A New Perspective
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Desculpe o atraso! =/
Este cap é um pouco triste mas muito decisivo.
Boa leitura! =D
PDV — Renesmee -
Agora que eu já conseguia controlar as minhas transformações, meu Pai achou melhor sairmos um pouco do “quintal” de casa e conhecer outros territórios. E é exatamente isso que estamos fazendo agora.
Estávamos conversando no meio da floresta. Reconhecendo os cheiros e as formas que antes eu não conhecia quando de repente o vento mudou de direção e eu senti um cheiro estranho, diferente, por assim dizer, um pouco amadeirado...
- Pai, que cheiro é esse?
- Cheiro? Que cheiro?
- Esse cheiro meio amadeirado. Não ta sentindo? – disse farejando outra vez para ter certeza.
- Não deve ser nada. Vamos embora?
Virei-me para seguir o cheiro.
- Renesmee? –ouvi meu Pai me chamando
- Ah, sim. Vamos.
Olhei mais uma vez para trás para ver se conseguia ver alguma coisa. Nada. Suspirei frustrada e seguimos para casa.
Mas o que era aquele cheiro? Porque meu Pai desconversou quando eu o perguntei? Eu não tinha resposta para aquelas perguntas. Mas eu ia descobrir.
Quando chegamos em casa minha mãe estava terminando de servir a mesa.
- Oi mãe – disse cansada (e faminta).
- Oi meu anjo! Como foi em Seattle? – disse ela com ternura
- Até que foi legal. Achei um cheiro na floresta que queria seguir, mas o papai disse que estava tarde... Vamos comer? Estou faminta! – disse mudando de assunto. Não queria pensar naquele cheiro. Eu sabia que tinha alguma coisa por trás daquilo.
- Vamos sim, vou chamar o seu pai – disse ela
- Ele está lá fora mãe – disse indo em direção à cozinha enquanto ela saia pela porta.
Peguei um copo de água, mas larguei assim que ouvi um barulho muito forte vindo do lado de fora da casa e em seguida comecei a sentir uma sensação estranha no peito. Corri para a parte de trás da casa e encontrei meu pai em sua forma de lobo lutando com alguma coisa branca eu acho, eles se moviam com uma rapidez anormal. Do outro lado do gramado estava minha mãe sendo praticamente enforcada por uma criatura igualmente pálida e frígida. Comecei a pensar em todas as histórias que meu pai tinha me contado até então para ver se a criatura se encaixava em uma delas. Vampiro!
Transformei-me para que pudesse ajudar minha mãe e assim que o fiz senti como se algo que estivesse preso por muito tempo fosse solto dentro de mim. Senti-me livre!
Olhei com ódio para os vampiros que estavam tentando matar os meus pais e de repente uma erupção de terra surgiu entre o meu pai e o vampiro que estava o atacando deixando o vampiro desnorteado e dando chance do meu pai o atacar pelo lado. Ele jogou o vampiro através de uma árvore centenária.
- Vá com a sua mãe, proteja-a, eu estou bem. – disse ele através do pensamento quando me aproximei.
Quando me virei para ver onde minha mãe estava tive a pior visão de todas. O filho da puta do sugador de sangue estava com a boca no pescoço dela enquanto ela se debatia tentando escapar. Eu estava estática. Não sabia o que fazer enquanto via as forças da minha mãe se esvaindo. Foi naquele momento que eu vi o brilho sair de seus olhos junto a uma lágrima solitária. Quando vi seu corpo totalmente imóvel e murcho foi como se eu tivesse levado um choque. Sai do meu torpor, porém eu tinha espaço no meu corpo para sentir a dor da perda. Tudo o que eu sentia era ÓDIO. Cada célula do meu corpo se resumia a puro ódio por aquela criatura sem vida e purpurinada que tinha tirado minha mãe de mim.
Encarei a criatura e senti o ódio dentro de mim se transformar em fogo. Avancei com toda a minha força contra o vampiro que mantinha um sorriso psicopata nos lábios. Não sei ao certo o que aconteceu. Só sei que um círculo de fogo se formou ao redor do vampiro encurralando-o. Sem pensar duas vezes, pulei em seu pescoço arrancando sua cabeça com uma dentada. Afastei-me e o círculo de fogo de aproximadamente um metro e meio que estava ao seu redor começou a abaixar terminando de incinerar o sugador de sangue.
Virei-me assustada para procurando o meu pai. Nada. Comecei a correr desesperada a sua procura, tentando encontrar algum vestígio de seus pensamentos, mas eu não ouvia nada. Há alguns metros de onde eu estava, vi um corpo humano quase sem vida que quando dei por conta era meu pai. Corri ao seu encontro e quando cheguei perto, ele me viu e tentou falar alguma coisa. Transformei-me e agachei a seu lado colocando sua cabeça em meu colo. Pouco me importava que estivéssemos nus; eu precisava salvá-lo. Eu tinha que salvá-lo. Já estava chorando e implorando para que ele não morresse e ficasse comigo quando pude ouvir seu ultimo suspiros seguido de suas ultimas palavras:
- Si... siga aquele cheiro – e em seguida fechou os olhos.
Notas finais
Deixe um comentário, não machuca e me deixa muuito feliz! =D
Bjs
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