A Nightmare Becomes True
16 Capítulo 16 - The Fate Doesn't Fail.
Notas iniciais
Finalmente voltamos ao POV da Summer. Sei lá, não tem muito o que falar. Desculpem os erros, e se eles te incomodarem avisem.
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Boa leitura!
POV Summer
Lívia não parava de chorar, acho que por ser de Afrodite o amor que ela sente pelas pessoas aparece mais forte e mais rápido do que normalmente aconteceria. Ela chorava como se Connor estivesse morto.
- Está tudo bem... – falei várias vezes até que ela parou de chorar.
Seus olhos estavam vermelhos e inchados. Não teve como não sentir pena dela, pobre Lívia. Entenda, eu não gostava dela antes, mas fui aprendendo a gostar e conviver com ela. E agora estou realmente torcendo para que tudo se resolva. Afinal, meu irmão Connor está no meio de toda essa bagunça, e não parece sorridente como geralmente é.
Depois de algum tempo em silencio entre nós, Afrodite e Nico entraram na sala, olhei com certa curiosidade para eles. O que será que ele pediu? Nico sentou-se perto de Lívia e falou algo para ela, que concordou com a cabeça. E depois começaram uma conversa baixinho demais para eu ouvir.
Afrodite se aproximou de mim e falou:
- Sabe o que ele pediu? Para esquecer. Esquecer o que sentia por você. – ela falava baixo, de modo que apenas eu e Will escutássemos. – Ele já não sente nada por você além de um sentimento de amizade.
Ela olhou para mim esperando uma resposta concreta, mas estava confusa demais para falar algo além de “Hãn?”. Ela suspirou e continuou:
- Não sou de todo mal, então ele encontrará alguém que o ame no Acampamento, uma garota que também deseja esquecer seu antigo amor. Ele só precisa ter um pouco de coragem e falar com ela. – a deusa explica.
Continuo a olha-la sem saber o que dizer, e então meu olhar se volta para Lívia. A deusa acompanha meu olhar, depois se volta para mim e diz:
- Quanto a minha filha e seu irmão, não posso fazer nada além de aliviar essa dor. O destino é cruel, mas não falha. Não posso muda-lo, mas posso ajudar os dois, de modo que superem logo isso. – Afrodite vira as costas para mim e caminha até o meio da sala.
Olhei para Will, esperando que ele se mantivesse calado, mas falou:
- Nico vai ficar bem, vai encontrar a garota que sempre quis, assim como encontrei a minha. – e segurou minha mão. – Lívia e Connor também. – acrescenta, aperto sua mão e olhamos para Afrodite.
A deusa fez um breve aceno com a mão e tudo ficou escuro. De novo. Cai de cara na grama e senti um cheiro familiar. O cheiro dos campos de morangos do Acampamento? Abri os olhos, esperançosa, e estávamos no topo da Colina Meio Sangue. Levantei rapidamente e olhei para os lados. Estávamos todos lá: Will, Lívia, Connor, Travis, Nico e eu. Suspirei aliviada.
O Acampamento parecia normal e feliz demais para o que passamos nas ultimas semanas.
- O que aconteceu? – Will perguntou.
- Acho que ela usou sua magia de deusa para nos trazer até aqui. – respondi.
Olhei para o Acampamento. Todos estavam em suas atividades normais, nada parecia alterado ou assustador, como aquela casa onde a deusa do amor ficou presa. Segurei a mão de Will e comecei a descer a Colina. Ele apertou minha mão, como faz quando está ansioso.
Andamos até a Casa Grande e encontramos Quíron sentado à varanda.
- Vejo que obtiveram sucesso na missão. – falou. – O Conselho Olimpiano vai cuidar do resto. Agora descansem. – ele foi breve. Mas o que poderia dizer, afinal?
Separamos-nos e cada um foi para seu chalé. No caminho para o chalé, falei com algumas pessoas que me desejaram boas vindas. Cheguei ao chalé acompanhada de meus dois meio-irmãos. Aquele lugar cheio de projeto de ladrões nunca foi tão bom. Fui tomar um banho e depois dormi o resto de tarde, até alguém me acordar para irmos jantar.
O pavilhão estava cheio e sorri o tempo todo, por estar ali de novo. Travis, Nico e Will pareciam felizes também. Connor e Lívia estavam naquela de “tanto faz”, por conta de tudo o que aconteceu.
