A Nightmare Becomes True

12 Capítulo 12 - Shout, Shout...


Notas iniciais
Nem demorei tanto dessa vez. Estou melhorando. u_u
Obrigada a Flavia Rodrigues que favoritou. ♥
Pequenos e/ou grandes, escandalosos e deploráveis erros, desculpem, sou burrinha demais para nota-los. ç.ç'
Boa leitura, e não tenho mais o que falar. Bjos e até lá embaixo. q

POV Summer

Quando adentrei o lugar, notei que sermos silenciosos teria sido mais inteligente. Pude ouvir passos vindos de muitos lados. Olhei para Connor e pensamos o mesmo: Ir para o porão. Corremos, puxando os outros conosco. A medida que corríamos, os passos ficavam mais distantes. Connor sabia por onde ir para chegar até o porão.

Chegamos e nos silenciamos. Liguei brevemente uma lanterna que peguei do carro e varri o lugar. Estávamos seguros. Procurei por Travis e fui até ele. Ele parecia magoado.

– Está tudo bem? – perguntei baixinho.

– Ela é uma traidora... Como não percebi? – ele sussurrou de volta.

– Você estava apaixonado. – Nico falou. Ele não abrira a boca havia um tempo, ouvi-lo de novo foi quase bom, se ele não tivesse nos levado para uma armadilha.

Ficamos em silencio novamente. Will e Connor, cada um estava em uma entrada do porão, prontos para atacar quem quer que venha nos irritar. Mas ninguém veio. Estranhei isso. Apurei os ouvidos e ouvi passos no hall de entrada. Quem quer que estivesse lá, era meio burro de não procurar além disso.

Eu estava prestes a falar qualquer coisa, quando ouvi uma voz. Susana. Vinda de perto:

– Vá para o hall, sua coisa estúpida! – ela gritava.

– Você não pode levar a nossa refém! – uma voz falou. Parecia uma mensagem gravada.

– Vá logo! – ela insistiu.

Ouvimos os passos da coisa indo embora e Susana se aproximando. Todos nos preparamos para ela entrar atacando, mas encontramos uma Susana preocupada carregando uma Lívia fraca.

– Você... – Travis rosnou, mas foi segurado pelo irmão.

– Olha, levem-na daqui, corram o máximo que puderem. Logo. – ela deixou Lívia encostada em um canto e foi em direção a porta, nos deixando sozinhos.

– Susi... – Lívia resmungou. Em seguida virou seus olhos para Connor. – Vá ajuda-la... Ela vai se matar...

– Lívia... – a voz de Connor mostrava toda a preocupação que sentia. – Ela é uma traidora...

Lívia abriu a boca para falar algo, mas parecia fraca demais. Apenas negou com a cabeça e tocou o rosto de Connor, sorrindo levemente.

– Vamos sair daqui. – falei.

– Lívia fique aqui com Connor. O resto de nós, atrás da Susana. – Nico completou.

– Não vão me deixar! – ela protestou, mesmo fraca era teimosa.

Procurei um pouco de néctar em algum cantil em minha mochila. Assim que encontrei, dei-o para ela. Assim que deu alguns poucos goles parecia melhor. Levantou-se e pegou uma adaga.

– Venham comigo. – sua voz já estava normal.

Ela foi na direção oposta de Susana, pensei em puxa-la de volta, mas resolvi segui-la. Estávamos indo para o quarto em que ouvi Adelaide. Fiquei tensa imediatamente, mas agora eu tinha meus amigos. Segurei com mais força minha arma, junto a meu corpo.

Lívia parou em frente a porta e entrou. Adelaide estava desacordada em um canto, com cordas amarrando todas as partes de seu corpo possíveis. Não acredito que deixamos aquela coisa (que eu não sei o que é) nos enganar!

– Temos que subir por aqui... – ela apontou para um duto de ventilação em um dos lados da sala.

– Por quê? – perguntei.

– Minha mãe. Sinto a presença dela por ali. – Lívia se aproximou e tentou subir, mas era baixinha demais pra alcançar sozinha.

