A Nightmare Becomes True
17 Capítulo 17 - The Angel Met The Shadow.
Notas iniciais
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Desculpem qualquer erro e tudo o mais. :(
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Boa leitura. o/
POV Summer
Quando acordei, levantei-me rapidamente, esqueci que estava no chalé e por isso bati a cabeça na parte de cima do beliche. Acordei o resto do chalé com um grito e comecei a praguejar.
- Summer, cale a boca! – exclamou um de meus irmãos.
Olhei ao redor, para meus irmãos, a maioria me olhava feio e outros estavam dormindo ainda. Fui até o banheiro fazendo o máximo de barulho possível e gritei:
- Desculpem. – batendo a porta atrás de mim com o máximo de força que consegui.
Dei um sorriso e tomei banho. Sai pouco depois de a concha tocar e todos meus irmãos levantarem para irmos tomar café da manhã. Fila não é algo que respeitamos muito no chalé 11, então saímos para fora do chalé, apenas andando próximos.
- Escandalosa. – Connor resmungou em meu ouvido.
Soltei um riso e olhei para trás, de modo que pudesse olhar para seu rosto. Estava cansado, talvez tenha levado algum tempo para dormir, mas estava fazendo piadas. Quando ele está triste de verdade não faz piadas.
Chegamos a mesa 11 e me sentei, nada de emocionante durante o café aconteceu. Depois fui para minhas atividades. A primeira era tiro com arco e flecha. Encontrei Will lá. Como sempre, praticando sua boa mira com os irmãos. Sentei-me perto de alguns arcos encostados a parede e observei, até que alguém se colocou em minha frente. Olhei para cima e vi Nico.
- Oi. – ele disse.
- Olá Nico, o que faz aqui? Geralmente não entra aqui. – perguntei, levantando de modo a ficar quase da altura dele. Quase.
- Então, Quíron me mandou pegar algumas aulas de arco e flecha. – ele informou. Não pareceu animado.
- Will pode te ajudar. – falei.
Nico virou-se e foi falar algo com Will, que assentiu com a cabeça. Depois de um tempo eles estavam treinando arco e flecha. Pude ver Will dando instruções sobre a postura de Nico, mas não consegui ouvir nada daqui. Alguns minutos depois, Nico já consegue acertar o alvo, não exatamente no meio, mas atira melhor do que eu jamais farei. Ele olha para mim feliz e aponta para o alvo. Sorrio para ele.
Agora sei que Afrodite o ajudou. Fez com que ele esquecesse de que um dia já teve uma paixão por mim e agora podemos conversar sem maiores constrangimentos. Ele está se dando bem com Will. Isso é bom, agora ele poderá ter amigos aqui. Will parece feliz também.
Levantei-me quando todos estavam saindo de lá e encontrei-me com Will na saída. Despedi-me dele com um beijo. Fiquei parada até ele chegar à quadra de vôlei para jogar com os irmãos. Comecei a andar pelo Acampamento, sem um rumo definido. Acabei na Praia dos Fogos. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ouvi um barulho, que identifiquei como alguém chorando. Olhei para os lados, procurando a fonte do choro. Meus olhos encontraram uma pessoa encolhida atrás de uma pedra.
Aproximei-me cuidadosamente e me deparei com uma garota. Vestida com uma camiseta do Acampamento, quase imperceptível por conta da jaqueta de couro preta que vestia por cima e sua calça roxa, com tachinhas é rasgada no joelho. Um visual bem parecido com as crianças de Hades. Está encolhida, abraçando os joelhos.
- Oi... – chamei. E ela olhou para mim, apesar de seus olhos estarem vermelhos, vejo a ferocidade com que me olha. Poucos segundos depois ela relaxa ao ver que não sou seja lá quem ela não quer ver.
- Oi. – responde. Não parecia alguém que estava chorando há segundos. Sua postura tornou-se simpática, assim como sua expressão. O que a denunciava que andou chorando, eram os olhos vermelhos.
- Está tudo bem? – perguntei, tentando me aproximar.
- Estou melhor. – respondeu, com a voz baixa. – Ele era um idiota.
Olho para ela, agora posso ver seu rosto. Pálida e com olheiras, seus olhos pretos me analisavam, enquanto ela mexia no cabelo verde escuro, tirando as mechas do rosto. Era bonita.
- Belo cabelo. – comentei.
- Obrigada, Summer. – ela disse.
- Como sabe meu nome? – perguntei desconfiada.
- Eu sei o nome da maioria das pessoas daqui, mas não falo com vocês. – ela deu de ombros e continuou: — Dificilmente alguém fala comigo.
- Por que não falariam? – perguntei, levantando uma sobrancelha.
- Sou filha de Hécate, eles acham que vou jogar alguma magia ruim neles. – ela deu de ombros novamente.
Não parece o tipo de pessoa que faria isso, seus olhos transbordam curiosidade e seu sorriso é gentil.
- E o seu nome, filha de Hécate? – perguntei.
- Angeline. – informou. – Mas prefiro Angel.