Quíron nos parabenizou e falou algumas palavras, mas eu não prestei atenção, pois estava absorta demais em uma conversa com Connor, que parecia estar se conformando. Finalmente.
Depois do jantar, me retirei e procurei por Will. Caminhamos até o Anfiteatro e sentamos lá.
- Finalmente acabou. – ele disse.
- Em certo momento, achei que morreríamos. – falei. E é verdade, quando ficamos cara a cara com Hefesto, achei que morreria, como Susana.
- Eu também, mas se morrêssemos, gostaria que pudesse ficar perto de você. – ele sorri. — Mesmo que pra ouvir você reclamando sobre como não se pode roubar o Submundo. – acrescenta, soltando um riso.
Sorrio de volta, e deito a cabeça em seu ombro. Ele passa o braço pelos meus ombros e ficamos assim durante algum tempo. Embora eu goste de ser semideusa, as vezes é bom tentar ser um pouco normal, como ter um namorado e fazer piadas com ele.
- Sabe... Quando pensei que morreria, lembrei-me de você falando que sou seu Raio de Sol e pensei que precisava voltar a ver seu sorriso. – corei um pouco ao falar isso.
- Sabe que eu também pensei em voltar a ver seu sorriso e seus olhos azuis? – ele sorriu para mim. – Seus lindos olhos azuis. – acrescentou e selou nossos lábios.
Depois de alguns segundos assim, ouvimos um barulho vindo da entrada do Anfiteatro e afastamos nossos lábios, para ver quem estava vindo. Lívia, e parecia a ponto de chorar de novo.
- Me desculpe... Achei que estaria vazio. – ela falou.
- Tudo bem. – tentei soar calorosa. – Sente-se aqui conosco.
- Ele sabe que é um juramento e não posso fazer nada para mudar, não é...? – ela pergunta com a voz fraca, ao se sentar.
- Ele... – começo a dizer, mas não sei a resposta. Connor é teimoso, talvez não aceite que ela vai embora.
- Ele vai entender. – Will fala com a voz calma. Olhei para ele, seu sorriso era caloroso. Ele é melhor acalmando pessoas do que eu jamais serei. – Ele pode demorar algum tempo, mas vai entender. Não se preocupe Lívia.
Ela sorri e depois de alguns minutos volta a falar:
- Ela virá me buscar hoje. Depois da fogueira. – pelo horário em meu relógio, faltam apenas alguns minutos.
- Quer que eu vá encontrar Ártemis com você? – perguntei.
- Sim, por favor... Não se importa, não é, Will? – ela perguntou, com a voz fraca.
- Não. Boa sorte e falarei com Connor, ele ficará bem. – ele diz e sorri.
Levanto-me e seguro o braço de Lívia, levando-a para fora. O vento está gelado e empurra meus cabelos para trás. Lívia está tremendo, não sei se nervoso ou frio.
- Já agradeci a Nico as palavras de apoio hoje mais cedo... – ela diz, batendo os dentes. – Achei melhor não me despedir de Connor.
Então era isso que eles conversavam baixinho na “casa” de Afrodite. Ele disse palavras legais para ela. Quando ele quer, consegue ser gentil. Quando qualquer um quer, consegue ser gentil. Mesmo que você seja um filho de Hades que assuste criançinhas.
Lívia me guia até o topo da Colina, lá encontro uma caçadora de cabelos pretos e olhos azuis elétricos. Já me falaram dela, chama-se de Thalia, a filha de Zeus. Atrás dela, está Ártemis, tem uma aparência infantil e carrega um lindo arco prateado.
Thalia olha para mim com os olhos semicerrados.
- Seus olhos... São como os de Luke. – ela fala.
- Luke? – perguntei, e então me lembro da história sobre o garoto, filho de Hermes, que salvou o Olimpo há alguns anos. – Ah, talvez porque também sou filha de Hermes. – falei, dando de ombros.
Thalia concorda com a cabeça. Ártemis dá um passo a frente e toca o ombro de Lívia.
- Olá, jovem Lívia. – ela fala. Sua voz é gentil.
Sinto Lívia apertar meu braço com força. Ela está assustada.
- Como é a caçada? – é a única coisa que pergunta, com a voz sumida, para a deusa.
- É um lugar incrível! – quem responde é Thalia. Parece animada. – Acampamos dias a fio, caçamos coisas e temos lindos lobos gigantes!
