A Nightmare Becomes True

8 Capítulo 8 - Run! Run!


Notas iniciais
Ah, espero que gostem desse capítulo. Levou um tempo porque eu tava sem inspiração. Erros e talz não me matem.
Obrigada a quem acompanha a fic, e a Taamy Santis que favoritou. Deveriam seguir o exemplo dela, viu?! qq
~
Esse capítulo é pelo ponto de vista do Connor Stoll.
~
Boa Leitura, e deixem reviews. u_u'

POV Connor

“Maior amor”? Eu não entendi o papel rosa e nem o que dizia nele. E por que todos pareciam bocós olhando para o bilhetinho? Poderia muito bem ser uma brincadeira de mau gosto. Até que Summer me explicou que nessa missão, eles andaram recebendo alguns bilhetes e que desconfiavam que fosse da autoria de Afrodite.

De repente, senti um aperto no coração. Eu já sentira esse aperto antes. No Acampamento, antes de dormir e ter aquele sonho. Algo de errado estava acontecendo com Travis. Eu tinha de acha-lo logo, mas como o bilhete dizia, não sairíamos daqui antes de salvar o maior amor e blábláblá.

- O que isso quer dizer? – Nico quebrou o silencio.

- Que devemos salvar alguém? – Summer perguntou/afirmou. Todos pareciam em duvida.

Íamos discutir mais sobre isso quando ouvimos um barulho vindo do andar de cima. Todos prepararam suas armas. Eu trouxe uma adaga do Acampamento, então a segurei o mais forte que consegui.

- O que foi isso? – perguntei. Susana fez um sibilo, mandando-me calar a boca.

Veja bem, eu simplesmente não consigo parar de falar. Eu preciso falar sobre algo, qualquer coisa, com alguém, qualquer um. Mas a situação não permitia, o que me deixou irritado.

Os barulhos pareciam descer as escadas. Algo arrastando alguém. Meu coração apertou e logo eu soube quem era o arrastado. Meu irmão. Aquele imbecil trapaceiro...

- Preparem-se para atacar. – Susana falou. Seu semblante mudou, agora era uma guerreira na linha de frente.

A porta foi chutada para o outro lado e por pouco não acertou Will, que – estranhamente – foi puxado para longe da porta por Nico.

Tchan Tchan! Travis foi jogado no chão a nossa frente e a coisa que o arrastava se revelou: um monstro, ou uma máquina ou os dois ao mesmo tempo. Eu não sei.

- O que é aquilo? – perguntei.

- Uma máquina e um monstro juntos, eu acho. – Lívia respondeu. Parecia assustada, desesperada.

A coisa estava parada, esperando que um de nós atacasse. Travis gemia no chão. Olhei para meu irmão e vi os machucados em todas as partes visíveis de seu corpo. Meu instinto me fez começar a correr e agarrei Travis.

- Cara... Acorda... – chamei. Seus olhos estavam entreabertos. Ele estava semiconsciente.

Por um momento me esqueci da coisa que estava perto de nós. Até que a coisa atacou o grupo. Passou direto por mim e foi em direção a Lívia. Ela gritou e correu na direção oposta. Todos estavam parados olhando assustados. Will foi o primeiro a ter uma reação e lançou uma flecha na coisa.

- Ei, feioso, estou aqui. – ele gritou, fazendo a coisa olhar para ele.

Vi Susana aparecer por trás da Lívia, tapar a boca dela e leva-la pra longe da coisa, que agora corria de volta pra nós. Levantei-me e fiquei na frente de Travis, de modo a defendê-lo. Olhando mais de perto a coisa era um monstro com partes douradas em seu corpo, como se tivesse sido modificado.

Levantei minha adaga e investi contra a coisa. Ela me agarrou tão rapidamente que nem minhas habilidades de filho de Hermes resolveram. E logo em seguida me lançou contra a parede. E fiquei desacordado.

- Acorde, garoto estúpido! — Fui sacudido violentamente. Abri os olhos e vi que todos estavam amarrados, e que quem me sacudia era o monstro.

Eu estava em uma cadeira amarrado, Travis estava em outra cadeira, de costas para mim e ainda soltava gemidos de dor. Susana, Lívia, Summer, Nico e Will estavam amarrados em cadeiras também. Porém em uma fileira, de modo que todos ficassem de frente para mim.

- O que pretende? – perguntei.

- Garoto estúpido, logo seu coração será o sacrifício de que preciso. – a voz do monstro era metálica. Horrível.

- O que? – esse grito não saiu o mais hetero de todos, mas no momento não importava. – Por quê?

- Não entenderam o bilhete, não é mesmo? – a voz soltou uma risada perturbadora. – Pequenos tolos...

- Explique então, espertalhão! – Nico debochou do monstro. Uau, é muita coragem fazer isso.

- O que vocês acham que é um amor maior? – ele perguntou. Por baixo da voz de metal, havia ironia. — O que é mais forte que esses romances? – seu dedo apontou para Nico, Summer e Will. – É claro que o amor da família. – olhou para mim e Travis.

- Está me dizendo que o maior amor é o que sinto pelo Travis? – minha voz saiu esganiçada e confusa.

- É isso mesmo. E em breve vocês serão o sacrifício necessário. – ele riu de novo.

Meu coração acelerou. Nós seriamos o sacrifício para alguma coisa acontecer, e pelo que vejo, não é algo bom. Nada bom. Eu precisava sair daquela cadeira, precisava de tempo para pensar. Antes que eu planejasse alguma coisa, o monstro saiu e deixou sete campistas acorrentados e confusos.

