisava da Lívia... E de Connor? – Nico perguntou.

- Oras, isso não é óbvio? O coração de uma filha de Afrodite está sempre ligado ao de um garoto, qualquer um. – Hefesto explicou. – Ela foi para a Caçada e isso impediu o funcionamento natural das coisas e agora será mais difícil de arrancar-lhe o coração.

- Arrancar? – Lívia perguntou com a voz esganiçada, dando um passo para trás.

- Não literalmente... – ele começou, mas parece que desistiu de explicar.

- E por que quer acabar com o amor no mundo? – Summer perguntou.

- Com o amor? – ele deu um breve riso. – Quem quer acabar com o amor é a sua amiguinha aí, por causa do namoradinho. – ele apontou com desdém para a Susana. – Eu quero que toda essa falsa beleza acabe.

- Por quê? – Will perguntou.

- Simplesmente porque vocês não se importam mais com a beleza dos corações, vocês olham para o belo rosto e só. – ele cuspiu as palavras em nós. – Lembro-me de quando fui chutado do Olimpo por não ser belo, lembro-me de ser traído por minha esposa Afrodite e lembro-me de ter jurado vingança. E não são moleques como vocês que vão atrapalhar isso. – Hefesto irritou-se. – Meus filhos também são belos, são garotos inteligentes e exemplares, mas só porque não tem o sorriso de Afrodite ou o charme de Apolo são discriminados e deixados de lado. – ele respirou e olhou para cada um de nós, depois disse calmamente: — Vamos ao que interessa logo.

Um bando daquelas coisas meio monstros meio máquinas saltaram para perto de nós. Todos tinham um objetivo em comum: Lívia. Todos – naturalmente – corremos em seu socorro e defesa.

Saquei minha espada e comecei a desintegrar aquelas coisas de aparência asquerosa. Em alguns minutos estávamos sem nenhum deles vivo ou inteiro. Todos desintegrados. Suspirei e olhei ao redor. Todos nós estávamos bem, sem nenhum machucado.

- Hefesto? Onde ele está? – Summer praguejou. É verdade, o deus havia sumido.

Mas uma coisa fazia sentido, o motivo de ele querer acabar com a beleza do mundo, ele tem motivos para isso. Olhei para Susana, ela ainda respirava e olhava para nós. Sua expressão era de dor e arrependimento.

- Susi... – Lívia correu até a amiga, amparou sua cabeça com a mão. – O que estava pensando? – ela gritou/chorou.

- Pare de ser chorona... Livi... – Susana sorriu. – Sua mãe... Você sabe onde ela está... Vá até e salve-a. – ela tossiu fracamente e voltou a sorrir.

- Susana... – falei. Sem querer, eu estava com pena.

- Travis, obrigada por... Por tudo. – ela disse, sua voz mostrava tanta sinceridade que não pude deixar de me abaixar e segurar sua mão. – Desculpe por tudo também, eu usei a ajuda de Hefesto para você gostar de mim... Nunca... Nunca foi real... Não para você. – ela sussurrou. De modo que apenas eu escutasse.

Não pude deixar de arregalar meus olhos, então foi tudo uma mentira e eu estou livre?

- E daqui a alguns minutos, quando salvarem Afrodite, os últimos efeitos dessa ilusão vão passar e você vai sentir nojo de mim. – ela continuou.

- Hefesto está usando os dons de Afrodite? – perguntei. Susana balançou a cabeça confirmando.

Seu olhar voltou-se para Summer e Will, e ela começou a se desculpar por inúmeras coisas. E então tossiu incontáveis vezes antes de parar de respirar. Seus lábios formaram um ultimo sorriso e ela parou de se mexer. Susana se fora.

Nico chegou perto de Susana e encostou a ponta de sua espada na testa dela. Seu corpo desapareceu em uma fumaça e foi levado embora.

- Susi... – Lívia chamou-a, foi se dando conta do que aconteceu aos poucos e então começou a chorar. Chorar muito e incontrolavelmente. Quando Connor chegou perto para abraça-la, ela saiu de perto. Correu em direção a casa novamente.

Claro que tivemos de correr atrás dela. Ela estava nos levando direto para onde sua mãe estava. Eu tinha certeza de que morreria ali assim que cheguei naquele lugar assustador. A começar pelas paredes de ferro e o fato de só ter uma janela, tão alta que deixava tudo escurecido. A iluminação precária vinha de pequenos caldeirões com um conteúdo brilhante, o que não me tranquilizou.