Connor ajudou-a. Logo em seguida, subi. E assim, todos nós estávamos em um tubo de ventilação. Lívia foi se arrastando. Eu me perdi no meio de tantas curvas iguais, mas ela parecia saber para onde ir.

Depois do que pareceram incansáveis minutos de procura, ela parou.

– O que foi? – perguntei.

– É aqui. – ela apontou para uma saída próxima.

Aglomeramos-nos em volta da saída para ver. Tudo o que consegui ver: Afrodite. E como era linda. Era tão parecida com a Lívia... Mil vezes mais bonita. Sem nenhum defeito. Foi então que notei que estava amarrada e parecia fraca. Seus olhos fitavam o chão e ela mantinha-se em silencio. Alguém falava com ela. A voz que aparecia em meus sonhos era ainda pior pessoalmente.

– Ah, mal posso esperar até sua pequena garotinha aparecer aqui... – a voz riu. Afrodite deu uma olhada para nós pelo canto do olho. E depois olhou para a coisa.

– Ela sabe que estamos aqui... – Lívia sussurrou.

– Espera, não está faltando alguém? – ouvi Will perguntando.

Olhamos uns para os outros e contamos quantos éramos. Estávamos no momento em cinco. Connor, Lívia, Will, Nico e eu.

– Mas onde merda se meteu o Travis? – perguntei em um sussurro/sibilo. Não esperei uma resposta e fui andando por entre meus amigos. – Vou atrás dele. – avisei e comecei a me afastar dos meus amigos.

Ouvi alguém me seguindo, olhei para trás e vi Will. Sabia que ele viria, por isso nem tentei impedi-lo. Continuei seguindo pelos dutos, até – milagrosamente – achar uma saída. Mas para o nosso azar, assim que pulamos do duto, vimos um monstro. Como aquele que nos atacou no lugar dos pulôveres.

– Para trás de mim, Sum. – Will pediu baixinho.

Eu sabia que ele era uma negação como linha de frente. Apenas me afastei um pouco. Ele lançou as primeiras flechas antes da coisa tentar atingi-lo. Empurrei-o para longe e comecei a golpear as partes expostas da coisa.

Olhei para Will, ele mirou na boca, como Lívia. Quem diria que ela nos ajudaria, mesmo longe. Então a coisa se dissolveu em pó. Fácil demais. Enfim, voltamos a correr. Tentamos nos esconder ao máximo enquanto corríamos. Não tínhamos nem uma direção certa a seguir. Apenas corríamos, procurando por qualquer sinal de Travis.

Como sempre, a vida é muito palhaça e resolveu tirar uma com a nossa cara. Ouvimos um barulho vindo de uma das portas, e eu a abri, pronta para a batalha. Encontrei Adelaide ainda amarrada e inofensiva. Assim que me viu aquele bondoso sorriso retornou.

– Minha querida... Foi um mal entendido. – ela dizia, com uma bela voz.

Quase me convenci, mas então me lembrei da conversa que ela teve com Susana. Virei as costas para ir embora, mas ouvi Will dizer:

– Mal entendido, senhora...? – ele foi se aproximando dela.

– Sim, jovem guerreiro. Solte-me. – ela encorajava.

Ele se aproximou mais e estendeu as mãos, para soltar Adelaide. Por sorte, consegui puxa-lo antes.

– Está com minhocas na cabeça? – coloquei-me entre os dois. Ele pareceu confuso por um tempo, mas depois voltou a caminhar na direção dela.

– Vamos ajudar a inocente senhora. – ele disse, começando a desatar os nós. Puxei-o novamente, mas obviamente ele é mais forte.

– William Linn, saia daí agora mesmo... Ou... – merda, o que dizer? – Ou eu nunca mais falo com você. – tentei.

Ele olhou para mim com certa duvida.

– Nunca... Mais? – ele estava em transe e ao mesmo tempo aqui. Como explicar?

– Nunca mais. E vou arrumar outro... Namorado. – cerrei os olhos. Rezei para que desse certo.

Ele balançou a cabeça e olhou para Adelaide.