- O que faremos? Droga. – Summer parecia irritada. Tentava a todo custo tirar as amarras. Então me lembrei de uma coisa e a ideia brilhante veio.

- Summer, lembra-se das vezes em que Travis nos ensinou a desfazer nós? – perguntei.

Ela imediatamente entendeu e começamos a mexer nossos braços de modo que as amarras ficassem mais largas. Soltei-me primeiro que ela. Então me levantei e ajudei os outros.

- E agora? – Lívia perguntou.

- Vamos correr pra longe daqui. – Susana disse.

Nico me ajudou a carregar Travis, passamos pela porta. Susana, Will e Summer iam à frente. Lívia ia atrás de nós. As minhas esperanças estavam voltando aos poucos a medida que chegamos as escadas.

- Pra onde pensam que estão indo, tolinhos? – a voz metálica falou atrás de nós, fazendo Summer gritar um frustrado “Droga”.

Olhamos pra trás e Lívia foi a primeira a ser arrastada de volta. Ela tentava se soltar, mas não conseguia. A outra mão da coisa metálica veio e puxou Nico, pareciam ser mãos bem fortes.

- Vocês, desçam e mantenham Travis a salvo. – Susana apontou para Will e Summer. — Eu tento ajuda-los. – ela começou a correr. – Venha comigo, garoto de Hermes! – virou a cabeça e me chamou.

Não hesitei em correr atrás dela. Lívia e Nico foram arrastados, querendo ou não, eles tinham de ser salvos. Segui Susana até voltar ao lugar onde estávamos e ninguém estava lá.

- Aposto que é uma armadilha. – sussurrei para ela.

Dito e feito. A porta foi fechada com força misteriosamente e ficamos trancados lá. Espera, a porta havia sido arrancada, como foi colocada lá novamente? Ah, não importa. Susana revistou todo o cômodo e estávamos sozinhos. Eu tentava desesperadamente abrir a porta com chutes. Ela apenas trepidava um pouco. Chutes seguidos de chutes e nada.

- Pare com isso. – Susana disse. Correu para a porta com sua espada e começou a golpea-la com tamanha ferocidade que até sai de perto.

Na pobre porta os talhos começaram a aparecer e Susana a chutou com força, abrindo um buraco suficiente para passarmos. Olhou para mim, tirou a fuligem de seus ombros e saiu, como se dissesse “Mané, isso foi fácil e você não fez.”

Segui a garota assassina de portas, um barulho parecia nos atrair para o andar de cima, e assim fomos. Chegamos à porta onde o barulho parecia mais forte. Estava fechada.

- Connor, isso é sério, eu entro na frente e você logo em seguida, pegamos Lívia e Nico e corremos. – ela sussurrou. Não tinha sinal algum da Susana malvada que conheci. Ela parecia preocupada com os dois que provavelmente estavam lá dentro. – Corremos muito.

Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ela chutou a porta e entrou. Eu a segui. O que vi foi Lívia chorando em um canto e Nico desacordado em outro. A coisa/monstro estava parada olhando para nós, como se nos esperasse.

Susana avançou para a coisa e eles começaram uma luta. Olhei para os lados e não havia mais nenhum monstro ou coisa que pudesse me ameaçar. Corri para Lívia, ela apontou para Nico e pediu para que eu e ela o carregássemos para fora. Nico era mais leve que eu, coloquei-o nos ombros e mandei Lívia correr para fora.

- Vamos, Susana! – gritei, assim que ela começou a correr, eu a segui.

Descemos os lances de escada desesperadamente. Susana segurava a mão de Lívia e a puxava, mandando nós acelerarmos o passo o tempo todo. E eu vinha logo no encalço de Susana, carregando um leve Nico Di Angelo. Já o monstro, estava um pouco longe, quatro metros talvez.

Corremos até chegar àquele grande salão de entrada. Tudo parecia calmo e tranquilo, ninguém desconfiou de nada e passamos correndo pelos trabalhadores da filial das pulôveres. Encontrei Travis, Will e Summer lá fora, esperando. Assim que nos viram começamos a correr, ou tentamos, já que Travis ainda estava em péssimas condições.

Segurei o braço de meu irmão e carreguei-o enquanto andava o mais rápido que consegui. Senti alguém me puxar e cai, junto com Travis. A coisa tinha uma espada nas mãos e apontava para Travis. Levantei-me e investi contra a coisa, antes que acertasse meu irmão, mas fui lançado contra um muro de tijolos.

Minha visão ficou embaçada, olhei para lá e vi Susana investindo e lutando ferozmente com a coisa. Minha visão ameaçava escurecer, mas pude ver uma ultima cena: Susana sendo acertada pela espada da coisa, não pude ver onde acertou. Vi Susana cair com um grito e os outros quatro correndo em sua direção, para ajudar a ela e a meu irmão, Nico e Summer começaram a lutar com a coisa. Isso aconteceu em apenas alguns segundos.

“Ela... Ela salvou meu irmão?”, foi tudo o que consegui pensar, antes de perder a consciência pela segunda vez no dia.

Notas finais
Bom, sim. É isso mesmo, parei de novo na melhor parte. Esperando os reviews. Tópico: Susana morre ou não? (Parei)
~
Não seja um leitor fantasma e comente. Ou morra. e_e qn
Até o próximo capítulo, queridos leitores. ♥