- Lobos...? – os olhos de Lívia brilham, ela solta meu braço e vai até Thalia.
Elas começam a conversar animadamente sobre lobos e coisas do tipo. Olhei para Ártemis, ela me ofereceu um sorriso gentil.
- E você? Não virá por conta de um sobrinho meu? – levei alguns segundos para entender a pergunta. Ela era irmã de Apolo, então Will era seu sobrinho. E ela está me convidando para a caçada.
- Não irei. – falei um pouco grossa demais. – Me desculpe, mas não vou com a senhora. Obrigada pelo convite. – acrescentei rapidamente.
- Entendo. – ela balançou a cabeça concordando. Depois virou seu olhar para Lívia e Thalia, que ainda conversavam animadamente. – Nunca vi Thalia se dar bem com uma filha de Afrodite assim.
- Lívia é legal. – concordo. — Espero que esqueça meu irmão... – digo. – E que ele a esqueça.
- Um dia, mais cedo ou mais tarde eles entendem. – ela sorriu de modo bondoso.
Fiquei em silencio e me afastei um pouco. Elas conversavam como se acertassem os últimos detalhes. Lívia falou algo com Ártemis e depois veio até mim.
- Então... Acho melhor eu ser corajosa e cumprir a promessa. – ela dá um sorriso fraco. – Elas têm lobos... E eu amo lobos.
- Você terá seu próprio lobo? – perguntei.
Ela concorda alegremente com a cabeça. Sua boca forma um enorme sorriso.
- Diga a Connor... – ela para e pensa por um tempo. – Diga que eu fui para a caçada e que ele deve aceitar isso, como eu aceitei. – seu sorriso não está mais lá.
- Ele vai superar. – afirmo.
- Diga a Will, Nico e Travis, que sentirei a falta deles. Agradeça-os por tudo. – ela se aproxima e me dá um abraço. Eu o retribuo. – Obrigada por tudo, Summer. Você é uma boa amiga. – ela diz.
- Você é a mais bela de todos mais legal que conheço. – digo. – E só por isso não vou roubar aqueles dracmas no bolso de trás da sua calça. – acrescento.
Ela se afasta e sorri, depois olha para o bolso de trás, onde os dracmas estão. Levanto as mãos a fim de mostrar que não peguei nenhuma.
- Boa sorte. – digo. E ela vai para perto de Ártemis.
Ela acena para mim, parece mais leve e feliz. E depois some em uma explosão de luz prateada. Esqueço-me de fechar os olhos e minha visão fica ofuscada durante algum tempo. Depois que volto a enxergar as coisas, desço a Colina e vejo Connor vindo em minha direção, de algum lugar da Colina.
- Ela se foi. – ele diz.
- Você estava ouvindo. – afirmei. Ele se escondeu perto da árvore para ouvir a conversa, garoto esperto.
- Sim. Seus olhos realmente parecem com os de Luke. – ele diz, olhando para além de mim, como se lembrasse de algo. – E ela se foi. Agora preciso seguir em frente, fiz o que foi possível para impedir, mas as vezes não se pode impedir o que o destino selou. – ele dá de ombros e caminhamos pelo Acampamento.
Ele estava triste a pouco, e agora está bem? Estranhei um pouco e então me lembrei do que Afrodite havia dito sobre Connor e Lívia. “Não posso fazer nada além de aliviar essa dor”, ela estava ajudando.
Olhei para cima e sorri, sussurrei um “muito obrigada”. Amanhã a deusa recebera uma oferenda minha.
- E ela terá um lobo, lembro-me de como ela os ama. – Connor falou. Eu não sabia que ela amava lobos, descobri isso hoje. Eles até que são fofos.
Chegamos ao nosso chalé e ele parece mais leve e feliz, como Lívia, antes de sumir em uma explosão prateada.
No fim das contas, tenho bons irmãos e amigos aqui. Principalmente quando posso roubar bolinhos que eles escondem nas jaquetas. Connor nem percebeu. Solto uma risadinha ao entrar no chalé e deitar-me. Pego o bolinho e como.
Notas finais
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Acho que esse capítulo não foi ruim para nenhum dos personagens, afinal. O próximo terá mais algumas coisas legais que pensei.
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Reviews com a opinião de você são bem vindos, de graça e me alegram!
Obrigada a todos que estão acompanhando, sejam leitores fantasmas ou não. ♥
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Até o próximo capítulo. õ/
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