– O que é você? – seu arco estava apontado para ela.

– Sou... Uma senhora inocente... – ela disse.

– Não é não. – posicionei minha adaga perto do coração dela. – O que é você? – repeti.

Ela começou a rir. Rir muito alto, tipo estrondosamente alto. Tanto que me afastei dela. Will ficou tenso, mas o arco continuou apontado. Ela apenas ria, e olhava para mim.

– Garota... – ela disse, quando terminou de rir. – Logo não precisará se preocupar com isso. Seu coraçãozinho será quebrado... – e se calou. Simplesmente olhou para o chão e nada mais disse.

Olhei desconfiada para Will. Ele deu de ombros, abaixou o arco e caminhou até a porta. Eu o segui, sempre olhando para trás. Fechei a porta, marquei um “X” com a minha adaga, para saber onde encontra-la mais tarde, eu ainda preciso ter uma conversinha com Adelaide. E continuamos pelo corredor. “Seu coraçãozinho será quebrado...”, ela dissera. O que vai acontecer? Não quero um coração quebrado.

– O que disse lá... Obrigado. – Will me tirou do pensamento.

– O que? – perguntei confusa.

– “William Linn, saia daí agora mesmo ou paro de falar com você e arrumo outro namorado.” – ele fez uma imitação da minha voz. Não pude deixar de rir. – Isso me tirou do transe. Mas não faça isso, digo, me deixar. – ele falou sério.

– Eu não vou. – sorri para ele. Por um breve momento foi como se fossemos um casal normal, com uma vida normal.

Caminhamos e revistamos mais um corredor. Nada do Travis. Comecei a pensar sobre o transe em que Will ficou. Isso é um dom de Afrodite, mas Adelaide é do mal. O que está acontecendo aqui?

– Ouça. – Will parou e colocou a mão perto do ouvido.

– O que? – sussurrei, mas ouvi um grito. De uma porta perto de nós. Isso mais parecia um hotel assustador que tudo. Tantos quartos e corredores... E gritos.

Caminhamos cautelosamente até a porta e coloquei meu ouvido na porta, seguida por Will.

– Não está arrependida nada, sua imbecil! – Travis gritava.

– Eu... Eu não quis que machucassem ninguém! – a voz de Susana estava irreconhecível. Ela estava chorando. – Eu me arrependi mais que tudo depois daquela maldita profecia e depois de fazer amigos!

– Não os chame de amigos. Sua traidora! – ele gritava. Parecia muito nervoso.

Ouvi Susana chorar mais alto e socar um lugar próximo ao que estávamos com nossas orelhas. Doeu, minha pobre audição...

– Acha... Acha que eu quero que você morra...? – ela sussurrava agora.

– Se qualquer um dos meus amigos, principalmente um dos meus irmãos morrer... – a voz de Travis transbordava raiva. – Eu vou até o fim do mundo te caçar e arrancar cada pedaço desse seu coração imundo. – ele disse as palavras pausadamente.

Eu sabia que sairia uma briga, quando eu ia interferir ouvi a merda de outro grito.

– Lívia! — Connor gritou aterrorizado de algum lugar. As vozes vinham pelo tubo de ventilação perto de nós.

Susana e Travis saíram de dentro do comodo em que estavam e procuraram por Lívia, olhando para os lados. Nos focalizaram e apontei para o tubo de ventilação. Teríamos tido uma longa conversa sobre o motivo de Will e eu estarmos ouvindo atrás da porta, se não fosse nossa amiga berrando pelo tudo de ventilação.

Notas finais
PS.: Malz o nome Fail do capítulo, essa musica não sai da cabeça.
~
Mas então? Ficaram com dó da Susana ou ela deve morrer?
Eu coloco-a como culpada e vocês ficam bravos por ser tão óbvio e porque estavam começando a gostar dela. Risos eternos das minhas trollagens. ;-;
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ENTÃAAAAO... REVIEWS, FAVORITEM, ME ABRAÇAM OU SIMPLESMENTE DANCEM! q
Até o próximo. õ/