Angel, um nome apropriado para ela. Parecia mesmo um anjinho, mais rebelde que a maioria dos anjos, — independe de seus olhos serem pretos e não azuis e o cabelo verde e não loiro, como a maioria dos anjos — mas a beleza angelical continua. Algo em minha mente me diz que é ela a garota que Afrodite disse que Nico deveria conhecer. Antes que eu possa conter a pergunta, ela sai:
- Coração partido? – ela apenas concorda com a cabeça. – Sabe... Talvez uma caminhada comigo ajude. – tentei chama-la para um passeio. – Podemos falar do que você gosta. – ela concordou com a cabeça e me seguiu.
Falei um pouco de meu passado, e ela do dela. Seu pai a criou, e ela ainda vai visitar o pai as vezes. Ele estuda teorias conspirações dos mortais, e ela acabou estudando também. Angel nasceu em Virginia Beach¹. Veio para o Acampamento há um ano e meio, mas eu simplesmente não me lembro dela. Nada de muito assustador em sua vida, pelo que ela contou. Monstros dificilmente a procuram, por ser filha de uma deusa menor.
Sem querer, ela falou sobre o garoto que quebrou seu coração,. Algum filho de Hefesto. Nada extraordinário.
Já estávamos perto do pavilhão, quando avistei Nico. Sorri e corri até ele, arrastando Angel comigo.
- Olá Nico, essa é Angel, filha de Hécate. – apresentei rapidamente. – Angel, este é Nico, filho de Hades.
Ambos pareceram meio confusos, mas depois ela arregalou os olhos para ele e seu olhar curioso voltou.
- É verdade que você pode controlar os fantasmas e esqueletos?! – perguntou. Ele concordou com a cabeça, desconfiado. Mas ela pareceu impressionada. – Pode mostrar como faz? – ela perguntou, com um mini saltinho de alegria.
- Por quê? – ele perguntou, desconfiado.
- Porque você é legal, e vai mostrar isso a ela. – falei, com a voz firme. Ele me olhou com as sobrancelhas arqueadas, depois olhou para Angel, e com um pequeno sorriso levou-a até a Praia, onde poderia mostrar-lhe isso sem os gritos dos demais campistas.
Olhei para eles durante alguns segundos e depois fui até meu chalé, sorridente. Espero que eles se deem bem logo.
Quando cheguei ao chalé, encontrei a minha cama completamente bagunçada e cheia de algo com uma aparência nojenta, que não identifiquei.
- Tá bom, quem fez isso?! – gritei, olhando em volta, para meus irmãos que seguravam a risada. – Vou pegar cada um de vocês e roubar até o ultimo pedaço de dignidade que vocês tem, bando de ladrõezinhos de merda! – gritei e apontei para eles.
Segurei-me muito para não pegar uma faca e arremessar em direção a eles. E quer saber? Dane-se. Peguei uma faca, que guardo no bolso e lancei para a frente. Por pouco não acertou um de meus irmãos. Eles arregalaram os olhos e continuei:
- Amanhã eles vão verificar a limpeza do chalé, a menos que queiram lavar louças até as mãos de vocês se desfazerem, é melhor arrumarem isso aqui! – apontei para o chalé inteiro e fui em direção a porta. Antes, parei e peguei a faca, que ficou fincada na parede.
Caminhei pisando forte até o pavilhão, sentei lá e observei a paisagem ao redor. Nada demais. Um dia tedioso, e isso não é comum. Acontece uma vez a cada ano, talvez seja meu dia de sorte e eu consiga ficar parada ou dormir. Quem sabe fico mais calma.
Lembrei que minha cama estava coberta de gosma. Olhei para os lados e passei para baixo da mesa do chalé 11, deitando-me no chão frio. Ignorei o arrepio que senti quando o frio tocou minha pele e fechei os olhos, tentando me acalmar.
Acordei na hora do jantar, quando o pé de alguém pisou na minha mão. Sai de debaixo da mesa e sentei-me ao banco junto de meus irmãos, fingindo que acabei de chegar.
- Sabe, aquela sua revoltada no chalé funcionou. – Travis sentou-se ao meu lado. – Eles arrumaram tudo, rapidinho e o chalé nunca esteve tão limpo.
- Sabe quem fez aquilo? – perguntei, enquanto observava o rosto dos meus outros irmãos.
Ele deu de ombros, bom, vou deixar isso pra lá. Tenho coisas mais importantes para fazer, como avistar Angel e Nico conversando do outro lado do Pavilhão. Ela gesticulava enquanto falava e ele sorria, nunca o vi sorrir daquela maneira.
Sorri ao ver aquilo. Parece que finalmente Nico está se dando bem com o amor.
Notas finais
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Então, fãs do Nico, o que acharam desse cap? Embora não seja pelo POV dele, tem bastante Nico. u_u
Caso alguém não saiba, Angel em inglês é anjo, por isso o comentário da Summer. k
E o nome do cap também dá pra entender, eu espero. Coloquei o Nico como "Shadow" por motivos óbvios.
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Reviews por favor, né! ç.ç q
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Até o próximo. ♥
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