Afrodite estava amarrada no meio daquele lugar, com correntes brilhantes, provavelmente mágicas. Hefesto mexia em um dos caldeirões, que soltava uma fumaça rosa. Parecia entretido demais. Ele pegou um martelo e começou a moldar algo que não pude ver, pois seu corpo estava na frente.

Connor e Summer foram sorrateiros até Afrodite e tentaram soltar a deusa. A corrente começou a brilhar cada vez mais forte até que Hefesto notou. Virou-se e viu os dois. Escondi-me e não pude mais ver o que acontecia. Minha respiração ficava cada vez mais pesada. Eu tinha que ajuda-los, mas como?

- Ei... – uma voz sussurrou perto de mim e quase gritei. Nico havia aparecido tão de repente que mal notei.

- Me esqueci de que você podia fazer isso, garoto. – sibilei. Eu não gosto dele. Não é boa coisa para minha irmã gostar ou falar.

- Acha que derrubar aqueles caldeirões vai ajudar? – ele sussurrou. Dei de ombros, mas não posso negar que é uma boa ideia.

Olhei para os caldeirões, estavam dispostos em uma fila. Cinco caldeirões ao todo. Poderíamos correr muito rápido e derrubar todos eles antes que Hefesto pudesse fazer alguma coisa.

Comecei a correr e esperei que o lerdo Di Angelo fizesse o mesmo. Derrubei o primeiro caldeirão e ele o segundo. Eram incrivelmente leves. Sai correndo e empurrando mais dois caldeirões, e saltei para trás de uma espécie de balcão, a fim de me esconder. Nico fez o mesmo depois de derrubar o ultimo caldeirão, com tamanha velocidade que me impressionou. Quer dizer, só me impressionou um pouco.

Olhei para os caldeirões e eles estavam brilhando mais. Seu conteúdo começou a flutuar, indo em direção a Afrodite. Fechei meus olhos quando o brilho ficou forte demais.

Acho que todos nós fizemos isso. Quando abri meus olhos os “brilhos” que saíram do caldeirão ainda flutuavam perto de Afrodite, que tentava a todo custo soltar-se.

Will, Summer, Connor e Lívia estavam perto da deusa. Olhando assustados para Hefesto. Que caminhava de um lado para o outro falando sobre como mataria cada um deles. Os deuses as vezes são babacas.

Summer pegou sua adaga e tentou cortar as correntes, que apenas brilharam com mais intensidade.

- Bronze celestial não funciona ai, garota estúpida! – Hefesto informou.

Nico de repente olhou para mim e depois apontou para sua espada. Aquela coisa assustadora de Ferro Estígio. Entendi o que ele tentava me dizer. Pulei para fora do nosso esconderijo e corri na direção oposta de Afrodite e meus amigos, chamando a atenção de Hefesto por alguns segundos, tempo suficiente para Nico correr até Afrodite e cortar as correntes.

Parei de correr e sorri para Hefesto, assim que ele virou para a esposa e viu-a solta, praguejou. Os conteúdos brilhantes dos caldeirões voaram até Afrodite. E eu entendi que aquilo – de algum modo – era a essência de seus poderes. Senti o mundo ficar mais bonito e em meu coração aquela tristeza por Susana continuou, mas agora sem o “amor” que eu sentia por ela. Apenas a consideração por ela como pessoa. Isso fez eu me sentir melhor, de certo modo.

Antes que ele ou qualquer um de nós pudesse fazer qualquer coisa mais, tudo ficou brilhante. Fechei os olhos rapidamente. Senti um solavanco e cai deitado em algum lugar duro. Não ousei abrir os olhos durante alguns segundos.

Quando abri os olhos quase me engasguei com minha própria saliva. Estávamos em uma sala de estar maravilhosa, com grandes janelas redondas e uma decoração cor de rosa, vermelho e dourado. Sofás de couro com almofadas de seda estavam próximos de nós. Uma mesinha de centro com tampo de vidro estava perto do meu joelho. Afrodite balançou a mão e chá surgiu ali, junto com pequenos cupcakes de aparência maravilhosa. Meus amigos também pareciam impressionados.

Só então notei como estava faminto e com vontade de comer qualquer coisa que fosse.

- Sentem-se, corajosos. – ela ofereceu. – Vocês me salvaram.

Notas finais
E ENTÃAAAAO? Entenderam ou está muito confuso? ç.ç
O que acharam dos culpados e dos motivos?
Comente, critique, dê sugestões, etc. Sério. u_u ♥
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Geeeeeeeeeente, os próximos capítulos... Reservo coisas para eles desde o começo da fic. Finalmente estão chegando e vou trollar, digo, escrever para vocês. *-*'
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Até o próximo e obrigada por aguentar até aqui. ♥'